Agro Mato Grosso
Homens são presos extraindo ouro em garimpo ilegal na região da Terra Indígena Sararé em MT

Na ação, foram apreendidas três escavadeiras, um motor-gerador, um motor-bomba e cerca de 700 litros de diesel.
Dois homens foram presos em um garimpo ilegal nas imediações da Terra Indígena Sararé, na região de Pontes e Lacerda, nesta quinta-feira (7). Na ação, foram apreendidas três escavadeiras, um motor-gerador, um motor-bomba e cerca de 700 litros de diesel.
Segundo a Polícia Civil, a operação teve início a partir de uma investigação sobre possível fraude na compra de maquinário, mas acabou identificando indícios de atividade de garimpo ilegal, o que levou ao acionamento da Polícia Federal.
No local, os suspeitos foram flagrados realizando extração de ouro, com sinais de degradação ambiental e desvio do curso do rio Sararé.
Diante da constatação da atividade irregular, a dupla foi presa em flagrante e encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Pontes e Lacerda, onde foi lavrado auto de prisão em flagrante pelos crimes de extração mineral sem autorização e usurpação de matéria-prima pertencente à União
Os equipamentos utilizados na atividade ilegal foram apreendidos e podem ser destinados a instituições públicas, mediante autorização judicial. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.
Agro Mato Grosso
Idosos são presos suspeitos de extração ilegal em MT

Suspeitos de 62 e 64 anos pagaram fiança e responderão em liberdade. Segundo a Polícia Civil, área em Santo Antônio de Leverger não tinha licenciamento ambiental nem autorização para extração mineral.
Dois homens, de 62 e 64 anos, foram presos em flagrante suspeitos de envolvimento na extração ilegal de cascalho em uma área rural de Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá, nessa quinta-feira (6). Segundo a Polícia Civil, caminhões carregados com o minério foram flagrados deixando o local durante uma fiscalização.
A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), com apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), após uma denúncia anônima indicar que havia extração irregular de minério na região.
De acordo com o boletim de ocorrência, os investigadores se aproximaram da área indicada e viram caminhões carregados de cascalho deixando o ponto onde ocorria a extração.
Ao entrarem na propriedade, os policiais encontraram uma pá carregadeira HL 760-9S sendo utilizada para escavar e retirar o cascalho, que posteriormente era colocado nos veículos de transporte.
Durante a abordagem, os motoristas dos caminhões e o operador da máquina disseram à polícia que desconheciam a existência de licença de operação ou de autorizações da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) para a atividade.
Ainda conforme a Polícia Civil, os trabalhadores afirmaram que prestavam serviço a mando de um dos investigados, apontado como responsável pela mineradora. O terreno onde a extração era realizada pertence ao outro suspeito.
Durante a fiscalização, a equipe constatou, segundo a polícia, que o local não possuía Cadastro Ambiental Rural (CAR) nem pedido formal de licenciamento para a atividade de lavra.
A Politec foi acionada e realizou levantamentos na área para verificar os danos e a degradação ambiental provocados pela extração mineral. As investigações continuam para determinar a extensão desses danos.
O proprietário do terreno e o homem apontado como responsável pela atividade foram levados à Dema e autuados em flagrante, em tese, por extração de recursos minerais sem autorização e por funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem licença ou autorização ambiental. Os crimes estão previstos nos artigos 55 e 60 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).
Os suspeitos pagaram fiança e foram liberados para responder ao caso em liberdade. O valor estipulado não foi informado.
A pá carregadeira usada na extração foi apreendida e levada para o pátio da Sema-MT, no Distrito Industrial, em Cuiabá.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a extensão dos danos ambientais e verificar se outras pessoas participaram da atividade ilegal.
Agro Mato Grosso
Município mais novo do Brasil nasceu depois das fazendas e hoje tem 93% da economia movida pelo campo

Pioneiros contam como uma produção sustentável transformou uma comunidade rural no caçula dos municípios brasileiros.
Boa Esperança do Norte é o caçula dos municípios brasileiros, mas sua história começou muito antes da instalação oficial, em 2025. Antes da prefeitura, das ruas asfaltadas e das mais de 470 empresas instaladas atualmente, chegaram famílias de produtores rurais que transformaram uma pequena comunidade em um dos polos agrícolas mais promissores de Mato Grosso, com produções voltadas para milho, soja e algodão.

O município possui um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 4,7 bilhões — dos quais R$ 4,4 bilhões vêm do agronegócio, segundo levantamento feito pela Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Econômico a pedido do g1 (veja no gráfico acima).
🔍Ao longo de três meses, o g1 ouviu pioneiros, produtores rurais, comerciantes, pesquisadores e lideranças para reconstruir a história de Boa Esperança do Norte, mostrando como uma agricultura baseada na conservação do solo ajudou a transformar uma comunidade rural no município mais novo do Brasil.
Entre essas histórias está a do produtor rural Moacir Antônio Guarnieri, que chegou em 1998, acompanhado da esposa, dos três filhos, da irmã e do cunhado. À época, encontrou uma comunidade com apenas 11 casas, energia gerada por motor, água de poço e estradas de terra. Quase 30 anos depois, diz sentir orgulho ao caminhar pelas ruas da cidade que ajudou a construir.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/t/DJg4wnTpKnzjwnBgwKtQ/quadro-g1.png)
Moacir Antônio Guarnieri fez as primeiras lavouras em Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: Arte g1
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, somente na última safra, o município produziu 906 mil toneladas de soja, 1,34 milhão de toneladas de milho e 135 mil toneladas de algodão. Isso mostra o seguinte cenário de Boa Esperança do Norte frente aos outros 141 municípios do estado:
O cenário do agronegócio em Boa Esperança do Norte (MT)
| PRODUÇÃO | POSIÇÃO NO RANKING DE MT |
| 🌽Milho | 8ª |
| 🌱Soja | 17ª |
| ☁️Algodão | 15ª |
Mas a transformação da cidade não foi impulsionada apenas pelo aumento da produção agrícola. Ela também foi resultado de uma forma de produzir que buscou conservar o solo desde os primeiros anos de ocupação da região.
Plantio direto, cobertura permanente do solo e rotação de culturas fazem parte da rotina da maioria dos produtores de Boa Esperança, conforme apurado pela reportagem. Além de reduzir a erosão, preservar a umidade e melhorar a fertilidade da terra, essas técnicas ajudam a garantir uma produção mais estável, mesmo diante de extremos climáticos.
Para o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Silvio Spera, que há 35 anos estuda o manejo de solos tropicais, esses sistemas conservacionistas foram determinantes para a expansão da agricultura no norte de Mato Grosso e, por consequência, para o desenvolvimento das cidades.
“Os sistemas conservacionistas não somente beneficiam a natureza, mas garantem a sustentabilidade da agricultura. Sem essa tecnologia, o Nortão ainda seria uma enorme pastagem com pouco gado e baixa produtividade. Sem essa agricultura viável e sustentável, o crescimento das cidades seria restringido”, ressaltou.
Oficializado após a emancipação, o Sindicato Rural representa um setor que cresceu junto com Boa Esperança do Norte. Para o presidente da entidade, Paulinho Fontão, o desenvolvimento da cidade é resultado da forma como a agricultura foi conduzida ao longo das últimas décadas.
“Hoje o produtor entende que cuidar do solo é garantir o futuro da própria atividade. O desenvolvimento de Boa Esperança do Norte aconteceu porque a produção cresceu de forma responsável, com tecnologia, manejo adequado e pensando nas próximas gerações. A cidade cresceu junto com esse trabalho desenvolvido dentro das propriedades”, explicou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/m/X/TicmRkTwWybFLOXBzS2g/image-3-.png)
Das fazenda à criação do município caçula do Brasil — Foto: Arte/g1
🌇Mudança de vida e de paisagem
O desenvolvimento da cidade começou com famílias que decidiram permanecer. Vindas principalmente do Sul do país, elas enxergaram no potencial agrícola da região uma oportunidade para construir uma nova vida.
A decisão de Moacir Guarnieri de deixar o Paraná, por exemplo, foi acompanhada de muitas incertezas, mas, segundo ele, a família apostou no potencial da área mesmo sabendo que encontraria uma realidade bem diferente da que havia deixado para trás. Os primeiros anos foram de adaptação, com infraestrutura limitada e uma rotina que exigia paciência e persistência.
Segundo o produtor, os primeiros meses foram suficientes para mostrar como seria a nova vida. Em uma viagem para fazer compras no município de Sorriso (MT) os três filhos surpreenderam o produtor ao pedir apenas laranjas, bergamotas e mexericas. Não queriam brinquedos nem doces.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/5/A/q3EwDjTIiC7hVZeDirqg/whatsapp-image-2026-07-31-at-14.21.02.jpeg)
Primeira árvore plantada por Moacir Guarnieri e os dois filhos, na década de 90 — Foto: Arquivo pessoal
Apesar dos desafios, voltar nunca foi uma opção. A família acreditava que o potencial agrícola da região compensaria os sacrifícios dos primeiros anos. Junto com outros produtores, Moacir ajudou a abrir novas áreas de cultivo e viu a pequena comunidade crescer aos poucos, até se transformar no município que existe hoje.
Segundo Moacir, havia uma preocupação que o acompanhava desde o Paraná. Ele não queria repetir no cerrado mato-grossense problemas que já havia observado em outras regiões agrícolas. Por isso, ainda nos primeiros anos na propriedade, adotou práticas que hoje são consideradas fundamentais para a agricultura sustentável, como o plantio direto, a cobertura permanente do solo e a rotação de culturas.
“Já viemos com essa ideia. Aprendemos muito no Paraná e trouxemos esse conhecimento para cá. O solo precisava continuar produzindo, não só para nós, mas para quem viesse depois”, ressaltou.
Hoje, ao olhar para a propriedade e para a cidade que ajudou a construir, ele diz que o maior legado não está apenas na produção. “A maior satisfação é ver que deixamos uma terra melhor para os filhos e netos e ajudamos a construir um lugar onde as famílias têm oportunidade de viver e crescer”.
A trajetória de Guarnieri não foi uma exceção. Ela se repete, com diferentes detalhes, entre dezenas de famílias que chegaram a Boa Esperança do Norte nas décadas de 1980 e 1990. Cada uma ajudou a construir um pedaço da cidade, seja abrindo novas áreas de cultivo, fortalecendo a comunidade ou criando os primeiros negócios que sustentariam o crescimento do município.
Muito antes de Boa Esperança do Norte se tornar município, outro produtor rural que ajudava a construir a comunidade entre as lavouras é Moacir Zanatta. Pioneiro na região, ele participou da criação da Cooperativa Agropecuária Mista Boa Esperança (Coambe), colaborou com entidades locais e acompanhou de perto o crescimento da agricultura e da cidade. Hoje, quem relembra essa trajetória é o filho, Joelso Zanatta.
Ele contou que cresceu vendo o pai dividir o tempo entre a propriedade rural e o trabalho comunitário, em uma época em que produzir não era suficiente. Era preciso criar as bases para que outras famílias também permanecessem na região.
Segundo Joelso, esse espírito coletivo explica por que Boa Esperança conseguiu crescer de forma organizada. “Os produtores entenderam desde cedo que, se a cidade crescesse, todo mundo cresceria junto. Foi isso que aconteceu”.
Hoje, ao caminhar pelas ruas de Boa Esperança do Norte, Zanatta, de 78 anos, afirmou que sente orgulho por tudo o que foi construído com a família. Entre as muitas realizações, uma das que mais o emocionam é ouvir pessoas simples dizerem que sonham em ser fazendeiros um dia, inspiradas pela trajetória daqueles que ajudaram a construir a história da região.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/V/U/An9EklSyKK3jtUQiKZqQ/quadro-g1-3-.png)
Moacir Zanatta sentado ao lado da esposa e a família que construiu em Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: g1
Essa organização vinculada a amigos e famílias também ajudou a fortalecer uma das instituições mais antigas da comunidade. Criada há mais de três décadas, a Cooperativa Agropecuária Mista Boa Esperança nasceu para facilitar o acesso dos produtores a crédito, assistência técnica e insumos. Hoje, atende cerca de 320 famílias e também desenvolve ações sociais, como doações para escolas da região.
Os reflexos desse crescimento não ficaram restritos às propriedades rurais e, pouco a pouco, começaram a aparecer também os primeiros estabelecimentos comerciais. Foi justamente observando esse movimento que Sirlei Neuhaus decidiu apostar no próprio negócio, em 2002.
Enquanto muitos enxergavam apenas um pequeno distrito cercado por lavouras, ela viu uma oportunidade. No início, lembra que vendia de tudo um pouco para atender às necessidades de uma comunidade ainda em formação.
“Quando cheguei, praticamente tudo estava começando. Cada casa construída, cada barracão levantado, cada novo morador significava também um cliente entrando pela porta”, relembrou.
Com o passar dos anos, Sirlei viu o perfil da cidade mudar. Se antes a maior parte das vendas era destinada diretamente aos produtores rurais, hoje a clientela é formada também por comerciantes, prestadores de serviço, trabalhadores da construção civil e famílias que decidiram viver em Boa Esperança.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/3/M/gDY3dqSn69FjMUBESeeA/quadro-g1-2-.png)
Sirlei Neuhaus empreendeu em Boa Esperança do Norte (MT) com o surgimento dos primeiros plantios — Foto: Arte/g1
O crescimento da economia também mudou a rotina de quem trabalha no setor de serviços. É o caso da empresária Josielly Cristine Peters, proprietária de um hotel no município. Peters contou ao g1 que o movimento vindo de representantes comerciais, técnicos agrícolas, transportadores, prestadores de serviço e investidores mantêm o hotel em funcionamento o ano inteiro.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/y/E/8s02TgSTAq0ggOgeYk6A/quadro-g1-4-.png)
Josielly Cristine Peters, proprietária de um hotel no município — Foto: Arte g1
Para onde Boa Esperança está caminhando
Boa Esperança do Norte já nasceu grande para os padrões brasileiros. Com pouco mais de 5,8 mil habitantes, o município estreou superando quase 1,9 mil cidades em população, segundo o IBGE. Para além das lavouras, o desafio agora é transformar esse crescimento em desenvolvimento de longo prazo.
Para o prefeito Calebe Francio, que também é produtor rural e pioneiro na região, a cidade ainda vive os primeiros capítulos da própria história. Entre as prioridades estão a ampliação da infraestrutura urbana:
- 🏘️novos loteamentos;
- 🏪atração de empresas;
- 🗺️consolidação como um polo regional de desenvolvimento.
A localização ajuda. Cortado pela MT-140 e próximo ao traçado previsto da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) e da BR-242, o município aposta na logística como um dos fatores que podem impulsionar ainda mais a economia nos próximos anos.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Y/e/hUAV4lTH2RBnTJBQ0zaA/whatsapp-image-2026-07-31-at-16.56.47-2-.jpeg)
Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: Edson Vitor
Mas quem nasceu ou cresceu na cidade sabe que desenvolvimento não depende apenas de estradas. Depende, principalmente, de pessoas. É justamente aí que a história de André Elias Fensk, que cresceu na cidade, se cruza com a de tantos outros moradores.
Filho de uma família que viveu diferentes fases do agronegócio, André chegou a Boa Esperança do Norte em 2002, quando ainda era criança. O pai decidiu investir no distrito mesmo sem saber se o município sairia do papel. Em poucos meses, abriu uma pequena empresa de lubrificantes voltada aos produtores rurais.
“A gente fez o investimento sem saber o que ia acontecer. Meu pai dizia que nós íamos acreditar no lugar e crescer junto com ele. E foi exatamente isso que aconteceu”, ressaltou.
André acompanhou praticamente todas as transformações da cidade. Estudou na escola local, viu o asfalto chegar, a estrada até Sorriso deixar de ser um percurso quase intransitável e o comércio ampliar a oferta de produtos e serviços. Mais tarde, voltou à cidade depois da faculdade para trabalhar na empresa da família e abrir um escritório de contabilidade.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/e/x/noxkLHQqmpApklY4HcZw/videos-g1-.png)
André Elias Fensk foi criado pelos pais em Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: Arquivo pessoal
Quando Boa Esperança finalmente conquistou a emancipação, decidiu participar da construção de outro capítulo da história do município. Foi um dos fundadores da Associação Comercial, ajudou na organização dos primeiros partidos políticos locais, assumiu a Secretaria de Finanças durante a implantação da prefeitura e hoje ocupa uma cadeira na Câmara Municipal como vereador.
Segundo ele, o momento agora exige planejamento. “A gente está correndo contra o tempo. Enquanto outros municípios tiveram décadas para se estruturar, Boa Esperança precisa construir essa base em poucos anos. É um desafio grande, mas também uma oportunidade enorme de fazer as coisas do jeito certo”, pontuou.
O legado que vai além da produção
Embora a agricultura seja a principal atividade econômica, os moradores fazem questão de lembrar que o desenvolvimento da cidade nunca significou abrir mão da natureza. Nos fins de semana, um dos destinos preferidos continua sendo o Salto Magessi.
Localizado no Rio Teles Pires, o conjunto de corredeiras e quedas d’água está preservado e se tornou um símbolo de Boa Esperança do Norte. O acesso é gratuito e o local recebe moradores e visitantes para banho, pesca esportiva e acampamentos.
Não por acaso, o Salto Magessi foi citado espontaneamente por produtores, comerciantes e lideranças ouvidos pelo g1 como um dos maiores patrimônios do município. Para eles, a paisagem resume a identidade da cidade: uma região onde a produção agrícola ocupa as áreas destinadas ao cultivo, enquanto espaços naturais continuam preservados e fazem parte da vida da comunidade.
Foi esse equilíbrio que também chamou a atenção do pesquisador da Embrapa Silvio Spera ao longo de mais de três décadas acompanhando a agricultura mato-grossense. Segundo ele, conservar o solo não significa apenas produzir melhor. Significa criar condições para que as próximas gerações continuem vivendo e trabalhando no campo.
Talvez seja por isso que, ao olhar para trás, os produtores ouvidos pela reportagem não falem primeiro da produção recorde, das máquinas ou dos números da economia. Eles preferem falar das pessoas, dos filhos, dos netos e da cidade.
Agro Mato Grosso
Operação flagra desmatamento ilegal de 1,2 mil hectares e aplica R$ 7,2 milhões em multas

O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) identificou o desmatamento ilegal de 1.246,5121 hectares, em uma propriedade rural no município de União do Sul. A operação resultou na aplicação de R$ 7.232.560,50 em multas por infrações ambientais.
A ação foi desencadeada, após levantamentos realizados por meio de plataforma de monitoramento remoto, que apontaram indícios de extração florestal irregular na propriedade, entre os dias 31 de julho e 5 de agosto deste ano. Neste período, as equipes realizaram vistoria técnica no local e confirmaram a exploração seletiva ilegal de madeira com uso de motosserras.
Os policiais militares identificaram secções de toras, cepas, estradas de acesso e esplanadas clandestinas utilizadas para a atividade criminosa. Além do desmatamento, a equipe verificou que a exploração madeireira ocorria em uma área já interditada, caracterizando o descumprimento da medida administrativa.
Na área, também foram apreendidos 312 metros cúbicos de madeira em tora de origem ilícita, posteriormente destinados ao Conselho Comunitário de Segurança Pública do município de Marcelândia.
As multas aplicadas totalizaram R$ 7.232.560,50, sendo R$ 6.232.560,50 pelo desmatamento de vegetação nativa e R$ 1 milhão pelo descumprimento do embargo ambiental. Durante a operação foram lavrados Auto de Inspeção Técnica, Auto de Infração, Termo de Embargo/Interdição, Termo de Apreensão e Recibo de Doação.
Agro Mato Grosso22 horas agoMilho bate recorde em MT e soja segue sob influência do clima
Agro Mato Grosso22 horas agoRecorde na safra de milho e cana reduz valor do biocombustível no varejo de MT
Business23 horas agoGrupo é investigado por desvio de 197 toneladas de soja em MT
Featured16 horas agoCom salário de R$ 46 mil, Erika Hilton declara ao TSE só R$ 15,9 mil em bens
Agro Mato Grosso22 horas agoGoverno Federal confirma Leilões Ferroviários com impacto direto em MT
Business23 horas agoCrédito rural despenca e inadimplência aumenta: e agora?
Sustentabilidade19 horas agoQuais são as principais práticas de manejo que aumentam a produtividade da soja em terras baixas? – MAIS SOJA
Business19 horas agoChuvas dificultam manejo, mas trigo avança bem no Rio Grande do Sul
















