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29 de outubro de 2026

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Em MT, produtor recebe 3,6 toneladas de soja para alimentar gado na estiagem

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Prefeitura Várzea Grande – MT

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Coordenadoria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, entregou mais de 3,6 toneladas de casquinha de soja ao produtor da agricultura familiar, Valdemir Nunes Lima, do Projeto de Assentamento São Miguel, na região do Sadia III.

O insumo, de alto valor proteico, será utilizado na alimentação do gado leiteiro para reforçar a nutrição dos animais durante a estiagem, período em que a oferta de pastagem é reduzida.

Valdemir trabalha com a esposa na produção de leite e na fabricação de queijos e outros derivados, que são comercializados e representam uma fonte de renda para a família.

Segundo o produtor, o período de estiagem aumenta os desafios para quem trabalha com a pecuária leiteira. O apoio, de acordo com ele, ajuda a melhorar a alimentação do rebanho e a manter a produção.

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Para o coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável, Leandro da Silva, a entrega busca garantir melhores condições de alimentação para os animais e contribuir para a continuidade da produção da agricultura familiar.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, destacou que o apoio aos pequenos produtores é uma das prioridades da gestão, especialmente em períodos de maior dificuldade.

“Apoiar o produtor nos momentos em que ele mais precisa é fundamental para fortalecer a produção, garantir renda e dar mais segurança às famílias que vivem da agricultura familiar”, afirmou.

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EUA vendem 1,3 milhão de toneladas de milho da safra 2026/27

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Os exportadores dos Estados Unidos venderam 1,3 milhão de toneladas de milho da safra 2026/27 na semana encerrada em 22 de outubro, informou nesta quinta-feira (29) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume recuou 15% em relação à semana anterior, mas ficou 32% acima da média das últimas quatro semanas.

As vendas semanais ficaram dentro do intervalo projetado por analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que estimavam negócios entre 1 milhão e 1,6 milhão de toneladas.

Entre os principais compradores do período apareceram destinos desconhecidos, com 411,8 mil toneladas, seguidos por México, com 318,9 mil toneladas, Japão, com 251 mil toneladas, Coreia do Sul, com 124,9 mil toneladas, e Colômbia, com 55 mil toneladas.

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Parte do volume negociado foi compensada por cancelamentos de compras feitos por El Salvador, de 7,5 mil toneladas, Guatemala, de 2,2 mil toneladas, e Barbados, de 700 toneladas.

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Nos embarques, o USDA informou exportações de 552,9 mil toneladas no período. O volume embarcado recuou 29% ante a semana anterior e ficou 57% abaixo da média das últimas quatro semanas.

Os principais destinos dos embarques foram México, com 333 mil toneladas, Honduras, com 110,3 mil toneladas, Colômbia, com 56 mil toneladas, Canadá, com 12,9 mil toneladas, e Espanha, com 11,4 mil toneladas.

Os dados semanais do USDA mostram vendas de milho da safra 2026/27 dentro das projeções do mercado, com redução no comparativo semanal e avanço frente à média recente, enquanto os embarques ficaram abaixo tanto da semana anterior quanto da média de quatro semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Nova Mutum recebe primeira planta de Q-Diesel, combustível produzido a partir do etanol de milho

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A produção de diesel verde a partir do etanol de milho ganhou uma unidade dedicada à validação da tecnologia em Nova Mutum (MT). Lançada nesta terça-feira (27), a planta de Q-Diesel do Brasil é resultado de uma década de estudos e testes realizados no país e nos Estados Unidos e foi concebida para viabilizar a expansão do modelo para outras indústrias.

A proposta é permitir que usinas de etanol incorporem a produção do combustível às estruturas existentes. Para isso, a unidade mato-grossense funcionará como laboratório de homologação. Após essa etapa, o projeto prevê o licenciamento da tecnologia para produtores brasileiros e estrangeiros.

Um dos pontos da iniciativa é ampliar o aproveitamento do milho na cadeia de biocombustíveis. Além do etanol, as indústrias podem utilizar o DDG, coproduto do processamento, na alimentação de bovinos. Com o Q-Diesel, a proposta é destinar também o etanol à produção de combustível para máquinas e equipamentos.

O modelo foi apresentado durante o lançamento promovido pelo Agro Club Tecnológico e pela CooperAgro. O empresário Marcos Lima, representante do QGIS e um dos sócios do projeto, pontua que o Q-Diesel é um produto sustentável e que levará um ganho muito grande aos produtores, visto ser um produto gerado por eles nas lavouras, o milho no caso.

“Nós teremos ganhos ambientais, ganhos para o produtor e ganhos para a economia local, podendo incentivar outras indústrias em volta da região onde ele estiver sendo produzido”, pontua.

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Combustível depende de validação

Entre os benefícios apontados pelos responsáveis estão a redução da dependência de combustíveis importados e a possibilidade de diminuir os custos de manutenção dos motores. A tecnologia também é apresentada como alternativa para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Esses resultados, porém, dependem da validação do combustível. A homologação na planta de Nova Mutum será uma etapa importante para avaliar sua aplicação e sustentar a expansão para outras unidades industriais.

O CEO do Agro Club Tecnológico, Durval Carneiro, identificou a tecnologia e articulou sua implantação no município. “O Brasil tem etanol, o mundo está precisando do diesel verde para descarbonizar e nós do Agro Club chegamos com a tecnologia que vai fazer o meio de campo dessa necessidade”.

O presidente da CooperAgro e produtor rural, Emerson Zancanaro, defendeu o envolvimento de produtores e cooperados na construção do empreendimento. “Essa tecnologia é muito importante para nós produtores que estamos na ponta. O óleo diesel na pauta de custos tem um peso muito grande. E hoje com toda essa conjuntura mundial interna difícil, nós estamos agora nos aproximando de uma alta expressiva dos combustíveis, se nós tivéssemos hoje esse combustível já disponível com certeza ele ia nos ajudar muito quanto a isso”.

A expectativa dos idealizadores é que o licenciamento permita levar a tecnologia a usinas que já produzem etanol de milho, integrando as duas atividades industriais. A expansão dependerá dos resultados da homologação e das condições para incorporar o processo às estruturas existentes.

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Chuva deve atingir principais regiões agrícolas do país até sexta-feira

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que a semana termina com previsão de chuva em grande parte do país, com atuação mais ampla sobre regiões agrícolas do Centro-Oeste, Sudeste, Sul e Matopiba. Até sexta-feira (30), áreas de baixa pressão e cavados em superfície devem manter a instabilidade sobre o interior, sem mudança significativa no padrão do tempo ao longo do período.

A previsão indica ocorrência de chuva em grande parte do território nacional, com destaque para áreas de produção agropecuária distribuídas entre o Centro-Oeste, o Sudeste, o Sul e o Matopiba, região que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Segundo o Inmet, a manutenção da instabilidade está associada à atuação de áreas de baixa pressão e de cavados em superfície no interior do país. Esse padrão deve seguir até sexta-feira (30), sustentando a previsão de precipitações em uma faixa ampla do território.

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No Sudeste, a instabilidade também alcança importantes centros urbanos, com condições para tempestades em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O sul de Goiás está entre as áreas sob maior atenção, com aviso laranja de perigo.

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Em contraste com esse cenário, o tempo permanece mais estável no extremo norte da Região Norte, especialmente em Roraima, no norte do Pará e no Amapá. Nessas áreas, assim como no interior da Região Nordeste, a previsão é de temperaturas elevadas, que podem se aproximar de 40 °C.

No extremo sul do Rio Grande do Sul e em áreas do oeste gaúcho, a condição prevista também é de maior estabilidade, com temperaturas amenas.

O quadro para o fim da semana combina chuva em parte expressiva do país, inclusive em regiões agrícolas relevantes, com manutenção de calor no Norte e no interior do Nordeste e tempo mais estável em pontos do Rio Grande do Sul.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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