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15 de outubro de 2026

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Entre o Procon e o Palácio Paiaguás: os caminhos de Gisela Simona

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O Livre conversou com Gisela Simona para conhecer sua trajetória, suas propostas e o papel que pretende desempenhar como vice-governadora de Mato Grosso

Gisela Simona (União Brasil) não pretende ocupar uma posição meramente protocolar como vice-governadora na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos). Em entrevista exclusiva ao Livre, Gisela falou sobre suas pautas e ideias que pretende levar ao governo de Mato Grosso.

Advogada, ex-dirigente do Procon e ex-deputada federal, Gisela apresenta como principal marca de sua trajetória o contato direto com a população. É dessa experiência que ela parte para defender uma gestão voltada ao que chama de “cuidar das pessoas”, expressão que aparece repetidamente quando fala sobre serviço público, proteção às mulheres e responsabilidade política.

Na conversa com Livre, ela demonstrou cautela ao comentar a possibilidade de vitória no primeiro turno, descartou negociações antecipadas com adversários e detalhou algumas das propostas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.

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Gisela também falou sobre a divisão das agendas com Pivetta, a relação com Fábio Garcia (União Brasil) e a responsabilidade de estar preparada para assumir o comando do Estado quando necessário.

Campanha trabalha com os pés no chão

Mesmo com pesquisas indicando vantagem para a chapa, Gisela evita tratar uma vitória no primeiro turno como algo garantido. Segundo ela, existe disposição para buscar esse resultado, mas a campanha considera o número elevado de eleitores indecisos e a presença de três candidaturas que conseguiram ganhar espaço na disputa majoritária.

“Existe vontade e existe muito trabalho para isso, mas a gente é muito pé no chão. Nós temos três candidaturas principais que estão conseguindo despontar na majoritária. E a gente sabe também que a quantidade de indecisos ainda é muito grande”, afirmou.

Para a candidata, a proximidade dos 50% nas pesquisas permite considerar diferentes possibilidades na reta final, mas não elimina a necessidade de continuar nas ruas. A meta, segundo ela, é vencer no primeiro turno ou chegar à etapa seguinte ocupando a primeira colocação.

“Quando a gente chega perto da casa dos 50%, faltando 25 dias para a eleição, tudo pode acontecer. Existe muito trabalho sério no sentido de que a gente consiga vencer no primeiro turno ou, minimamente, que a gente chegue em primeiro para o segundo”, disse.

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Gisela também negou que a chapa esteja procurando adversários para negociar eventuais apoios em um segundo turno. Questionada sobre conversas com nomes como Rafaell Milas e Maurício Coelho, ela afirmou que esse movimento não existe neste momento.

“Não há nenhum trabalho nesse sentido. Existe o trabalho de ganhar corpo, de ganhar rua e de conquistar as pessoas. É nisso que nós estamos trabalhando.”

Proteção às mulheres como compromisso de governo

O enfrentamento ao feminicídio e à violência doméstica aparece entre os principais compromissos apresentados por Gisela. Ela relembrou sua atuação como deputada federal e destacou ter sido relatora, na Câmara, do pacote antifeminicídio, que endureceu as punições para crimes praticados contra mulheres.

Agora, como candidata a vice-governadora, ela defende levar essa experiência para o Executivo e fortalecer a rede de proteção nos municípios. A proposta é oferecer apoio técnico e financeiro do Estado para que as cidades tenham estruturas capazes de receber denúncias e acolher as vítimas.

“A situação acontece lá no município. Então, é preciso que o município tenha o amparo técnico e financeiro por parte do Estado, para que a mulher se sinta acolhida lá na ponta”, declarou.

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Segundo Gisela, o atendimento precisa transmitir segurança à mulher desde o momento da denúncia. Entre as medidas citadas estão o botão do pânico, o uso de tornozeleiras eletrônicas por homens submetidos a medidas protetivas e a ampliação dos recursos destinados às políticas públicas de proteção.

“É preciso ter uma eficiência maior no recebimento da denúncia e nesse acolhimento, para ela sentir que, quando denuncia para o Estado, a partir daquele momento realmente estará protegida”, afirmou.

Gisela reconhece que a execução dessas políticas exige mais dinheiro. Para ela, não basta anunciar programas sem garantir recursos para que o atendimento chegue às mulheres em todas as regiões.

“Não se faz política pública sem dinheiro. A gente precisa aumentar o investimento nessas áreas para conseguir fazer esse acolhimento em todo o Estado de Mato Grosso.”

O Procon como “pronto-socorro da cidadania”

Ao falar sobre a experiência acumulada durante os dez anos em que atuou no Procon, Gisela foge da descrição burocrática do órgão. Para ela, o trabalho representou um contato cotidiano com pessoas que chegavam ao serviço público em busca de ajuda para resolver problemas concretos.

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“O Procon dá uma experiência que não é só de balcão de atendimento. Eu falo que o Procon é um pronto-socorro da cidadania. Ali, a gente sente a dor de muita gente”, afirmou.

Segundo Gisela, essa convivência ajudou a desenvolver uma percepção mais próxima das dificuldades enfrentadas pela população. A experiência, avalia, pode contribuir para decisões mais sensíveis dentro do Governo do Estado.

“Quando a gente sente a dor de muita gente, é muito mais fácil se colocar no lugar do outro para tomar decisões importantes. A partir dessa dor e dessa vivência, a gente consegue fazer ações que realmente vão impactar positivamente a vida das pessoas.”

Mas e o Fábio Garcia, como ficou?

A trajetória política de Gisela acabou cruzando, em momentos diferentes, com a de Fábio Garcia. Ela assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados quando ele foi convidado pelo então governador Mauro Mendes para comandar a Casa Civil. Mais recentemente, entrou na chapa de Pivetta após Garcia renunciar à candidatura a vice-governador.

Apesar das circunstâncias, Gisela rejeita a interpretação de que exista algum tipo de distanciamento entre os dois. Ela afirma que ambos continuam parceiros dentro do União Brasil.

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“Somos parceiros de partido, somos União Brasil. Somos parceiros de vida profissional, política e de trajetória política”, declarou.

(Ednilson Aguiar/O Livre)

Autonomia e divisão de tarefas com Pivetta

Durante a campanha, Gisela e Pivetta adotaram uma divisão de agendas. Enquanto o governador precisa conciliar compromissos oficiais com atividades eleitorais, a candidata a vice participa de reuniões, recebe representantes de diferentes setores e percorre municípios para apresentar as propostas da chapa.

Ela afirma ter recebido autonomia para representar a candidatura majoritária e contribuir com a elaboração do plano de governo.

“Eu agradeço ao governador Otaviano Pivetta pela confiança e pela autonomia que ele tem me dado. Ele cumpre uma agenda oficial de governo e uma agenda de candidato”, afirmou.

Nos períodos em que Pivetta não pode participar de atividades eleitorais, Gisela diz assumir parte dos compromissos da campanha. Entre suas funções estão ouvir pessoas e grupos interessados em apresentar projetos para Mato Grosso.

“Tenho feito esse trabalho de atender pessoas que possuem pautas para a campanha, para contribuir com o plano de governo e com projetos para Mato Grosso. Também no interior e aqui na capital, em muitas reuniões, tenho representado a majoritária”, explicou.

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A estratégia ajuda a ampliar a presença territorial da chapa, mas também oferece a Gisela a oportunidade de construir uma atuação que não esteja limitada à condição de acompanhante do candidato ao governo.

“Sempre pronta” para governar

Embora a possibilidade de assumir definitivamente o Governo do Estado não seja o centro de sua candidatura, Gisela reconhece que estar preparada para exercer o cargo é uma obrigação de qualquer vice-governador.

Questionada sobre assumir o Executivo durante viagens, afastamentos ou em outras circunstâncias previstas em lei, ela respondeu sem hesitar: “Sempre pronta”.

A candidata atribui essa disposição a uma orientação recebida ainda na infância. Segundo ela, o pai ensinou que, para conquistar espaço na vida, seria necessário estudar, trabalhar e honrar o nome da família.

Gisela afirma que procura conhecer as diferentes áreas da administração estadual e recorda que essa preparação ganhou força quando assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados.

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“Ser uma das oito representantes do Estado dentro de um país como o Brasil é muita responsabilidade. Estar por dentro da economia, da saúde, da educação e da infraestrutura de Mato Grosso conta muito”, afirmou.

Ela reconhece que, como advogada, possui mais familiaridade com determinadas áreas. Em outras, considera indispensável contar com profissionais especializados. Para Gisela, conhecimento técnico pode ser oferecido por uma equipe preparada, mas valores pessoais permanecem como responsabilidade de quem governa.

“O conhecimento técnico você recebe de quem está na sua equipe para contribuir. Mas a boa-fé e o caráter são próprios de cada um. Isso ajuda muito a tomar decisões”, declarou.

É nesse ponto que Gisela fundamenta sua aliança com Pivetta. Segundo ela, a decisão de aceitar a candidatura a vice passou pela identificação com os valores e princípios que atribui ao governador.

Ao longo da campanha, entretanto, a candidata procura demonstrar que sua presença na chapa vai além da afinidade política. Entre agendas próprias, propostas para as mulheres e a experiência acumulada no serviço público, Gisela tenta se apresentar ao eleitor como uma vice preparada para participar das decisões — e não apenas para ocupar um espaço ao lado do governador.

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Menina de 10 anos morre após disparo acidental dentro de casa em Sinop

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Relato inicial aponta que uma arma carregada caiu no chão e disparou; circunstâncias ainda serão investigadas

Uma menina de 10 anos morreu após ser atingida por um tiro na cabeça dentro de uma residência no bairro Jardim Araguaia, em Sinop, nesta quinta-feira (15). A suspeita inicial é de que o disparo tenha ocorrido acidentalmente.

O Corpo de Bombeiros foi chamado para atender à ocorrência, mas encontrou a criança já sem vida ao chegar ao imóvel. O projétil atingiu a região da cabeça.

Segundo as informações preliminares repassadas aos bombeiros, havia uma arma carregada dentro da casa. O objeto teria caído no chão e disparado. Essa versão, no entanto, ainda será apurada pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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A mãe, o padrasto e outros dois irmãos da menina estavam na residência no momento do ocorrido. Nenhum deles ficou ferido.

O caso será investigado para esclarecer a dinâmica do disparo, a origem da arma e as condições em que ela era mantida dentro do imóvel.

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Operação Brilho Falso prende bando que invadiu fazenda atrás de ouro em MT

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (15.10), a Operação Brilho Falso, para cumprir três mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar contra suspeitos de participação em um roubo a uma propriedade rural em Nossa Senhora do Livramento.

O crime ocorreu em 4 de maio de 2026. Segundo a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, cerca de cinco homens armados e encapuzados renderam duas pessoas na fazenda, amarraram as vítimas e roubaram um veículo, celulares, equipamentos, mercadorias e outros bens. O prejuízo foi estimado em mais de R$ 100 mil.

Sob ameaça, as vítimas também foram obrigadas a fazer transferências bancárias por PIX. As investigações avançaram a partir da localização de parte dos objetos roubados, o que permitiu identificar três suspeitos, que são alvos dos mandados de prisão nesta quinta-feira (15), cumpridos pela Derf-VG. A identidade dos demais envolvidos continua sob apuração.

O nome da operação faz referência à motivação do crime: os autores levaram amostras de pesquisa de solo e equipamentos de detecção de metais, atraídos pela expectativa de encontrar ouro na propriedade. O brilho que buscavam era falso, e o resultado foi a identificação e a responsabilização dos envolvidos.

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MT Hemocentro abre neste sábado para doação de sangue no Centro de Cuiabá

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Atendimento especial busca reabastecer estoques que atendem hospitais públicos do Estado; confira horários e requisitos para doar

O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, terá atendimento excepcional neste sábado (17.10), das 7h30 às 12h, para receber doadores de sangue na sede da unidade, localizada na Rua 13 de Junho, nº 1.055, no Centro de Cuiabá.

A iniciativa busca facilitar o acesso à doação para pessoas que não conseguem comparecer ao local durante os dias úteis e contribuir para a manutenção dos estoques de sangue que abastecem os hospitais públicos de todo o Estado.

Segundo o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, a participação regular dos voluntários é fundamental para garantir o atendimento às demandas hospitalares.

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“É importante que as pessoas se solidarizem e realizem a doação de sangue para que o MT Hemocentro consiga atender as demandas dos hospitais públicos de todo o Estado. Por isso, convido a população a participar das nossas campanhas”, afirmou.

Para doar sangue, é necessário apresentar um documento oficial com foto, pesar pelo menos 50 quilos, estar em boas condições de saúde e ter feito uma refeição equilibrada antes da doação.

Podem doar pessoas de 16 a 69 anos, 11 meses e 29 dias. Quem tem entre 60 e 69 anos só pode doar se já tiver realizado uma doação antes dos 60 anos. Adolescentes de 16 e 17 anos precisam apresentar autorização dos pais ou do responsável legal.

Homens podem doar sangue até quatro vezes por ano, enquanto mulheres podem doar até três vezes. Cada doação coleta aproximadamente 450 ml de sangue.

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