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30 de agosto de 2026

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Resíduo do suco de laranja pode virar produto de alto valor, aponta estudo

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Resíduos gerados pela indústria de suco de laranja podem deixar de ser apenas um problema de descarte e se tornar fonte de compostos bioativos com potencial de uso industrial e maior valor agregado. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Durante a pesquisa, foram identificados e recuperados compostos como hesperidina, D-limoneno, valenceno e carboidratos solúveis. Entre os resultados, os pesquisadores conseguiram extrair hesperidina com alto grau de pureza a partir dos resíduos cítricos.

A hesperidina é um flavonoide conhecido por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. O trabalho, desenvolvido no Departamento de Química da UFSCar (DQ-UFSCar), foi publicado no periódico científico Foods.

O que sobra da produção de suco de laranja?

A fabricação industrial de suco gera uma série de subprodutos, entre eles cascas, sementes, bagaço, óleos essenciais e águas residuais.

Embora sejam resíduos do processamento, esses materiais formam uma matriz com diferentes substâncias que podem ser recuperadas e aproveitadas em outras atividades.

“Embora a indústria citrícola gere um grande volume de resíduos, parte significativa desses subprodutos ainda é pouco explorada em relação ao seu potencial químico”, explica Antonio Gilberto Ferreira, professor do Departamento de Química da UFSCar.

Diante desse potencial, Ferreira e a professora Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva investigaram métodos baseados nos princípios da química verde para melhorar o aproveitamento desses materiais.

O trabalho também teve colaboração de Vânia G. Zuin Zeidler, do Institute of Sustainable Chemistry, em Lüneburg, na Alemanha, e recebeu financiamento da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Tecnologia busca extrair compostos dos resíduos

Um dos desafios enfrentados pelos pesquisadores foi justamente a complexidade química dos materiais descartados em diferentes etapas da produção.

Para identificar as substâncias presentes nesses resíduos sem depender de processos excessivamente longos ou agressivos, o grupo utilizou técnicas como ressonância magnética nuclear (RMN).

O método possibilita analisar misturas complexas com pouca preparação das amostras e sem destruí-las.

A técnica foi associada à cromatografia, utilizada para separar e identificar substâncias químicas. Com isso, os pesquisadores conseguiram acompanhar a presença de hesperidina, D-limoneno e valenceno ao longo da cadeia produtiva e identificar quais frações apresentavam maior potencial de aproveitamento.

Micro-ondas ajudam a recuperar hesperidina

Outra técnica utilizada no estudo foi a extração assistida por micro-ondas. O método permitiu reduzir etapas e recuperar compostos bioativos a partir da biomassa residual da laranja.

Com a combinação das tecnologias, os pesquisadores conseguiram rastrear substâncias de interesse inclusive no bagaço.

Um dos principais resultados foi a obtenção de hesperidina com alto grau de pureza. As análises apontaram pureza de 87,66% por ressonância magnética nuclear e de 84,30% por cromatografia.

Também foram identificadas substâncias como alfa-pineno, sabineno, beta-mirceno e linalol, compostos que possuem diferentes aplicações industriais.

Resíduo líquido revelou concentração de limoneno

A análise dos resíduos também ajudou a identificar um problema no tratamento da chamada “água amarela”, líquido gerado na etapa final do processamento do suco.

Segundo Ferreira, os pesquisadores encontraram uma concentração elevada de limoneno nesse material.

“A água amarela, resíduo líquido gerado no processamento final da produção do suco, tinha uma concentração alta de limoneno”, relata o pesquisador.

A descoberta permitiu apontar a presença desse terpeno como o principal fator que dificultava a fermentação do resíduo, processo necessário para o tratamento da biomassa antes do descarte adequado.

Resíduo pode se transformar em oportunidade econômica

Para os pesquisadores, os resultados podem contribuir para ampliar as estratégias de sustentabilidade e economia circular da indústria citrícola.

Além de possibilitar a recuperação de moléculas de interesse, as técnicas estudadas podem ajudar a enfrentar problemas relacionados ao tratamento e descarte dos resíduos industriais.

Na prática, materiais que representam um custo para a cadeia produtiva podem passar a ser considerados matérias-primas para obtenção de outros produtos.

A pesquisa aponta, portanto, um caminho para agregar valor ao que sobra da fabricação do suco de laranja, ao mesmo tempo em que busca reduzir os impactos ambientais associados aos resíduos.

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Sul tem risco de temporais e granizo, enquanto calor e baixa umidade avançam pelo país

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Divulgação/Ifag

O tempo deve seguir bastante diferente entre as áreas do país nos próximos dias. Enquanto a região Sul permanece sob risco de tempestades, trovoadas e queda de granizo, outras áreas terão predomínio de calor e tempo seco. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas podem chegar a 41°C em Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), enquanto a baixa umidade do ar coloca várias localidades sob aviso de perigo potencial.

Região Sul

A instabilidade permanece neste domingo (30), principalmente no oeste e sul do Paraná, centro-oeste de Santa Catarina e norte e noroeste do Rio Grande do Sul. Há previsão de pancadas de chuva, trovoadas e possibilidade de granizo. O Inmet mantém aviso laranja de perigo para tempestades em Santa Catarina, no norte do Rio Grande do Sul e em áreas do Paraná. Curitiba e Florianópolis estão entre as capitais inseridas na área de alerta. As temperaturas também terão grande variação. Curitiba pode chegar a 35°C na segunda-feira (31), enquanto Florianópolis terá máxima de 20°C e Porto Alegre, de 19°C.

Região Norte

A previsão indica muitas nuvens e possibilidade de pancadas de chuva isoladas no centro-oeste e norte do Amazonas, além de áreas de Roraima. No Amapá, Acre, Rondônia e na faixa litorânea do Pará, o céu fica com muitas nuvens, mas sem previsão de chuva. Tocantins e grande parte do centro-sul do Pará terão poucas nuvens. Para segunda-feira (31), a instabilidade aumenta no oeste e norte do Amazonas, Acre, centro-oeste e norte de Rondônia e Roraima. Palmas pode registrar 39°C, enquanto Porto Velho chega a 41°C.

Região Nordeste

Entre este domingo e segunda-feira, o litoral norte da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte pode ter pancadas de chuva isoladas. No Agreste, também há possibilidade de chuva. Em outras áreas, o tempo permanece mais seco e com poucas nuvens. O Inmet mantém aviso amarelo para baixa umidade no sul e leste do Maranhão, em quase todo o Piauí, além de áreas do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Teresina pode atingir 39°C neste domingo.

Região Centro-Oeste

O tempo permanece estável na maior parte da região, mas há possibilidade de pancadas de chuva isoladas no Mato Grosso do Sul, oeste e sul de Mato Grosso e sul de Goiás. Nas demais áreas, incluindo o Distrito Federal, a previsão é de sol e poucas nuvens. O calor será intenso, com Cuiabá podendo chegar a 41°C na segunda-feira. Campo Grande terá máxima de 37°C, enquanto Brasília pode registrar 32°C. Também há previsão de baixa umidade durante a tarde.

Região Sudeste

Em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, o domingo tem previsão de muitas nuvens em algumas áreas e possibilidade de chuvas isoladas, especialmente na divisa de São Paulo com o Paraná. Para segunda-feira, há possibilidade de chuva isolada no oeste, centro e sul paulista. Apesar disso, o calor aumenta. A capital de São Paulo pode chegar a 36°C. Belo Horizonte e Rio de Janeiro terão mínimas próximas de 15°C.

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Mercado internacional amplia oportunidades na produção da lichia paulista

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Foto: Pixabay

A região de São Paulo domina a produção brasileira de lichia, correspondendo atualmente 80% da produção nacional. O principal polo fica localizado no sudoeste paulista, na cidade de Itaí, com cerca de 170 hectares de pomares em crescimento. Logo em seguida vem Paranapanema com 20 hectares. A expectativa é que a área da região ultrapasse 200 hectares na próxima safra.

O cenário comercial da fruta tem se tornado interessante ao Brasil por conta da época de suas colheitas. Enquanto locais como a China, que é a principal produtora do mundo, a colheita ocorre em maio, em nosso país as colheitas ocorrem principalmente entre dezembro e fevereiro, período de verão. Esse fato diferencia nosso produto, pois as datas se encaixam com as festas de fim de ano da Europa, onde existe alta demanda pelo produto.

Atráves dessa oportunidade, a lichia paulista permite que nessa janela o preço da fruta seja competitivo no mercado europeu. Para se ter uma ideia, hoje existem pedidos de até 150 toneladas destinados a exportação.

Euvaldo Neves Pereira Junior, engenheiro agrônomo e chefe da Cati Regional Avaré, comenta essa alternativa no mercado internacional, “A nossa época de colheita favorece a exportação da fruta a preços muito competitivos para o mercado europeu, onde a mesma é muito consumida nas festividades de final de ano.”.

Clima favorável

Para cultivo desse tipo de fruto alguns fatores favorecem sua produção. Inverno seco e frio, ausência de geadas, altitudes entre 600 e 700 metros e verão quente e chuvoso são alguns deles. Por conta disso, as regiões paulistanas se tornam perfeitas para o plantio.

A lichia tem características um pouco diferentes das frutas tradicionais, visto que os pés do fruto tem vida produtiva longa, de 30 a 300 anos, sem necessidade de renovação do pomar. Isso permite que produções sejam mantidas por décadas.

A variade chamada de bengal é a mais comum, porém produtores de Itaí já cultivam outros sete tipos no país. A mercadoria também pode ser transformada e vendida como aguardente, mel de flor de lichia, produto congelado, desidratado ou liofilizado.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Encontro reúne cerca de 5 mil mulheres com foco em autonomia financeira e protagonismo no campo

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Reprodução Canal Rural

Cerca de 5 mil mulheres de diferentes regiões do estado de São Paulo participaram do quarto Encontro Estadual das Mulheres do Agro, realizado em Ribeirão Preto, no interior paulista, nesta semana. A programação foi voltada a temas como empreendedorismo rural, liderança feminina e autonomia financeira, além de saúde mental e emocional.

O encontro foi realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e pelo Sebrae-SP. Entre os objetivos esteve ampliar a visibilidade das mulheres que atuam no campo e incentivar a busca pela independência financeira. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 20% dos estabelecimentos agropecuários são comandados por mulheres. Para a organização, apesar do avanço, ainda há espaço para ampliar essa participação e dar maior visibilidade à atuação feminina no meio rural.

Segundo Juliana Farah, presidente das Semeadoras do Agro, a programação buscou abordar o desenvolvimento pessoal das participantes como parte do processo de conquista da autonomia financeira. ”Para empreender e conquistar autonomia financeira, é fundamental buscar equilíbrio em todas essas áreas. Acreditamos que cada mulher pode sair daqui transformada, fortalecida e consciente de que é capaz de realizar seus projetos”, pontuou.

A programação incluiu palestras sobre saúde mental e emocional e os chamados sete pilares da vida, que contemplam diferentes dimensões do desenvolvimento pessoal, incluindo a espiritualidade. O objetivo foi trabalhar o equilíbrio como parte do processo de empreendedorismo e conquista da autonomia financeira. Segundo a organização, a intenção era que as participantes deixassem o evento motivadas a promover mudanças e desenvolver novos projetos.

Entre os nomes que participaram das palestras estiveram Mariana Xavier, Fernanda Hernandes e Ana Roman. O encontro também marcou o lançamento de um curso de drones voltado às mulheres do campo. A iniciativa apresentou a tecnologia como uma possibilidade de atuação no meio rural e contou com a participação de uma jovem especialista na área para mostrar às produtoras como os drones podem fazer parte do mercado de tecnologia aplicado à atividade rural.

Além do empreendedorismo, a saúde foi outro eixo do trabalho desenvolvido pela Faesp. De acordo com representantes da entidade, foram realizadas 120 reuniões ao longo do ano com o objetivo de levar informações sobre empreendedorismo feminino e contribuir para a independência financeira das mulheres.

O presidente da Faesp e do Senar-SP, Tirso Meirelles, destacou a atuação da entidade ao longo do ano e a relação entre empreendedorismo, autonomia financeira e prevenção à violência contra a mulher.

“O mais importante é realizar um trabalho contínuo ao longo do ano. Foram 120 reuniões voltadas ao empreendedorismo feminino, para que as mulheres possam conquistar independência financeira. Essa autonomia é fundamental para fortalecer as mulheres e contribuir para a prevenção da violência e do feminicídio no país.”

Meirelles também ressaltou as ações de prevenção e atendimento em saúde realizadas nas propriedades rurais. ”Também levamos informação e prevenção em saúde, com ações voltadas ao câncer de mama, de útero e de pele. Para isso, estruturamos 19 polos de saúde, com uma enfermeira e 15 auxiliares, que visitam as propriedades rurais para levar atendimento, orientação e mais qualidade de vida às mulheres e às famílias do campo”, explicou.

As ações também incluem a prevenção aos cânceres de mama, colo do útero e pele. Para ampliar o acesso à informação e aos cuidados de saúde no campo, foram estruturados 19 polos, cada um com uma enfermeira e 15 auxiliares. As equipes visitam propriedades rurais para orientar as famílias, identificar possíveis sinais de alerta e incentivar a realização de exames preventivos. Os dados coletados durante os atendimentos são encaminhados ao Hospital de Amor e utilizados em estudos que contribuem para o acompanhamento e o planejamento de ações de saúde voltadas à população rural.

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