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7 de setembro de 2026

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Esalq-USP lança portal com 30 mil documentos sobre a história do agro; saiba mais

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Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A preservação da memória científica das ciências agrárias no Brasil recebeu um novo impulso com o lançamento do Portal Luiz de Queiroz, uma plataforma digital que reunirá cerca de 30 mil documentos históricos. A iniciativa, coordenada pelo engenheiro-agrônomo Paulo José Franco Neto, conhecido como Pazé, é uma realização da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo) em Piracicaba (SP).

O portal pretende disponibilizar um acervo que inclui relatórios técnicos, fotografias históricas, mapas, plantas arquitetônicas e atas, todos guardados no Museu Luiz de Queiroz e na Biblioteca Central da instituição. A documentação abrange desde a doação das terras da Fazenda São João da Montanha por Luiz de Queiroz na década de 1880 até a consolidação da escola de agronomia, que se tornou parte da Universidade de São Paulo em 1934.

Confira a entrevista dada por Pazé ao programa Giro do Boi:

Documentos e intercâmbio internacional

Foto: Divulgação.

A expectativa é que, inicialmente, sejam disponibilizados quinze mil arquivos, com a previsão de dobrar essa quantidade em etapas futuras. A pesquisa documental destaca o forte intercâmbio internacional que influenciou a base da ciência agrícola brasileira desde o século 19. O portal inclui registros de importantes diretores e docentes estrangeiros que contribuíram para o desenvolvimento da instituição, como Eugene Davenport e Clinton Smith, dos estados Unidos, e Léon Morimont, da Bélgica.

Esses intercâmbios foram fundamentais para o avanço de técnicas de manejo de solo e nutrição de plantas adaptadas ao clima tropical. O lançamento oficial do Portal Luiz de Queiroz está agendado para o dia 7 de outubro, em um evento presencial no campus da Esalq-USP, que permitirá acesso gratuito ao site.

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Viabilização e acervo audiovisual

Foto: Divulgação.

O projeto foi viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e recebeu apoio de empresas do setor, como Usina São Martinho e John Deere. Além do acervo digital, a iniciativa inclui um acervo audiovisual com 20 depoimentos em vídeo de personalidades acadêmicas e do setor produtivo. Essa digitalização transforma a trajetória da pesquisa agronômica em um patrimônio acessível a estudantes e pesquisadores de todo o mundo.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Desfile de 7 de Setembro em Brasília terá alimentos da Conab e da agricultura familiar

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O Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, realizado neste domingo (7) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, terá a apresentação de alimentos provenientes dos estoques públicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da agricultura familiar do Distrito Federal. Após a participação na programação, os produtos serão encaminhados às Cozinhas Solidárias habilitadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

A parte formada por estoques públicos inclui 25 sacas de milho, 300 quilos de arroz e 200 quilos de leite em pó armazenados em unidades da Conab. Segundo a companhia, o milho integra os estoques destinados à comercialização por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB) e representa, na programação, sementes e produtos da produção agrícola vinculados ao programa.

Já o arroz e o leite em pó são provenientes de estoques formados por meio de compras institucionais. A outra parcela dos alimentos será fornecida pela Associação dos Produtores Familiares (Aprofal), localizada em Planaltina (DF), participante de projeto no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

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Serão disponibilizadas 66 caixas de alimentos, com 20 quilos cada, totalizando 1,32 tonelada. Entre os itens com maior volume estão abobrinha italiana, abóbora seca, berinjela e chuchu, com seis caixas de cada produto. A mandioca terá cinco caixas, enquanto batata-doce e milho verde terão quatro caixas cada.

A relação também inclui três caixas de laranja-lima verde, laranja-lima amarela, quiabo, pimentão verde, couve, coentro, cebolinha e manjericão. Haverá ainda duas caixas de limão e pimentão vermelho, além de uma caixa de alecrim.

O desfile tem início previsto para as 8h30 deste domingo (7), com duração aproximada de duas horas, na Esplanada dos Ministérios. Após a programação, os alimentos dos estoques públicos e da agricultura familiar serão destinados ao preparo de refeições nas Cozinhas Solidárias habilitadas pelo MDS.

Fonte: gov.br

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Fertilizante caro cria novo risco para lavouras e crédito rural, diz especialista

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Foto: Pixabay

O preço do enxofre, matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes fosfatados, saiu de cerca de US$ 80 por tonelada em 2024 para aproximadamente US$ 1,2 mil no auge da guerra no Irã, alta de quase 1.400%, conforme dados do Sindicato Nacional da Industria de Materias Primas para Fertilizantes (Sinprifert).

O especialista em inteligência geoespacial da plataforma DataSafra, Ricardo Huffel, ressalta que em cenários de crédito com juros altos, escassez ou preços astronômicos de insumos, surge uma “tentação operacional no campo”: a diluição da adubação.

“Na tentativa de cobrir toda a área planejada com um volume menor de fertilizante comprado, aplica-se menos quilos por hectare do que o recomendado. Isso traz um problema técnico e financeiro, visto que a subdosagem compromete diretamente o potencial produtivo da lavoura”, destaca.

Para instituições financeiras, tradings e revendas que financiam a safra, esse cenário se traduz em um aumento silencioso do risco de inadimplência e de quebra de contratos.

Neste sentido, Huffel considera que para proteger as operações sem inviabilizar o financiamento e o resultado, a análise de risco precisa evoluir da checagem financeira para a inteligência agronômica baseada em dados baseado em dois principais conceitos:

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  1. Assertividade na demanda via histórico: validar o tamanho real da propriedade junto ao seu histórico agrícola e climático permite entender a real capacidade e necessidade nutricional daquela área. Isso garante que o crédito concedido para fertilizantes seja dimensionado com precisão, evitando excessos ou escassez.
  2. Monitoramento contínuo da semeadura: o uso do sensoriamento remoto durante o monitoramento da safra torna-se um aliado para auditorias no campo. “Ele permite verificar se a área semeada e a cultura planejada correspondem exatamente ao pacote tecnológico financiado, identificando desvios de conduta, como a diluição de insumos em áreas maiores, antes que reflitam na colheita.”

O especialista destaca que a alta dos insumos é um fator macroeconômico fora do controle do produtor e das instituições, mas a eficiência na concessão de crédito e no acompanhamento do campo é uma escolha estratégica.

“Às vezes, a solução não é liberar mais crédito ou comprar mais insumos por impulso, mas sim garantir que a real necessidade da planta por hectare seja atendida com base em dados precisos do campo”, conclui.

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Fim do vazio sanitário libera plantio de soja em Mato Grosso

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O vazio sanitário da soja terminou neste domingo (6) em Mato Grosso, segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso). Com o encerramento do período de 90 dias em que é proibido manter plantas vivas de soja no solo, o plantio da safra 2026/27 está liberado no estado.

A medida sanitária é adotada para prevenção da ferrugem asiática. Durante esse intervalo, os produtores ficam impedidos de manter plantas vivas de soja no campo.

Segundo a Aprosoja Mato Grosso, o fim do vazio sanitário permite o início da nova temporada de plantio no estado. A entidade informou, porém, que as decisões neste começo de semeadura dependerão de fatores como a umidade no solo, a qualidade das sementes e a revisão das máquinas.

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Ainda de acordo com a associação, o período de vazio sanitário também é usado pelos produtores para preparar o solo para o cultivo da nova safra. Com essa etapa concluída, a atenção se volta agora para as condições climáticas no momento de entrada das lavouras.

A Aprosoja Mato Grosso destacou que o clima segue no centro do planejamento para o início do plantio, mesmo após o encerramento da restrição sanitária.

Com o término do vazio sanitário em Mato Grosso, a semeadura da soja 2026/27 está autorizada, em um cenário em que clima, umidade do solo, sementes e condições das máquinas seguem como fatores centrais para o início dos trabalhos no campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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