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26 de agosto de 2026

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Safra de café arábica pode ter uma das piores qualidades dos últimos anos, alerta Cepea

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

A colheita de café arábica da safra 2026/27 está próxima do fim nas principais regiões produtoras do Brasil. Os trabalhos avançaram com maior intensidade nas últimas semanas, mas ainda seguem atrasados em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Na temporada anterior, neste mesmo período, a colheita já havia sido encerrada na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

O atraso registrado neste ano está relacionado principalmente às chuvas acima da média durante o inverno, que dificultaram o avanço das atividades nas lavouras.

Chuvas afetam qualidade do café

Além de atrasar a retirada dos grãos, o excesso de umidade também teve impacto sobre a qualidade do café colhido.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a safra 2026/27 deve apresentar um dos piores resultados dos últimos anos em termos de qualidade, com elevada presença de cafés classificados como de bebida inferior.

As condições climáticas durante a colheita são determinantes para a qualidade final dos grãos. Períodos chuvosos podem dificultar tanto os trabalhos no campo quanto as etapas posteriores de secagem do café.

Atenção se volta para safra 2027/28

Com a colheita entrando na reta final, os agentes do mercado passam a acompanhar outros fatores que podem influenciar o setor nos próximos meses.

Entre eles estão o volume final da safra 2026/27 e o ritmo de comercialização dos grãos pelos produtores.

Ao mesmo tempo, as atenções começam a se voltar para as lavouras que vão produzir na próxima temporada. Segundo o Cepea, o setor acompanha a florada responsável pela safra 2027/28, etapa importante para as primeiras avaliações sobre o potencial produtivo do próximo ciclo.

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Safra europeia de açúcar deve ser a menor desde 1988/89, diz Tereos

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A produção europeia de açúcar no ciclo 2026/27 deve atingir o menor nível desde a safra 1988/89, segundo a cooperativa francesa Tereos. O recuo é atribuído à seca prolongada e a episódios repetidos de calor intenso registrados desde meados de junho na Europa. O cenário já sustenta uma recuperação das cotações no mercado europeu, após dois anos de queda.

Estudos realizados neste mês apontam que os rendimentos das lavouras de beterraba açucareira recuam mais de 20% ante o ciclo anterior. Em áreas específicas, as perdas variam de 50% a 60%. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, o rendimento está 15% menor.

Diante da menor qualidade e do menor volume de beterraba, a Tereos anunciou ajustes em suas oito usinas. Entre as medidas estão o adiamento do início do processamento, a redução da duração média da campanha de 130 para 100 dias, a diminuição da velocidade de esmagamento e o redirecionamento do mix industrial, com prioridade para a fabricação de açúcar.

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Segundo o diretor comercial da cooperativa, Pierre-Henri Dietz, os primeiros sinais de recuperação dos preços de venda devem melhorar o desempenho financeiro do setor. Ele atribuiu esse movimento à redução de estoques, à valorização de commodities no mercado internacional e à retração contínua da área plantada com beterraba na Europa nos últimos três anos.

O diretor agrícola da Tereos, David Sergent, afirmou que as medidas operacionais buscam otimizar a extração e apoiar os mais de 10 mil cooperados diante do agravamento de eventos climáticos.

A quebra na União Europeia também aparece nas projeções de consultorias. A StoneX estima queda de 15,3% na produção do bloco em 2026/27, para 15 milhões de toneladas. A consultoria projeta retração de 1,9% na produção mundial, para 192,60 milhões de toneladas, enquanto o consumo global deve avançar para 194,30 milhões de toneladas, resultando em déficit de 1,70 milhão de toneladas. A Czarnikow projeta déficit global de 900 mil toneladas em 2026/27 e de 2,90 milhões de toneladas em 2027/28.

Na França, a deterioração das lavouras ocorre no ano mais seco já registrado no país, com temperaturas acima de 41ºC em diversas regiões e incêndios florestais em áreas produtivas do sudoeste, como Landes e Bordeaux. A combinação de seca severa e ondas de calor mais frequentes acelerou o desenvolvimento da beterraba açucareira, encurtou o ciclo de cultivo e limitou a acumulação de sacarose nas raízes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Abiarroz rebate critérios de levantamento que mediu qualidade do arroz Tipo 1

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Foto: Paulo Lanzetta

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) divulgou nota ressaltando que eventuais não conformidades identificadas em marcas que comercializam arroz tipo 1 (classificação que exige o mínimo de 92,5% de grãos inteiros e uniformes) devem ser analisadas de forma individual, considerando as características de cada produto, empresa e amostra.

A resposta da entidade acontece em decorrência de levantamento realizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que identificou inconformidades na classificação de arroz vendido ao consumidor.

A entidade gaúcha fez coletas do produto entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 em 167 estabelecimentos de 32 cidades do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Das 268 amostras comercializadas como arroz Tipo 1 e submetidas à análise em laboratório credenciado, 215, o equivalente a 80,22%, apresentaram classificação inferior à declarada.

A seleção feita pela Federarroz priorizou produtos que apresentavam indícios visuais de desconformidade com a classificação declarada, além de itens encontrados nas menores faixas de preço das gôndolas pesquisadas.

A Abiarroz, por sua vez, considera fundamental a fiscalização do mercado e o cumprimento das normas de classificação do arroz, que garantem transparência ao consumidor e relações equilibradas entre os diferentes elos da cadeia, mas diz não concordar com os critérios utilizados pela Federação.

“Uma possível divergência de classificação não permite, por si só, concluir pela ocorrência de fraude, sendo necessária a apuração pelos órgãos competentes, com análise técnica e direito ao contraditório”, destaca a nota da Abiarroz.

Por fim, a Associação considera importante que resultados de levantamentos direcionados sejam apresentados em seu devido contexto, sem generalizações para todo o mercado. “A indústria brasileira de arroz atua sob normas e controles de qualidade e tem compromisso permanente com a conformidade dos produtos comercializados e com a transparência junto aos consumidores”, diz.

Nas análises do levantamento feito pela Federarroz foram encontradas amostras vendidas como Tipo 1 que apresentaram 18% e 35% de grãos quebrados, índices associados a classificações inferiores dentro dos critérios utilizados na avaliação.

Por conta dos resultados, a entidade afirma que encaminhará às autoridades competentes os resultados das análises e buscará a adoção das medidas cabíveis nas esferas administrativa, cível e penal a partir dos casos encontrados no estudo.

Vale ressaltar que produtos indevidamente classificados como Tipo 1 não representam riscos à saúde, ou seja, são próprios para consumo, mas ocasionalmente não entregam a qualidade que anunciam em suas embalagens.

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Paraná inicia colheita do trigo e milho de 2ª safra atinge 83% da área

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O Paraná iniciou a colheita do trigo, que atingia 1% da área até segunda-feira (24), segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado. No mesmo período, a colheita do milho de segunda safra avançou para 83%, ante 73% na semana anterior, com predomínio de tempo firme em grande parte do Estado.

De acordo com o Deral, as lavouras de trigo apresentam 93% em boas condições e 7% em condição média. Entre as áreas ainda em campo, 13% estão em desenvolvimento vegetativo, 18% em florescimento, 38% em frutificação e 31% em maturação. O órgão informou que a colheita começou de forma pontual e deve ganhar intensidade nas próximas semanas, enquanto outras áreas devem iniciar os trabalhos mais perto de setembro.

No trigo, as condições de umidade e os períodos chuvosos favoreceram a incidência de doenças, com destaque para oídio e doenças de espiga, incluindo relatos de brusone. Segundo o Deral, esse quadro pode comprometer a qualidade dos grãos e o potencial produtivo. Também houve perdas pontuais por granizo, e o excesso de chuvas desde o plantio reduziu ligeiramente o potencial esperado em algumas áreas.

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No milho de segunda safra, 92% das lavouras estão em boas condições, 6% em condição média e 2% em condição ruim. As áreas ainda não colhidas estão em fase de maturação. O Deral informou que a retirada do cereal avançou de forma significativa e já foi concluída em algumas regionais.

As condições climáticas favoreceram o ritmo das operações, embora a umidade dos grãos tenha limitado o recebimento em algumas cooperativas, com formação de filas. As produtividades seguem variáveis. Em áreas atingidas por geadas, falta de chuva e outros eventos climáticos, houve redução de rendimento e de qualidade, com ocorrência de grãos avariados e, em alguns casos, recusa da produção por armazéns. Em outras regiões, os resultados ficaram dentro das estimativas.

Para a safra de verão 2026/27, o plantio do milho já alcança 6% da área prevista no Estado. Segundo o Cepea, a antecipação busca aproveitar condições climáticas favoráveis e viabilizar o cultivo do feijão de segunda safra. Na soja 2026/27, o preparo das áreas avança com dessecação, e a semeadura está prevista para começar após o fim do vazio sanitário, em 10 de setembro, informou o Deral.

O levantamento do Deral mostra início da colheita do trigo, avanço acelerado da safrinha de milho e preparação das áreas para o próximo ciclo de verão no Paraná.

Fonte: Estadão Conteúdo

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