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29 de agosto de 2026

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Radar Rural: o que o agro espera do próximo presidente?

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O novo episódio do Radar Rural já está no ar e coloca as eleições de 2026 no centro do debate do agronegócio. Em agosto, o Canal Rural ouviu seis das principais entidades do setor para entender o que o agro espera do próximo presidente da República e quais devem ser as prioridades para quem está no campo.

Entre as principais demandas estão crédito rural mais acessível, seguro rural, proteção de renda e segurança jurídica. O episódio também aborda temas como regularização fundiária, Cadastro Ambiental Rural (CAR), custos de máquinas, armazenagem e logística.

As entidades ouvidas pelo Canal Rural foram Aprosoja Brasil, Abramilho, Anec, Abimaq, Abrafrutas e OCB. Apesar das particularidades de cada cadeia, as respostas convergem para a necessidade de medidas que deem mais segurança e previsibilidade ao produtor rural.

Crédito e proteção de renda estão entre as prioridades

A dificuldade de acesso ao crédito rural aparece como uma das principais preocupações. Com o aumento do endividamento e a exigência de garantias para a contratação de financiamentos, o produtor encontra obstáculos para obter recursos e manter a atividade.

Ao mesmo tempo, os eventos climáticos extremos aumentam os riscos da produção e reforçam a necessidade de mecanismos de proteção de renda e de um seguro rural mais estruturado.

A segurança jurídica também está entre as bandeiras comuns às entidades. O setor cobra regras mais claras e previsíveis, além de avanços na regularização fundiária.

Outro destaque é a infraestrutura. A ampliação da capacidade de armazenagem, especialmente nas regiões produtoras, é apontada como necessária para acompanhar o crescimento da produção e reduzir perdas e gargalos logísticos.

Afinal, quem pode fazer o quê?

Além das demandas do agro, o Radar Rural aproveita o cenário eleitoral para esclarecer dúvidas que costumam aparecer entre os eleitores.

Em entrevista ao Canal Rural, o cientista político e professor da FGV Cláudio Couto explicou quais são as atribuições do presidente e do governador e onde estão os limites de atuação de cada um.

O episódio também explica por que, em 2026, os eleitores vão escolher dois senadores por estado. Como o mandato no Senado é de oito anos, a renovação da Casa ocorre de forma alternada nas eleições.

Mulheres ganham espaço no campo

O videocast ainda aborda a participação feminina no agronegócio. Embora as mulheres ainda representem uma parcela menor entre os responsáveis pelas propriedades rurais, a presença delas em posições de liderança vem crescendo.

O programa destaca o Prêmio Mulheres do Agro, que registrou 394 inscrições em 2026, alta de 10% em relação ao ano anterior. A iniciativa reconhece produtoras e pesquisadoras de diferentes regiões do país e reforça o debate sobre liderança feminina no setor.

Assista ao novo episódio do Radar Rural:

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Soja sobe no Brasil e em Chicago; mercado apresenta ritmo na semana

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Cotação da soja

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com melhora nos preços e aumento no ritmo das negociações. O movimento foi influenciado principalmente pela recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago, enquanto o dólar e os prêmios permaneceram próximos da estabilidade.

Segundo a Safras & Mercado, no mercado interno, as principais praças acompanhadas registraram valorização na saca de 60 quilos ao longo da semana:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 146,50 para R$ 150,00
  • Cascavel (PR): passou de R$ 143,00 para R$ 146,00
  • Rondonópolis (MT): avançou de R$ 136,00 para R$ 141,00
  • Porto de Paranaguá: aumentou de R$ 154,00 para R$ 157,00

Chicago avança mais de 3%

Em Chicago, os contratos futuros de soja com vencimento em novembro acumulavam alta superior a 3% na manhã desta sexta-feira (28), negociados a US$ 12,79 1/4 por bushel.

No início da semana, as cotações chegaram a recuar após os números apresentados pela Pro Farmer indicarem produtividade e produção norte-americanas acima das expectativas do mercado. Na sequência, porém, novos fatores deram sustentação aos preços.

Um dos principais pontos foi a continuidade da demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos. As compras mantêm o suporte fundamental para as cotações, mesmo diante das perspectivas positivas para as lavouras norte-americanas.

O desempenho de outras commodities agrícolas também contribuiu para o movimento. O trigo liderou os ganhos e ajudou a impulsionar milho e soja. A intensificação recente do conflito entre Rússia e Ucrânia voltou a gerar preocupações sobre a disponibilidade de produtos do Mar Negro, região importante para o abastecimento mundial.

Safra dos EUA acima do USDA

A Pro Farmer estimou a safra de soja dos Estados Unidos em 4,572 bilhões de bushels em 2026, com produtividade média de 53,3 bushels por acre. Os números foram divulgados nesta sexta-feira, após a realização da tradicional crop tour da empresa.

A projeção ficou acima da estimativa mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que aponta produção de 4,519 bilhões de bushels e rendimento médio de 52,7 bushels por acre.

Mesmo com a expectativa de uma grande safra norte-americana, a combinação entre demanda internacional, fatores geopolíticos e valorização de outras commodities ajudou a sustentar os contratos em Chicago e contribuiu para a melhora dos referenciais no mercado brasileiro.

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O que precisa conter no contrato de arrendamento, e o que muda com a Reforma Tributária?

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Os contratos de arrendamento são muito comuns no meio rural. Nesse modelo, o proprietário atua como “locador” das terras, recebendo um valor fixo por seu uso. Já nos acordos de parceria, ele é “sócio” do produtor, dividindo lucros e riscos.

Para esclarecer ao agricultor os meios de utilização da terra e possíveis mudanças com a Reforma Tributária, a Comissão Técnica de Cereais, Fibras e Oleaginosas do Sistema Faep se reuniu na última quarta-feira.

“O que está descrito no contrato deve condizer com a realidade, para garantir a segurança jurídica do negócio. Todo contrato rural tem implicações trabalhistas, previdenciárias e tributárias. Por isso, nossos produtores rurais precisam estar atentos aos detalhes”, observou o presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette.

Em amos os modelos, o contrato deve conter as seguintes informações:

  • Dados do contratante e do imóvel
  • Tipo de exploração
  • Destinação do imóvel (ou bens)
  • Prazo de duração do contrato
  • Data e assinaturas

O Sistema Faep esclarece que se o contrato for de arrendamento, é preciso também que se descreva o preço e a forma de pagamento. Já nos casos de parceria, deve-se estabelecer as condições de partilha dos lucros e prejuízos.

“No arrendamento, os rendimentos devem ser tributados como aluguéis, separados da atividade rural. Já nas parcerias, cada um é tributado quando apresentar o Imposto de Renda”, pontua o técnico do Departamento Jurídico da entidade, Eleutério Czornei.

O que muda com a Reforma Tributária?

Ainda que a implementação da Reforma Tributária não traga alterações em contratos agrícolas, recomenda-se que sejam incluídas cláusulas especificando se o proprietário se enquadra ou não como contribuinte dos novos impostos, ou seja, na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

“O objetivo é conferir maior segurança aos produtores rurais, que já informarão no contrato de quem é a responsabilidade pelo recolhimento do Imposto de Renda”, diz o técnico do Sistema Faep.

Isso ocorre porque a definição sobre a condição de contribuinte determina quem deverá apurar e recolher o IBS e a CBS na transação. Ao explicitar essa informação no documento, fica previamente estabelecido de quem é a obrigação fiscal perante o fisco, evitando ambiguidades sobre a responsabilidade tributária entre as partes.

O Sistema Faep também indica que os produtores rurais façam a simulação, na calculadora disponível no site da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para conferir se é vantajoso ser contribuinte do IBS e do CBS.

É válido lembrar que todo produtor rural pessoa física com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões é considerado contribuinte obrigatório desses tributos. Já quem tem receita inferior pode optar.

Desta forma, o produtor optante poderá deduzir o valor dos tributos pagos na compra de insumos e equipamentos do montante final de impostos devidos na venda de sua produção. Esse mecanismo impede que o tributo seja pago mais de uma vez ao longo da cadeia produtiva, reduzindo o custo final do negócio.

“Apenas 5% dos produtores do Paraná são contribuintes obrigatórios”, diz Czornei. “Os demais devem avaliar. Pode ser vantajoso porque, para o contribuinte, todos os impostos incidentes, como ICMS sobre maquinário ou sementes, por exemplo, vão ser creditados automaticamente”, diz.

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Onde estão os 20 maiores produtores de milho do Brasil? Veja o ranking

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Foto: Maria Eugênia/Embrapa

As três safras de milho do ciclo 2025/26 devem chegar a 142,9 milhões de toneladas, de acordo com o último balanço da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Trata-se de uma produção recorde, 1,3% superior à da temporada passada, que já tinha sido histórica.

Contudo, a produtividade deste ano é levemente inferior, apontada em 6.326 kg por hectare (105,4 sacas/ha). Já a área é estimada em 22,6 milhões de hectares, incremento de 3,5% ante à campanha 2024/25.

Tais números são possíveis graças à pujança de grandes propriedades, cada vez mais tecnificadas e sustentáveis. Confira a lista dos 20 municípios que mais produzem milho no país, conforme o último levantamento Produção Agrícola Municipal (PAM), do IBGE, referente ao ano de 2024:

municípios que mais produzem milho
Tabela gerada por IA com base em dados fornecidos pela reportagem

É possível notar que dos 20 municípios que mais produzem o cereal, 17 estão em Mato Grosso (85%), o que mostra uma concentração significativamente maior em relação aos locais que mais cultivam soja, com 11 mato-grossenses (55%).

Além disso, 16 deles colhem mais de 1 milhão de toneladas, com os quatro restantes muito próximos da marca. Juntos, os 20 somam 30,2 milhões de toneladas, o equivalente a 21% de todo o grão colhido pelo país.

De acordo com o estudo do IBGE, o milho foi produzido em 5.036 municípios brasileiros em 2024, ou seja, está presente em 90,3% das unidades político-administrativas do país, ao passo que a soja ocupa 47,3% desse espaço.

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