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Basf vence ação na China por uso irregular de ingrediente ativo patenteado

A Basf obteve decisão judicial final favorável na China contra uma empresa local por infração de propriedade intelectual envolvendo a forma sólida de síntese patenteada do ingrediente ativo saflufenacil. A informação foi divulgada pela companhia nesta quinta-feira (27). O composto é comercializado no Brasil sob a marca Heat.
A ação tratou do uso ilegal da tecnologia patenteada pela companhia alemã. Segundo a Basf, o processo foi iniciado após a identificação da fabricação, venda e oferta comercial não autorizadas de um produto que utilizava a forma sólida do saflufenacil desenvolvida pela empresa.
O caso foi analisado pelo poder judiciário de Nanjing, capital da província de Jiangsu, no leste da China. A corte concluiu que houve violação dos direitos de patente da Basf.
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Com a sentença, a empresa infratora fica impedida de fabricar, comercializar e exportar produtos que utilizem essa tecnologia. A decisão também determina a interrupção da comercialização do produto e o pagamento de indenização à Basf.
A empresa alvo da ação chegou a recorrer à Suprema Corte da China, mas desistiu da apelação. Com isso, a decisão de Nanjing tornou-se definitiva.
A Basf afirmou ainda que a patente relacionada a essa tecnologia também está em vigor no Brasil. Segundo a companhia, a importação, fabricação, comercialização, oferta para venda ou exploração econômica de produtos com essa tecnologia sem autorização pode configurar infração a seus direitos de propriedade intelectual.
A companhia informou que acompanha o mercado para eventual adoção de medidas cabíveis também no território brasileiro, com base na patente em vigor no país.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Clima, incerteza e desvalorização pressionam as principais commodities de Mato Grosso

O clima e a desvalorização das principais commodities agrícolas aumentaram a pressão sobre os produtores de Mato Grosso nesta safra. Chuvas fora de época interferiram no calendário de plantio e colheita, enquanto preços menores reduziram o espaço para absorver perdas e despesas adicionais.
No Sul do estado, os efeitos começaram ainda no plantio da soja e se estenderam para o milho. Em Campo Verde, fevereiro teve apenas quatro dias sem chuva em uma propriedade. “O resto todo dia chovia e chuva forte”, relata o agricultor Fernando Ferri.
O excesso de umidade levou produtores a plantar milho fora da janela ideal e, em algumas propriedades, houve replantio. O algodão também teve áreas semeadas até o fim de fevereiro, reduzindo o tempo disponível para as demais operações do ciclo.
As condições climáticas também afetaram o desenvolvimento do milho. Na região Sul, onde o plantio costuma ser mais tardio e o ciclo é prolongado pela altitude, a cultura depende de chuvas em maio para completar o enchimento dos grãos. A falta de precipitações naquele período prejudicou principalmente áreas de menor capacidade de retenção de água.
Além do clima, o produtor mato-grossense precisou lidar com preços médios menores. A soja teve produtividade e valor de venda inferiores, enquanto o milho também apresentou redução nos dois fatores. “Muitos compromissos, alguns produtores que estavam com alguma dificuldade financeira jogaram para o milho”, conta Ferri ao Patrulheiro Agro.

Algodão ainda tem produtividade, mas clima atrasa colheita
No algodão, a combinação entre chuva e calendário apertado aumenta a preocupação com qualidade e custos. Em Mato Grosso, foram cultivados 1,375 milhão de hectares na safra 2025/26, redução de 11,11% em relação ao ciclo anterior, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Apesar da menor área, a produtividade é projetada em 315,33 arrobas por hectare, recorde para o estado. A produção deve alcançar 6,51 milhões de toneladas de algodão em caroço, queda de 11,06% em relação à temporada anterior, provocada principalmente pela redução da área. A entrada de novos materiais também ampliou as alternativas disponíveis aos produtores.
O problema no momento está nas áreas que permanecem expostas à chuva durante a colheita, o que pode prejudicar ainda mais a estimativa de produção, além da qualidade. Em Campos de Júlio, o produtor Gabriel Schoulten Parmeggiani cultivou 1.190 hectares de algodão de segunda safra e enfrentou novas precipitações durante a retirada da produção.
“Nós tivemos bem no início da colheita uma chuva de uns cinco milímetros e depois mais 20 milímetros”, diz. Com a umidade, a fibra pode perder brilho e cor, além de haver risco de queda da pluma antes da retirada.
O excesso de chuva também reduz o ritmo das máquinas e impede que a colheita seja prolongada quando seria necessário. A intenção de trabalhar em dois turnos, conforme Parmeggiani, acabou comprometida: o segundo turno opera com apenas 20% do ritmo planejado.

Umidade aumenta perdas e custos no campo
Em Campos de Júlio, os volumes de chuva registrados no período ficaram acima do esperado para a época. Segundo o Sindicato Rural, foram entre 40 e 80 milímetros em agosto, depois de precipitações que chegaram perto de 100 milímetros em julho.
O presidente da entidade, Rodrigo Cassol, estima perdas entre cinco e 15 arrobas de algodão por hectare em algumas áreas. O milho também teve a colheita atrasada e ainda havia lavouras para serem retiradas do campo em agosto, situação considerada fora do normal para o município.
A umidade prolongada ainda provoca a rebrota de plantas que já estavam prontas para a colheita. O controle exige novas aplicações, aumentando o custo justamente em um momento de margens mais apertadas.
“Isso vai impactar em torno de uns R$ 15 a mais por hectare, e qualquer custo que venha a acarretar no algodão pesa muito porque as margens hoje estão bem espremidas”, afirma Parmeggiani à reportagem do Canal Rural Mato Grosso. Para o produtor, a despesa adicional representa parte do lucro que deixa de ficar na propriedade.
Em Sapezal, os impactos variam conforme a intensidade da chuva em cada área. Nas propriedades mais atingidas, o algodão pode cair no chão e a pluma pode escorrer, além de haver possibilidade de danos à qualidade.
A dimensão das perdas, porém, ainda depende do beneficiamento. “Isso só vamos descobrir realmente depois que o algodão estiver lá na algodoeira beneficiado e pronto, na hora em que o produtor vai vender esse produto dele”, frisa Diego José Dal’Maso, presidente do Sindicato Rural de Sapezal.
O cenário mantém a atenção voltada não apenas para a conclusão da safra, mas também para as condições climáticas do próximo ciclo. A possibilidade de um ano sob influência do El Niño acrescenta incerteza ao planejamento, enquanto produtores ainda precisam lidar com os efeitos de uma temporada marcada por excesso de chuva, preços menores e margens pressionadas.
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USDA aponta estoques apertados para milho e cenário confortável para soja
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgados na última segunda-feira, indicam estoques mais apertados para o milho e um cenário mais confortável para a soja. No Brasil, os efeitos desse cenário dependem de fatores domésticos.
Milho: alta de preços e fatores influentes
A cotação do milho apresentou uma alta expressiva, confirmada pelo relatório do USDA. Ieda Monteiro, analista da Beyonde Agro, destacou que diversos fatores têm impulsionado essa alta:
- Estoques mais apertados nos Estados Unidos.
- Demanda forte pelo milho no mercado americano.
- Resultados do crop tour Proarmer, que apontou produtividade menor para o milho em comparação ao ano anterior.
- Impactos dos conflitos entre Rússia e Ucrânia, que afetam o mercado de trigo e milho.
Soja: cenário positivo apesar da demanda aquecida
Em contraste, a soja apresenta uma situação mais favorável. Ieda Monteiro observou que:
- A soja não sofreu tanto quanto o milho, com alguns estados, como Minnesota, apresentando produtividade positiva.
- A demanda da China, principal comprador de soja, permanece ativa, apesar de um aumento nos preços.
- Os conflitos no Oriente Médio e na Europa também impactam o mercado de commodities, mas a soja se mantém relativamente estável.
Tendências e recomendações para produtores
Com a alta nos preços, Ieda Monteiro aconselha os produtores a:
- Aproveitar as janelas de alta para comercialização.
- Realizar vendas de resquícios da safra atual e da safrinha.
- Fazer médias de preços ao invés de esperar o momento ideal, que pode já ter passado.
Essas estratégias visam garantir melhores resultados financeiros em um cenário de incertezas no mercado agropecuário.
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Conab fará pregão para transportar 2,6 mil toneladas de milho entre armazéns do Nordeste

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza na segunda-feira (31), às 10h, pregão eletrônico para contratar o transporte de 2,6 mil toneladas de milho dos estoques públicos entre armazéns de Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco. A operação será custeada com recursos de operações oficiais de crédito. A convocação para o início dos embarques ocorrerá até 10 de setembro.
O pregão será realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônico da Conab (Siscoe), em Brasília, informou a estatal. A operação envolve três trajetos entre unidades armazenadoras no Nordeste.
O primeiro lote prevê transporte de Simão Dias (SE) para Palmeira dos Índios (AL), com prazo de oito dias úteis. O segundo será de Simão Dias para Arcoverde (PE), em até 58 dias úteis. O terceiro trajeto levará milho de Irecê (BA) para São José do Egito (PE), com prazo de até 16 dias úteis.
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Segundo a Conab, as empresas contratadas deverão cumprir os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O descumprimento dos prazos poderá resultar em multa, suspensão de operar com a companhia por um ano e cancelamento do saldo não embarcado.
Os preços de fechamento dos lotes terão validade até 29 de dezembro de 2026. A contratação envolve a remoção de milho pertencente aos estoques públicos, com definição prévia de rotas, prazos e regras operacionais para execução dos embarques.
A operação da Conab prevê a contratação do transporte de 2,6 mil toneladas de milho entre armazéns de quatro estados do Nordeste, com pregão marcado para segunda-feira (31) e início dos embarques a ser convocado até 10 de setembro.
Fonte: Estadão Conteúdo
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