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14 de setembro de 2026

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Segura o coração: a largada no campo vai ser dada! Abertura da safra de soja 26/27 vem aí!

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Fazenda Horizontina | Reprodução Canal Rural

Segura o coração porque a largada está chegando! A tão aguardada Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 acontece nesta quinta-feira (17), na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT). O evento começa às 8h, no horário de Mato Grosso, e reúne produtores rurais, pesquisadores, autoridades e representantes de diferentes elos do agronegócio.

A contagem regressiva para o início de mais uma temporada de soja no Brasil entra, portanto, na reta final. Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano, pois o evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, desafios e avanços da produção de soja no país.

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Ao longo da programação, os participantes poderão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

O tema deve colocar em pauta alternativas para ampliar a agregação de valor à oleaginosa, diversificar as oportunidades dentro da cadeia produtiva e aproveitar novos mercados. A discussão ganha ainda mais relevância diante da busca do setor por maior eficiência, novas fontes de receita e melhor aproveitamento da produção.

Evento terá transmissão ao vivo

Quem não puder estar presencialmente em Ipiranga do Norte também poderá acompanhar a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 de forma remota. A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube, ampliando o acesso aos debates para produtores, profissionais do setor, pesquisadores e demais interessados.

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A transmissão começa às 8h desta quinta-feira (17), no horário de Mato Grosso. Durante o evento, o público poderá acompanhar informações sobre o cenário da nova safra, além de discussões sobre os desafios, oportunidades e tendências que devem influenciar a produção e o mercado da soja ao longo do ciclo 2026/27.

Para quem pretende participar presencialmente, é necessário realizar a inscrição por meio do AgroAgenda.

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Polícia prende padrasto suspeito de estuprar enteada autista de apenas 13 anos

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Homem de 45 anos se aproveitava da convivência na mesma casa para cometer os abusos. Mãe procurou a delegacia após ouvir relatos da vítima

Um homem suspeito de abusar sexualmente de sua enteada autista, de 13 anos de idade, teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (14.9), em ação realizada pela equipe da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).

O investigado, de 45 anos, teve a ordem de prisão decretada pela Justiça pelo crime de estupro de vulnerável.

As investigações iniciaram após a mãe da vítima procurar a Polícia Civil, depois de tomar conhecimento de relatos da menor que indicavam possíveis abusos praticados pelo padrasto de forma reiterada.

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Durante a apuração dos fatos, a vítima foi atendida pela equipe especializada da Deddica, seguindo os protocolos de proteção previstos para crianças e adolescentes, e os elementos inicialmente colhidos deram suporte ao aprofundamento das investigações.

Segundo apurado, os abusos ocorreram em diferentes ocasiões, no âmbito da relação de confiança e convivência existente entre o investigado e a adolescente. Diante das evidências, foi representada pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pelo Poder Judiciário e cumprida pelos policiais da Deddica, nesta segunda-feira (14).

Após ter a ordem judicial cumprida, o preso foi encaminhado à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

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Agro Mato Grosso

BASF escolhe bancos para preparar IPO da Agricultural Solutions

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A BASF anunciou a contratação de Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs e J.P. Morgan como coordenadores globais da preparação da oferta pública inicial de ações da Agricultural Solutions. A companhia prevê alcançar prontidão para o IPO até meados de 2027 e planeja listar o negócio na Bolsa de Frankfurt.

A operação integra a estratégia “Winning Ways” da BASF. O plano prevê transformar a Agricultural Solutions em uma empresa agrícola independente, com atuação em proteção de cultivos, sementes, características genéticas, soluções biológicas e ferramentas digitais.

A separação jurídica e operacional do negócio segue em andamento. Cerca de 80% das operações globais da Agricultural Solutions já migraram para entidades jurídicas próprias. Essas estruturas utilizam um novo sistema de gestão empresarial específico para o setor agrícola.

Segundo a BASF, a mudança busca ampliar a capacidade de resposta às demandas dos mercados agrícolas, dar mais agilidade à operação e aproximar a empresa dos clientes. A Agricultural Solutions também desenvolve estruturas de governança e competências necessárias para uma companhia com ações negociadas em bolsa.

A BASF apresentará uma visão estratégica e operacional do negócio durante seu Capital Markets Day, marcado para 24 de novembro de 2026. Os quatro integrantes do conselho de administração da BASF Agricultural Solutions participarão do evento.

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A empresa ainda não decidiu pela execução do IPO nem definiu sua data. A decisão dependerá, entre outros fatores, das condições do mercado de capitais.

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Agro Mato Grosso

Abelhas melíferas dominam flores e afastam outros polinizadores

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Estudo identifica competição direta de Apis mellifera por recursos florais compartilhados

A maior densidade de abelhas melíferas (Apis mellifera) reduziu a abundância de outros visitantes florais e aumentou a frequência de disputas por alimento em áreas do Reino Unido. Os pesquisadores registraram perseguições, deslocamentos e comportamentos de esquiva durante encontros sobre flores. As observações apontam a competição por interferência como um mecanismo relevante na disputa entre abelhas manejadas e outros polinizadores.

O trabalho acompanhou visitantes de Rubus fruticosus e Hedera helix. As duas plantas fornecem recursos importantes em períodos com menor disponibilidade de outras flores. As observações ocorreram em Cambridgeshire, no Reino Unido, durante 2023 e 2024. Os locais ficavam a até 300 metros de colônias conhecidas de Apis mellifera. Os pesquisadores acompanharam 300 pares de interações durante 93 horas (doi 10.1111/een.70139).

A equipe classificou o resultado de cada encontro conforme o acesso ao recurso floral. Um indivíduo recebia a classificação de vencedor quando conseguia ocupar a flor e provocava perda de oportunidade de forrageamento para o outro visitante. Os cientistas também registraram situações de compartilhamento, quando dois insetos utilizavam o recurso sem confronto.

Associação negativa

A presença de Apis mellifera apresentou associação negativa com a abundância dos demais polinizadores nas duas espécies vegetais. Em Rubus fruticosus, o levantamento contabilizou 1.789 visitantes florais. Abelhas melíferas responderam por 57% desse total. Mamangavas representaram 23%, sirfídeos 11%, abelhas solitárias 7% e outros visitantes 2%. A maior densidade de Apis mellifera apresentou relação significativa com menor abundância relativa de visitantes não pertencentes ao gênero Apis. O efeito apareceu com maior força entre as mamangavas.

Em Hedera helix, os pesquisadores registraram 2.232 visitantes distribuídos em 30 grupos taxonômicos. Abelhas solitárias formaram 41% do total, com predominância de Colletes hederae. Abelhas melíferas representaram 27%. O aumento da densidade de Apis mellifera acompanhou uma redução na abundância de abelhas solitárias e sirfídeos. O número de unidades florais também influenciou a abundância dos visitantes.

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Os pesquisadores registraram 171 pares de interações durante 43 horas de observação em Rubus fruticosus. Abelhas melíferas participaram de 53,3% dos encontros. Elas obtiveram acesso ao recurso em 65,7% das interações nas quais ocorreram disputas. A proporção de vitórias superou o valor esperado pela análise estatística. Abelhas solitárias perderam acesso ao recurso em 61,5% dos encontros. Sirfídeos perderam em 66,6%.

Frequência das disputas

A frequência das disputas em Rubus fruticosus cresceu com o aumento da densidade e do número de visitas de Apis mellifera. O estudo também encontrou influência de variáveis ambientais. Temperatura e umidade apresentaram associação positiva com as interações competitivas em algumas análises. Velocidades maiores do vento acompanharam menor número de disputas.

Os comportamentos observados reforçaram a hipótese de competição por interferência. Em Rubus fruticosus, outros visitantes evitaram abelhas melíferas em 28,4% das vitórias registradas para Apis mellifera. O deslocamento físico do outro visitante ocorreu em 20,1% das vitórias. Perseguições apareceram em 6,1%. Em 14 episódios com perseguição, a abelha melífera iniciou a ação em 80% dos casos.

O padrão também apareceu em Hedera helix. O levantamento somou 129 interações durante 50 horas. Abelhas melíferas alcançaram o maior número de vitórias competitivas e ocuparam o recurso em 50,6% dos encontros. Outros visitantes evitaram Apis mellifera em 35,6% das vitórias da espécie. Deslocamentos responderam por 15% e perseguições por 5,5%.

Maior vulnerabilidade

Os sirfídeos mostraram maior vulnerabilidade nos encontros. Em interações com abelhas melíferas sobre Hedera helix, metade dos sirfídeos evitou a abelha, 44% sofreram deslocamento e 6% sofreram perseguição. No conjunto das interações nessa planta, o grupo perdeu o recurso em 60,4% dos casos. A análise dos comportamentos também apontou associação significativa entre o grupo de polinizadores e o tipo de interação. Deslocamentos e perseguições executados por Apis mellifera tiveram contribuição importante para esse resultado.

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Padrão diverso

Nem todas as abelhas solitárias apresentaram o mesmo padrão diante de Apis mellifera. Em Hedera helix, indivíduos de Colletes hederae conseguiram obter o recurso em parte dos encontros com abelhas melíferas. Quando Apis mellifera ocupava previamente a flor e uma abelha solitária chegava ao local, o grupo das solitárias venceu com frequência superior à registrada para a abelha melífera. Os pesquisadores apontam a necessidade de novos estudos sobre características de Colletes hederae capazes de reduzir os efeitos da competição por interferência.

O estudo diferencia esse processo da competição por exploração. Na competição por exploração, um visitante consome néctar ou pólen e reduz a disponibilidade para outros insetos. Na competição por interferência, a interação ocorre de forma direta. Um visitante afasta, desloca ou impede o acesso de outro ao recurso. Os resultados indicam participação dos dois mecanismos, mas destacam uma importância possivelmente subestimada da interferência nas comunidades de polinizadores.

Os cientistas ressaltam o foco das observações em duas espécies vegetais e em interações na escala de manchas florais. O trabalho não avaliou efeitos populacionais de longo prazo. A equipe propõe estudos adicionais em outros recursos, inclusive áreas cultivadas, além da análise de fatores ambientais e da paisagem. Segundo os pesquisadores, uma compreensão mais detalhada da competição por interferência pode apoiar medidas voltadas à redução dos efeitos de altas densidades de abelhas melíferas sobre outros polinizadores.

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