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12 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Avião que caiu e matou 3 em MT já sofreu acidente nos EUA há 33 anos

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avião de pequeno porte que caiu em uma fazenda e deixou três mortos em Água Boa, a 730 km de Cuiabá, na última quarta-feira (9), já havia sofrido outro acidente durante uma decolagem em 1993, no Alasca, nos Estados Unidos.

Segundo relatório do National Transportation Safety Board (NTSB), publicado em 18 de agosto de 1994, o acidente ocorreu em 25 de maio de 1993, durante a decolagem em Kivalina, no Alasca. O trem de pouso dianteiro afundou em um trecho de cascalho na pista e quebrou o trem de pouso. Apesar dos danos na aeronave, o piloto e o único passageiro não ficaram feridos.

Na época, o avião, um Cessna 402B de prefixo N401NA, era operado pela Alaska Island Air em um voo regular de passageiros. A aeronave havia saído de Kotzebue, no Alasca, e tentava decolar de Kivalina.

🔍O prefixo de uma aeronave funciona como a “placa de carro” ou o “RG” do avião. Ele é um código alfanumérico que identifica de forma única a nacionalidade e o registro oficial daquela máquina no mundo.

Problemas na decolagem

 

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A aeronave havia saído de Kotzebue, no Alasca, por volta das 10h05 e tentava decolar de Kivalina às 10h50. — Foto: Reprodução

A aeronave havia saído de Kotzebue, no Alasca, por volta das 10h05 e tentava decolar de Kivalina às 10h50. — Foto: Reprodução

No relatório, o piloto afirmou que o trecho irregular era difícil de identificar e que a pista aparentava ter sido nivelada recentemente. O diretório das instalações aeroportuárias do Alasca, no entanto, alertava que as condições da pista não eram monitoradas.

Segundo o documento, a investigação apontou que a causa provável do acidente foi a falta de verificação das condições da pista pelo piloto antes da decolagem. O solo macio também foi considerado um fator que contribuiu para o acidente.

O documento também disse que, na ocasião, as condições meteorológicas eram favoráveis ao voo visual.

Queda 33 anos depois

Bombeiros tentam combater incêndio após queda de avião em MT — Foto: Reprodução

Bombeiros tentam combater incêndio após queda de avião em MT — Foto: Reprodução

Mais de 33 anos depois, o avião Cessna, prefixo N401NA, caiu em fazenda de Água Boa(MT) e deixou três pessoas mortasApós a queda, a aeronave, que não tem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foi destruída pelo fogo.

De acordo com o delegado Carlos Alberto, responsável pela ocorrência, o avião teria saído de um aeródromo de Goiânia (GO), mas ainda não foi possível identificar o destino previsto devido a falta de registro do plano de voo.

“O estado em que a aeronave foi encontrada impossibilitou, inicialmente, sua identificação. Por esse motivo, não foi possível, até o momento, confirmar informações sobre eventual plano de voo, local de origem ou destino da aeronave, tampouco a identidade das pessoas que estavam a bordo”, disse.

Sem plano de voo, avião saiu de Goiânia (GO) e caiu em Água Boa (MT) — Foto: Arte/g1

Sem plano de voo, avião saiu de Goiânia (GO) e caiu em Água Boa (MT) — Foto: Arte/g1

 

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foi comunicado e deverá participar dos trabalhos periciais complementares, juntamente com os demais órgãos responsáveis pela investigação.

Bombeiros combatem incêndio em aeronave em MT — Foto: Corpo de Bombeiros

Bombeiros combatem incêndio em aeronave em MT — Foto: Corpo de Bombeiros

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Pesquisa da UFMT transforma descarte da mandioca em ração para o gado em época de seca

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O que antes era descartado nas lavouras de mandioca pode se tornar uma alternativa para alimentar rebanhos durante a seca em Mato Grosso. Em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desenvolvem um estudo que utiliza a parte aérea da mandioca — o terço superior da planta geralmente descartado — como suplemento nutritivo, sustentável e de baixo custo para a alimentação dos animais, especialmente durante o período de estiagem no estado.

🔍 O calor intenso em Mato Grosso ocorre principalmente por causa do período de estiagem. Nesta época, a quantidade de chuva diminui, o ar fica mais seco e há menos nuvens para bloquear a radiação solar. Com isso, o solo e o ambiente aquecem mais durante o dia, elevando as temperaturas e mantendo o tempo quente por vários dias.

O estudo é desenvolvido pelo Grupo de Estudos e Extensão em Forragicultura e Conservação de Forragens (GEFOR), vinculado à Faculdade de Agronomia e Zootecnia da UFMT, sob orientação do professor Dr. Joadil Gonçalves de Abreu. Segundo ele, a proposta é oferecer uma alternativa nutritiva e de baixo custo para reduzir os impactos da escassez de pasto durante a seca, um dos principais desafios enfrentados pelos pecuaristas da região.

Empaer desenvolve pesquisas com mandioca desde 2012, buscando identificar cultivares mais adaptadas às diferentes regiões de Mato Grosso e aumentar a produtividade. Além da pesquisa, a instituição trabalha para levar os resultados aos agricultores por meio de galhos do topo da mandioca, dias de campo, reuniões técnicas e orientações aos produtores.

Na UFMTa pesquisa ainda está em fase inicial. Até o momento, foram analisadas algumas variedades de mandioca destinadas à indústria. Ainda falta avaliar as variedades de mandioca de mesa. Após a conclusão das análises, os resultados poderão ser publicados e apresentados aos produtores, inclusive durante os dias de campo promovidos pela universidade.

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  • Mandioca de mesa é aquela produzida principalmente para o consumo humano, como a mandioca cozida ou usada em receitas.
  • Mandioca industrial é cultivada principalmente para a produção de farinha, fécula, amido e outros derivados.
Variedades de mesa — Foto: Empaer

Variedades de mesa — Foto: Empaer

O poder nutritivo oculto na mandioca

Tradicionalmente, a mandioca é cultivada visando a comercialização de suas raízes e o aproveitamento do caule grosso para novos plantios. As folhas e ramos do topo, no entanto, costumam ser deixados no campo. A pesquisa do GEFOR, realizada em parceria com a Empaer — através da pesquisadora e engenheira agrônoma Dra. Dolorice Moreti —, identificou que esse material descartado é um verdadeiro “superalimento” para o gado.

Em pleno período de estiagem, as pastagens convencionais sofrem uma queda drástica de qualidade, registrando cerca de 5% a 6% de proteína bruta. Para não perder peso, um boi precisa de, no mínimo, 7%.

“A parte aérea da mandioca, em nossos dados, superou os 15% de proteína bruta, chegando a mais de 20% em algumas cultivares específicas, é um alimento que, além de manter o animal, garante ganho de peso em plena seca” destacou o professor Joadil.

Além da alta qualidade, a produtividade impressiona. Em testes de campo, a cultura atingiu a marca de 28 toneladas de massa verde por hectare. Para efeito de comparação, híbridos de milho utilizados para silagem produzem cerca de 35 toneladas. A proximidade dos números surpreende os pesquisadores, visto que a mandioca sequer é uma cultura melhorada geneticamente para a produção de folhas, e sim de raízes.

“Quando comparamos a produção de massa verde, percebemos que a mandioca se aproxima da produtividade do milho para silagem, mas com uma grande vantagem: ela suporta muito melhor os períodos de estiagem”, destaca Joadil.

Validação genética em campo

O trabalho na Empaer consiste em validar o comportamento desses materiais genéticos (provenientes da Embrapa, IAC e outros órgãos) nas diferentes regiões do estado. No Campo Experimental de Tangará da Serra, a instituição mantém hoje um banco vivo impressionante:

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  • 70 materiais genéticos de mandioca de mesa (de polpa branca, amarela e rosada);
  • 25 materiais genéticos de mandioca voltados para a indústria.

Além do desenvolvimento de cultivares mais produtivas, as pesquisas também acompanham a evolução das tecnologias adotadas pelos agricultores. Segundo a pesquisadora, nos últimos anos os produtores passaram a investir cada vez mais em análise de solo, correção da fertilidade, adubação e irrigação, práticas que potencializam o desempenho das variedades melhoradas.

“Não avaliamos apenas produtividade. Observamos resistência a doenças, qualidade culinária, teor de amido, arquitetura da planta e adaptação às diferentes regiões do estado. O objetivo é recomendar ao produtor materiais que realmente tragam retorno econômico”, afirmou Dolorice.

Antes de ser oferecida aos animais, a parte da mandioca que fica acima do solo precisa passar por um período de secagem. Segundo o professor Joadil, esse processo reduz a presença de uma substância natural da planta que pode liberar compostos tóxicos e causar problemas de saúde nos animais quando o material ainda está úmido.

“O único cuidado que a gente sempre ressalta é fazer a secagem. O produtor não pode picar e fornecer o material úmido para o animal, porque existe o risco de morte por asfixia devido à presença do ácido cianídrico. Depois que o material seca, esse composto volatiliza e o alimento pode ser utilizado com segurança”, explica o professor.

 

A solução encontrada pelo grupo é simples, barata e eficiente: a produção de feno.

  1. Picagem: O material é triturado em pedaços de aproximadamente 2 centímetros.
  2. Secagem: O conteúdo é estendido sobre lonas plásticas ao sol e revirado a cada hora. Como o ácido cianídrico é volátil, ele evapora completamente durante o processo.
  3. Teste do Sal: Para saber se está no ponto, os estudantes misturam o material com sal de cozinha; se o sal não grudar na planta, o feno está pronto e totalmente seguro para o consumo.

A proporção média é de que uma tonelada de massa verde resulte em 200 a 300 kg de feno. Essa quantidade é suficiente para alimentar até 25 animais adultos por um dia, considerando o consumo médio de 10 kg diários por cabeça.

Além de servir para consumo próprio, o feno ensacado surge como uma nova fonte de renda para agricultores que não possuem rebanho, permitindo a comercialização do subproduto para criadores de bovinos, caprinos e ovinos da região.

Etapa de secagem da mandioca antes do uso na alimentação animal. — Foto: Giovanna Baiocco/ g1 MT

Etapa de secagem da mandioca antes do uso na alimentação animal. — Foto: Giovanna Baiocco/ g1 MT

Formação de novos profissionais

Para além dos laboratórios, o projeto cumpre um papel social e pedagógico fundamental. Os estudantes e bolsistas de iniciação tecnológica (PIBITI), João Henrique (7º período de Agronomia) e Camila Neves (9º período de Zootecnia), enfrentam a rotina pesada do campo na fazenda experimental da UFMT para fazer a pesquisa acontecer.

“Na seca é muito complicado. Teve momentos em que precisamos ir no final de semana para conseguir irrigar o campo experimental por conta da rotina cheia de aulas” […] “Muitos produtores jogam isso fora por falta de informação. Passar esse conhecimento e ver que a prática resolve gargalos que a teoria sozinha não mostra é gratificante,” relata João Henrique.

 

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Camila reforçou também o impacto econômico da alternativa sustentável.

“Muitos querem usar apenas o milho, que é caro. A mandioca é rústica, barata e exige pouca adubação. Essa vivência abre nossa cabeça para ajudar o pequeno produtor a crescer,” acrescenta Camila.

 

Pesquisa segue em expansão

Mesmo com os resultados promissores, Dolorice disse que o trabalho está apenas começando e que a pesquisa precisa ser permanente para acompanhar as demandas do setor.

“A pesquisa precisa ser contínua e dinâmica, porque sempre surgem novos problemas e novas tecnologias que precisam ser avaliadas. Hoje em Tangará, temos cerca de 70 materiais genéticos de mandioca de mesa e outros 25 destinados à indústria. Muitos já foram avaliados e outros ainda estão em fase de multiplicação. Precisamos garantir condições para continuar esse trabalho”, ressaltou.

 

Da mandioca descartada, uma nova alternativa para o gado. 🌱🐂 — Foto: g1 MT

Da mandioca descartada, uma nova alternativa para o gado. 🌱🐂 — Foto: g1 MT

Próximos passos

A parceria entre UFMT e Empaer planeja realizar, no início do próximo ano agrícola, um Dia de Campo voltado aos produtores rurais de Santo Antônio de Leverger e região. Durante o evento, os alunos envolvidos na pesquisa, juntamente com o professor Joadil, irão apresentar as técnicas de aproveitamento da parte aérea da mandioca, a produção do feno e as novas cultivares avaliadas. A atividade também irá apresentar formas de utilização da planta e os resultados obtidos no estudo.

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Comissão Eleitoral da Aprosoja MT toma posse e inicia processo para eleição de 2027-2029

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A Comissão Eleitoral, responsável pela condução do pleito, tomou posse no dia 19 de agosto

A Associação de Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) deu início ao processo eleitoral que irá definir os representantes da entidade para o triênio 2027-2029. A Comissão Eleitoral, responsável pela condução do pleito, tomou posse no dia 19 de agosto, na sede da associação, em Cuiabá.

A comissão é formada por Endrigo Dalcin, que assume a presidência; Glauber Silveira da Silva, como vice-presidente; e José Rogério Salles, que ocupa a função de secretário.

A partir da posse, a Comissão Eleitoral passa a acompanhar e coordenar as diferentes etapas do processo, conforme as regras estabelecidas pela entidade. O trabalho envolve a organização dos procedimentos necessários para garantir a regularidade e a transparência da eleição.

O recebimento das candidaturas para o pleito terá início no dia 15 de setembro. Ao longo do período eleitoral, a Aprosoja MT também divulgará os comunicados, orientações e informações referentes ao processo, incluindo os prazos e procedimentos que devem ser observados pelos associados.

A votação para escolha da nova diretoria e dos delegados da Aprosoja MT está marcada para o dia 9 de novembro de 2026.

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Clique aqui e confira Ata de Constituição e Posse da Comissão Eleitoral

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Mercado identifica redução no potencial produtivo das lavouras na Dakota do Sul

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Avaliação realizada pela equipe da Aprosoja MT aponta impactos da menor disponibilidade de chuvas e perdas pontuais no milho provocadas por vendavais

O América Clima e Mercado 2026, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), avançou pela Dakota do Sul, nos Estados Unidos, e identificou redução no potencial produtivo das lavouras de soja e milho em relação à safra anterior. Durante o percurso entre a região de Nebraska e Chamberlain, no centro-sul do estado, a equipe avaliou diferentes áreas e conversou com produtores sobre as condições climáticas e as perspectivas para a colheita.

Participam do trajeto o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o produtor rural do núcleo de Canarana, Lino Costa e o delegado coordenador do núcleo de Itanhangá, Ivam Franceschet.

Segundo Lino Costa, as avaliações realizadas ao longo do trajeto indicaram grande diferença entre as áreas, com potenciais produtivos de soja estimados entre 48 e 55 sacas por hectare em alguns pontos. Uma das lavouras observadas em Chamberlain, favorecida pelo regime de chuvas, apresentou desempenho superior ao encontrado nas demais áreas visitadas.

“Estamos aqui em uma lavoura que nós vimos o melhor potencial produtivo até agora aqui na Dakota do Sul. De longe, um dos melhores potenciais produtivos. Esse lugar deve ter sido mais privilegiado com chuva”, relatou o produtor.

Apesar do destaque pontual, a avaliação geral é de que grande parte das lavouras apresenta potencial inferior. De acordo com a equipe, muitas áreas de soja visitadas devem ficar abaixo de 50 sacas por hectare, enquanto o milho também apresenta potencial produtivo inferior ao observado em outras regiões norte-americanas.

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Antes de chegar à Dakota do Sul, a equipe também observou os efeitos de um evento climático severo na região norte de Nebraska. Produtores consultados durante o trajeto relataram que um vendaval atingiu áreas de milho e provocou tombamento das plantas.

“Nós conversamos com dois produtores e eles relataram que, em uma faixa de aproximadamente 38 mil a 45 mil hectares, houve perda estimada de 50% na produtividade de milho. Isso ocorreu em uma região onde as lavouras estavam boas e bem conduzidas, mas o vendaval ocasionou essas perdas”, relata o presidente da Aprosoja MT.

Apesar dos danos observados na cultura, os produtores relataram que as lavouras de soja conseguiram se recuperar e, até o momento da avaliação, não havia expectativa de perdas significativas na colheita.

Outra diferença percebida pela equipe foi o contraste entre as áreas agrícolas do norte de Nebraska e as da Dakota do Sul. Enquanto a região de Nebraska visitada apresenta forte presença de áreas irrigadas e lavouras com maior potencial produtivo, na Dakota do Sul o padrão observado foi de plantas de menor porte.

“Nos impressiona essa lavoura pelo perfilhamento de plantas, estão bem robustas e produtivas. Porém, as lavouras de soja que vimos são de produtividade baixa, a maioria abaixo de 50 sacas por hectares e o milho dificilmente chega às 100 sacas por hectare nessa região que percorremos”, afirma Lucas Costa Beber.

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A percepção observada em campo acompanha uma estimativa de redução da produtividade no estado. Conforme os números apresentados durante a missão, a produtividade da soja, que teria alcançado 52,7 sacas por hectare no ano anterior, está estimada em aproximadamente 46 sacas por hectare nesta safra. No milho, a projeção apresentada é de 158 sacas por hectare, contra 178,9 sacas registradas anteriormente.

“Segundo o USDA, a estimativa de produtividade desse ano apresenta uma redução em torno de 12% a 13% tanto para a soja quanto para o milho. A Dakota do Sul é um estado significativo na produção norte-americana, ficando em oitavo lugar no ranking de produção de soja e quinto lugar na produção de milho”, relata Ivam Franceschet.   De acordo com a avaliação apresentada durante a missão, a chuva registrada na região neste ano foi igual ou inferior à do ano passado. O impacto é especialmente relevante neste momento do ciclo, quando parte das lavouras se aproxima da colheita e outras ainda estão na fase final de enchimento de grãos.

Apesar da redução do potencial produtivo, a missão também identificou um aspecto considerado positivo: a evolução genética das cultivares utilizadas pelos produtores norte-americanos.

Lucas Costa Beber destacou que, embora algumas regiões tenham enfrentado períodos de baixa pluviosidade, as plantas demonstram maior capacidade de suportar condições adversas quando comparadas a anos anteriores.

“Se analisarmos o período de 2012 e 2014, houve secas muito mais severas com danos maiores para as lavouras, mas com o avanço genético e o melhoramento, as lavouras têm suportado mais as estiagens”, destacou Lucas.

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Após a passagem pela Dakota do Sul, a equipe do América Clima e Mercado segue para o norte do estado, avançando em direção a Fargo, na Dakota do Norte. Na sequência, o roteiro passa pela divisa com Minnesota até chegar a Iowa, importante polo da produção norte-americana de milho e soja.

A Aprosoja MT continua acompanhando as condições das lavouras, o clima e o potencial produtivo da safra norte-americana, levando aos produtores de Mato Grosso informações observadas diretamente no campo.

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