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23 de outubro de 2026

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Você viu essa menina? Adolescente de 15 anos desaparece após deixar casa em Cuiabá

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Maria Clara teria sido vista no Jardim Itália e embarcado em um carro de aplicativo

adolescente Maria Clara de Araújo Oliveira, de 15 anos, está desaparecida desde a noite desta sexta-feira (28), em Cuiabá. O caso é acompanhado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com as informações do núcleo, Maria Clara deixou a residência sem autorização e não manteve contato desde então. A última informação oficial aponta que ela foi vista na região de bares próxima à Avenida Beira Rio.

Nas redes sociais, familiares divulgaram outros relatos recebidos durante as buscas. Segundo essas informações, a adolescente teria sido vista por volta das 23h30, na Rua Roma, no bairro Jardim Itália. Ela também teria embarcado em um carro de aplicativo, descrito como um BYD branco.

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As circunstâncias do desaparecimento ainda são investigadas. Familiares pedem que qualquer pessoa que tenha informações que possam ajudar a encontrar Maria Clara procure as autoridades.

Informações podem ser comunicadas ao Núcleo de Pessoas Desaparecidas pelo telefone (65) 98173-0565. A família também disponibilizou o número (65) 99328-9220 para receber informações sobre o paradeiro da adolescente.

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As urnas desmentem as pesquisas

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A poucos dias do segundo turno presidencial, uma pergunta precisa ser feita: até que ponto podemos confiar nas pesquisas eleitorais que, repetidamente, deixam de captar a força de uma parcela significativa do eleitorado brasileiro?

O primeiro turno de 2026 trouxe um exemplo eloquente. Flávio Bolsonaro terminou a votação com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Entretanto, levantamentos divulgados na reta final colocavam o candidato do PL atrás do petista. Segundo levantamento publicado pelo Congresso em Foco, as nove pesquisas nacionais comparáveis analisadas subestimaram a votação de Flávio, em média, em 3,08 pontos percentuais.

Não estamos falando de uma diferença irrelevante. A distância entre uma pesquisa e o resultado das urnas pode alterar a percepção pública sobre a disputa, influenciar o debate e criar uma impressão equivocada sobre a força dos candidatos.

O problema ganha outra dimensão quando observamos eleições anteriores. Em 2014, as pesquisas finais de institutos importantes superestimaram a vantagem de Dilma Rousseff sobre Aécio Neves. Em 2022, Datafolha e Ipec apontavam uma diferença de 14 pontos entre Lula e Jair Bolsonaro, enquanto a distância efetiva no primeiro turno foi de pouco mais de cinco pontos.

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É legítimo perguntar por que essas discrepâncias acontecem. Dificuldades na composição das amostras, diferenças na disposição dos eleitores para responder e limitações dos modelos estatísticos podem explicar parte dos desvios. Mas essas hipóteses precisam ser examinadas com transparência, sobretudo quando os erros parecem se concentrar na votação de determinados segmentos do eleitorado.

Não é possível concluir, apenas com esses números, que os institutos manipulam resultados deliberadamente ou agem para favorecer um partido. É possível, porém, exigir explicações. Quando levantamentos sucessivos subestimam o mesmo candidato, a obrigação de investigar as causas não pode ser descartada como mera implicância política.

O eleitor também precisa compreender o que uma pesquisa representa. Ela é uma fotografia de uma amostra de pessoas entrevistadas em determinado período, não uma contagem antecipada de votos. A margem de erro tampouco explica automaticamente todas as diferenças entre estimativas e resultados. Metodologia, datas de coleta, ponderação e composição da amostra merecem atenção.

Na reta final desta eleição, as pesquisas voltaram a apresentar resultados distintos. Levantamentos divulgados em 23 de outubro, por exemplo, mostraram Flávio numericamente à frente em algumas medições, enquanto outras apontaram empate entre os candidatos dentro da margem de erro.

Diante disso, não cabe transformar qualquer pesquisa em sentença definitiva. A divulgação de números exige responsabilidade dos institutos e discernimento dos veículos de comunicação. Manchetes que apresentam uma vantagem estreita como vitória garantida prestam um desserviço ao debate democrático.

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O Brasil precisa discutir propostas, resultados de governo, segurança pública, economia, educação e responsabilidade com o dinheiro público. A eleição não deveria ser reduzida a uma corrida de números divulgados diariamente, muito menos a uma disputa para saber qual instituto acertará a manchete.

As pesquisas têm utilidade quando ajudam a compreender o eleitorado. Perdem credibilidade quando seus erros não são devidamente explicados e quando a discussão sobre metodologia é substituída por disputas políticas.

No domingo, 25 de outubro, os votos serão contados, e não estimados. Será o resultado oficial que definirá a escolha dos brasileiros.

Até lá, uma lição já está dada: pesquisa eleitoral não é voto, instituto não é urna e vantagem estatística não substitui a vontade do eleitor.

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*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.

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André Mendonça restabelece concessão de R$ 2,6 bilhões de rodovias de Mato Grosso

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Ministro anulou decisões do Tribunal de Contas (TCE) e o STJ sobre a transferência de 237 quilômetros de rodovias estaduais para o setor privado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou a concessão de quatro rodovias estaduais de Mato Grosso. O ministro anulou uma decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e restaurou outra do Tribunal de Justiça (TJMT). 

O TJ havia publicado um acordão autorizando a permanência do contrato de R$ 2,6 bilhões. Mas o TCE paralisou validade do sob justificativa de precaução. Ambas as decisões ocorreram em 2025. O ministro André Mendonça restabeleceu a primeira. 

O governo de Mato Grosso assinou o contrato em 2024 com o consórcio formado pelas empresas Vale Arino SPE S.A e Zonope Engenharia e Comércio Ltda. Ele venceu o primeiro lote da concorrência pública nº 59/2024. 

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A decisão proferida na quarta-feira (21) pelo ministro André Mendonça reconheceu que cabia ao STF, analisar o pedido de suspensão do TCE-MT, que havia conseguido a paralisação com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Com a decisão, volta a valer o acórdão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que havia anulado a medida cautelar do TCE-MT e restabelecido a execução do contrato com a concessionária Vale do Arinos. A medida permanece válida até nova deliberação da autoridade competente. 

A concessão abrange 237,6 quilômetros de rodovias estaduais. Desde o início das operações, a concessionária realizou 2.144 intervenções operacionais de emergência, incluindo 212 atendimentos médicos com ambulâncias e 463 remoções de veículos por guinchos. Mais de R$ 50 milhões foram investidos em melhorias nas estradas, sem cobrança de pedágio até o momento. 

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Polícia Civil prende em Nova Mutum foragido condenado por estupro de vulnerável no Pará

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta quinta-feira (22.10), em Nova Mutum, um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 35 anos, condenado pela Justiça do estado do Pará pelo crime de estupro de vulnerável.

A ordem judicial decorre de sentença penal condenatória expedida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Santarém (PA).

A prisão, realizada de forma integrada pelos Núcleos de Inteligência das Delegacias Regionais de Nova Mutum e de Vila Rica, com suporte operacional da Polícia Federal, faz parte da Operação Amón.

Após as investigações indicarem que o foragido estava residindo e trabalhando em Nova Mutum – a 1.530 km da cidade onde o crime foi cometido – as equipes policiais foram acionadas e efetuaram a sua captura nesta quinta-feira (22.10).

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Após os procedimentos cartorários de praxe, o detido permanece à disposição do Poder Judiciário.

Operação Amón

O nome Operação Amón é uma referência à busca por aquele que se encontra oculto.  O nome simboliza a atuação integrada das forças policiais para localizar condenados que fogem ao cumprimento da pena e reafirma o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso com o enfrentamento aos crimes contra a dignidade sexual e a proteção de crianças e adolescentes.

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