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Vendas da safra 26/27 de café alcançam 41%, mas seguem muito abaixo da média

O fluxo de vendas de café no Brasil seguiu ativo em agosto, estimulado pela alta dos preços no período e pelo avanço da disponibilidade física.
Segundo o analista de Safras & Mercado Gil Barabach, apareceu mais grãos nas praças de comercialização, com maior volume entregue e negociado junto a cooperativas e tradings, o que ajudou a dar mais liquidez aos negócios.
Levantamento da Safras & Mercado indica que, até 10 de setembro, os produtores brasileiros haviam comercializado 41% da safra brasileira de café 2026/27. O percentual representa um avanço de 7 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
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Apesar da evolução, o ritmo permanece abaixo dos 46% registrados no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos (2021-2025), de 53%.
No arábica, a comercialização da safra 2026/27 ganhou ritmo, como já era esperado diante do avanço da colheita e do beneficiamento. A maior chegada de café é percebida nos armazéns mais cheios e também no aumento da oferta. Com isso, as vendas pelos produtores avançaram para 38% da safra, alta de 8 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
Apesar da evolução, o ritmo segue abaixo do ano passado, quando 43% da produção já estava comprometida, e ainda mais distante da média dos últimos cinco anos, de 49%.
No conilon/robusta, as vendas alcançam 47% da produção, também abaixo dos 51% registrados em 2025 e da média de cinco anos, de 58%.
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CEAGESP realoca 124 comerciantes após incêndio em pavilhão de frutas do ETSP

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) atualizou nesta sexta-feira (11) as medidas adotadas após o incêndio em um dos pavilhões de frutas do Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), na zona oeste da capital paulista. Segundo a companhia, 124 comerciantes serão alocados provisoriamente no Estacionamento E2, em estrutura que começa a ser montada na próxima semana.
A CEAGESP informou que vem atendendo reivindicações dos comerciantes atingidos, como instalação de gradis, iluminação, internet e reforço na segurança. As medidas vêm sendo discutidas em reuniões periódicas com o comitê que representa os afetados desde domingo (6).
Entre as primeiras providências adotadas, a companhia destacou a isenção de aluguéis e taxas para todos os atingidos pelo incêndio, além do reembolso de pagamentos já efetuados. Na tarde desta sexta-feira (11), uma nova reunião com o comitê tratou dos detalhes da invasão provisória da área do Estacionamento E2.
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De acordo com a CEAGESP, a estrutura temporária terá banheiros, câmaras frias e outras instalações mantidas anteriormente no espaço atingido. Em caráter emergencial, os comerciantes retomaram na segunda-feira (7) a comercialização em áreas organizadas próximas ao pavilhão sinistrado.
A perícia técnica da Polícia Federal para apurar as causas do incêndio foi realizada na quarta-feira (9). Nesta sexta-feira (11), a Defesa Civil de São Paulo liberou a área atingida.
A partir de segunda-feira (14), terá início a operação de limpeza do local e um levantamento mais detalhado dos danos. Na sequência, será iniciado o processo de desconstrução e reconstrução total da área afetada, com prazo estimado pela CEAGESP em cerca de 12 meses para o retorno dos comerciantes aos espaços de origem.
A CEAGESP afirmou que o Entreposto Terminal São Paulo permanece em funcionamento normal e que não há risco de desabastecimento, mantendo o atendimento à capital paulista, à região metropolitana, ao interior e a outros estados.
Fonte: gov.br
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Conab apresenta na terça-feira estudo com perspectivas para a agropecuária 2026/2027

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza na próxima terça-feira (15), em Brasília, o lançamento da publicação “Perspectivas para a Agropecuária 2026/2027”. O evento será presencial, no auditório da sede da estatal, com transmissão pelo canal da companhia no YouTube. A programação prevê a apresentação de análises e prognósticos sobre o cenário agropecuário nacional para o próximo ciclo.
Segundo a Conab, o estudo reúne dados de área, produção, produtividade, exportações, importações, consumo e preços de soja, milho, algodão, arroz e feijão. O material também traz estimativas de produção, exportações, suprimento e preços de mercado para o próximo ciclo produtivo das cadeias de carnes bovina, suína e de aves.
A programação inclui ainda a apresentação de cenários relacionados a crédito rural, tecnologia agrícola e previsões climáticas, com foco nos efeitos desses fatores sobre a produtividade da próxima safra. Também serão divulgados os resultados do 12º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, com informações sobre o cultivo e as condições de mercado das principais culturas produzidas no país.
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Participam do evento representantes da Conab, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Banco do Brasil e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O lançamento está marcado para as 10h, no auditório da sede da Conab, em Brasília. A transmissão será feita pelo canal oficial da companhia no YouTube, e a publicação com os principais números será disponibilizada no portal da estatal.
A apresentação da Conab reúne indicadores e estimativas para grãos e proteínas animais, além de cenários sobre crédito, tecnologia e clima para a safra 2026/2027.
Fonte: gov.br
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Cogny obtém autorização inédita para uso industrial de OGMs em bioinsumos

O Ecossistema Cogny, por meio das empresas Bioma e Orygen Research, avançou no desenvolvimento da próxima geração de bioinsumos no Brasil. A Bioma recebeu da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) nº 714/26, autorizando a utilização, em produção industrial, de microrganismos geneticamente modificados (OGMs).
Trata-se da primeira autorização desse tipo concedida no Brasil a uma empresa voltada à produção de insumos microbiológicos para a agricultura. Até hoje, apenas empresas dos setores farmacêuticos, ou de plantas transgênicas, tinham esse aval.
A decisão complementa a estrutura já existente na Orygen Research, centro de pesquisa e desenvolvimento do Ecossistema Cogny, que já possuía autorização no nível 2 de segurança, onde se pode manipular os micro-organismos.
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Com a nova autorização, a Orygen permanece concentrada nas atividades de pesquisa, enquanto a Bioma passa a ter respaldo regulatório para levar essa plataforma à escala industrial e, posteriormente, à comercialização das tecnologias desenvolvidas.
De acordo com o diretor de Pesquisa & Desenvolvimento do Ecossistema Cogny, Artur Soares, a tecnologia permite utilizar microrganismos modificados como plataformas para produção de moléculas específicas, sem que o próprio microrganismo seja o ingrediente final do produto.
“O processo é o seguinte: inserimos o gene desejado em um micro-organismo não-alvo, que passa a expressar e multiplicar a molécula de interesse. Ao final da fermentação, o processo é encerrado e a biomassa é processada, restando apenas a molécula purificada, o micro-organismo funciona apenas como plataforma de produção, e não como produto final. Por isso hoje conseguimos entregar produtos à base de metabólitos, moléculas purificadas”, afirma.
Existem diversos microrganismos contemplados, incluindo uma cepa modificada para produção de isoprenoides e fitohormônios. Segundo a autorização da CTNBio, todos serão manipulados exclusivamente em regime de contenção NB-1 industrial, em biorreatores fechados, com posterior inativação térmica ou esterilização completa.
Biossegurança e avanço científico
A biossegurança é parte central do padrão de qualidade da operação, seguindo o mesmo rigor já consolidado na indústria farmacêutica e de fermentação industrial. O projeto conta com sistemas fechados, segregação física de fluxos, procedimentos de limpeza e descontaminação, controle de acesso, monitoramento microbiológico e tratamento específico de resíduos.
A infraestrutura inclui ainda uma central de limpeza Clean-in-Place (CIP) e uma Estação de Tratamento de Efluentes com Central de Inativação Térmica, que processa os resíduos a 127°C por 30 a 45 minutos antes do descarte, em linha com os protocolos internacionais de boas práticas de fabricação.
Para Soares, a nova plataforma amplia significativamente o horizonte tecnológico da empresa. “Expandimos as aplicações para o futuro. O horizonte é vasto e promissor: produção de moléculas purificadas, peptídeos para o agro, moléculas hormonais, moléculas para controle de pragas, moléculas para controle de doenças”, projeta.
O primeiro resultado comercial dessa estratégia deverá chegar em 2027, com uma linha hormonal produzida por essa plataforma. “Mas novas moléculas estão chegando, já com outros projetos voltados a isso”, revela o responsável pela Orygen.
De acordo com o CEO e fundador do Ecossistema Cogny, Marcelo de Godoy Oliveira, a combinação entre a capacidade de pesquisa da Orygen e a autorização de produção industrial da Bioma cria uma plataforma para acelerar a transformação de descobertas biotecnológicas em produtos destinados ao campo.
“Com isso, o Ecossistema Cogny vai se consolidar como líder desse mercado de produção de biomoléculas puras nos próximos anos. Isso se dá pelo fato da empresa ter buscado as parcerias certas, bem como, ter acreditado no potencial da pesquisa da Orygen Research”, conclui.
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