Business
Biomassa para produção de etanol de milho pode render R$ 4,2 mil/ha ao produtor de MT

A rápida expansão da indústria brasileira de etanol de milho está criando uma nova demanda estratégica para o agro: a ampliação da oferta de biomassa para abastecer as usinas. E o produtor pode se beneficiar disso ao destinar áreas de menor aptidão agrícola para o eucalipto.
O relatório “O desafio da biomassa para o etanol de milho”, elaborado pela consultoria Agro do Itaú BBA, mostra que, somente em Mato Grosso, os investimentos necessários para a expansão das florestas energéticas podem variar entre R$ 7,6 bilhões e R$ 14,3 bilhões nos próximos anos, dependendo da evolução da eficiência operacional das plantas industriais.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A demanda acompanha o forte crescimento do setor. Segundo o estudo, a capacidade instalada de produção de etanol de milho no Brasil deverá passar de 10,9 bilhões de litros em 2025 para 25,3 bilhões em 2030. Em Mato Grosso, principal polo nacional da atividade, o volume deverá avançar de 6,9 bilhões para 11,9 bilhões de litros no mesmo período.
Conforme o documento, em um cenário de eficiência média, a capacidade projetada de 13 bilhões de litros de etanol de milho no Brasil até o final de 2026 exigiria cerca de 35 milhões de m³ de biomassa de eucalipto, caso esta fosse a única fonte. Para sustentar esse consumo de maneira contínua, seria necessário atualmente um estoque florestal próximo de 440 mil hectares de eucalipto plantado.
A consultoria aponta que, ao se considerar uma capacidade instalada próxima de 12 bilhões de litros até 2030, o estado demandaria aproximadamente 383 mil hectares de eucalipto para atender às necessidades energéticas da indústria. Atualmente, a área estimada é de cerca de 165 mil hectares, o que indica a necessidade potencial de adicionar 218 mil hectares de novas florestas energéticas.
Biomassa proveniente de supressão vegetal
A disponibilidade de biomassa passa a integrar a agenda de competitividade da cadeia de biocombustíveis. Atualmente, a matriz de suprimento de biomassa da indústria é composta por diferentes fontes, incluindo biomassa proveniente de supressão vegetal legalmente autorizada, enquanto mudanças regulatórias e exigências ambientais ampliam a necessidade de fontes renováveis e florestas plantadas.
Em junho deste ano, Mato Grosso avançou na regulamentação do tema ao estabelecer regras para a redução gradual e posterior eliminação do uso de biomassa proveniente de supressão de vegetação nativa por grandes consumidores.
O acordo firmado entre o Governo do Estado e o Ministério Público prevê que novos empreendimentos comprovem fontes sustentáveis de abastecimento, priorizando florestas plantadas, manejo florestal sustentável e outras alternativas renováveis. Para as indústrias já instaladas, a regulamentação estabelece limite de até 40% para o uso de biomassa nativa até 2034 e eliminação a partir de 2035.
O gerente da consultoria Agro do Itaú BBA, Cesar de Castro Alves, ressalta que a disponibilidade de biomassa deixa de ser apenas uma questão operacional e passa a ser um fator relevante para a viabilidade econômica e ambiental dos projetos de etanol de milho.
“Empresas que estruturarem com antecedência sua estratégia de suprimento energético poderão ter maior previsibilidade de custos, menor exposição a riscos regulatórios e melhores condições para capturar oportunidades associadas à agenda de sustentabilidade”, considera.
Ele lembra que a pressão sobre a oferta não virá apenas do etanol. Isso porque a biomassa também é utilizada por unidades armazenadoras, secadores de grãos, frigoríficos e outros segmentos agroindustriais.
Nesse cenário, a expansão da base florestal pode contribuir não apenas para garantir o abastecimento energético das usinas, mas também para fortalecer as credenciais de sustentabilidade do etanol de milho brasileiro.
A consultoria enxerga que a combinação entre milho de segunda safra e biomassa renovável no processo industrial tende a ampliar a competitividade do produto em mercados que valorizam combustíveis de menor intensidade de carbono.
Oportunidade para produtores rurais
A necessidade de expansão das florestas plantadas também pode abrir uma alternativa de diversificação de renda para produtores rurais. Segundo estimativas do Itaú BBA, um projeto de eucalipto voltado à produção de biomassa pode apresentar Taxa Interna de Retorno (TIR) próxima de 17% ao ano e Valor Presente Líquido (VPL) positivo de aproximadamente R$ 4,3 mil por hectare, considerando uma taxa mínima de atratividade de 14% ao ano.
Em um ciclo de dois cortes ao longo de 13 anos, o projeto analisado pelo banco acumula receita de cerca de R$ 104 mil e lucro total próximo de R$ 54 mil. Nas premissas adotadas, isso representa geração média de aproximadamente R$ 4,2 mil por hectare ao ano.
Convertido para uma métrica mais familiar ao produtor, o retorno corresponde a cerca de 30 sacas de soja por hectare ao ano, o que pode tornar o eucalipto uma alternativa para áreas de menor aptidão agrícola ou para propriedades interessadas em diversificar suas fontes de receita.
“Mato Grosso reúne condições favoráveis para essa expansão, combinando disponibilidade de terras, regime adequado de chuvas e proximidade dos principais polos consumidores de biomassa”, diz Alves.
Segundo ele, o cultivo de eucalipto pode representar uma alternativa competitiva para áreas com limitações para culturas anuais e, ao mesmo tempo, contribuir para a formação de uma cadeia regional de suprimento que tende a se tornar cada vez mais estratégica para o próximo ciclo de expansão do etanol de milho no Brasil.
O post Biomassa para produção de etanol de milho pode render R$ 4,2 mil/ha ao produtor de MT apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
CEAGESP realoca 124 comerciantes após incêndio em pavilhão de frutas do ETSP

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) atualizou nesta sexta-feira (11) as medidas adotadas após o incêndio em um dos pavilhões de frutas do Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), na zona oeste da capital paulista. Segundo a companhia, 124 comerciantes serão alocados provisoriamente no Estacionamento E2, em estrutura que começa a ser montada na próxima semana.
A CEAGESP informou que vem atendendo reivindicações dos comerciantes atingidos, como instalação de gradis, iluminação, internet e reforço na segurança. As medidas vêm sendo discutidas em reuniões periódicas com o comitê que representa os afetados desde domingo (6).
Entre as primeiras providências adotadas, a companhia destacou a isenção de aluguéis e taxas para todos os atingidos pelo incêndio, além do reembolso de pagamentos já efetuados. Na tarde desta sexta-feira (11), uma nova reunião com o comitê tratou dos detalhes da invasão provisória da área do Estacionamento E2.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural
De acordo com a CEAGESP, a estrutura temporária terá banheiros, câmaras frias e outras instalações mantidas anteriormente no espaço atingido. Em caráter emergencial, os comerciantes retomaram na segunda-feira (7) a comercialização em áreas organizadas próximas ao pavilhão sinistrado.
A perícia técnica da Polícia Federal para apurar as causas do incêndio foi realizada na quarta-feira (9). Nesta sexta-feira (11), a Defesa Civil de São Paulo liberou a área atingida.
A partir de segunda-feira (14), terá início a operação de limpeza do local e um levantamento mais detalhado dos danos. Na sequência, será iniciado o processo de desconstrução e reconstrução total da área afetada, com prazo estimado pela CEAGESP em cerca de 12 meses para o retorno dos comerciantes aos espaços de origem.
A CEAGESP afirmou que o Entreposto Terminal São Paulo permanece em funcionamento normal e que não há risco de desabastecimento, mantendo o atendimento à capital paulista, à região metropolitana, ao interior e a outros estados.
Fonte: gov.br
O post CEAGESP realoca 124 comerciantes após incêndio em pavilhão de frutas do ETSP apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Conab apresenta na terça-feira estudo com perspectivas para a agropecuária 2026/2027

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza na próxima terça-feira (15), em Brasília, o lançamento da publicação “Perspectivas para a Agropecuária 2026/2027”. O evento será presencial, no auditório da sede da estatal, com transmissão pelo canal da companhia no YouTube. A programação prevê a apresentação de análises e prognósticos sobre o cenário agropecuário nacional para o próximo ciclo.
Segundo a Conab, o estudo reúne dados de área, produção, produtividade, exportações, importações, consumo e preços de soja, milho, algodão, arroz e feijão. O material também traz estimativas de produção, exportações, suprimento e preços de mercado para o próximo ciclo produtivo das cadeias de carnes bovina, suína e de aves.
A programação inclui ainda a apresentação de cenários relacionados a crédito rural, tecnologia agrícola e previsões climáticas, com foco nos efeitos desses fatores sobre a produtividade da próxima safra. Também serão divulgados os resultados do 12º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, com informações sobre o cultivo e as condições de mercado das principais culturas produzidas no país.
Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!
Participam do evento representantes da Conab, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Banco do Brasil e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O lançamento está marcado para as 10h, no auditório da sede da Conab, em Brasília. A transmissão será feita pelo canal oficial da companhia no YouTube, e a publicação com os principais números será disponibilizada no portal da estatal.
A apresentação da Conab reúne indicadores e estimativas para grãos e proteínas animais, além de cenários sobre crédito, tecnologia e clima para a safra 2026/2027.
Fonte: gov.br
O post Conab apresenta na terça-feira estudo com perspectivas para a agropecuária 2026/2027 apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Vendas da safra 26/27 de café alcançam 41%, mas seguem muito abaixo da média

O fluxo de vendas de café no Brasil seguiu ativo em agosto, estimulado pela alta dos preços no período e pelo avanço da disponibilidade física.
Segundo o analista de Safras & Mercado Gil Barabach, apareceu mais grãos nas praças de comercialização, com maior volume entregue e negociado junto a cooperativas e tradings, o que ajudou a dar mais liquidez aos negócios.
Levantamento da Safras & Mercado indica que, até 10 de setembro, os produtores brasileiros haviam comercializado 41% da safra brasileira de café 2026/27. O percentual representa um avanço de 7 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Apesar da evolução, o ritmo permanece abaixo dos 46% registrados no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos (2021-2025), de 53%.
No arábica, a comercialização da safra 2026/27 ganhou ritmo, como já era esperado diante do avanço da colheita e do beneficiamento. A maior chegada de café é percebida nos armazéns mais cheios e também no aumento da oferta. Com isso, as vendas pelos produtores avançaram para 38% da safra, alta de 8 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
Apesar da evolução, o ritmo segue abaixo do ano passado, quando 43% da produção já estava comprometida, e ainda mais distante da média dos últimos cinco anos, de 49%.
No conilon/robusta, as vendas alcançam 47% da produção, também abaixo dos 51% registrados em 2025 e da média de cinco anos, de 58%.
O post Vendas da safra 26/27 de café alcançam 41%, mas seguem muito abaixo da média apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso13 horas agoCarreta carregada com algodão pega fogo após tombar em MT
Business9 horas agoEm MT, produtor recebe 3,6 toneladas de soja para alimentar gado na estiagem
Business14 horas agoEl Niño pode reduzir safra brasileira de soja em até 12 milhões de toneladas, diz MB Agro
Featured15 horas agoBatata e tomate continuam impactando preço da cesta básica, que sobe quase R$ 30
Sustentabilidade15 horas agoArroz/RS: Semeadura ganha ritmo em Uruguaiana e Itaqui com tempo seco – MAIS SOJA
Featured6 horas agoO que falta para o Aeroporto Marechal Rondon em MT operar voos internacionais
Business11 horas agoTrês mercados ampliam compras de carne bovina de MT em agosto; EUA avançam 50%
Featured6 horas agoHospital Central bate marca de 2 mil cirurgias em MT e consolida uso de robôs no SUS

















