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24 de outubro de 2026

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Justiça barra saída de homem que matou tia e arrancou coração em MT

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Relatório médico recomendou a desinternação de Lumar Costa, mas juíza exigiu perícia sobre a cessação da periculosidade

A Justiça manteve internado Lumar Costa da Silva, declarado inimputável após matar a tia, Maria Zélia da Silva, de 55 anos, e arrancar o coração da vítima, em julho de 2019, em Sorriso. Embora um relatório do Hospital Adauto Botelho tenha recomendado a desinternação, a saída não foi autorizada.

Na decisão do dia 2 de setembro, a juíza Caroline Schneider Guanaes Simões determinou que Lumar seja submetido, com prioridade, a um exame de cessação de periculosidade pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Somente após o resultado será analisada a possibilidade de substituir a internação pelo tratamento ambulatorial.

Segundo o relatório da equipe médica, Lumar apresenta relativa estabilidade clínica, comportamento cooperativo, discurso organizado e ausência de sintomas psicóticos agudos, agitação ou agressividade. A magistrada, entretanto, considerou que a evolução registrada dentro de um ambiente controlado não é suficiente para demonstrar que ele pode retornar ao convívio social com segurança.

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A decisão também levou em consideração uma tentativa anterior de tratamento fora da unidade. Lumar deixou o hospital em junho de 2025 para receber acompanhamento em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), em Campinas (SP), sob a supervisão do pai. Menos de cinco meses depois, foi preso após ameaçar a ex-esposa. Medidas protetivas também foram concedidas em favor de familiares.

Diante do episódio, a internação foi retomada em novembro de 2025. Para a juíza, o caso mostrou que a estabilização obtida com vigilância clínica e administração controlada de medicamentos não comprova, por si só, que o paciente consiga manter o tratamento e controlar o comportamento em meio aberto.

A Politec deverá avaliar se houve a cessação da periculosidade e se Lumar possui condições mentais e comportamentais para voltar ao convívio familiar e comunitário. Caso a desinternação seja recomendada, os peritos também deverão indicar eventuais medidas de segurança, como monitoramento eletrônico, restrições de aproximação e supervisão familiar.

O Hospital Adauto Botelho recebeu prazo de 48 horas para encaminhar o prontuário, o histórico terapêutico, o diagnóstico atualizado e as informações sobre os medicamentos utilizados pelo paciente.

Lumar foi considerado inimputável em dezembro de 2021 após exames apontarem que ele tem transtorno afetivo bipolar tipo 1 e não compreendia o caráter ilícito dos próprios atos no momento do crime. Por essa razão, não foi submetido a júri popular e passou a cumprir medida de segurança.

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Policial penal é preso após forjar videoaudiência para entregar celulares e drogas a detento em Tangará da Serra

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Movimentação atípica fora do horário chamou a atenção da equipe de plantão; Justiça decretou a prisão preventiva e o afastamento imediato do servidor

Um detento e um policial penal foram presos por servidores da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), nesta quinta-feira (22.10), em Tangará da Serra. Custodiado no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município, o detento foi flagrado com uma série de materiais ilícitos, incluindo drogas e aparelhos celulares. Já o servidor foi detido por suspeita de facilitar a entrada dos itens na unidade prisional.

Após passar por audiência de custódia, o policial penal teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça. Com a decisão judicial, o servidor é automaticamente afastado de suas funções. Além do processo criminal, ele responderá a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corregedoria-Geral para apurar a conduta na esfera administrativa.

A irregularidade foi identificada às 11h50 durante o procedimento de atendimento por videoaudiência. O policial penal solicitou que a equipe de carceragem conduzisse um custodiado à sala de vídeo e, em curto intervalo de tempo, informou o término do atendimento, solicitando o retorno do detento à cela.

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A movimentação atípica chamou a atenção da equipe de plantão, que decidiu checar a lista oficial de agendamentos do cartório penal. A conferência confirmou que os atendimentos do período vespertino só teriam início às 13h30 e que não havia qualquer previsão de oitiva para aquele custodiado no horário indicado.

Diante da suspeita, os agentes realizaram uma revista pessoal minuciosa no detento, encontrando entorpecentes, celulares, bateria, gesso, cola e outros materiais proibidos.

O custodiado foi autuado em flagrante por tráfico ilícito de drogas e por ingresso de celular em estabelecimento prisional sem autorização legal.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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Cesta básica sobe pela quarta semana consecutiva em Cuiabá e preço médio chega a R$ 937

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As dificuldades para manter a qualidade dos alimentos, somadas aos riscos relacionados ao transporte, ao armazenamento e ao escoamento dos produtos, ajudam a explicar a alta da cesta básica em Cuiabá pela quarta semana consecutiva. O aumento de 0,25% registrado na terceira semana de outubro elevou o preço médio do conjunto de produtos para R$ 937,20.

A sequência de altas também se reflete na comparação anual. O valor atual está 18,82% acima dos R$ 788,74 registrados no mesmo período de 2025.

O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), chama a atenção para os impactos dos preços elevados sobre o poder de compra das famílias, que precisam adaptar seus hábitos de consumo à nova realidade.

“A persistência de preços elevados pode levar os consumidores a substituir produtos, reduzir quantidades ou reorganizar as compras, com possíveis reflexos sobre o padrão de consumo e o movimento do comércio de alimentos”, afirma Tião da Zaeli.

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Segundo avaliação do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a queda nos preços de cinco dos 13 itens da cesta básica não foi suficiente para compensar a alta dos demais produtos. O resultado evidencia que reduções pontuais não garantem a diminuição do custo do conjunto de alimentos.

Entre os itens que apresentaram as maiores variações de preço, a banana registrou queda expressiva de 9,19%, chegando ao valor médio de R$ 8,33/kg. A elevada umidade, associada ao grande volume de chuvas, pode ter atrasado o processo de maturação da fruta, contribuindo para o acúmulo de estoques e a redução dos preços.

A batata também apresentou queda expressiva, de 8,23%, alcançando o preço médio de R$ 7,80/kg na semana. Apesar da redução semanal, o valor atual está 79,64% acima do registrado no mesmo período de 2025. Embora o elevado volume de chuvas não tenha interrompido a colheita, as condições climáticas podem ter prejudicado a qualidade dos tubérculos, tornando-os menos atrativos para os consumidores e contribuindo para a redução dos preços.

Em sentido contrário, a carne bovina registrou alta de 5,25%, atingindo o preço médio de R$ 49,87/kg. Com isso, o preço atual ficou 13,74% acima do registrado no mesmo período do ano passado. A menor disponibilidade de animais em idade de abate, os elevados custos de produção e o aumento das exportações podem ter restringido a oferta no mercado interno, contribuindo para a elevação dos preços ao consumidor.

Ao comentar os fatores que influenciam os preços dos alimentos, Tião da Zaeli ressalta que o processo envolve diferentes etapas, desde a produção até a comercialização.

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“A dinâmica observada sinaliza que a disponibilidade de produtos no mercado não depende exclusivamente do volume colhido. Qualidade, conservação, transporte e escoamento também influenciam o valor que chega ao consumidor”, afirma.

O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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Quatro cidades de Mato Grosso votarão redimensão de área junto com escolha de presidente

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Eleitores participarão de plebiscitos para decidir de áreas adjacentes ficam em seus territórios e são transferidos para cidade vizinha

Eleitores de quatro cidades em Mato Grosso vão votar em plebiscito neste domingo (25) junto com a escolha de voto a presidente da República. Eles vão opinar se concordam ou não com a remarcação do território. 

Os eleitores de Poxoréu e Primavera do Leste vão decidir se a comunidade de Nova Poxoréu passa a pertencer ao território de Primavera do Leste. Os de Colniza e Cotriguaçu vão votar pela incorporação ou não das Ilhas de Ocupação, parte do projeto de assentamento Nova Cotriguaçu, a Cotriguaçu. 

Os plebiscitos foram pedidos pela Assembleia Legislativa. O objetivo é resolver conflitos de áreas entre as cidades e partes adjacentes. Por exemplo, o distrito de Nova Poxoréu fica a 40 quilômetros do centro da cidade de Poxoréu e a 5 quilômetros do centro Primavera do Leste. 

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As atividades cotidianas e econômicas do distrito estariam mais ligadas a Primavera do Leste do que a Poxoréu. A Assembleia diz que o impacto econômico é uma das variantes analisadas nos estudos para o plebiscito.  Cerca de 71 mil eleitores sobre o assunto. 

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