Sustentabilidade
Rotação de culturas, coberturas de solo e tecnologia contribuem para produtividade de 143,77 sacas de soja por hectare – MAIS SOJA

Marca foi registrada em Riachão das Neves (BA) pelo produtor rural João Antonio Gorgen e pelo consultor Edinei Fugalli, que se tornaram campeões Nordeste da categoria Sequeiro do Desafio do CESB safra 25/26.
Ao detalhar os maiores desafios encontrados para alcançar a alta produtividade, o consultor Edinei Fugalli aponta que a primeira grande dificuldade são as variáveis climáticas, o que exige a busca por soluções para mitigar esses estresses.
“O segundo desafio foi a necessidade de filtrar e validar tudo o que chega de novo para o negócio, avaliando novas tecnologias que realmente sejam viáveis e eficientes para melhorar os resultados, mantendo os aportes sempre dentro de um investimento que não ultrapasse uma linha de riscos”, acrescenta.
Esses pontos contribuíram para Fugalli alcançar o título de campeão da região Nordeste na categoria Sequeiro do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 25/26, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). O consultor registrou a marca de 143,77 sacas de soja por hectare, na Fazenda Barcelona, localizada no município de Riachão das Neves (BA).
“As altas produtividades não chegam em curto prazo, sendo o resultado de uma construção de muitas safras. É preciso ter um trabalho focado em melhoria do solo para buscar um equilíbrio físico, químico e biológico, além de muita dedicação à pesquisa e validações para aprimorar as tecnologias aplicadas. Outro ponto importante é contar com uma equipe muito treinada e qualificada, que realiza cada processo com muita eficiência e qualidade”, destaca.
A respeito do manejo e da fertilidade do solo, Fugalli confirma que esses fatores também foram determinantes, afirmando que não é possível ter altas produtividades sem um solo fértil e equilibrado. Segundo o consultor, existe um grande cuidado com o solo para que ele fique cada vez mais fértil e produtivo. Dentre as técnicas utilizadas, Fugalli cita a rotação de culturas e coberturas de solo, a descompactação e correção do perfil, a adubação do sistema de forma equilibrada, o manejo biológico e o aumento da matéria orgânica.
De acordo com o consultor, participar do Desafio do CESB trouxe um impacto muito positivo. Segundo Fugalli, a participação fez com que a produtividade da propriedade crescesse de forma significativa, impulsionando a busca por conhecimento e tecnologia para tornar o resultado possível.
Em relação à importância do Desafio do CESB para a sojicultura, Fugalli avalia que participar da iniciativa fez com que a equipe se dedicasse de forma coletiva na busca pelos melhores resultados. De acordo com o consultor, essa mobilização gerou muitos ganhos para a propriedade.
Visibilidade estratégica junto aos produtores – A inscrição dos campeões Nordeste da categoria Sequeiro do Desafio do CESB safra 25/26 foi feita pela empresa Syngenta, patrocinadora do Comitê Estratégico Soja Brasil.
De acordo com Luís Fernando Andrade, Diretor Culturas & Campanhas da Syngenta, a parceria da empresa com o CESB vai além de um patrocínio. “É um compromisso com o desenvolvimento da agricultura brasileira. A Syngenta apoia o CESB desde a fundação do Comitê e contribuiu ativamente para o salto produtivo que levou o Brasil de uma média de 43 sacas por hectare em 2008 para recordes que hoje ultrapassam 143 sacas em áreas comerciais de sequeiro”, lembra.
De acordo com Andrade, ao longo dos anos, a parceria entre Syngenta e CESB se fortaleceu. “Hoje, a empresa ocupa o posto de Patrocinadora Master — o mais alto nível de apoio institucional do Comitê”.
Entre os principais benefícios da parceria, o Diretor da Syngenta cita a validação de tecnologias em campo real, com resultados auditados e publicados, o que confere credibilidade técnica ao portfólio da empresa.
“Há também a visibilidade estratégica junto aos produtores mais tecnificados do Brasil, posicionando a Syngenta como referência em inovação, e o forte alinhamento entre CESB e Syngenta, reforçando o compromisso mútuo com produtividade, rentabilidade e sustentabilidade”, finaliza.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, ICL, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Pulverização começa antes de o equipamento entrar na lavoura – MAIS SOJA

A eficiência de uma pulverização não começa quando o equipamento entra na lavoura. Antes da operação, decisões sobre histórico da área, monitoramento de pragas e doenças, escolha dos produtos, qualidade da água, condições climáticas, regulagem do pulverizador e características das gotas já podem determinar parte importante do resultado obtido no campo.
Em um cenário no qual produtores buscam maior eficiência operacional e controle de custos, o planejamento antecipado ganha peso dentro da estratégia de manejo. Para Leandro Viegas, CEO da Sell Agro, pulverizar deve ser assertivo. “A pulverização é apenas uma etapa da estratégia de manejo. Quando o produtor planeja antecipadamente, ele reduz improvisações, organiza a logística, escolhe corretamente os produtos, prepara os equipamentos e aumenta as chances de cada aplicação entregar o resultado esperado”, afirma.
A avaliação encontra respaldo nas recomendações técnicas da Embrapa. A instituição define a tecnologia de aplicação como uma interação entre fatores como cultura, praga, doença ou planta daninha, produto utilizado, equipamento e ambiente. Entre os problemas capazes de comprometer a operação estão equipamento desregulado, produto ou dose inadequados, condições meteorológicas desfavoráveis e problemas na qualidade da água utilizada na calda.
Viegas destaca que um dos primeiros passos antes da safra é justamente recuperar o histórico da propriedade. Saber quais pragas predominaram, quais doenças tiveram maior severidade e quais plantas daninhas apresentaram maior dificuldade de controle ajuda a antecipar estratégias.
O monitoramento complementa essas informações, pois, em vez de basear decisões exclusivamente em um calendário, o produtor consegue avaliar a situação real da área, o estágio da cultura, a pressão do alvo e as condições encontradas no momento. “A escolha correta depende de diagnóstico, e não apenas de calendário”, resume o especialista.
Decisão técnica não deve virar urgência
Quando o planejamento é deixado para a última hora, segundo Viegas, uma decisão que deveria ser técnica pode se transformar em uma resposta à urgência. Compras emergenciais, indisponibilidade de produtos, problemas logísticos e menor possibilidade de escolher a melhor janela de aplicação estão entre os riscos.
Definir antecipadamente os objetivos das aplicações também ajuda a organizar o uso das máquinas e da mão de obra e reduz a possibilidade de retrabalho ou intervenções redundantes.
Outro ponto importante é a preparação do pulverizador. Por exemplo, antes do início das operações, componentes como bombas, filtros, mangueiras, válvulas, barras e pontas precisam ser revisados, enquanto a regulagem e a calibração devem estar adequadas às condições de cada trabalho.
A Embrapa reforça a importância dessa etapa. A instituição mantém, inclusive, tecnologias específicas para avaliação da deposição das gotas durante a calibração de pulverizadores, com o objetivo de melhorar os parâmetros de aplicação e contribuir para a redução de custos relacionados à regulagem e calibração. A escolha das pontas também interfere na distribuição e no tamanho das gotas, cobertura do alvo e risco de deriva. “Não existe uma ponta ideal para todas as aplicações. Existe a ponta mais adequada para cada objetivo agronômico”, diz o CEO da Sell Agro.
Água precisa entrar no planejamento
Embora represente grande parte da calda utilizada nas pulverizações, a água nem sempre recebe a mesma atenção destinada aos demais componentes da operação. Características como pH, dureza e presença de determinadas substâncias podem afetar seu comportamento na mistura e interferir no desempenho de alguns produtos. “Muitas vezes o produtor investe em tecnologias de alto valor, mas perde eficiência por não conhecer a qualidade da água utilizada”, destaca Viegas.
As misturas em tanque também exigem planejamento, já que combinações inadequadas podem provocar problemas físicos ou químicos, como precipitação, formação de grumos, excesso de espuma e obstrução de filtros e pontas. Por isso, compatibilidade e ordem de mistura precisam ser avaliadas previamente.
Clima define a janela, não apenas a agenda
Temperatura, umidade relativa, vento e previsão de chuva completam a lista de variáveis que precisam ser acompanhadas. Condições inadequadas podem favorecer evaporação, deriva ou perda do produto antes que ele alcance adequadamente o alvo. Altas temperaturas e baixa umidade podem acelerar a evaporação das gotas, enquanto ventos inadequados elevam o potencial de deriva.
Para o profissional da Sell Agro, isso significa mudar a lógica de simplesmente procurar um espaço disponível na agenda operacional. “Planejar significa escolher a melhor janela operacional e não apenas o dia disponível”.
Na empresa, a orientação é incorporar esses fatores à tomada de decisão desde o início da safra. Por isso, a companhia presta suporte técnico relacionado às condições de pulverização, qualidade da água, compatibilidade de misturas e escolha de tecnologias de aplicação.
Segundo Viegas, trabalhos acompanhados pela equipe em diferentes regiões mostram que antecipar análises e definir a estratégia antes de iniciar as aplicações reduz problemas como paradas provocadas por incompatibilidade de calda e contribui para uma operação mais organizada ao longo do ciclo. “A primeira pulverização da safra não começa quando o pulverizador entra na lavoura. Ela começa meses antes, quando as decisões certas são tomadas”, conclui
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Mercado de fertilizantes muda de direção e exige decisões estratégicas dos produtores – MAIS SOJA

O mercado de fertilizantes chega ao fim de agosto com movimentos diferentes entre os principais produtos usados nas lavouras. A ureia e o sulfato de amônio ganharam força nas últimas semanas, enquanto os fosfatados recuaram e o cloreto de potássio manteve preços mais estáveis. Para o produtor, o cenário exige atenção ao momento de cada nutriente e ao que ainda falta comprar para a próxima safra.
A ureia foi um dos destaques do período. O produto acumulou alta de aproximadamente US$ 80 a US$ 90 por tonelada em julho e chegou a agosto entre US$ 480 e US$ 500 por tonelada no mercado brasileiro. A valorização foi influenciada pela demanda da Índia e pelas limitações de oferta no Oriente Médio.
Ureia pode ter espaço para correção
A abertura de uma nova cota chinesa de exportação trouxe, entretanto, a possibilidade de algum alívio nos preços no curto prazo. A reação do mercado dependerá do volume que efetivamente sair da China e do resultado da compra indiana.
“A nova cota chinesa pode trazer correção no curto prazo, especialmente se o país participar com volume relevante da compra indiana. A espera deve ser curta, porque a entrada de ureia e nitrato está abaixo do ano passado e a demanda do milho ainda pode crescer no último trimestre”, afirma Isabella Pliego, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.
O movimento merece atenção porque as importações brasileiras de ureia estavam 30% abaixo do mesmo período de 2025. No caso do nitrato de amônio, a queda chegava a 33%. A Biond Agro avalia que a menor entrada dos nitrogenados pode reduzir a folga do mercado caso as compras do milho avancem nos próximos meses.
Fosfatados encontram algum alívio
Na outra ponta, os fosfatados passaram por um período de acomodação. O MAP recuou para a faixa de US$ 850 a US$ 870 por tonelada CFR Brasil, enquanto TSP e superfosfato simples também apresentaram queda. A maior oferta disponível no país e a proximidade do plantio da soja ajudaram a pressionar os preços.
Ainda assim, a Biond Agro recomenda cautela. A oferta de enxofre permanece limitada e a janela para entrega dos fertilizantes destinados à soja está próxima do fim. Por isso, a orientação é não esperar por uma queda muito maior antes de tomar decisões.
“A compra parcial permite aproveitar a acomodação sem assumir que todo o movimento de baixa já terminou”, diz Isabella.
No fim de julho, mais de 80% das compras de fertilizantes para a soja 2026/27 já estavam realizadas no país. Mato Grosso liderava, com 95, seguido por Paraná, com 92% , e Goiás, com 90. Em outros estados, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo, ainda havia uma parcela maior das compras em aberto.
Potássio segue mais previsível
O cloreto de potássio apresentou comportamento diferente dos demais nutrientes. Os preços permaneceram entre US$ 385 e US$ 400 por tonelada CFR Brasil, enquanto cerca de 95% das compras destinadas à soja já haviam sido realizadas. A relação de troca também continuava mais favorável do que a observada no fósforo e no nitrogênio.
Com a demanda da soja praticamente encaminhada em várias regiões, o mercado começa a voltar os olhos para o milho safrinha 2027. Até o fim de julho, apenas 35% das compras de fertilizantes para a cultura haviam sido realizadas, deixando uma parcela importante da demanda para os próximos meses.
Decisão depende do momento de cada produto
Para a Biond Agro, o cenário de fim de agosto não aponta para uma estratégia única de compra. A recomendação é aguardar no nitrogênio, avançar parcialmente no fósforo e no potássio e avaliar o enxofre de acordo com as fontes utilizadas na lavoura.
“O cenário pede uma leitura diferente para cada nutriente. Há produtos em que ainda existe espaço para esperar e outros em que a proximidade do plantio exige que o produtor avance nas compras”, afirma Isabella.
Com a soja se aproximando do plantio e as compras do milho começando a ganhar espaço, a tendência é de que o segundo semestre concentre decisões importantes para o mercado. Nesse ambiente, acompanhar não apenas o preço, mas também a disponibilidade dos produtos e o momento da necessidade da propriedade pode fazer diferença na formação do custo da próxima safra.
Sobre a Biond Agro
Empresa especializada em gestão e comercialização de grãos para o produtor brasileiro, originária de um grupo de companhias com 25 anos de experiência (Fyo, CRESUD e Brasil Agro). Compreendendo os números e especificidades do negócio e como interagir com os mercados. A Biond Agro desenha estratégias de comercialização e execução de negócios, profissionalizando a gestão de riscos para tornar o agronegócio sustentável no longo prazo. Saiba mais clicando aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Agosto mantém culturas de inverno sob atenção e reforça papel da nutrição líquida na proteção do potencial produtivo – MAIS SOJA

Agosto marca uma nova etapa para as culturas de inverno no calendário agrícola brasileiro. A colheita do milho de segunda safra 2025/26 avançou de forma significativa nas últimas semanas e já alcançava 78,2% da área cultivada no país na primeira quinzena do mês. Em Mato Grosso, os trabalhos entraram na reta final, enquanto Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais seguem avançando nas operações em ritmos diferentes, influenciados principalmente pelas condições climáticas de cada região.
O trigo, por sua vez, entra em agosto com a implantação da safra praticamente concluída. Segundo a Conab, 99,9% da área prevista já estava semeada no início do mês. No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, as lavouras apresentam diferentes estágios de desenvolvimento, com áreas mais precoces já entrando em floração. No Paraná, as condições das lavouras permanecem majoritariamente favoráveis, enquanto em estados como Bahia a escassez de chuvas vem provocando estresse hídrico e redução do potencial produtivo das primeiras áreas colhidas.
O cenário climático amplia a atenção do produtor. Agosto começou sob influência crescente do El Niño, com previsão de chuva acima da média no Sul do Brasil e possibilidade de novos episódios de temporais. Ao mesmo tempo, áreas do Centro-Oeste e do Sudeste enfrentam períodos de calor, tempo seco e baixa umidade, com temperaturas acima da média para esta época do ano. Essa combinação cria condições bastante distintas para as lavouras e reforça a importância do manejo nutricional diante dos diferentes tipos de estresse.
Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAGRO, o clima instável gera obstáculos diferentes que podem ser abrandados com o uso de fertilizantes líquidos: “Esse inverno não está seguindo o roteiro. Tem região aquecendo quando devia estar frio, e região alagando quando devia estar seca, e a planta não perdoa esse tipo de instabilidade justamente na fase em que ela mais precisa de nutriente disponível. Não dá para controlar o clima, mas dá para garantir que a planta tenha o que precisa para não perder potencial produtivo no meio do caminho. É aí que a nutrição líquida bem aplicada faz a diferença.”
Esse é também um momento de reposicionamento estratégico para o produtor. Com as culturas de inverno avançando para fases importantes do ciclo e o milho de segunda safra entrando na reta final da colheita em diferentes estados, eficiência no uso de insumos e capacidade de resposta às condições climáticas ganham ainda mais importância. Em um cenário de custos pressionados e margens disputadas, preservar o potencial produtivo de cada hectare passa a ser fundamental para proteger a rentabilidade da lavoura.
Culturas de inverno como trigo, aveia e cevada se desenvolvem em um período marcado por condições que podem limitar seu desempenho. Temperaturas mais baixas, possibilidade de geadas em determinadas regiões, menor disponibilidade hídrica em parte do país e, neste ano, excesso de umidade em áreas do Sul formam um conjunto de estresses capaz de interferir na capacidade da planta de absorver nutrientes justamente em etapas importantes para a formação e o enchimento dos grãos.
É nesse ponto que a nutrição líquida se torna estratégica. Fertilizantes líquidos formulados com nutrientes quelatizados — tecnologia central do portfólio da GIROAgro — permitem maior velocidade de absorção foliar, maior translocação dentro da planta e menor perda por fixação no solo, problema recorrente em solos tropicais brasileiros. Na prática, isso significa entregar o nutriente certo no momento certo do ciclo, especialmente nas fases críticas de formação e enchimento de grãos, quando deficiências nutricionais podem se traduzir diretamente em perda de produtividade e qualidade.
No trigo, essa atenção ganha relevância adicional porque parte importante das lavouras do Sul ainda atravessará fases decisivas de desenvolvimento nas próximas semanas. O excesso de umidade previsto para a região pode elevar a pressão sobre as plantas e favorecer problemas fitossanitários, enquanto períodos de calor e baixa umidade em outras áreas produtoras impõem um tipo diferente de estresse. Plantas nutricionalmente equilibradas tendem a apresentar melhores condições para atravessar essas oscilações, tornando o manejo nutricional uma ferramenta de proteção do investimento realizado pelo produtor ao longo do ciclo.
O avanço do El Niño acrescenta mais uma variável a esse cenário. A expectativa para agosto é de chuva acima do normal no Sul, enquanto Centro-Oeste e Sudeste devem alternar períodos de tempo seco, calor e baixa umidade com a passagem de frentes frias. Para o produtor, isso significa trabalhar com uma lavoura exposta a mudanças relativamente rápidas de temperatura e disponibilidade hídrica, justamente quando algumas das principais culturas de inverno atravessam etapas determinantes para a produtividade.
O ponto central é entender que o teto produtivo de uma lavoura de inverno é construído ao longo de todo o ciclo, e não apenas no momento da colheita. Uma vez comprometido por deficiência nutricional em uma fase crítica, esse potencial dificilmente é recuperado integralmente nas etapas seguintes. Investir em nutrição líquida de qualidade nesse período é, portanto, menos uma questão de custo adicional e mais uma decisão de proteção de receita e do investimento já realizado na lavoura.
Fonte: Assessoria de imprensa
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