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Poço reativado no Joaquim Curvo volta a abastecer 2 mil residências em Várzea Grande

Charles acompanhou Pivetta em visita a poços reativados e defendeu solução definitiva para a falta de água
O vereador Charles da Educação (União) acompanhou o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na última quarta-feira (26) em agenda de vistoria às obras de ampliação do abastecimento de água em Várzea Grande. A comitiva percorreu poços perfurados e reativados pelo Governo do Estado no município.
A primeira parada foi no bairro Joaquim Curvo, na região do Grande Cristo Rei, onde um poço desativado voltou a operar e passou a atender cerca de 2 mil residências. A estrutura injeta água diretamente na rede de distribuição, o que aumenta a pressão e faz o abastecimento chegar às caixas d’água das casas.
Charles nasceu e cresceu no Parque do Lago, na mesma região, e disse que acompanha o problema desde criança.
“Eu nasci e cresci no Parque do Lago. Essa região é a minha história, e ninguém precisa me explicar o que é falta de água aqui. Sei o que é abrir a torneira e não vir nada”, afirmou o vereador.
Para ele, a falta de abastecimento desorganiza a rotina inteira de uma família. “Quem mora aqui sabe como é. É a mãe que não consegue dar banho na criança antes da escola, é o trabalhador que chega cansado e não tem água nem para lavar o rosto. Não é reclamação de quem quer conforto, é o básico”, disse.
A agenda faz parte da força-tarefa montada pelo Governo do Estado para ampliar a oferta de água na cidade. Em cerca de 20 dias, três poços foram perfurados e outros oito, que estavam inativos, voltaram a funcionar. Segundo o Estado, as medidas acrescentaram quase 5 milhões de litros à rede e melhoraram o abastecimento de aproximadamente 15 mil domicílios.
Durante a visita, Pivetta afirmou que o trabalho continua. “Não é normal viver sem água. Não dá para normalizar isso. Nós viemos para Várzea Grande para ficar. Vamos trabalhar até resolver esse problema da água”, declarou o governador.
Além das ações emergenciais, o Estado executa a recuperação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Cristo Rei. A comitiva também acompanhou a perfuração de um novo poço na Escola Municipal Maria Antunes, no bairro Jardim União, que deve abastecer a unidade escolar e reforçar a rede do entorno.
Charles agradeceu a mobilização do Estado no município e disse que vai acompanhar as próximas etapas. “Faço questão de agradecer ao governador. O Estado veio, botou máquina para trabalhar e o morador já está sentindo a diferença na caixa d’água. Agora é seguir até a última casa que ainda depende de carro-pipa”, afirmou.
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TSE reitera que campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro devem divulgar próprios sigilos sem mediação

Ministro André Mendonça negou pedido dos presidenciáveis e afirmou que não cabe à Corte Eleitoral atuar como intermediária de “desafios” de transparência
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reiterou nesta sexta-feira (23) a decisão em que liberou as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a divulgarem, por conta própria, seus sigilos bancários, fiscal e telefônico, conforme acordo assinado entre os candidatos. 
Na decisão, Mendonça disse que não cabe ao TSE fiscalizar “desafios” lançados pelas campanhas dos presidenciáveis.
Ontem, Mendonça decidiu que as campanhas não precisam de uma decisão da Corte para liberarem os sigilos.
Contudo, as campanhas de Lula e Flávio continuaram com a intenção de solicitar ao TSE a mediação da divulgação dos sigilos. Os presidenciáveis entregaram procurações para viabilizar a divulgação das informações.
No entendimento do ministro, as novas manifestações não vão mudar sua decisão sobre o caso.
“Se o propósito é a transparência, que ela seja exercida desde já, por iniciativa dos respectivos titulares. Quem quer abrir o sigilo de informações bancárias, fiscais, telefônicas e de gastos com cartão corporativo, abre e publica, sem subterfúgios. Trata-se de transparência ativa, que dispensa a intermediação desta Corte”, afirmou.
Entenda
O candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou, no domingo passado (18) que irá abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, bem como de seus familiares, desde que o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), fizesse o mesmo.
Lula, candidato à reeleição, enviou na terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando que fossem levantados seus sigilos.
No dia seguinte, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) enviou à Corte Eleitoral autorização para o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que o candidato Lula ampliasse o alcance do levantamento de seus sigilos, com a divulgação de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, entre outras condições.
Logo depois, a coordenação da campanha de Lula afirmou que o candidato havia aceitado as condições do adversário.
Na quinta-feira (22), o senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da campanha de Lula, apresentou um termo assinado pelos candidatos à Presidência da República em que autorizam a abertura do sigilo bancário, fiscal e telefônico de ambos. O documento foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seria analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte Eleitoral.
O ministro André Mendonça decidiu que as campanhas poderiam divulgar os sigilos conforme acordo assinado entre os candidatos.
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Escola estadual de Cuiabá conquista 1º e 3º lugares em festival estadual de robótica

Estudantes desenvolveram projetos de descontaminação de água e digitalização 3D de acervos arqueológicos; vencedores levaram R$ 18 mil em prêmios e vaga para torneio no Rio de Janeiro
Duas equipes de robótica da Escola Estadual Professor Heliodoro Capistrano da Silva, de Cuiabá, conquistaram o 1º e o 3º lugares na modalidade Inovação e Robótica, categoria Soluções para o Dia a Dia, destinada a participantes de 10 a 14 anos, durante o 2º Festival Estadual High Tech – Tecnologia, Indústria e Cultura Digital, que é realizado no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, junto com a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).
A equipe Heliobot Technology conquistou o 1º lugar, recebendo R$ 15 mil em premiação com o projeto BioMercury. Já a equipe Heliobot Technology 2.0_Arkhaios ficou em 3º lugar, com prêmio de R$ 3 mil pelo projeto Arkhaios. As duas equipes tiveram seus projetos selecionados após uma avaliação inicial, entre as propostas inscritas na competição. A categoria reuniu oito projetos selecionados para disputar as premiações.
O técnico da equipe, Jeffisley Kauã de Amorim Pereira, destaca que a participação no festival proporcionou aprendizado, troca de experiências e contato com diferentes manifestações da cultura digital.
“Apresentamos nosso projeto, cantamos, pulamos e mostramos tudo que uma equipe de robótica é capaz de fazer, com brilho nos olhos e animação no coração. Todo esse esforço nos rendeu duas colocações no pódio, sendo uma delas a de 1º lugar”, relata.
Para os estudantes, a experiência também foi marcada pela oportunidade de compartilhar conhecimentos e desenvolver habilidades. Para Silvana Sophia Planchart, do 7º ano, “o compartilhamento entre equipes e aprendizados foi uma das partes mais importantes, cada um fala o que aprendeu e ajuda outros a aprenderem também”.
Italo Massola Dantas, do 9º ano, também destaca os aprendizados proporcionados pela competição. “Tive a oportunidade de aprender coisas novas, desenvolver minhas habilidades, trabalhar em equipe e trocar experiências e ideias com outras equipes. Foi um momento de muito aprendizado, que contribuiu para meu crescimento pessoal e para minha trajetória”, conta.
Já Pedro Albuquerque, do 8º ano, comemora o reconhecimento do trabalho coletivo e a possibilidade de alcançar novos resultados. “Me sinto realizado por ter conquistado essas premiações. É algo muito impactante saber que eu e minha equipe conseguimos vencer juntos. Passamos por vários processos até chegar aqui e, no final, todo esforço foi recompensado”, afirma o estudante.
Pedro também destaca a expectativa de desenvolver projetos com potencial para contribuir com áreas como biodiversidade e arqueologia. Para ele, o momento da premiação foi o mais marcante da participação no festival, por representar o resultado do empenho de toda a equipe.
Vencedor da categoria, o projeto BioMercury busca reduzir a contaminação por mercúrio em corpos d’água por meio de um dispositivo que utiliza a planta aguapé na fitorremediação, processo em que as plantas absorvem contaminantes. O sistema conta com sensores para monitorar o pH, a temperatura e a presença de mercúrio na água, além de um aplicativo que permite consultar os dados coletados e obter informações sobre as condições do local para atividades como pesca e consumo.
Já o projeto Arkhaios tem como objetivo ampliar o acesso ao conhecimento histórico e arqueológico. O projeto combina um dispositivo capaz de digitalizar artefatos em 3D com um aplicativo que reúne os modelos digitais e informações estimadas sobre idade, material, origem e partes faltantes dos objetos, formando um acervo virtual para pesquisas e atividades educativas.
O projeto BioMercury, vencedor da categoria, será apresentado pela equipe Heliobot Technology no Torneio Regional de Robótica, no Rio de Janeiro.
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
A 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) é realizada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci-MT). Com entrada gratuita, a programação integra três grandes eventos: a 18ª Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (MECTI), o 2º Festival Estadual High Tech – Tecnologia, Indústria e Cultura Digital e o 1º Hack Festival Estadual.
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Plantio de soja em MT pode superar 80% até o fim de outubro; dados são do Imea

O plantio de soja da safra 2026/27 alcançou 75,81% da área estimada em Mato Grosso até esta sexta-feira (23), segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço foi de 23,95 pontos percentuais em relação à semana anterior, com aceleração dos trabalhos em todas as regiões produtoras do estado.
De acordo com o instituto, se o ritmo atual for mantido, Mato Grosso poderá superar 80% da área semeada na última semana de outubro. O avanço favorece o planejamento da segunda safra de milho em 2027, ampliando a perspectiva de que a maior parte da área seja implantada dentro da janela ideal.
O Médio-Norte lidera os trabalhos, com 96,60% da área semeada, seguido pelo Oeste, com 86,78%. Já a região Sudeste alcançou 59,04% de implantação, percentual adiantado em relação ao comportamento histórico local, que costuma apresentar um calendário de semeadura mais tardio.
O plantio começou na segunda quinzena de setembro, mas teve avanço abaixo do ritmo considerado ideal nas três primeiras semanas, devido à falta de chuva e à baixa umidade do solo. Com a melhora das condições climáticas, os produtores intensificaram os trabalhos ao longo de outubro.
Imea reduz estimativa de produtividade da soja
Apesar da aceleração do plantio, a safra 2026/27 ainda enfrenta riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño. No boletim semanal divulgado em 19 de outubro, o Imea revisou para baixo a estimativa de produtividade da soja mato-grossense.
A projeção passou para 64,82 sacas por hectare, queda de 2,02% em relação à temporada anterior. Com isso, a produção estadual está estimada em 50,89 milhões de toneladas, recuo de 1,43%.
A revisão ocorre mesmo com a previsão de aumento de 0,60% na área cultivada, que deve atingir 13,08 milhões de hectares. Segundo o instituto, esse é o menor crescimento registrado na série histórica.
Custo de produção sobe quase 7%
Além dos riscos climáticos, os produtores de Mato Grosso devem enfrentar custos mais elevados na safra 2026/27. Conforme atualização de outubro do projeto Custo de Produção Agropecuária em Mato Grosso, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e pelo Imea, o custo total da soja foi consolidado em R$ 8.210,31 por hectare, alta de 6,96% em relação à temporada 2025/26.
A elevação foi influenciada principalmente pelo aumento de 23,85% nos gastos com operações mecanizadas e pela valorização de 10,10% nos preços dos defensivos agrícolas.
O custeio da lavoura ficou em R$ 4.324,87 por hectare, avanço de 3,43%, equivalente a R$ 143,61 a mais por hectare na comparação entre as safras. A redução de 21,96% no preço das sementes ajudou a amenizar a pressão sobre o orçamento dos produtores.
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