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Policial penal é preso após forjar videoaudiência para entregar celulares e drogas a detento em Tangará da Serra

Movimentação atípica fora do horário chamou a atenção da equipe de plantão; Justiça decretou a prisão preventiva e o afastamento imediato do servidor
Um detento e um policial penal foram presos por servidores da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), nesta quinta-feira (22.10), em Tangará da Serra. Custodiado no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município, o detento foi flagrado com uma série de materiais ilícitos, incluindo drogas e aparelhos celulares. Já o servidor foi detido por suspeita de facilitar a entrada dos itens na unidade prisional.
Após passar por audiência de custódia, o policial penal teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça. Com a decisão judicial, o servidor é automaticamente afastado de suas funções. Além do processo criminal, ele responderá a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corregedoria-Geral para apurar a conduta na esfera administrativa.
A irregularidade foi identificada às 11h50 durante o procedimento de atendimento por videoaudiência. O policial penal solicitou que a equipe de carceragem conduzisse um custodiado à sala de vídeo e, em curto intervalo de tempo, informou o término do atendimento, solicitando o retorno do detento à cela.
A movimentação atípica chamou a atenção da equipe de plantão, que decidiu checar a lista oficial de agendamentos do cartório penal. A conferência confirmou que os atendimentos do período vespertino só teriam início às 13h30 e que não havia qualquer previsão de oitiva para aquele custodiado no horário indicado.
Diante da suspeita, os agentes realizaram uma revista pessoal minuciosa no detento, encontrando entorpecentes, celulares, bateria, gesso, cola e outros materiais proibidos.
O custodiado foi autuado em flagrante por tráfico ilícito de drogas e por ingresso de celular em estabelecimento prisional sem autorização legal.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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Setasc-MT encerra encontro estadual com foco na erradicação do trabalho infantil em 25 municípios

Evento de três dias reuniu equipes técnicas para alinhar planos de ação, fortalecer a rede de assistência e debater estratégias de abordagem nas ruas
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) encerrou nesta sexta-feira (23.10) o Encontro Técnico Estadual das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Iniciada na quarta-feira (21), a programação reuniu técnicos de 25 dos 26 municípios mato-grossenses contemplados pelo programa, com foco no fortalecimento das ações de prevenção e enfrentamento ao trabalho infantil.
Durante os três dias, os participantes acompanharam atividades sobre comunicação estratégica, compreensão do trabalho infantil e elaboração de planos de ação, além de discussões sobre a garantia dos direitos de crianças e adolescentes e a articulação da rede de proteção. As atividades práticas também contribuíram para identificar necessidades locais e definir prioridades, metas e indicadores para o acompanhamento das ações.
Para o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, a qualificação dos profissionais fortalece a atuação conjunta entre Estado e municípios.
“Combater o trabalho infantil exige planejamento, compromisso e integração entre as políticas públicas. Nosso objetivo é fortalecer os municípios com conhecimento e ferramentas para identificar situações de risco, prevenir violações de direitos e garantir a proteção de crianças e adolescentes em todas as regiões de Mato Grosso”, destacou.
Integração e troca de experiências
O assistente social Odailton Santeiro, coordenador das equipes de Proteção Social Básica e Especial e da equipe técnica do PETI, no município de Canarana, ressaltou a importância da capacitação para enfrentar a invisibilidade do trabalho infantil e ampliar a integração entre as políticas de saúde, educação e assistência social.
“Precisamos fortalecer a competência técnica dos profissionais e sensibilizar a população para uma realidade que muitas vezes passa despercebida. A integração entre os serviços é fundamental para identificar essas situações e garantir o atendimento adequado”, explicou.
A psicóloga Lindiely Melo, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Sinop, destacou a oportunidade de compartilhar experiências e levar novos conhecimentos aos municípios.
“A capacitação fortalece os municípios, porque permite trocar informações, conhecer estratégias e reproduzir esse aprendizado nos territórios, qualificando o trabalho de enfrentamento ao trabalho infantil”, afirmou.
Já a psicóloga Rafaela Donato, integrante da equipe de abordagem social do CREAS de Tangará da Serra, compartilhou a experiência do município no atendimento noturno a crianças e adolescentes em situações de risco, como a venda de doces e picolés nas ruas.
Segundo ela, o trabalho exige uma abordagem cuidadosa, que respeite a criança e permita compreender a realidade familiar e verificar a necessidade de acompanhamento pela rede de assistência social. Rafaela também ressaltou a importância da capacitação para ampliar as estratégias de conscientização, inclusive pelas redes sociais.
Participação dos municípios
Participaram do encontro representantes de Barra do Garças, Brasnorte, Cáceres, Canarana, Colíder, Confresa, Cuiabá, Diamantino, Guarantã do Norte, Juara, Juína, Juruena, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Nova Canaã do Norte, Peixoto de Azevedo, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Querência, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Várzea Grande e Vila Rica.
A expectativa é que os conhecimentos adquiridos durante o encontro contribuam para o planejamento e a execução de ações municipais mais efetivas, fortalecendo a rede de proteção e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes em Mato Grosso.
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Cesta básica sobe pela quarta semana consecutiva em Cuiabá e preço médio chega a R$ 937

As dificuldades para manter a qualidade dos alimentos, somadas aos riscos relacionados ao transporte, ao armazenamento e ao escoamento dos produtos, ajudam a explicar a alta da cesta básica em Cuiabá pela quarta semana consecutiva. O aumento de 0,25% registrado na terceira semana de outubro elevou o preço médio do conjunto de produtos para R$ 937,20.
A sequência de altas também se reflete na comparação anual. O valor atual está 18,82% acima dos R$ 788,74 registrados no mesmo período de 2025.
O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), chama a atenção para os impactos dos preços elevados sobre o poder de compra das famílias, que precisam adaptar seus hábitos de consumo à nova realidade.
“A persistência de preços elevados pode levar os consumidores a substituir produtos, reduzir quantidades ou reorganizar as compras, com possíveis reflexos sobre o padrão de consumo e o movimento do comércio de alimentos”, afirma Tião da Zaeli.
Segundo avaliação do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a queda nos preços de cinco dos 13 itens da cesta básica não foi suficiente para compensar a alta dos demais produtos. O resultado evidencia que reduções pontuais não garantem a diminuição do custo do conjunto de alimentos.
Entre os itens que apresentaram as maiores variações de preço, a banana registrou queda expressiva de 9,19%, chegando ao valor médio de R$ 8,33/kg. A elevada umidade, associada ao grande volume de chuvas, pode ter atrasado o processo de maturação da fruta, contribuindo para o acúmulo de estoques e a redução dos preços.
A batata também apresentou queda expressiva, de 8,23%, alcançando o preço médio de R$ 7,80/kg na semana. Apesar da redução semanal, o valor atual está 79,64% acima do registrado no mesmo período de 2025. Embora o elevado volume de chuvas não tenha interrompido a colheita, as condições climáticas podem ter prejudicado a qualidade dos tubérculos, tornando-os menos atrativos para os consumidores e contribuindo para a redução dos preços.
Em sentido contrário, a carne bovina registrou alta de 5,25%, atingindo o preço médio de R$ 49,87/kg. Com isso, o preço atual ficou 13,74% acima do registrado no mesmo período do ano passado. A menor disponibilidade de animais em idade de abate, os elevados custos de produção e o aumento das exportações podem ter restringido a oferta no mercado interno, contribuindo para a elevação dos preços ao consumidor.
Ao comentar os fatores que influenciam os preços dos alimentos, Tião da Zaeli ressalta que o processo envolve diferentes etapas, desde a produção até a comercialização.
“A dinâmica observada sinaliza que a disponibilidade de produtos no mercado não depende exclusivamente do volume colhido. Qualidade, conservação, transporte e escoamento também influenciam o valor que chega ao consumidor”, afirma.
O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.
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Quatro cidades de Mato Grosso votarão redimensão de área junto com escolha de presidente

Eleitores participarão de plebiscitos para decidir de áreas adjacentes ficam em seus territórios e são transferidos para cidade vizinha
Eleitores de quatro cidades em Mato Grosso vão votar em plebiscito neste domingo (25) junto com a escolha de voto a presidente da República. Eles vão opinar se concordam ou não com a remarcação do território.
Os eleitores de Poxoréu e Primavera do Leste vão decidir se a comunidade de Nova Poxoréu passa a pertencer ao território de Primavera do Leste. Os de Colniza e Cotriguaçu vão votar pela incorporação ou não das Ilhas de Ocupação, parte do projeto de assentamento Nova Cotriguaçu, a Cotriguaçu.
Os plebiscitos foram pedidos pela Assembleia Legislativa. O objetivo é resolver conflitos de áreas entre as cidades e partes adjacentes. Por exemplo, o distrito de Nova Poxoréu fica a 40 quilômetros do centro da cidade de Poxoréu e a 5 quilômetros do centro Primavera do Leste.
As atividades cotidianas e econômicas do distrito estariam mais ligadas a Primavera do Leste do que a Poxoréu. A Assembleia diz que o impacto econômico é uma das variantes analisadas nos estudos para o plebiscito. Cerca de 71 mil eleitores sobre o assunto.
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