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3 de setembro de 2026

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Professor de Direito precisa respeitar o Direito — inclusive o da imprensa…

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Após deixar prisão, Saulo acusa advogado de fornecer informações aos jornalistas, mas Yuri Machado não foi nossa fonte.

Nesta quarta-feira (2), profissionais da imprensa foram surpreendidos por uma acusação grave e, até o momento, sem sustentação pública feita pelo professor de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Saulo Tarso Rodrigues.

Depois de passar cerca de três semanas preso preventivamente e conseguir responder ao processo em liberdade, Saulo e a esposa acionaram o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MT contra o advogado Yuri Machado. Eles alegam que o profissional teria repassado à imprensa mensagens, documentos e informações relacionadas ao caso.

Ao menos no que diz respeito ao Livre, a acusação não corresponde aos fatos. Yuri Machado não foi a fonte do jornal. As primeiras informações chegaram por meio de prints que circulavam em grupos de WhatsApp e de relatos feitos por estudantes. O Livre não revela — nem revelará — a identidade das pessoas ouvidas.

Aliás, precisamos falar o óbvio…

O sigilo da fonte não é uma concessão do professor, de sua defesa ou de qualquer pessoa citada em uma reportagem. É uma garantia prevista na Constituição de 1988 e indispensável ao exercício do jornalismo.

Antes da prisão, O Livre procurou Saulo para que apresentasse sua versão. O contato foi respondido por sua esposa, que compartilhou informações processuais relativas a diferentes casos envolvendo o professor. Curiosamente, não houve naquele momento a mesma preocupação agora demonstrada com a circulação desses dados.

Em um primeiro momento, optamos por não dar publicidade ao caso

Ainda assim, para preservar a intimidade das mulheres envolvidas, O Livre decidiu não publicar a pauta naquela ocasião. Outros veículos da capital também procuraram o professor e lhe ofereceram espaço para apresentar sua defesa.

Mas o que diz o advogado agora?

Só agora O Livre procurou Yuri Machado. O advogado nega ter violado o sigilo profissional. De acordo com ele, os próprios autores da representação encaminharam, em 23 de julho, a cópia integral de um processo a um grupo público de WhatsApp. Ele sustenta ainda que as informações relacionadas à prisão de Saulo estavam disponíveis para consulta no PJe.

Até onde acompanhar (e acompanhamos bem), as informações ditas por Yuri encontram lastro no que acompanhamos nos bastidores.

É o professor que precisa se explicar, não o advogado da outra parte…

Claro que o professor pode se defender, na verdade ele deve, afinal as acusações são de natureza grave, mas a forma parece um pouco equivocada.

O que não pode é transformar suposições em provas, apontar arbitrariamente um advogado como fonte da imprensa ou tentar causar algum constrangimento aos jornalistas a explicar de quem receberam informações.

Dois fatos tristes

E eles precisam ficar claros…

1)  O advogado acusado não foi a fonte aqui no Livre e o professor teve, antes mesmo de ser preso, a oportunidade de apresentar sua versão aos veículos que o procuraram.

2) É muito triste para a imprensa quando alguém encarregado de ensinar Direito parece se esquecer justamente das garantias que sustentam o jornalismo, a advocacia e o próprio direito de defesa.

É lamentável…

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Lideranças do Podemos e do União se encontram em ato de Max

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O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), reuniu apoiadores e lideranças políticas na noite desta quarta-feira (2), na sede do União Brasil, em Cuiabá. O ato reforçou a campanha conjunta em torno das candidaturas de Max, Virginia Mendes, Mauro Mendes e Otaviano Pivetta.

A candidata a deputada federal Virginia Mendes (União Brasil) passou pelo local, assim como o deputado estadual Beto Dois a Um (Podemos), que busca a reeleição. O encontro também contou com a presença de candidatos e diferentes agentes políticos.

Podemos pode se tornar maior partido da ALMT

Horas antes, Max afirmou em coletiva, com a participação do O Livre, ter certeza de que o Podemos elegerá a maior bancada da próxima legislatura. Segundo ele, o partido pode fazer até seis cadeiras para a próxima legislatura.

Caso a projeção se confirme, o Podemos poderá se tornar o maior partido da Assembleia Legislativa. A sigla aposta em uma chapa formada por deputados de mandato, ex-parlamentares e lideranças regionais para ampliar sua representação entre as 24 cadeiras da Casa.

Sobre a própria votação, Max descartou alcançar a marca de 100 mil votos e lembrou que o recorde para deputado estadual em Mato Grosso está na faixa dos 93 mil. Reeleito em 2022 com 70.328 votos, ele afirmou que ficará satisfeito se superar o resultado anterior, ainda que por apenas um voto.

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Cuiabá avalia liberar publicidade em táxis para aumentar renda dos profissionais

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Proposta prevê anúncios no vidro traseiro dos veículos, desde que sejam preservadas a visibilidade e a segurança

A Prefeitura de Cuiabá estuda autorizar a veiculação de publicidade em táxis como forma de ampliar a renda dos profissionais da categoria. A proposta foi discutida pelo prefeito Abilio Brunini com representantes dos taxistas durante reunião realizada nesta terça-feira (1º), no Palácio Alencastro.

Uma das possibilidades analisadas é permitir a instalação de anúncios no vidro traseiro dos veículos. A publicidade deverá utilizar material apropriado, sem prejudicar a visibilidade do motorista ou comprometer a segurança no trânsito.

“Estamos vendo para permitir que o taxista coloque publicidade no vidro traseiro. Isso ajuda na renda do taxista, que acaba tendo uma renda a mais para poder subsidiar o seu sustento”, afirmou Abilio.

Durante o encontro, Abel representou os taxistas. O prefeito também mencionou as conversas mantidas com Elson e destacou que a categoria está mobilizada em torno da proposta.

As secretarias responsáveis deverão analisar os aspectos técnicos e jurídicos da medida. A intenção da Prefeitura é elaborar uma proposta de legislação que defina as regras para a exploração dos espaços publicitários nos táxis.

Ainda não há prazo para que o projeto seja concluído e encaminhado para análise. A regulamentação deverá estabelecer o formato dos anúncios e as condições necessárias para preservar a segurança dos veículos.

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CPI da Saúde suspende trabalhos por causa da eleição; comissão mira empresa ‘fantasma’ do CPA 3

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Depoimentos do ex-secretário Gilberto Figueiredo e do atual chefe da pasta foram adiados. Presidente da CPI diz ter mais de 100 perguntas prontas para as oitivas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso terá os trabalhos suspensos nas próximas semanas e será retomada no dia 7 de outubro, após as eleições. A decisão foi solicitada e aprovada pela maioria dos integrantes, por meio de requerimento, e ratificada pelo presidente da Casa de Leis, deputado estadual Max Russi. Com a interrupção, foram adiados os depoimentos do ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, e do atual secretário Juliano Mello, que seria ouvido como testemunha.

De acordo com o presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos, a decisão da presidência do Legislativo Estadual foi comunicada poucas horas antes da reunião que seria destinada às oitivas. “Diante da decisão da maioria absoluta dos deputados, nós vamos continuar abertos a receber denúncias e documentos e vamos apresentar, no final deste mês de setembro, um relatório parcial dos trabalhos até aqui. Trouxemos mais de 100 perguntas para Gilberto e 70 para Juliano. Preparamos todos os materiais para as oitivas”, informou.

O procurador-geral da Assembleia Legislativa, Francisco Edmilson de Brito, explicou que a suspensão teve com o objetivo de preservar a lisura do período eleitoral. “A suspensão dos trabalhos da CPI da Saúde decorreu pela maioria dos integrantes que requereram esse pedido. O pleito foi submetido à Procuradoria-Geral que opinou pela possibilidade jurídica, até porque não há proibição na legislação eleitoral. É uma decisão interna da Assembleia Legislativa, referendada pelo presidente Max Russi”, explicou.

Wilson Santos informou que a interrupção temporária dos trabalhos não deverá comprometer os resultados esperados pela CPI. Ele destacou que o colegiado já dispõe de documentos produzidos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), inquéritos e perícias da Polícia Federal (PF), além de pareceres da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que poderão subsidiar o relatório final. Ele também adiantou que a comissão apura uma denúncia envolvendo uma empresa que teria recebido mais de R$ 40 milhões da SES e que há suspeitas de que a empresa possa ser “fantasma” ou “laranja” e que o endereço registrado como sede, seria uma residência localizada no bairro CPA 3, em Cuiabá.

Após o encerramento da reunião, Gilberto Figueiredo que esteve presente na Assembleia Legislativa, afirmou que, em hipótese alguma, havia solicitado que o seu depoimento fosse realizado após as eleições. No entanto, conforme documento lido na última reunião da comissão, o investigado pediu que o seu depoimento ocorresse após as eleições, sob a justificativa de que sua condição de candidato a deputado estadual poderia interferir no pleito. “Estou aqui atendendo à solicitação e à convocação da Assembleia Legislativa, cumprindo as atribuições dos deputados. Estou aqui sem medo e sem ocultar nenhuma informação”, declarou.

Em relação aos contratos firmados durante a sua gestão, o ex-secretário afirmou que, embora tenham sido assinados por ele, os processos de contratação passam por diversas etapas e envolvem a análise de vários servidores. “Eu era secretário de Estado. Isso não quer dizer que o secretário saia, atravessa a rua e vai contratar alguém. Tem um processo formal estabelecido na Secretaria que envolve aproximadamente 20 a 30 assinaturas de profissionais. Tem processo que tem mais de 2 mil páginas. Não é algo tão simples assim. Todas as decisões tomadas na minha gestão foram para salvar vidas”, justificou.

Em relação ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, firmado no período da pandemia da Covid-19 e que, segundo a CPI, continua em vigor, Figueiredo afirmou que o documento permanecia vigente até o período em que esteve à frente da Secretaria. “Eu falo pela minha gestão. Eu não tenho autonomia para falar sobre a gestão da saúde. Hoje, eu deixei de ser secretário. Então, as interpelações a respeito têm que ser feitas com quem está no exercício do cargo”, finalizou.

Os membros da CPI que solicitaram a suspensão das atividades foram os deputados estaduais Beto Dois a Um (relator), Chico Guarnieri e Dilmar Dal Bosco.

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