Sustentabilidade
Pré-fechamento das entrelinhas abre janela estratégica para o manejo de doenças na soja – MAIS SOJA

O pré-fechamento das entrelinhas representa um dos momentos mais estratégicos para o manejo de doenças na soja, especialmente porque, a partir dessa fase, a maior densidade da lavoura passa a dificultar a chegada dos fungicidas às folhas da parte inferior da planta. À medida que ganham massa foliar e os espaços entre as linhas diminuem, também aumenta o desafio de fazer com que a aplicação de fungicidas alcance adequadamente os diferentes estratos do dossel*.
A atenção a essa janela é especialmente relevante para o manejo da ferrugem-asiática e de manchas foliares, como a mancha-parda. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a ferrugem-asiática é considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja e pode provocar perdas de produtividade de até 90% quando não controlada, segundo publicação da Embrapa Soja deste ano. Os primeiros sintomas tendem a aparecer nas chamadas folhas baixeiras, localizadas no terço inferior da planta, região que se torna mais difícil de atingir à medida que o dossel se fecha.
Por isso, a estratégia não deve depender apenas da identificação visual dos sintomas. As manchas foliares também devem integrar esse planejamento. Entre elas está a mancha-parda, causada pelo fungo Septoria glycines, cujo manejo exige atenção ao posicionamento preventivo dos fungicidas e à qualidade da cobertura das folhas.
“Quando a lavoura se aproxima do fechamento das entrelinhas, muda também a condição para realizar uma boa aplicação. Por isso, é importante avaliar o estádio da cultura, o clima, o histórico da área e a ocorrência regional da doença para antecipar a tomada de decisão”, explica Paulo Moraes Gonçalves, especialista em desenvolvimento de mercado da Ourofino Agrociência.
Momento e qualidade da aplicação caminham juntos
Além do posicionamento correto, a tecnologia de aplicação tem papel fundamental no manejo. Calibração do equipamento, volume de calda, tamanho das gotas, condições ambientais e estágio de desenvolvimento da cultura interferem na capacidade de distribuir o produto pelo dossel.
A boa cobertura ganha ainda mais importância à medida que aumenta o volume de folhas. Nesse cenário, o planejamento operacional e o acompanhamento frequente da lavoura ajudam a evitar que a aplicação seja postergada para um momento em que o acesso às partes média e inferior das plantas esteja ainda mais limitado.
Entre as ferramentas disponíveis para esse manejo está o Dotte®, fungicida da Ourofino Agrociência composto por protioconazol e picoxistrobina e registrado para o controle da ferrugem-asiática e da mancha-parda na soja, esta última uma das manchas foliares da cultura.
Para ferrugem-asiática, a orientação é que a primeira aplicação seja realizada preventivamente a partir do pré-fechamento das entrelinhas. Para a mancha-parda, o posicionamento preventivo é indicado até o estádio R2, correspondente ao florescimento pleno.
O produto deve ser utilizado dentro de um programa de manejo. A própria recomendação de uso prevê alternância de fungicidas com diferentes modos de ação, estratégia importante para reduzir a pressão de seleção do patógeno e contribuir para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis.
“Não existe uma decisão isolada no manejo de doenças. Produto, momento de aplicação, cobertura e estratégia de resistência precisam funcionar de forma integrada. O pré-fechamento é uma janela importante justamente porque permite agir preventivamente antes que o desenvolvimento da cultura torne a aplicação mais complexa”, afirma Paulo.
A decisão sobre o manejo deve considerar ainda as condições climáticas, a presença regional do patógeno e a capacidade operacional da propriedade, sempre seguindo as recomendações de bula, receituário agronômico e orientação de profissional habilitado.
*Dossel (Ou dossel vegetativo/forrageiro) é o conjunto formado pelas copas, folhas e caules das plantas que criam uma camada de cobertura superior em uma lavoura ou pastagem
Sobre a Ourofino Agrociência
A Ourofino Agrociência é uma empresa de origem brasileira, fabricante de defensivos agrícolas, com 15 anos de atuação. Sua fábrica — considerada uma das mais modernas do mundo no segmento — está localizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e possui capacidade de produção de 200 milhões de quilos/litros por ano. São mais de 50 mil m² de área construída, com equipamentos de última geração e ambiente automatizado. A empresa desenvolve produtos, serviços e tecnologias com base nas características do clima tropical, seguindo o propósito de reimaginar a agricultura brasileira.
Mais informações clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Preço da soja cai no mercado internacional com avanço da colheita nos EUA

Os preços da soja operam em queda na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira (29), pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelo recuo das cotações do petróleo em Nova York.
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Segundo informações da Safras News, a maior disponibilidade do grão norte-americano tem influenciado o mercado, levando os contratos futuros da soja, do farelo e do óleo a registrarem perdas na sessão eletrônica.
Os investidores também avaliam os dados semanais de exportações dos Estados Unidos, que ficaram dentro das expectativas do mercado, com destaque para a participação da China nas compras.
China lidera compras de soja dos Estados Unidos
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas de soja norte-americana da safra 2026/27 totalizaram 2,576 milhões de toneladas na semana encerrada em 22 de outubro.
A China foi o principal destino, com aproximadamente 1,627 milhão de toneladas adquiridas no período.
O resultado ficou dentro das projeções dos analistas, que esperavam vendas entre 1,3 milhão e 2,8 milhões de toneladas.
Apesar do volume expressivo de negócios, os dados não foram suficientes para reverter a pressão sobre os preços, diante do aumento da oferta provocado pelo avanço da colheita norte-americana.
Confira as cotações da soja em Chicago
Na sessão eletrônica desta quinta-feira, antes do intervalo, os contratos de soja com vencimento em janeiro de 2027 eram negociados a US$ 12,30 3/4 por bushel, queda de 7,25 centavos de dólar, equivalente a 0,58%.
O farelo e o óleo de soja também apresentavam desvalorização:
| Produto | Contrato | Cotação | Variação |
|---|---|---|---|
| Soja | Janeiro/2027 | US$ 12,30 3/4/bushel | -0,58% |
| Farelo | Dezembro/2026 | US$ 333,30/tonelada | -0,71% |
| Óleo | Dezembro/2026 | US$ 0,6466/libra-peso | -1,37% |
No farelo, a queda era de US$ 2,40 por tonelada. Já o óleo de soja recuava 0,90 centavo de dólar por libra-peso.
Sustentabilidade
Chuvas favorecem cultivos de verão no Centro-Oeste, mas o excesso de umidade afeta lavouras de inverno no Sul – MAIS SOJA

As chuvas favoreceram a recuperação da umidade do solo e o avanço da semeadura dos cultivos de verão em áreas do Centro-Oeste, especialmente da soja em Mato Grosso e Goiás. Em contrapartida, o clima chuvoso também impôs restrições às atividades agrícolas em outras regiões. No Sul, o excesso de umidade afetou lavouras de inverno, enquanto a baixa precipitação dificultou o avanço do plantio da oleaginosa em algumas áreas do Norte e do Nordeste.
As informações são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e estão reunidas na edição de outubro do Boletim de Monitoramento Agrícola, publicado nesta sexta-feira (23). O documento analisa as condições agrometeorológicas e o desenvolvimento das lavouras brasileiras entre 1º e 21 de outubro de 2026, com destaque para os efeitos da distribuição irregular das chuvas sobre os cultivos de inverno da safra 2025/26 e os cultivos de verão da safra 2026/27.
Segundo o acompanhamento da Conab, os indicadores de vegetação apontam condições favoráveis no início da safra, com índices acima da média histórica em todas as regiões monitoradas, embora a comparação com o ciclo anterior apresente diferenças regionais. Na comparação com a safra passada, os índices estão acima dos níveis registrados no sul de Goiás e no sudoeste de Mato Grosso do Sul, enquanto no norte de Mato Grosso e no oeste do Paraná permanecem próximos aos do ciclo anterior.
O monitoramento por cultura detalha os efeitos das condições climáticas sobre o andamento das safras. No trigo, o excesso de chuvas prejudicou a qualidade dos grãos em São Paulo e no Paraná e contribuiu para o avanço mais lento da colheita no Rio Grande do Sul. Já nos cultivos de verão, a semeadura ocorre em ritmos distintos entre os estados, com destaque para o avanço da soja em Mato Grosso e para as dificuldades operacionais provocadas pelo excesso de umidade em outras regiões.
SAFRA 2025/26
Trigo – Chuvas afetam qualidade dos grãos em São Paulo e no Paraná
O excesso de chuvas comprometeu a qualidade do trigo em São Paulo, onde a colheita está em finalização. Grande parte dos grãos já colhidos apresenta qualidade inferior ao padrão esperado pela indústria de moagem. No Paraná, a qualidade também foi afetada, com o produto apresentando peso hectolítrico (PH) abaixo do esperado. A colheita paranaense já alcança 75% da área plantada.
No Rio Grande do Sul, o avanço da colheita é lento devido ao volume elevado de chuvas e à menor radiação solar. A maioria das lavouras está em enchimento de grãos e maturação, fases sensíveis à ocorrência de doenças nas espigas. Em Santa Catarina, a sequência de períodos chuvosos aumenta a preocupação com doenças fúngicas, como giberela, ferrugens, oídio e manchas foliares, sobretudo nas áreas mais precoces.
Em Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, a colheita foi concluída.
SAFRA 2026/27
Soja – Mato Grosso supera 60% da área prevista para semeadura, enquanto condições de umidade do solo dificultam o plantio em parte das demais regiões
Em Mato Grosso, a semeadura avança em todas as macrorregiões e já supera 60% da área prevista. Os produtores aproveitaram as condições favoráveis de umidade do solo para intensificar os trabalhos. No Paraná, o plantio também progride, e a maior parte das lavouras implantadas apresenta bom desenvolvimento. No entanto, o excesso de umidade pode provocar falhas na germinação, favorecer o surgimento de plantas invasoras e aumentar a ocorrência de pragas e doenças.
O ritmo da semeadura em Goiás varia entre regiões: no sudoeste, os trabalhos avançam favorecidos pela umidade do solo, e devem ser concluídos ainda em outubro. No sul, enquanto alguns municípios intensificaram as operações, outros suspenderam temporariamente o plantio devido à rápida perda de umidade após o revolvimento do solo. Já nas regiões leste, oeste e norte, a semeadura em áreas de sequeiro é pouco expressiva, e as operações se concentram nas áreas irrigadas.
Em Mato Grosso do Sul, a elevada umidade do solo levou à suspensão temporária da semeadura na maior parte das regiões produtoras. A exceção são as regiões norte e nordeste, onde chuvas esparsas permitiram a continuidade dos trabalhos. No Rio Grande do Sul, os produtores aguardam a redução do encharcamento da terra e dias sem chuva para intensificar as operações. Em Minas Gerais, a semeadura avança nas áreas de sequeiro. Já em São Paulo, o excesso de umidade dificulta o acesso e o deslocamento de máquinas nas lavouras, limitando o avanço do plantio.
Arroz – Semeadura alcança cerca de 40% no Rio Grande do Sul e supera metade em Santa Catarina
Cerca de 40% da área prevista para a semeadura do arroz no Rio Grande do Sul havia sido plantada até a primeira quinzena de outubro. Grandes volumes de chuva e o excesso de umidade do solo encarecem as operações de campo e prejudicam o desenvolvimento inicial das lavouras. Em Santa Catarina, segundo maior produtor nacional, atrás apenas do Rio Grande do Sul, o plantio havia alcançado pouco mais da metade da área prevista no mesmo período. As condições climáticas recentes, porém, têm dificultado tanto a semeadura quanto o desenvolvimento vegetativo inicial das lavouras recém-implantadas.
No Maranhão e no Pará, o cultivo já começou nas áreas irrigadas. Nas áreas de sequeiro dos dois estados, a semeadura está prevista para novembro e dezembro, período em que se espera maior regularidade das chuvas.
Milho primeira safra – Semeadura avança em ritmos distintos nos estados produtores
A semeadura do milho primeira safra no Paraná está próxima do fim, e as lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo. Chuvas acompanhadas de granizo e vendavais provocaram desfolhamento em áreas pontuais e favoreceram a ocorrência de pragas, como lagartas e tripes. Em Goiás, o avanço do plantio varia entre as regiões produtoras, com destaque para a região leste, onde alguns municípios já semearam entre 50% e 70% da área prevista.
Enquanto em Minas Gerais a semeadura avança de forma lenta e gradual, o Rio Grande do Sul já supera 80% da área prevista. No estado gaúcho, a combinação de nebulosidade persistente, temperaturas amenas e alta umidade do ar aumenta a pressão de doenças, especialmente nas lavouras em estádios mais avançados de desenvolvimento ou atingidas por granizo.
O Boletim de Monitoramento Agrícola é fruto da parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam). A análise completa integrando dados de satélites, mapas, gráficos e análises detalhadas sobre o comportamento climático e o desenvolvimento das lavouras está disponível no portal da Conab.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Especialistas anteveem ataques da cigarrinha-do-milho na próxima ‘safrinha’, ante efeitos do El Niño – MAIS SOJA

Embora ainda distante da semeadura, a segunda safra de milho, a chamada ‘safrinha’, deverá sofrer ataques potencialmente intensos da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis). A previsão vem da equipe técnica da companhia Sipcam Nichino Brasil, com base em modelos climáticos que apontam para a prevalência do fenômeno El Niño no próximo ciclo da cultura, sobretudo em regiões como Oeste da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins.
“A presença do El Niño, com temperaturas elevadas, favorece a proliferação de lagartas de alta complexidade como a cigarrinha-do-milho”, antecipa o engenheiro agrônomo Heberton de Melo, representante técnico de desenvolvimento comercial da Sipcam Nichino.
“Os principais problemas decorrentes de infestações da ‘cigarrinha’ estão relacionados ao ‘enfezamento’ da cultura do milho”, diz Melo. “O inseto constitui um vetor de doenças (fitoplasma, espiroplasma e molicutes) e de duas viroses, a do ‘raiado fino’ e a do ‘mosaico estriado’. Não contida, em híbridos suscetíveis, a praga leva ao produtor perdas situadas entre 30% e 90% de uma lavoura”, ele alerta.
Conforme o agrônomo, estudos desenvolvidos pela companhia, realizados com suporte de consultores e pesquisadores, comprovam que o controle efetivo dessa praga hoje passa por um ‘novo olhar’ do produtor quanto a mecanismos de manejo disponíveis.
“O controle do estágio ‘ninfa’ da ‘cigarrinha’ tornou-se central na estratégia de manejo do produtor, para obter sucesso na contenção e produzir mais e melhor”, explica Melo. Segundo ele, essa constatação veio de quase 80 trabalhos de campo, envolvendo a participação de 24 consultorias, institutos de pesquisas e universidades de ponta, como Unesp de Botucatu, Desafios Agro, Ceres, Fundação Rio Verde, Multcrop e outras.
Quebra do ciclo, novo olhar técnico
Esses estudos, ele esclarece, antecederam ao lançamento do inseticida Fiera®, colocado no mercado pela Sipcam Nichino há cerca de três anos e já situado entre os chamados produtos-estrela da companhia. “O manejo da ninfa, até pouco tempo atrás, não era prioridade nos tratamentos voltados à cigarrinha-do-milho, visavam somente à fase adulta do inseto, sem focar, portanto, na quebra do ciclo da praga”, comenta Melo.
“Oferecemos hoje ao mercado um novo olhar técnico: o controle de todas as fases jovens da praga. A pesquisa demonstrou a relevância exercida pelas ninfas no processo de disseminação da contaminação do milho por vírus e molicutes”, ele complementa
Segundo Heberton de Melo, Fiera® constitui um inseticida fisiológico, seletivo e regulador de crescimento de insetos. Ele reforça que o conjunto de ensaios realizados trouxe indicadores robustos de controle de ninfas da Daubulus maidis, na faixa de 95% a 100%.
De acordo com o agrônomo, o inseticida Fiera® acarreta efeitos, ainda, na fertilidade e fecundidade das fêmeas adultas da cigarrinha, com reduções de mais de 65% na ‘postura’ de ovos e de 90% na eclosão de ninfas. “Isto representa uma queda significativa na capacidade reprodutiva do inseto. A solução reduz a multiplicação da praga na fazenda e evita surtos de infestação.”
Melo adianta também que o inseticida apresenta ação de contato, vapor e “afeta velozmente todos os estágios do ciclo de vida da Daubulus maidis”. Conforme a Sipcam Nichino, Fiera® tem por ingrediente ativo o Buprofezina 250 (SC), desenvolvido pela Nichino no Japão.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fonte: Assessoria de imprensa
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