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EUA vendem 1,3 milhão de toneladas de milho da safra 2026/27

Os exportadores dos Estados Unidos venderam 1,3 milhão de toneladas de milho da safra 2026/27 na semana encerrada em 22 de outubro, informou nesta quinta-feira (29) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume recuou 15% em relação à semana anterior, mas ficou 32% acima da média das últimas quatro semanas.
As vendas semanais ficaram dentro do intervalo projetado por analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que estimavam negócios entre 1 milhão e 1,6 milhão de toneladas.
Entre os principais compradores do período apareceram destinos desconhecidos, com 411,8 mil toneladas, seguidos por México, com 318,9 mil toneladas, Japão, com 251 mil toneladas, Coreia do Sul, com 124,9 mil toneladas, e Colômbia, com 55 mil toneladas.
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Parte do volume negociado foi compensada por cancelamentos de compras feitos por El Salvador, de 7,5 mil toneladas, Guatemala, de 2,2 mil toneladas, e Barbados, de 700 toneladas.
Nos embarques, o USDA informou exportações de 552,9 mil toneladas no período. O volume embarcado recuou 29% ante a semana anterior e ficou 57% abaixo da média das últimas quatro semanas.
Os principais destinos dos embarques foram México, com 333 mil toneladas, Honduras, com 110,3 mil toneladas, Colômbia, com 56 mil toneladas, Canadá, com 12,9 mil toneladas, e Espanha, com 11,4 mil toneladas.
Os dados semanais do USDA mostram vendas de milho da safra 2026/27 dentro das projeções do mercado, com redução no comparativo semanal e avanço frente à média recente, enquanto os embarques ficaram abaixo tanto da semana anterior quanto da média de quatro semanas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Nova Mutum recebe primeira planta de Q-Diesel, combustível produzido a partir do etanol de milho

A produção de diesel verde a partir do etanol de milho ganhou uma unidade dedicada à validação da tecnologia em Nova Mutum (MT). Lançada nesta terça-feira (27), a planta de Q-Diesel do Brasil é resultado de uma década de estudos e testes realizados no país e nos Estados Unidos e foi concebida para viabilizar a expansão do modelo para outras indústrias.
A proposta é permitir que usinas de etanol incorporem a produção do combustível às estruturas existentes. Para isso, a unidade mato-grossense funcionará como laboratório de homologação. Após essa etapa, o projeto prevê o licenciamento da tecnologia para produtores brasileiros e estrangeiros.
Um dos pontos da iniciativa é ampliar o aproveitamento do milho na cadeia de biocombustíveis. Além do etanol, as indústrias podem utilizar o DDG, coproduto do processamento, na alimentação de bovinos. Com o Q-Diesel, a proposta é destinar também o etanol à produção de combustível para máquinas e equipamentos.
O modelo foi apresentado durante o lançamento promovido pelo Agro Club Tecnológico e pela CooperAgro. O empresário Marcos Lima, representante do QGIS e um dos sócios do projeto, pontua que o Q-Diesel é um produto sustentável e que levará um ganho muito grande aos produtores, visto ser um produto gerado por eles nas lavouras, o milho no caso.
“Nós teremos ganhos ambientais, ganhos para o produtor e ganhos para a economia local, podendo incentivar outras indústrias em volta da região onde ele estiver sendo produzido”, pontua.
Combustível depende de validação
Entre os benefícios apontados pelos responsáveis estão a redução da dependência de combustíveis importados e a possibilidade de diminuir os custos de manutenção dos motores. A tecnologia também é apresentada como alternativa para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Esses resultados, porém, dependem da validação do combustível. A homologação na planta de Nova Mutum será uma etapa importante para avaliar sua aplicação e sustentar a expansão para outras unidades industriais.
O CEO do Agro Club Tecnológico, Durval Carneiro, identificou a tecnologia e articulou sua implantação no município. “O Brasil tem etanol, o mundo está precisando do diesel verde para descarbonizar e nós do Agro Club chegamos com a tecnologia que vai fazer o meio de campo dessa necessidade”.
O presidente da CooperAgro e produtor rural, Emerson Zancanaro, defendeu o envolvimento de produtores e cooperados na construção do empreendimento. “Essa tecnologia é muito importante para nós produtores que estamos na ponta. O óleo diesel na pauta de custos tem um peso muito grande. E hoje com toda essa conjuntura mundial interna difícil, nós estamos agora nos aproximando de uma alta expressiva dos combustíveis, se nós tivéssemos hoje esse combustível já disponível com certeza ele ia nos ajudar muito quanto a isso”.
A expectativa dos idealizadores é que o licenciamento permita levar a tecnologia a usinas que já produzem etanol de milho, integrando as duas atividades industriais. A expansão dependerá dos resultados da homologação e das condições para incorporar o processo às estruturas existentes.
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Chuva deve atingir principais regiões agrícolas do país até sexta-feira

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que a semana termina com previsão de chuva em grande parte do país, com atuação mais ampla sobre regiões agrícolas do Centro-Oeste, Sudeste, Sul e Matopiba. Até sexta-feira (30), áreas de baixa pressão e cavados em superfície devem manter a instabilidade sobre o interior, sem mudança significativa no padrão do tempo ao longo do período.
A previsão indica ocorrência de chuva em grande parte do território nacional, com destaque para áreas de produção agropecuária distribuídas entre o Centro-Oeste, o Sudeste, o Sul e o Matopiba, região que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Segundo o Inmet, a manutenção da instabilidade está associada à atuação de áreas de baixa pressão e de cavados em superfície no interior do país. Esse padrão deve seguir até sexta-feira (30), sustentando a previsão de precipitações em uma faixa ampla do território.
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No Sudeste, a instabilidade também alcança importantes centros urbanos, com condições para tempestades em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O sul de Goiás está entre as áreas sob maior atenção, com aviso laranja de perigo.
Em contraste com esse cenário, o tempo permanece mais estável no extremo norte da Região Norte, especialmente em Roraima, no norte do Pará e no Amapá. Nessas áreas, assim como no interior da Região Nordeste, a previsão é de temperaturas elevadas, que podem se aproximar de 40 °C.
No extremo sul do Rio Grande do Sul e em áreas do oeste gaúcho, a condição prevista também é de maior estabilidade, com temperaturas amenas.
O quadro para o fim da semana combina chuva em parte expressiva do país, inclusive em regiões agrícolas relevantes, com manutenção de calor no Norte e no interior do Nordeste e tempo mais estável em pontos do Rio Grande do Sul.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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CBS para produtor rural poderá ter alíquota de 4,52% com redução prevista na Reforma Tributária

A alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) poderá resultar em uma tributação de 4,52% para produtores rurais nas operações contempladas pela redução prevista na Reforma Tributária. O percentual considera a aplicação do desconto de 60% sobre a alíquota de referência de 11,3%, cujo cálculo foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quarta-feira (28).
A definição faz parte da implementação do novo sistema de tributação sobre o consumo, que substituirá gradualmente os tributos atuais. A CBS é de competência federal e ocupará o lugar do PIS/Pasep e da Cofins, enquanto o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) reunirá tributos estaduais e municipais.
A redução de 60% está prevista na Lei Complementar nº 214/2025 e abrange a venda de produtos agropecuários in natura e a compra de insumos agropecuários, desde que as operações atendam aos critérios estabelecidos na legislação.
O percentual de 4,52%, no entanto, ainda depende da conclusão das etapas necessárias para a definição da alíquota de referência. Após a aprovação do cálculo pelo TCU, a proposta será encaminhada ao Senado Federal, responsável por fixar o percentual por meio de resolução.
Para a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), acompanhar esse processo é importante para que os produtores rurais possam se preparar para as mudanças nas regras de tributação e seus reflexos na rotina das propriedades.
O assessor técnico tributário da entidade, José Cristovão, ressalta que a adaptação exigirá atenção não apenas aos percentuais aplicáveis, mas também aos procedimentos fiscais e à organização das informações das operações rurais.
“As mudanças exigem atenção dos produtores, especialmente em relação à tributação das operações rurais, à emissão de documentos fiscais e à gestão tributária das propriedades. Com a transição para o novo modelo, prevista para começar em 2027 e ser concluída em 2033, compreender as novas regras será importante para o planejamento da atividade”, explica Cristovão.
Transição exigirá adequação fiscal
A implementação da CBS ocorrerá de forma gradual, com início previsto para 2027 e conclusão da transição da Reforma Tributária em 2033. Durante esse período, os produtores precisarão acompanhar as regras aplicáveis às diferentes operações realizadas na atividade rural.
Entre os pontos de atenção estão a emissão de notas fiscais, a classificação das operações, a escrituração fiscal e o aproveitamento de créditos tributários. Esses procedimentos serão importantes para atender às exigências do novo sistema e organizar a gestão tributária das propriedades.
A aplicação da redução também exige verificar se os produtos e as operações se enquadram nas condições previstas na legislação. Por isso, a alíquota de 4,52% não deve ser considerada automaticamente válida para todas as atividades ou transações realizadas pelo produtor rural.
A Famato acompanha a regulamentação e orienta os produtores a se manterem informados sobre as definições relacionadas à CBS e ao IBS. A fixação da alíquota pelo Senado será uma das etapas para esclarecer os parâmetros que orientarão a aplicação do novo modelo tributário.
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