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30 de agosto de 2026

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Polícia Civil prende suspeito de tentativa de homicídio em Alto Taquari

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Jovem de 18 anos foi preso durante operação e autuado em flagrante após quebrar o próprio celular para dificultar acesso a informações da investigação

 

A Polícia Civil deflagrou, nessa sexta-feira (28.8), a Operação Ponto Final, que resultou no cumprimento de um mandado de prisão temporária e de um mandado de busca e apreensão contra um jovem de 18 anos, investigado por uma tentativa de homicídio ocorrida em Alto Taquari.

Além da prisão pelo crime de tentativa de homicídio, o suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de fraude processual e de embaraço à investigação de organização criminosa.

O jovem também é investigado pela Polícia Civil por possível envolvimento em outros crimes registrados no município de Alto Taquari. As circunstâncias e eventual participação dele nos demais fatos ainda são objeto de apuração.

A operação, deflagrada pela Delegacia de Alto Taquari, teve início a partir da investigação de uma tentativa de homicídio registrada em 3 de julho, quando um homem de 45 anos foi atingido por disparos de arma de fogo em frente à sua residência. Segundo as investigações, os disparos foram efetuados por dois suspeitos que estavam em uma motocicleta e atingiram a região dorsal e o braço direito da vítima.

Após as investigações, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, cumpridas nessa sexta-feira. Durante o cumprimento dos mandados, o suspeito quebrou propositalmente o próprio aparelho celular, na tentativa de impedir ou dificultar o acesso a informações que poderiam contribuir para o esclarecimento dos fatos e de outros possíveis crimes investigados pela Polícia Civil.

A conduta também resultou na autuação em flagrante pelos crimes de fraude processual e de embaraço à investigação de organização criminosa.

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado à delegacia, onde foi apresentado à autoridade policial para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.

O nome da operação, “Ponto Final”, faz referência à atuação da Polícia Civil para interromper uma possível escalada de violência no município, impedir a continuidade de ações criminosas e evitar que novos ataques sejam praticados.

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Para fugir do calor, Cuiabá leva desfile de 7 de Setembro para a noite

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Programação começa às 18h30 e terá pontos de hidratação e descanso para participantes e público

O tradicional desfile de 7 de Setembro em Cuiabá terá um horário diferente neste ano. Por causa das altas temperaturas e do tempo seco, a Prefeitura decidiu realizar a programação no período noturno, com concentração marcada para 18h30.

Segundo o prefeito Abilio Brunini (PL), a alteração busca reduzir a exposição ao calor, principalmente de crianças e estudantes. A concentração será na Rua Batista das Neves, no trecho entre a Rua Cândido Mariano e a Avenida Getúlio Vargas.

A organização também prevê pontos de hidratação e locais para descanso ao longo do trajeto. Equipes ficarão posicionadas em pontos estratégicos para auxiliar quem acompanhar a celebração.

Mais de 300 alunos de cinco unidades da rede municipal devem participar, além de bandas de fanfarra. Exército, escoteiros, igrejas e outras instituições também confirmaram presença. A participação das escolas estaduais ainda está em avaliação.

O palanque das autoridades ficará na Rua Joaquim Murtinho, atrás da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus. Já a dispersão será realizada na Praça da República, com acesso pela Rua 13 de Junho.

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Comércio, serviços e turismo pedem que PEC do fim da escala 6×1 não seja votada antes das eleições

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CNC e entidades do setor alertam para aumento de custos, inflação, perda de empregos e defendem negociação coletiva para discutir mudanças na jornada

 

Diante do avanço no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1, a principal entidade representativa do setor terciário brasileiro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao lado de suas 34 federações e sindicatos filiados, lançam neste fim de semana (29 e 30 de agosto) uma campanha nacional conjunta com o lema: “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.”

Se trata de um apelo aos Senadores que debatem a PEC que limita a carga horária nacionalmente sobre os graves riscos de acelerar uma mudança constitucional rígida sobre a jornada de trabalho em um momento de acentuada fragilidade econômica.

O setor produtivo destaca que a economia brasileira já enfrenta condicionantes severos: juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recorde das famílias, inadimplência sem precedentes entre as empresas, desinvestimento e saída de empresas estrangeiras do País. Ao mesmo tempo, o fim da Taxa das Blusinhas, um agravante na concorrência desleal para o varejo nacional, também é avaliado como parte do pacote de aprovações em um período sensível em que interesses políticos atravessam escolhas econômicas.

Impor uma elevação abrupta nos custos operacionais — em um setor onde mais de 90% da mão de obra atua no regime 6×1 — significará repassar esse peso para o consumidor final em forma de inflação, gerando retração de vagas e aumento da informalidade, além do já mapeado prejuízo aos empresários que pagam impostos de importação muito maiores do que são isentados da Taxa da Blusinhas. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, reforça a necessidade de responsabilidade e ponderação no debate legislativo neste contexto.

“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais. Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva. O caminho seguro continua sendo a negociação coletiva, que respeita as realidades de cada região e setor. Agora é o momento de preservar a economia e garantir a segurança jurídica do País”.

O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), também defendeu a negociação entre trabalhadores e empregadores. “Não somos contrários ao debate sobre a jornada de trabalho e à busca por melhores condições para os trabalhadores. O que defendemos é que uma mudança dessa proporção seja tratada com responsabilidade, diálogo e, principalmente, com uma avaliação criteriosa dos impactos sobre quem gera emprego e renda”.

Segundo ele, comércio, serviços e turismo possuem características distintas e poderiam ser afetados de maneiras diferentes por uma regra nacional única. “A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável. Trata-se de encontrar um equilíbrio que proteja o trabalhador, preserve as empresas e garanta empregos”, afirmou Tião.

A CNC apela aos senadores da República por sensatez e serenidade, defendendo que a readequação de jornadas ocorra via convenções coletivas de trabalho, em respeito à soberania das decisões negociadas entre trabalhadores e empregadores, conforme previsto na constituição atual desde a reforma trabalhista de 2017. Temas como este e a taxação de importações diretas geram custos e efeitos a curto, médio e longo prazo que demandam um debate maior e sem a pressa dos prazos eleitorais.

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Universidades brasileiras integram pesquisa internacional em busca da cura da hepatite B

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Consórcio liderado pela Johns Hopkins reúne instituições de cinco países e vai acompanhar 600 pacientes para identificar novos alvos de tratamento contra a doença

Duas universidades públicas brasileiras se uniram a instituições internacionais na busca de novos tratamentos e até mesmo de uma cura para a hepatite B.

O consórcio é liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e é composto por grupos de pesquisa do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. O Brasil é representado pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) e pela Universidade de São Paulo (USP).

A pesquisa global irá observar, a nível celular, tanto o comportamento do vírus em pacientes de diferentes países como as respostas imunológicas das pessoas infectadas. Serão analisadas também pessoas infectadas ao mesmo tempo por hepatite B e HIV.

“A hepatite B não tem cura, esse é o grande objetivo global”, diz a professora do Hucam-Ufes, referência no assunto, Tânia Reuter. “O primeiro objetivo é eliminar as hepatites virais, no nosso caso aqui, eliminar a hepatite B como problema de saúde pública até 2030”, enfatiza.

Brasil participa de pesquisa inédita que busca a cura da hepatite B. Professora do Hucam-Ufes, referência no assunto, Tânia Reuter. Foto: Hucam/Divulgação

Professora do Hucam-Ufes Tânia Reuter, referência no estudo da hepatite B. Foto: Hucam/Divulgação

Pesquisa inédita

O consórcio foi criado em 2023, mas acabou sendo suspenso em 2024 e retomado no ano seguinte. No Brasil, o estudo teve início este ano e deverá durar cerca de 5 anos. A metodologia integra pesquisa científica básica com prática clínica.

Reuter explica que os pesquisadores irão observar 600 pacientes com hepatite B e com a coinfecção por hepatite B e HIV por cerca de quatro anos e meio cada. Serão 150 pacientes de cada país. Desses, 75 serão analisados pela equipe dela.

O estudo pretende identificar o que faz com que o vírus evolua diferentemente em cada paciente, quais características genéticas são capazes de proteger as pessoas de uma evolução mais rápida e quais subpartículas do vírus podem funcionar como preditores de cura ou de tratamento.

“Eu quero descobrir alvos que possam auxiliar no manejo para cura da hepatite B”, explica a pesquisadora. “[O que for achado] pode ser um alvo para desenvolvimento de fármacos, sejam imunoestimuladores, imunomodulador, etc”, diz.

Reuter iniciou o recrutamento dos pacientes em julho e, até o momento, conta com 40 participantes. Ela pretende ter o grupo de 75 completo até o final deste ano. O prazo dado pela pesquisa é até meados de 2027.

“O vírus da hepatite B é um dos maiores causadores de câncer hepático. Câncer primário de fígado ou hepatocarcinoma”, diz. “A gente está aqui trabalhando para mitigar a evolução de cirrose e câncer hepático”, enfatiza Reuter.

Hepatite B

A hepatite B é uma doença viral silenciosa que ataca o fígado. Ela ainda não tem cura e a progressão pode levar a quadros de cirrose, câncer hepático e morte. Segundo a OMS, cerca de 240 milhões de pessoas vivem com infecção crônica, segundo dados de 2024.

Somente no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 276,6 mil casos foram confirmados entre 2000 a 2022.

A hepatite B pode ser transmitida sexualmente e por contato com sangue contaminado, inclusive durante a gestação ou no parto, passando da mãe para o bebê. De acordo com a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, o vírus do tipo B é 100 vezes mais contagioso que o HIV.

A meta global da OMS é erradicar o HIV, as hepatites virais e as infecções sexualmente transmissível (ISTs) como ameaças à saúde pública até 2030. Segundo relatório da organização divulgado em julho deste ano, as infecções por hepatites virais anuais caíram 32% globalmente desde 2015, refletindo o aumento na cobertura da vacinação infantil, que alcançou 84% em 2024.

Prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, a principal forma de prevenção é a vacina, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade.

Para crianças, a recomendação é que se façam quatro doses da vacina, sendo: ao nascer, aos 2, 4 e 6 meses de idade. Já para a população adulta, via de regra, o esquema completo se dá com aplicação de três doses.

Outras formas de prevenção são uso de preservativo interno e externo em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos perfurocortantes e os de uso pessoal.

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