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Com o fim do vazio sanitário em setembro, regiões do Brasil darão pontapé no plantio de soja

Setembro marca o fim do vazio sanitário em diferentes regiões produtoras de soja do país e abre uma nova janela para o plantio da safra 2026/27. As primeiras áreas a serem liberadas ficam no Paraná e em São Paulo, onde algumas regiões já poderão iniciar a semeadura a partir de 1º de setembro.
No Paraná, o plantio da soja começa em 1º de setembro na região que reúne municípios das áreas norte, noroeste, oeste e centro do estado. Nessa área, a janela de semeadura segue até 31 de dezembro de 2026. Já nas demais regiões paranaenses, o plantio está liberado a partir de 11 de setembro e 20 de setembro, respectivamente.
Em São Paulo, a semeadura também começa em 1º de setembro na região que engloba municípios do sul e sudoeste do estado, com autorização até 29 de dezembro de 2026. Nas demais áreas paulistas, o calendário tem início em 13 de setembro e 16 de setembro.
O calendário de semeadura segue de forma escalonada entre as principais regiões produtoras do país. Em Mato Grosso, a liberação ocorre a partir de 7 de setembro, enquanto, em Mato Grosso do Sul, o plantio poderá começar em 16 de setembro. Em Goiás, a janela tem início em 25 de setembro.
Já em Minas Gerais e no Distrito Federal, a semeadura está autorizada a partir de 1º de outubro. As datas fazem parte do calendário fitossanitário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a safra 2026/27.
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Vazio sanitário é estratégia contra a ferrugem-asiática
O vazio sanitário tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem-asiática, uma das doenças de maior impacto para a cultura da soja.
Durante o período, a presença de plantas vivas de soja deve ser eliminada para reduzir a possibilidade de sobrevivência do fungo entre uma safra e outra. Plantas voluntárias, conhecidas no campo como tigueras ou guaxas, podem servir como hospedeiras e contribuir para a manutenção da doença durante a entressafra.
Com o fim do vazio sanitário, a atenção dos produtores se volta para o planejamento do plantio e para as estratégias de manejo da doença ao longo do novo ciclo.
Casos de ferrugem aumentaram na última safra
A preocupação ganha força diante dos registros da temporada anterior. Dados levantados pelo Consórcio Antiferrugem apontam que foram registrados 379 casos de ferrugem asiática na safra 2025/26, quase três vezes mais do que os 124 registros contabilizados em todo o ciclo 2024/25.
O avanço reforça a necessidade de atenção desde o início da safra, com o cumprimento das medidas sanitárias e o planejamento adequado do manejo da cultura.
Para o produtor, acompanhar o calendário de cada região é o primeiro passo para organizar a semeadura dentro do período permitido e adotar medidas que contribuam para reduzir a pressão de doenças na lavoura.
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Perdeu o Soja Brasil? Confira o último programa completo!

O último programa Soja Brasil trouxe informações importantes para o produtor que já está de olho na safra 2026/27. Entre os principais assuntos, a decisão do STF sobre a moratória da soja e os impactos das regras para empresas participantes do acordo.
O programa também mostrou os prejuízos causados pelo avanço dos javalis nas propriedades rurais e as alternativas para proteger lavouras e rebanhos.
Outro destaque foi o estudo que mostra como a escolha da cultivar pode fazer diferença na produtividade e no bolso do produtor, além dos alertas para os impactos do El Niño no início da nova safra.
A previsão do tempo também entrou em pauta, com possibilidade de excesso de chuva no Sul e demora na regularização das precipitações no Centro-Oeste e no Matopiba.
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E tem mais! O Soja Brasil completa 15 anos e prepara a Abertura Nacional do Plantio da safra 2026/27, marcada para 17 de setembro, em Ipiranga do Norte (MT). Perdeu o programa? Confira todos os destaques do último episódio!
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Em MT, Flávio promete fundo para financiar produção agrícola indígena

Candidato à Presidência visitou aldeia dos Parecis e defendeu maior autonomia econômica
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu criar mecanismos para facilitar o acesso de produtores indígenas ao crédito caso seja eleito. A declaração foi feita nesta segunda-feira (31), durante visita a uma aldeia da etnia Parecis, em Campo Novo do Parecis.
Acompanhado pelo deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL), Flávio conheceu o modelo de produção agrícola em larga escala desenvolvido pela comunidade e conversou com lideranças locais, entre elas o cacique Arnaldo e representantes da cooperativa responsável pelas atividades agrícolas.
Uma das principais reivindicações apresentadas ao presidenciável foi a criação de um fundo garantidor federal. Atualmente, os produtores enfrentam dificuldades para obter financiamentos porque as terras indígenas pertencem à União e, por isso, não podem ser oferecidas como garantia em operações bancárias.
O mecanismo defendido pelas lideranças permitiria acessar crédito para a compra de sementes, insumos, máquinas e outros equipamentos utilizados na produção sem a necessidade de oferecer o território como garantia.
Durante o encontro, Flávio defendeu maior autonomia econômica para as comunidades indígenas e prometeu estabelecer uma comunicação direta entre os produtores e o Governo Federal em uma eventual gestão.
“A ideia é assim: respeitar essa autonomia, fazer a inclusão de vocês (…) para poder ser essa ponte direta de comunicação das demandas, do que for necessário por parte do Governo Federal, para a gente trazer dignidade para vocês, segurança jurídica, autonomia de verdade”, afirmou.
O candidato também criticou a atuação de órgãos federais ligados às áreas ambiental e fundiária e afirmou que pretende reduzir entraves burocráticos enfrentados pelos produtores.
“Na próxima vez, quero voltar aqui como presidente da República junto com Jair Bolsonaro”, declarou.
A agenda em Campo Novo do Parecis foi articulada por José Medeiros e por Odílio Balbinotti, coordenador da campanha presidencial de Flávio em Mato Grosso. A comitiva seguiu com compromissos políticos no interior do Estado durante a tarde.
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Wilson Santos relembra 40 anos de atuação com camelôs e destaca reconstrução após incêndio

Candidato visitou as obras do local e reforçou sua participação para garantir o financiamento de R$ 15 milhões que vai concluir a nova estrutura
O candidato à reeleição e deputado estadual Wilson Santos (PSD) esteve neste sábado (29), no Shopping Popular de Cuiabá, para apresentar as suas propostas e relembrar ações desenvolvidas ao longo de mais de quatro décadas junto aos comerciantes. Durante a visita, ele destacou a trajetória que começou quando os trabalhadores ainda ocupavam as ruas e praças da capital como ambulantes e camelôs e acompanhou a criação e consolidação do Shopping Popular.
A atuação do parlamentar junto aos comerciantes começou na década de 1980, antes mesmo de assumir um mandato eletivo. Em 1986, durante a primeira gestão do prefeito Dante de Oliveira, ele atuava na Secretaria Municipal de Serviços Públicos de Cuiabá e participou da organização do comércio ambulante no centro da cidade. No ano seguinte, foi realizado um levantamento dos trabalhadores que atuavam nas ruas e, posteriormente, um estudo socioeconômico e cadastramento dos ambulantes. A iniciativa resultou na adoção de medidas, como identificação dos vendedores, uso de jalecos e crachás e padronização dos carrinhos.
Em 1993, durante o segundo mandato de Dante de Oliveira, Wilson Santos assumiu a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e voltou a atuar na reorganização do comércio informal. Assim, foi implantada a chamada “Operação Limpa Centro”, com novo cadastramento dos vendedores e a busca por uma solução definitiva para retirar os trabalhadores das ruas sem retirar deles a fonte de renda.
Com esse processo, surgiu a proposta de criação do Shopping Popular que começou a ser estruturado em 1993 e, em outubro de 1994, foi anunciado oficialmente o início da obra, inicialmente denominada “Shopping das Mangueiras”. Em abril de 1995, os vendedores ambulantes foram transferidos para o novo espaço, no bairro Dom Aquino. Já em 2009, como prefeito de Cuiabá, Wilson Santos retomou a pauta de modernização do Shopping Popular. O trabalho resultou na inauguração de uma nova estrutura em julho de 2015, ampliando e qualificando o espaço destinado aos comerciantes.
Em julho de 2024, um incêndio destruiu a estrutura do estabelecimento e atingiu mais de 600 famílias. Após o ocorrido, os próprios comerciantes iniciaram a reconstrução da estrutura com recursos próprios. Segundo o deputado, a obra avançou sem recursos públicos e chegou à fase final com a necessidade de novos investimentos. Diante disso, ele intermediou e garantiu junto ao Governo do Estado ao lado do presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão, um financiamento de até R$ 15 milhões para a conclusão da obra prevista para o final deste ano.
Durante a visita deste sábado, Wilson Santos destacou a importância do novo espaço para os comerciantes e afirmou que o Shopping Popular vai contar com uma estrutura moderna e climatizada. “Logo teremos nosso shopping novinho e todo climatizado. Agora é para valer”, declarou o parlamentar.
Além dos comerciantes, o candidato também apresentou as pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa em um novo mandato para os frequentadores do local. Entre elas estão políticas habitacionais, defesa dos servidores públicos, inclusão social, preservação do Rio Cuiabá e do Pantanal, fortalecimento da pesca artesanal profissional, apoio ao esporte e à cultura, industrialização de Mato Grosso e a chegada da ferrovia à Baixada Cuiabana.
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