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Polícia Civil prende PM suspeito de matar a própria esposa com tiro na cabeça

Soldado alegou ter encontrado a vítima morta no banheiro ao acordar. Investigações apontam indícios de crime e marido foi levado para presídio militar
A Polícia Civil cumpriu, na tarde desta segunda-feira (7), o mandado de prisão temporária contra o policial militar Vinícius Costa Silva, marido de Larissa Cruz Morata, de 29 anos. Ele é suspeito de ter cometido feminicídio contra Larissa. Ela morreu com um tiro na cabeça no banheiro da casa em que morava com o policial, na cidade de Embu das Artes na região metropolitana de São Paulo. Foi o próprio Vinícius quem chamou a PM, afirmando ter achado a mulher morta ao acordar. 
Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a medida foi decretada após as investigações apontarem indícios de “ocorrência de infração penal a ser investigada, dada a dinâmica dos fatos e elementos objetivos preliminarmente angariados”.
Por ser soldado da Polícia Militar (PM), Vinícius foi apresentado pela Corregedoria da PM e será encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes (PMRG). “O caso é investigado como morte suspeita pela Delegacia de Embu das Artes. As diligências prosseguem para esclarecer todos os fatos”, disse a SSP-SP.
Agro Mato Grosso
Serra de São Vicente terá trânsito parcialmente interditado por quatro dias na BR-364; saiba trechos

Trecho entre Rondonópolis e Cuiabá terá bloqueios alternados de 8 a 11 de setembro para poda de árvores e retirada de vegetação; veja os horários e locais.
A Serra de São Vicente, na BR-364, terá operação no sistema Pare e Siga entre terça-feira (8) e sexta-feira (11), das 7h30 às 17h. A medida será adotada para serviços de poda de árvores e retirada de vegetação.
Durante os serviços, o trânsito será liberado em meia pista pelo sistema Pare e Siga. O fluxo de veículos será alternado a cada 30 minutos.
Entenda os pontos que terão interferência:
- 8 e 9 de setembro: a operação será realizada no sentido norte, entre Rondonópolis e Cuiabá, do km 343 ao km 352 da BR-364.
- 10 e 11 de setembro: os trabalhos serão realizados no sentido sul, do km 0 ao km 11 da variante da Serra de São Vicente.
Segundo a Nova Rota do Oeste, os serviços são necessários para reduzir o risco de acidentes causados pela queda de árvores na pista e garantir a segurança dos motoristas e das equipes que trabalham no local.
A Nova Rota do Oeste também orienta os motoristas a planejarem o trajeto.
Programação
- 7h30: interdição total para instalação da sinalização, preparação da área e início dos serviços;
- 8h30: liberação de meia pista pelo sistema Pare e Siga, com alternância do fluxo a cada 30 minutos;
- 16h30: nova interdição total para retirada da sinalização e conclusão dos trabalhos;
- 17h: liberação total da rodovia.
A concessionária recomenda que os motoristas reduzam a velocidade, respeitem a sinalização e considerem possíveis pontos de retenção durante o período de obras.
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Justiça Federal paralisa extração no ‘Vale do Lítio’ após denúncia de fraude ambiental

Decisão atende pedido de federação quilombola e acusa mineradora de ocultar impactos em comunidades tradicionais. Juiz fixou multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento
A Justiça Federal em Minas Gerais determinou a suspensão das licenças ambientais e a consequente paralisação das atividades no complexo minerário Grota do Cirilo, operado pela Sigma Mineração S.A. nos municípios de Itinga e Araçuaí, região do Vale do Jequitinhonha.
O juiz federal Antônio Lúcio Túlio de Oliveira Barbosa, da Vara Cível de Teófilo Otoni, atendeu a pedido da Federação da Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais, que acusa o empreendimento de fraude nos estudos de impacto ambiental.
O magistrado estipulou multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento da suspensão das atividades. Ele justificou a medida diante do risco de dano irreversível às comunidades tradicionais.
“O perigo de dano reside no fato de que o complexo de mineração opera de forma contínua, extraindo recursos e promovendo constantes detonações de explosivos e movimentação de terras a poucos quilômetros de distância do território tradicional.”
Argumentos
Em resumo, a federação argumenta que ao menos três comunidades quilombolas – Baú, Genipapo Pintos e Jenipapo II – encontram-se dentro da zona de impacto direto, mas não foram consultadas sobre o empreendimento, etapa obrigatória para a emissão das licenças ambientais.
A atividade minerária no projeto Grota do Cirilo começou em 2023, em meio aos projetos do chamado Vale do Lítio, como é chamada a região em que é extraído esse tipo de minério fundamental para diversas indústrias, em especial as de eletrônicos e de baterias.
A federação quilombola alega que a Sigma Mineração subestimou a distância da atividade minerária em relação às comunidades tradicionais, de modo a acelerar a obtenção das licenças ambientais por parte dos órgãos ambientais de Minas Gerais.
Em sua defesa, a empresa alega que as comunidades citadas estão fora do raio de oito quilômetros que obriga a consulta antes da concessão do licenciamento ambiental, conforme dados de georreferenciamento anexados ao processo.
Consultado, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apresentou dados de demarcação segundo os quais a Comunidade do Baú, por exemplo, dista apenas 2,3 km da área diretamente afetada, situando-se assim dentro da área de proteção legal.
Pela decisão da Justiça Federal, uma nova perícia deve ocorrer para esclarecer as discrepâncias entre os diferentes dados de georreferenciamento. Enquanto, qualquer atividade minerária deve ser imediatamente interrompida.
O magistrado responsável escreveu que a mineração no local sem a devida consulta às comunidades impactadas “representa uma lesão diária, cumulativa e crônica à integridade física e sociocultural do grupo tradicional, justificando a imediata paralisação corretiva”.
Multa
De acordo com os autos do processo, desde que começou a operação na Grota do Cirilo, a Sigma foi multada em R$ 2 milhões pelo governo mineiro pelo descumprimento de condicionantes ambientais.
A empresa concordou em assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para corrigir as falhas e continuar a atividade minerária. O juiz Antônio Lúcio Túlio de Oliveira Barbosa, proibiu o governo mineiro de firmar qualquer acordo do tipo, sob pena de R$ 100 mil de multa.
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Mendonça determina afastamento do diretor-geral da PF em meio à crise no STF

Ministro também afastou diretor de Inteligência da corporação e proibiu produção de relatórios sobre atividades de ministros do Supremo
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão ocorre em meio ao agravamento da crise envolvendo integrantes da Corte e a atuação da PF em investigações relacionadas aos casos Banco Master e INSS.
As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
Na mesma decisão, Mendonça determinou o afastamento do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência da Polícia Federal. O ministro também proibiu, de forma cautelar, a produção, elaboração ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar atos praticados no exercício das funções constitucionais de magistrados, integrantes da Advocacia Pública e autoridades da polícia judiciária.
Segundo Mendonça, as medidas têm como objetivo impedir que prerrogativas funcionais sejam utilizadas de maneira indevida e garantir que ministros do Supremo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da própria Polícia Federal possam desempenhar suas funções sem sofrer constrangimentos considerados ilegais.
O ministro afirma ainda que vem sendo monitorado pela Polícia Federal há mais de 30 dias.
A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado informações atribuídas à Polícia Federal para questionar a atuação de Mendonça nos casos envolvendo o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os dois episódios deram origem a investigações de grande repercussão e envolveram diferentes grupos políticos.
Ao justificar o afastamento dos dirigentes da PF, Mendonça afirmou que a suspensão cautelar de uma função pública pode ser adotada quando existirem elementos concretos que indiquem risco à investigação ou possibilidade de utilização indevida das prerrogativas do cargo.
Para o ministro, a medida é proporcional diante da possibilidade de que as atribuições funcionais sejam empregadas para dificultar a coleta de provas, interferir em procedimentos administrativos ou comprometer a atuação dos órgãos responsáveis pela investigação e persecução.
A decisão amplia a tensão institucional em torno do Supremo e da Polícia Federal, colocando no centro do conflito a utilização de estruturas de inteligência do Estado e os limites de atuação dos órgãos responsáveis pela investigação de autoridades públicas.
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