Sustentabilidade
Soja sobe no Brasil e preço nos portos atinge maior nível em três anos

Os preços da soja seguem em alta no mercado brasileiro, sustentados pela demanda internacional firme, pelas condições climáticas irregulares no Hemisfério Norte e pelas incertezas relacionadas aos possíveis impactos do El Niño sobre a safra 2026/27.
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Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgada nesta segunda-feira (31), esses fatores têm impulsionado tanto as cotações futuras quanto os preços domésticos da oleaginosa.
No Brasil, a valorização também é reforçada pela postura dos vendedores. Diante do cenário externo e das expectativas para a próxima temporada, parte dos agentes está retraída e prefere adiar novas negociações à espera de preços mais elevados.
Vendedores seguram soja
De acordo com pesquisadores do Cepea, produtores que precisam negociar soja no mercado spot têm aceitado prazos mais longos para receber pelo produto, desde que as operações sejam fechadas a valores maiores.
A menor disposição para venda contribui para limitar a oferta disponível no mercado e reforçar o movimento de alta das cotações domésticas.
Preço nos portos atinge maior patamar em três anos
No mercado externo, além da valorização das cotações, os prêmios de exportação da soja brasileira permanecem firmes.
A combinação desses fatores elevou os preços FOB, valor da mercadoria no porto de embarque, nos portos brasileiros aos maiores patamares dos últimos três anos, segundo o Cepea.
O cenário mantém o mercado atento ao comportamento da demanda global, às condições das lavouras no Hemisfério Norte e às perspectivas climáticas para a safra 2026/27.
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Sustentabilidade
El Niño avança e muda quadro das lavouras em diferentes regiões

O El Niño segue ganhando força e já começa a afetar as condições das lavouras globais de forma desigual entre os principais países produtores. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o fenômeno pode influenciar o clima entre agosto e outubro, com mudanças nos padrões de precipitação. A avaliação foi apresentada pelo analista de safra da EarthDaily, Felippe Reis, em relatório divulgado nesta sexta-feira (28).
No Brasil, o ponto de atenção está no trigo da região Sul, responsável por mais de 80% da produção nacional. Reis afirmou que o aumento das precipitações eleva o risco de umidade prolongada, o que pode dificultar o manejo, ampliar a incidência de doenças fúngicas e reduzir a disponibilidade de radiação solar para o enchimento dos grãos. Segundo o analista, a partir de setembro a cultura entra em um período crítico de desenvolvimento. Ele citou as safras de 2015 e 2023, quando o excesso de chuva sob influência do El Niño resultou em perdas de produção.
Na Argentina, as chuvas registradas desde meados de julho elevaram a umidade do solo nas regiões produtoras. De acordo com Reis, o volume acumulado supera os níveis de 2023 e configura um cenário de melhora para o desenvolvimento do trigo.
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No Canadá, as chuvas intensas de maio e junho garantiram a melhor condição de meio de temporada em cerca de uma década para as lavouras das Pradarias. Julho foi mais seco, mas o potencial produtivo do trigo canadense segue acima do observado em 2023.
A Austrália concentra a piora mais relevante desde a avaliação de junho. Embora trigo, cevada e canola ainda apresentem boas condições gerais, as chuvas diminuíram na Austrália Ocidental, em padrão semelhante ao de 2023. A previsão para agosto a outubro indica precipitações abaixo da média na maior parte dos estados do leste e na região oeste.
Na Índia, as chuvas de monção estavam 11% abaixo da média de longo prazo em 5 de agosto. O déficit chegou a 27% no leste e nordeste e a 18% na península sul, atingindo áreas de milho e soja. Nos Estados Unidos, Reis avaliou que ainda não há consistência para medir os efeitos do El Niño sobre milho e soja no Meio-Oeste. Para o trigo de inverno, o resultado dependerá do volume e do momento das chuvas nas áreas de cultivo.
O avanço do El Niño mantém um quadro contrastante entre os principais produtores agrícolas, com excesso de chuva em parte da América do Sul, melhora hídrica na Argentina e no Canadá e risco de menor precipitação em áreas da Austrália e da Índia.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Sustentabilidade
Saiba como ficaram as cotações de soja no último dia de agosto

O mercado brasileiro de soja registrou preços pouco alterados, com fraca movimentação de negócios nesta segunda-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, a Bolsa de Chicago teve pequenos movimentos, com oscilações que ocorreram até no campo negativo, mas com o mercado fechando bem próximo da abertura.
“No físico, um dia bem nominal, com algumas regiões subindo preços, outras caindo, mas sem grandes ajustes. No geral, poucos negócios ocorrendo, as cotações estão em excelentes patamares, mas o produtor preferiu segurar as ofertas querendo indicações melhores”, destacou Rafael Silveira.
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No mercado físico, as cotações apresentaram poucas alterações nesta segunda-feira (31). Confira:
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 152,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 153,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 149,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 145,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 160,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 160,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam mistos, perto da estabilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), em um dia de ajustes e volatilidade. O mês de agosto, no entanto, foi marcado por uma consistente valorização, em torno de 8%.
Hoje, o fraco desempenho do trigo e um movimento de realização de lucros evitaram ganhos maiores. Em contrapartida, a boa demanda pelo produto americano, a alta do petróleo e a queda do dólar seguiram sendo fatores de sustentação.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 159.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 250.801 toneladas na semana encerrada no dia 27 de agosto. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 430.079 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 491.966 toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam estáveis, a US$ 12,88 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,03 1/4 por bushel, com elevação de 0,50 centavo de dólar ou 0,03%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,60 ou 1,03%, a US$ 345,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 71,12 centavos de dólar, com ganho de 0,06 centavo ou 0,08%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,1811 para venda e a R$ 5,1791 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1610 e a máxima de R$ 5,1899. No mês, a moeda teve valorização de 2,22%.
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Sustentabilidade
Exportações de soja dos EUA recuam 41,7% na semana, aponta USDA

Os volumes de soja e trigo inspecionados para exportação nos portos dos Estados Unidos recuaram na semana encerrada em 27 de agosto, enquanto os embarques de milho apresentaram alta. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No período, foram inspecionadas 250.801 toneladas de soja, uma queda de 41,7% em relação à semana anterior. Na comparação com a mesma semana do ano passado, o volume representa uma retração de 49%.
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Já o milho teve 1,496 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, alta de 13,1% ante a semana anterior e avanço de 6,12% em relação ao mesmo período de 2025.
No caso do trigo, o volume chegou a 430.925 toneladas, queda de 0,37% na comparação semanal e recuo de 46,5% ante igual semana do ano passado.
No acumulado do ano-safra, os embarques de milho somam 83,81 milhões de toneladas, volume 25,14% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior. As exportações de soja totalizam 40,74 milhões de toneladas, queda de 18,2%, enquanto o trigo acumula 4,78 milhões de toneladas, retração de 28,4%.
O relatório do USDA considera o ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.
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