Business
‘Falta de prioridade trava seguro rural no Brasil’, diz especialista

O seguro rural ainda não acompanha o tamanho do agronegócio brasileiro. O tema foi discutido no videocast Radar Rural, do Canal Rural, que recebeu o coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola.
Segundo ele, apesar de mais de duas décadas de operação, o instrumento segue com baixa cobertura e não se consolidou como principal ferramenta de gestão de risco no país.
Cobertura ainda limitada
Atualmente, apenas cerca de 3% a 4% da área agrícola está segurada. “É muito pouco para o tamanho do país e pela importância econômica que a agricultura tem”, afirmou Loyola durante o programa.
O especialista destacou que o crédito rural ainda lidera como principal política agrícola. “O crédito rural continua sendo o carro-chefe da política brasileira. O seguro ainda é um jovem, não amadureceu”, disse.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Em anos recentes, o alcance do seguro chegou a níveis mais altos, mas houve recuo. A avaliação é de que o país ainda não internalizou a importância do instrumento, mesmo com o aumento dos eventos climáticos extremos.
Falta de prioridade trava avanço
Para Loyola, a evolução do seguro rural depende diretamente de decisões de política pública. “Isso depende muito da gestão que está à frente do governo. É um tema de Estado, mas precisa de vontade política”, afirmou.
Ele avalia que a falta de previsibilidade orçamentária e a volatilidade na execução dos recursos dificultam o avanço do modelo no Brasil.
Além disso, o especialista aponta que, sem o seguro, o custo para o sistema acaba sendo maior. “A gente gasta bilhões em renegociação de dívida, sendo que o mecanismo de seguro funciona muito bem”, disse.
Seguro reduz impacto das perdas
O seguro rural atua como mitigador de risco, principalmente em momentos de quebra de safra. Nos últimos anos, as indenizações pagas ajudaram a reduzir a necessidade de renegociação de dívidas.
“Só para ter uma ideia, já foram mais de R$ 30 bilhões em indenizações pagas aos agricultores”, afirmou Loyola.
Segundo ele, o objetivo do seguro não é eliminar perdas, mas garantir condições para que o produtor continue na atividade. “Ele não resolve todos os problemas, mas ajuda o produtor a passar pela fase ruim”, explicou.
Comparação internacional
Loyola também citou exemplos de outros países, onde o seguro rural tem papel central na política agrícola. Na avaliação dele, o Brasil ainda está atrás nesse processo.
“Países que tiveram êxito focaram na política de seguro. Aqui, a gente ainda está muito alavancado no financiamento”, disse.
Ele destacou que, em mercados mais desenvolvidos, há maior previsibilidade de recursos e participação mais ativa do Estado, o que contribui para ampliar a cobertura.
Caminhos para avançar
Entre as propostas, o especialista defende maior integração entre crédito e seguro, além de incentivos para estimular a contratação.
“Sabendo que os problemas climáticos estão mais frequentes, o financiamento deveria vir acompanhado de seguro, ainda que com incentivo”, afirmou.
Outra frente é a criação de mecanismos para dar estabilidade ao sistema em momentos de perdas mais severas, o que pode atrair mais seguradoras e ampliar a oferta.
Para Loyola, sem mudanças estruturais, o país tende a manter o modelo atual. “Sem seguro, a gente continua no ciclo da renegociação de dívida”, concluiu.
O post ‘Falta de prioridade trava seguro rural no Brasil’, diz especialista apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Governo de Roraima projeta crescimento de 9,4% na área plantada de soja em 2026

O governo de Roraima, por meio da Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi), divulgou projeção de crescimento de 9,42% na área plantada de soja no estado em 2026. A estimativa integra as ações do programa Rota dos Grãos, iniciativa voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva e ao planejamento sustentável do setor agrícola.
De acordo com o levantamento mais recente da Seadi, a previsão é que Roraima alcance 144.893 hectares cultivados com soja em 2026, contra 132.421 hectares registrados em 2025. Os números indicam expansão da cultura e reforçam o avanço do estado no cenário agrícola nacional.
O programa Rota dos Grãos realiza visitas técnicas em propriedades rurais de diferentes municípios com o objetivo de levantar informações sobre culturas como soja, milho, arroz e algodão. Entre os dados coletados estão área plantada, produtividade, potencial de expansão e condições técnicas das lavouras.
- Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Segundo o coordenador da iniciativa, Frankarlos Lopes, o programa prevê atendimento em mais de 250 propriedades rurais em todo o estado. Ele explica que as visitas permitem a coleta de informações estratégicas que ajudam a atualizar o mapa agrícola de Roraima, identificar polos produtivos e gerar dados técnicos para subsidiar o planejamento de políticas públicas e investimentos no setor.
“Durante as visitas, são coletadas informações que permitem aprimorar o planejamento do setor agrícola, fortalecer a gestão pública e orientar investimentos com base em dados reais da produção”, destacou.
Além do mapeamento produtivo, a ação busca fortalecer o diálogo entre o Estado e os produtores rurais, ampliando o acesso a orientações técnicas e programas governamentais.
Para Frankarlos Lopes, o crescimento da produção de grãos consolida Roraima como uma nova fronteira agrícola da Amazônia Legal. Segundo ele, o uso de dados mais precisos e a maior organização do setor aumentam a capacidade de atração de investimentos e contribuem para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.
A iniciativa integra os objetivos do Plano Roraima 2030, que prevê ações voltadas ao desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, geração de emprego e renda e inovação no campo.
O programa Rota dos Grãos conta ainda com apoio da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em parceria voltada ao fortalecimento da coleta de dados e da cooperação técnica entre os governos estadual e federal.
O post Governo de Roraima projeta crescimento de 9,4% na área plantada de soja em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atinge 18% da safra prevista

A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro chegou a 18% da produção prevista para a safra 2026 até o fim da terceira semana de junho, segundo levantamento da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). Em nota divulgada nesta terça-feira (23), a cooperativa estimou produção de 2,859 milhões de sacas de 60 quilos neste ciclo.
De acordo com boletim técnico da Expocacer, as chuvas registradas entre os dias 13 e 18 de junho somaram 32,8 milímetros e provocaram atrasos nas operações de colheita e pós-colheita em diversas propriedades da região.
Segundo a cooperativa, o excesso de umidade afetou os terreiros de secagem, interrompeu atividades de campo e retardou o beneficiamento dos grãos. O cenário atingiu etapas operacionais importantes da safra, especialmente nas áreas em que o café já havia sido retirado do campo e dependia de condições mais estáveis para secagem e manejo pós-colheita.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A perspectiva para os próximos dias, no entanto, é de melhora nas condições de trabalho. A previsão informada pela cooperativa aponta acumulado de 4,1 milímetros de chuva entre 19 e 24 de junho, condição que, segundo a entidade, deve permitir a retomada da colheita e da secagem dos cafés.
Nas áreas monitoradas, 59% dos frutos estão atualmente no estágio "cereja", apontado pela Expocacer como ideal para a colheita. Nas áreas já colhidas, os produtores iniciaram os tratos de pós-colheita voltados à recuperação das lavouras e ao preparo para o próximo ciclo produtivo.
Apesar dos atrasos provocados pelas precipitações, técnicos da Expocacer avaliam que o cenário da safra no Cerrado Mineiro segue positivo, com avanço da colheita e continuidade dos manejos nas áreas já trabalhadas.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atinge 18% da safra prevista apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Programa Caminho Verde Brasil é apresentado em fórum internacional do agro

O Programa Caminho Verde Brasil, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi apresentado na quinta-feira (18) durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), em Campo Grande (MS). A iniciativa integrou o painel “A nova revolução do agro: mais produção e desmatamento zero”, voltado à expansão da produção agropecuária com sustentabilidade ambiental.
Segundo o material divulgado, o fórum reuniu autoridades, lideranças do setor produtivo, especialistas e representantes de 16 países e da União Europeia para discutir segurança alimentar, produção sustentável e oportunidades para a agropecuária brasileira diante da demanda mundial por alimentos e energia limpa.
No painel, o assessor especial do ministro e coordenador do programa, Pedro Cunto, apresentou as ações do Caminho Verde Brasil. De acordo com ele, a iniciativa atua na recuperação de áreas degradadas, no aumento da produtividade e na promoção de sistemas produtivos sustentáveis. Em declaração divulgada pelo Mapa, Cunto afirmou que o programa contribui para restaurar áreas degradadas, reduzir a pressão por desmatamento em áreas de vegetação nativa e diminuir emissões de gases de efeito estufa.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
Ainda segundo o coordenador, o Governo Federal e o Banco do Brasil desenvolveram um modelo para viabilizar a participação de grandes investidores públicos e privados no financiamento da agropecuária sustentável. Ele citou o Fiagro Multimercado como um dos mecanismos para financiar o programa e informou que a meta é restaurar 40 milhões de hectares de áreas degradadas, com necessidade de US$ 6 bilhões por ano. Também disse que novos leilões com o Tesouro Nacional devem buscar recursos externos.
O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, destacou a relevância do Brasil para a segurança alimentar global e afirmou que as mudanças climáticas estão entre os principais desafios para a agricultura, exigindo avanço em ações de mitigação de longo prazo.
Coordenado pelo Mapa, o Caminho Verde Brasil prevê a incorporação de áreas degradadas a sistemas produtivos sustentáveis. Os produtores que aderirem ao programa assumem compromissos relacionados a desmatamento zero, certificação trabalhista, monitoramento de carbono e adoção de práticas sustentáveis. Para a primeira fase, a iniciativa conta com aproximadamente US$ 6 bilhões para financiar produtores rurais por meio de dez instituições financeiras habilitadas.
A apresentação no FIAP colocou o programa no centro do debate sobre produção, sustentabilidade e financiamento no campo, com foco na recuperação de áreas degradadas e na ampliação de sistemas produtivos sustentáveis.
Fonte: gov.br
O post Programa Caminho Verde Brasil é apresentado em fórum internacional do agro apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade22 horas agoVazio sanitário da soja já está em vigor em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA
Featured24 horas agoSequestro, tortura e morte: polícia desarticula grupo que matou jovem confundido com rival
Featured22 horas agoQuer um telão na sua rua? Prefeitura abre votação para novo jogo do Brasil
Business21 horas agoBoi gordo sente ausência da China e frigoríficos ajustam produção
Business23 horas agoPuxado pela queda no trigo, safra de inverno 2026 do RS deve ser 22% menor
Featured22 horas agoSoja e farelo lideram movimentação no Porto de Santos até maio
Sustentabilidade21 horas agoComo ficaram os preços da soja? Cotações variam entre queda e estabilidade em regiões do Brasil
Agro Mato Grosso23 horas agoCaminhoneiro morre após veículo pegar fogo em batida envolvendo três caminhões na BR-070 em MT
















