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29 de outubro de 2026

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Hospital Central bate marca de 2 mil cirurgias em MT e consolida uso de robôs no SUS

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Em apenas sete meses, unidade de alta complexidade inovou com procedimentos robóticos. Tecnologia garante cortes menores e rápida recuperação de pacientes

Hospital Central realiza 2 mil cirurgias em 7 meses de operação
Marco foi atingido no início deste mês; desses, mais de 70 procedimentos foram com tecnologia robótica

Com pouco mais de sete meses de operação, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso atingiu a marca de 2 mil cirurgias, sendo mais de 70 delas procedimentos robóticos. O feito foi alcançado no começo do mês, impulsionado também por um mutirão de cirurgias pediátricas com uso do robô.

Responsável por introduzir as cirurgias robóticas no Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso, o Hospital Central, administrado pelo Einstein Hospital Israelita, inaugurou a operação do centro cirúrgico já com essa tecnologia. No dia 11 de fevereiro, quando foram iniciadas as cirurgias na unidade, o primeiro paciente assistido pelo robô passou pelo procedimento para o tratamento de câncer de próstata.

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Ao todo, são 12 especialidades cirúrgicas ofertadas pelo Hospital Central: urologia, cirurgia pediátrica, ortopedia (pediátrica e oncológica), cirurgia cardíaca (adulto e pediátrica), cirurgia geral, do aparelho digestivo, de ginecologia, cirurgia vascular, cirurgia torácica, de mastologia (oncológica), cirurgia plástica e neurocirurgia. As cirurgias realizadas com o uso do robô são de urologia, pediátrica, do aparelho digestivo e de ginecologia.

“Em 7 meses, estamos fazendo cirurgia cardíaca, de cardiopatia congênita, neurocirurgia com alta tecnologia empregada, cirurgia vascular, cirurgia robótica. Montamos uma linha cirúrgica com diversas especialidades, com um time de 172 médicos. Agora, a gente entra numa fase de buscar desenvolvimento, de criar e estimular o ensino, a pesquisa e a inovação. É um outro momento da implantação”, pontuou o coordenador da linha cirúrgica do Hospital Central, Iuri Tamasauskas.

Durante o mutirão do início do mês, foram realizadas doze cirurgias pediátricas com variadas finalidades, acompanhadas pela cirurgiã pediátrica e integrante do Programa de Robótica do Einstein, Maria Lúcia Apezzato. Três delas foram do aparelho digestivo para correção de refluxo e colocação de um dispositivo diretamente ligado ao estômago para que a criança possa se alimentar com mais eficiência e voltar a ganhar peso.

Esse foi o caso de P.S., de 10 anos, que tem uma doença cerebral e, em razão do refluxo com que vinha convivendo, não estava se alimentando adequadamente. Ela é moradora de Várzea Grande e já havia passado por outros dois procedimentos cirúrgicos no Hospital Central, há três meses, quando teve pneumonia.

A mãe de P., Jessika, relatou ter ficado aliviada quando a equipe do hospital entrou em contato para marcar a cirurgia robótica da filha. Segundo ela, quando a menina passou por outros procedimentos na unidade, em junho, a equipe médica já havia sugerido a realização da cirurgia no estômago. Foi iniciado, então, o acompanhamento da criança até a realização da cirurgia robótica.

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“Gostei muito porque o corte ia ser bem grande. Com a robótica, foram só alguns furinhos, e ela reagiu muito bem à cirurgia”, avaliou a mãe da paciente, que está internada na Unidade de Cuidados Intensivos da Pediatria.

Diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor destacou a importância do resultado das 2 mil cirurgias. “Atingimos a operação plena da unidade em julho e estamos empenhados em ampliar o acesso da população mato-grossense a todos os procedimentos de alta complexidade que fazemos. Nossa meta é tornar o Hospital Central cada vez mais uma referência na assistência segura e de qualidade, focado no cuidado de excelência com a saúde dos pacientes”.

O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso entrou em operação em janeiro deste ano para atendimento integralmente pelo SUS. Todos os pacientes atendidos na unidade são encaminhados pela Central Estadual de Regulação.

Sobre o Einstein

O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc.  Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

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PF investiga movimentação de R$ 33 milhões entre TCE-MT e agências de publicidade

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Esquema, que teria facilitado desvio de dinheiro público, é suspeito de ter começado em 2025, com paralisação de pagamentos a fornecedores de serviços

A Polícia Federal (PF) investiga um esquema milionário com indícios de desvio de dinheiro público no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O grupo classificado como organização criminosa teria movimentado ao menos R$ 33 milhões em apenas um ano. A informação é da GloboNews. 

Essa é a suspeita que levou o ministro Og Fernandes a autorizar a Operação Tomada de Contas nesta quinta-feira (29) que atingiu a cúpula do TCE-MT, com o presidente, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, preso, e outros três membros afastados – Guilherme Maluf, Alisson Alencar e Valter Albano, conselheiro aposentado membro da Comissão de Fiscalização. 

Os investigados suspenderiam contratos regulares com fornecedores para priorizar o pagamento a agências de publicidade. A suposta manobra facilitaria o desvio de dinheiro público. O esquema teria começado em 2025. 

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Os responsáveis pela execução orçamentária do TCE-MT teriam suspendido o pagamento a empresas de segurança e limpeza, por exemplo, para priorizar o pagamento a agências de publicidade.  

A suspeita é que os R$ 33 milhões investigados possam estar ligados a esse mecanismo. A Operação Tomada de Contas foi deflagrada para coletar documentos que sustentem a linha investigativa. A Polícia Federal identificou movimentações de saques, que chegariam R$ 500 mil. Um dos beneficiados teria sido o presidente Sérgio Ricardo. 

Além dos conselheiros, são alvos da operação o consultor jurídico geral do TCE, Ghegory Paiva Pires Moreira Maia; a secretária-executiva Roseli Alves; e os outros servidores Felipe José Glinke e Gustavo Fernandes da Silva. 

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Com três membros atingidos por operação, Waldir Teis deve assumir comando do TCE-MT

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Conselheiro ocupa a função de vice-presidente e pode passar para o comando em decorrência de suspeita sobre o trabalho de três colegas de pleno

O vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Waldir Teis, deve assumir o comando do tribunal após a prisão do presidente, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida. 

O TCE teve três membros do pleno atingido pela Operação Tomada de Contas deflagrada nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal. Além de Sérgio Ricardo, o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou afastar Guilherme Maluf e Alisson Alencar. 

A decisão também atinge o conselheiro aposentado Valter Albano, que é membro da Comissão de Fiscalização. 

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A Polícia Federal apura indícios de irregularidades na gestão de contratos administrativos e no pagamento de servidores públicos. Além dos conselheiros, são alvos Ghregory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico geral do TCE; Roseli Loss, secretária-executiva; Felipe José Glinke, Adriangelo Barros Antunes, e Gustavo Fernandes da Silva. 

A autorização da operação foi dada pelo ministro Og Fernandes. A investigação preliminar aponta para suposta manobra na suspensão de contratos administrativos para pressionar servidores do TCE-MT. Há suspeita também de favorecimento na liberação de dinheiro público. 

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Agro Mato Grosso

Justiça Federal inicia desocupação forçada da Terra Indígena Urubu Branco em MT

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A Justiça Federal determinou o início da desocupação da Terra Indígena Urubu Branco, localizada no nordeste de Mato Grosso, a partir desta quarta-feira (28). A operação prevê a retirada de ocupantes não indígenas que estão na área e poderá contar com o apoio de forças policiais, além da remoção de estruturas que impeçam o cumprimento da ordem judicial.

A decisão foi assinada pela juíza federal Danila Gonçalves de Almeida, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, no dia 22 de outubro. Segundo o despacho, o prazo concedido para a desocupação voluntária terminou e não havia nova decisão judicial suspendendo a medida.

De acordo com o planejamento apresentado à Justiça, a previsão é de participação de 40 integrantes da Força Nacional e cerca de 10 agentes da Polícia Federal, além de equipes de outros órgãos de segurança.

A decisão autoriza o uso de força policial em caso de resistência, assim como o arrombamento de portões e cadeados, quando necessário. Também permite a remoção e, em último caso, a demolição de cercas, construções e outras estruturas que impeçam a desocupação. Essas medidas devem ser avaliadas conforme a necessidade e a proporcionalidade.

Os ocupantes deverão retirar móveis, utensílios e pertences pessoais durante a operação. Caso isso não seja possível, os bens deverão ser identificados e, quando necessário, encaminhados para guarda provisória. A decisão também prevê procedimentos para a retirada de animais encontrados na área.

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A Prefeitura de Confresa foi acionada para disponibilizar caminhão e equipe de apoio para o transporte dos pertences dos ocupantes.

A ordem de desocupação deverá respeitar eventuais decisões judiciais individuais que autorizem pessoas específicas a permanecer na área.

A operação envolve a Justiça Federal, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional de Segurança Pública e as polícias Militar e Civil.

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