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23 de junho de 2026

Sustentabilidade

Possível taxação da Letra de Crédito do Agronegócio gera reação do setor – MAIS SOJA

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, incluiu a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) em um pacote para compensar os ajustes no decreto que aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O que hoje é zero pode passar a 5% de IR. As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) estão na mesma situação.

O governo editou uma Medida Provisória mas que ainda precisa passar pelo Congresso Nacional, para não perder a validade e se tornar, de fato, lei. A cobrança só passaria a valer para novas emissões a partir de 2026, mas o plano do Ministério da Fazenda levantou o sinal de alerta no setor, pois atinge uma fonte de recursos cada vez mais importante para o crédito rural.

Com contribuições cada vez mais expressivas nas edições recentes do Plano Safra, a LCA pode se tornar mais cara caso venha a ser tributada como imposto de renda, e consequentemente menos competitiva em relação a outras opções de investimento na carteira das instituições financeiras, como um CDB (Certificado de Depósito Bancário), por exemplo.

Em nota técnica, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lembra que o governo federal promoveu outras mudanças na LCA. Ampliou de 50% para 60% o direcionamento dos recursos do título para o crédito rural e reduziu de nove para seis meses o prazo de rentabilidade do investimento.

Para a entidade, cobrar o imposto de renda só vai desestimular o investidor, indo na contramão de outras medidas que poderiam tornar o título mais atrativo, tais como manter a isenção tributária para pessoas físicas; elevar exigibilidade no crédito rural para 85%; reduzir o prazo de rentabilidade das LCAs para 90 dias; possibilitar que os estoques de LCA sigam a regra de vigência na sua aplicação, até o fim de sua validade.

FPA se posiciona e alerta para efeitos da medida já no curto prazo

Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também reagiu com veemência. Em nota oficial, a entidade afirma que “manifesta profunda preocupação com a proposta de tributação em 5% dos rendimentos de LCAs e LCIs, hoje isentos para pessoas físicas. A medida compromete uma fonte essencial de crédito rural, especialmente para médios produtores e cooperativas, além de encarecer o financiamento do setor em meio a juros altos e queda nas commodities. A conta será paga pelo consumidor que receberá o repasse no preço dos alimentos. As LCAs são base do financiamento agropecuário e estruturam o Plano Safra

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), disse que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) garantiu que não há compromisso com a aprovação da proposta do governo de taxar os rendimentos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). A senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS) também se manifestou contra a medida. Ela disse, em entrevista coletiva na sede da entidade: “As três principais fontes para você fazer e chegar na equalização de juros são depósito à vista, poupança rural e LCAs. Então, se você diminui, você já vai entrar manco para o próximo Plano Safra”.

Apesar da repercussão negativa, o governo minimizou o impacto da taxação das LCAs. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou ontem que a eventual cobrança de 5% de Imposto de Renda sobre os rendimentos de pessoas físicas que investem nas Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) deve ter impacto “quase zero” nos juros do crédito rural aos produtores. Ele falou justamente após reunião com membros da FPA na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

Já o Ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que a possível taxação não afetaria o preço dos alimentos no Brasil, já pressionados pela inflação. Segundo ele, esses títulos financiam apenas “grandes exportadores”, em entrevista dada ao programa Bom dia, Ministro, da EBC. Teixeira também criticou a postura do Congresso Nacional, que tem se posicionado contra as tentativas do governo de aumentar impostos.

Nesse clima tenso, o anúncio oficial do Plano Safra 2025/2026 se aproxima, com o setor agropecuário em alerta para temas sempre sensíveis do pacote, tais como equalização de juros e estímulos ao pequeno produtor. Num ciclo turbulento próximo do fim, que chegou a incluir a interrupção das linhas de crédito, novamente todos estarão atentos ao difícil equilíbrio orçamentário.

Recentemente, a FPA realizou um seminário sobre esse tema em sua sede no qual especialistas, parlamentares e outros representantes do setor produtivo discutiram soluções que garantam mais previsibilidade, recursos e um seguro rural mais forte no Brasil.

Por Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb13.9290) marcelosa@sna.agr.br
Com informações complementares da FPA, CNA, Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Ministério da Fazenda.
Fonte: SNA 
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Sustentabilidade

Escudo biológico blinda a produtividade da soja contra mudanças climáticas e falta de chuva – MAIS SOJA

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As crescentes anomalias climáticas provocadas pelo fenômeno El Niño têm acendido o alerta máximo nos principais cinturões agrícolas do país. O impacto do clima severo vai além da simples escassez de chuva: a falta de água desregula o metabolismo da soja em sua fase crítica de formação, desencadeando veranicos intensos que historicamente prejudicam as lavouras. Para combater esse cenário, pesquisadores da Síntese Agro Science, empresa brasileira de biotecnologia aplicada ao agronegócio, desenvolveram uma solução biológica inovadora capaz de atuar preventivamente na fisiologia vegetal, criando uma espécie de “escudo bioquímico” que protege o potencial produtivo das plantas.

A eficácia da tecnologia foi chancelada pela comunidade científica internacional e publicada na prestigiada revista científica Journal of Crop Science and Biotechnology em maio de 2026. O estudo mapeou os efeitos práticos da aplicação foliar do Domínio®, um bioestimulante organomineral formulado a partir do extrato da alga marinha Ascophyllum nodosum. Aplicado estrategicamente no estádio fenológico V4, fase inicial de crescimento e desenvolvimento vegetativo da cultura, o produto provou ser um divisor de águas na capacidade de resiliência da planta.

Os testes laboratoriais e de estufa revelaram respostas fisiológicas positivas sob condições de restrição hídrica induzida. Apenas sete dias após o tratamento, as plantas que receberam o bioestimulante apresentaram um aumento expressivo de 60% na concentração de clorofila total em comparação ao grupo-controle. Essa resposta otimiza a capacidade fotossintética da soja, mesmo em cenários de alta radiação e escassez de água.

Além disso, o uso do composto ativou fortemente o sistema enzimático de autodefesa da cultura, induzindo um incremento na atividade de enzimas antioxidantes fundamentais. A atividade da catalase saltou 17,3%, a da superóxido dismutase cresceu 33,9%, e a peroxidase registrou a maior alta, com 47,4%. “Juntas, essas enzimas neutralizam os radicais livres que destroem as células vegetais durante períodos de estresse hídrico, conferindo uma tolerância superior contra o estresse oxidativo”, afirma William Marcusso, diretor de projetos e inovação da Síntese Agro Science.

A análise foliar realizada após a aplicação demonstrou também que o produto atua diretamente como um modulador na absorção de nutrientes essenciais. Foi observado um enriquecimento significativo nos níveis de cálcio (Ca), manganês (Mn), níquel (Ni) e zinco (Zn), elementos fundamentais na estruturação da parede celular, sinalização metabólica e eficiência fotossintética.

Resultados expressivos no campo

Para testar os limites da tecnologia fora do ambiente controlado, o estudo submeteu a lavoura a um teste de campo, no qual as plantas enfrentaram um período de déficit hídrico natural de aproximadamente 15 dias, um cenário clássico e temido de veranico. Mesmo sob as limitações impostas pelo ambiente, o lote tratado manteve o vigor vegetativo de forma visível e protegeu a formação dos grãos sem abortar o desenvolvimento.

O resultado econômico e produtivo consolidou a viabilidade técnica da intervenção biológica. A área protegida pelo escudo biológico alcançou uma produtividade final de 3.387,0 kg/ha, em comparação com 3073.6 kg/ha das plantas não tratadas, resultando em um incremento direto de 10,2% na colheita final.

Os dados consolidados indicam que a utilização de bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum deixa de ser apenas uma alternativa complementar e passa a figurar como ferramenta estratégica indispensável para o manejo de mitigação de riscos climáticos. Diante de um clima cada vez mais imprevisível, a biotecnologia nacional entrega ao produtor uma blindagem real para assegurar a rentabilidade e a segurança alimentar do mercado de grãos. “A intervenção preventiva, feita na fase inicial de crescimento, atua fisiologicamente para criar um escudo bioquímico, garantindo que a planta suporte as janelas de seca e as altas temperaturas sem abortar o desenvolvimento”, conclui William Marcusso.


Sobre a Síntese Agro Science

Fundada em 2018, a Síntese Agro Science é uma empresa brasileira de biotecnologia aplicada no agro, com atuação nacional, dedicada ao desenvolvimento de soluções que ampliam a eficiência produtiva com menor impacto ambiental.

 A empresa desenvolve tecnologias para nutrição vegetal, bioestimulação e aplicação agrícola, transformando pesquisas em soluções práticas que aumentam a produtividade no campo com mais previsibilidade e eficiência. Suas soluções não deixam resíduos tóxicos nos grãos e nas culturas tratadas, atendendo e superando os principais protocolos internacionais de exportação na Europa, Ásia e América do Norte, alinhadas a práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e desenvolvidas com foco na biodiversidade e na saúde humana e animal.

Com base em biotecnologia de nova geração, a Síntese Agro Science investe em pesquisa e estrutura laboratorial para desenvolver soluções a partir de microrganismos e processos biológicos controlados, antecipando, em ambiente industrial, respostas que tradicionalmente ocorreriam no campo.

A companhia tem como objetivo contribuir para a evolução do modelo produtivo do agro, integrando biotecnologia ao manejo agrícola para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e ampliar a competitividade do produtor brasileiro.

Fonte: Assessoria de imprensa

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Sustentabilidade

Contagem regressiva: vazio sanitário da soja começa dia 26 na Bahia e mobiliza produtores

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Foto: Divulgação Aiba

A partir do próximo dia 26 de junho, os produtores de soja do Cerrado baiano iniciam uma das etapas mais importantes do calendário agrícola: o vazio sanitário da soja. Mais do que uma exigência legal, a medida representa uma estratégia fundamental para a proteção das lavouras, a redução dos custos de produção e a preservação da competitividade da sojicultura baiana frente aos desafios fitossanitários.

Atenta à importância desse período, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Programa Fitossanitário do Núcleo de Agronegócio, intensifica as ações de orientação, monitoramento e acompanhamento técnico junto aos produtores rurais, reforçando a necessidade do cumprimento das normas estabelecidas para a safra 2026/2027.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Na Região I, que concentra a maior parte da produção de soja do estado e engloba os municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Correntina, Riachão das Neves, Cocos e Santa Maria da Vitória, o vazio sanitário será de 26 de junho a 7 de outubro de 2026, conforme determina a Portaria nº 40 da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

Durante esses mais de 90 dias, fica proibida a manutenção ou o cultivo de plantas vivas de soja nas propriedades rurais. A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), considerada uma das doenças mais agressivas da cultura e responsável por causar severas perdas de produtividade quando não controlada adequadamente.

Para o primeiro vice-presidente da Aiba e presidente do Conselho Técnico da entidade, Luiz Carlos Bergamaschi, o sucesso do vazio sanitário depende do comprometimento de toda a cadeia produtiva. “Esse período é uma ferramenta indispensável para a manutenção da sanidade das lavouras e para a sustentabilidade da produção de soja. O cumprimento das normas, aliado ao trabalho de orientação realizado pelas equipes técnicas, contribui para reduzir a pressão de doenças, proteger a produtividade e garantir maior eficiência no manejo fitossanitário da próxima safra”, destaca Bergamaschi.

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Sustentabilidade

Custos de produção estabilizam, mas preços recebidos por produtores voltam a cair – MAIS SOJA

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O setor agropecuário do Rio Grande do Sul viveu um cenário de disparidade em maio de 2026. Enquanto o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) apresentou estabilidade, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos Pelos Produtores Rurais (IIPR) registrou queda, interrompendo uma trajetória de alta observada nos meses anteriores.

O IICP fechou o mês de maio com uma variação praticamente nula, alta de apenas 0,04%. Segundo a Assessoria Econômica do Sistema Farsul, responsável pelos indicadores, o alívio nos custos foi impulsionado pela queda na taxa de câmbio, que barateou insumos importados como fertilizantes e defensivos, além da redução nos preços do diesel, o que diminuiu a pressão sobre fretes e operações mecânicas.

Apesar do alívio pontual, a tendência de longo prazo mostra uma retomada na pressão de custos. No acumulado de 12 meses, o IICP avançou para 3,11%, sinalizando que os custos voltaram a subir após o período de deflação verificado em 2025. No acumulado do ano, a alta chega a 5,94%, concentrada principalmente nos meses de março e abril.

Preços recebidos em retração

Em contrapartida, o cenário para o produtor foi de desvalorização em maio. O IIPR registrou uma queda mensal de 1,98%, movimento impulsionado principalmente pela desvalorização de produtos como soja, arroz e suínos.

Com este resultado, o IIPR acumula uma queda de 7,64% em 12 meses, indicando que os preços pagos ao produtor continuam abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior.

relatório da Farsul destaca ainda o “descasamento” entre o que o produtor recebe e o que o consumidor final paga nas prateleiras, medido pelo IPCA Alimentos. Enquanto o IIPR acumula retração em 12 meses, o IPCA Alimentos segue pressionado, com alta de 3,87% no mesmo período. Para os analistas, essa diferença evidencia que a inflação de alimentos não tem sua origem no campo, mas sim ao longo das demais etapas da cadeia produtiva e por fatores da dinâmica macroeconômica.
Os dados deste relatório fazem parte da série histórica monitorada pelo Sistema Farsul e estão disponíveis para consulta no Farsul Big Data.

Confira o relatório na íntegra.

Fonte: Farsul



 

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