Sustentabilidade
Agosto mantém culturas de inverno sob atenção e reforça papel da nutrição líquida na proteção do potencial produtivo – MAIS SOJA

Agosto marca uma nova etapa para as culturas de inverno no calendário agrícola brasileiro. A colheita do milho de segunda safra 2025/26 avançou de forma significativa nas últimas semanas e já alcançava 78,2% da área cultivada no país na primeira quinzena do mês. Em Mato Grosso, os trabalhos entraram na reta final, enquanto Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais seguem avançando nas operações em ritmos diferentes, influenciados principalmente pelas condições climáticas de cada região.
O trigo, por sua vez, entra em agosto com a implantação da safra praticamente concluída. Segundo a Conab, 99,9% da área prevista já estava semeada no início do mês. No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, as lavouras apresentam diferentes estágios de desenvolvimento, com áreas mais precoces já entrando em floração. No Paraná, as condições das lavouras permanecem majoritariamente favoráveis, enquanto em estados como Bahia a escassez de chuvas vem provocando estresse hídrico e redução do potencial produtivo das primeiras áreas colhidas.
O cenário climático amplia a atenção do produtor. Agosto começou sob influência crescente do El Niño, com previsão de chuva acima da média no Sul do Brasil e possibilidade de novos episódios de temporais. Ao mesmo tempo, áreas do Centro-Oeste e do Sudeste enfrentam períodos de calor, tempo seco e baixa umidade, com temperaturas acima da média para esta época do ano. Essa combinação cria condições bastante distintas para as lavouras e reforça a importância do manejo nutricional diante dos diferentes tipos de estresse.
Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAGRO, o clima instável gera obstáculos diferentes que podem ser abrandados com o uso de fertilizantes líquidos: “Esse inverno não está seguindo o roteiro. Tem região aquecendo quando devia estar frio, e região alagando quando devia estar seca, e a planta não perdoa esse tipo de instabilidade justamente na fase em que ela mais precisa de nutriente disponível. Não dá para controlar o clima, mas dá para garantir que a planta tenha o que precisa para não perder potencial produtivo no meio do caminho. É aí que a nutrição líquida bem aplicada faz a diferença.”
Esse é também um momento de reposicionamento estratégico para o produtor. Com as culturas de inverno avançando para fases importantes do ciclo e o milho de segunda safra entrando na reta final da colheita em diferentes estados, eficiência no uso de insumos e capacidade de resposta às condições climáticas ganham ainda mais importância. Em um cenário de custos pressionados e margens disputadas, preservar o potencial produtivo de cada hectare passa a ser fundamental para proteger a rentabilidade da lavoura.
Culturas de inverno como trigo, aveia e cevada se desenvolvem em um período marcado por condições que podem limitar seu desempenho. Temperaturas mais baixas, possibilidade de geadas em determinadas regiões, menor disponibilidade hídrica em parte do país e, neste ano, excesso de umidade em áreas do Sul formam um conjunto de estresses capaz de interferir na capacidade da planta de absorver nutrientes justamente em etapas importantes para a formação e o enchimento dos grãos.
É nesse ponto que a nutrição líquida se torna estratégica. Fertilizantes líquidos formulados com nutrientes quelatizados — tecnologia central do portfólio da GIROAgro — permitem maior velocidade de absorção foliar, maior translocação dentro da planta e menor perda por fixação no solo, problema recorrente em solos tropicais brasileiros. Na prática, isso significa entregar o nutriente certo no momento certo do ciclo, especialmente nas fases críticas de formação e enchimento de grãos, quando deficiências nutricionais podem se traduzir diretamente em perda de produtividade e qualidade.
No trigo, essa atenção ganha relevância adicional porque parte importante das lavouras do Sul ainda atravessará fases decisivas de desenvolvimento nas próximas semanas. O excesso de umidade previsto para a região pode elevar a pressão sobre as plantas e favorecer problemas fitossanitários, enquanto períodos de calor e baixa umidade em outras áreas produtoras impõem um tipo diferente de estresse. Plantas nutricionalmente equilibradas tendem a apresentar melhores condições para atravessar essas oscilações, tornando o manejo nutricional uma ferramenta de proteção do investimento realizado pelo produtor ao longo do ciclo.
O avanço do El Niño acrescenta mais uma variável a esse cenário. A expectativa para agosto é de chuva acima do normal no Sul, enquanto Centro-Oeste e Sudeste devem alternar períodos de tempo seco, calor e baixa umidade com a passagem de frentes frias. Para o produtor, isso significa trabalhar com uma lavoura exposta a mudanças relativamente rápidas de temperatura e disponibilidade hídrica, justamente quando algumas das principais culturas de inverno atravessam etapas determinantes para a produtividade.
O ponto central é entender que o teto produtivo de uma lavoura de inverno é construído ao longo de todo o ciclo, e não apenas no momento da colheita. Uma vez comprometido por deficiência nutricional em uma fase crítica, esse potencial dificilmente é recuperado integralmente nas etapas seguintes. Investir em nutrição líquida de qualidade nesse período é, portanto, menos uma questão de custo adicional e mais uma decisão de proteção de receita e do investimento já realizado na lavoura.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Anec reduz estimativa de exportação de soja do Brasil em agosto para 10,25 milhões de toneladas

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou novamente para baixo a estimativa de exportação de soja do Brasil em agosto, para 10,25 milhões de toneladas, ante 10,56 milhões de toneladas projetadas na semana anterior. A atualização foi divulgada nesta quarta-feira (26) e marca a segunda redução semanal seguida, depois de a projeção ter alcançado 10,88 milhões de toneladas no início do mês.
Mesmo com o ajuste, o volume estimado para agosto ainda representa alta de 26,4% em relação às 8,11 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. Na comparação com julho deste ano, quando o país exportou 12,04 milhões de toneladas, a nova previsão indica recuo de 14,9%.
No acumulado de janeiro a julho, os embarques de soja somaram 84,62 milhões de toneladas, avanço de 5,8% ante as 79,99 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado. Com a estimativa de agosto, o total exportado entre janeiro e agosto chega a 94,87 milhões de toneladas, alta de 7,7% na comparação com as 88,10 milhões de toneladas do mesmo intervalo de 2025.
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Para o milho, a Anec também cortou a projeção de agosto, de 5,63 milhões para 5,45 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume segue acima das 2,89 milhões de toneladas exportadas em julho, em meio à maior presença do cereal no fluxo portuário com o avanço da segunda safra.
Na comparação anual, porém, a estimativa para agosto representa queda de 25,7% frente às 7,34 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. De janeiro a julho, o Brasil exportou 9,12 milhões de toneladas de milho, recuo de 5,4% ante as 9,63 milhões de toneladas do mesmo período do ano passado. Considerando a estimativa de agosto, o acumulado de janeiro a agosto soma 14,56 milhões de toneladas, baixa de 14,2% em relação às 16,97 milhões de toneladas embarcadas no mesmo intervalo de 2025.
As revisões da Anec mantêm agosto com embarques expressivos de soja e com avanço do milho sobre julho, embora as duas projeções tenham sido reduzidas em relação à semana anterior.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Cotações sinalizam recuperação – MAIS SOJA

Os preços do arroz em casca avançaram no Rio Grande do Sul, melhorando a relação entre as cotações e os custos de produção. No entanto, segundo o Cepea, as margens calculadas para julho ainda ficaram abaixo das registradas no mesmo período do ano passado.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a baixa disponibilidade de matéria-prima e a necessidade de recomposição de estoques pelo setor industrial têm sustentado as cotações no mercado spot. A valorização, contudo, não aumentou a disposição dos produtores para negociar, enquanto as indústrias encontram dificuldades para repassar as altas da matéria-prima ao arroz beneficiado.
Neste contexto, as negociações seguem pontuais, sobretudo diante da diferença entre os valores pretendidos por vendedores e os ofertados por compradores. Segundo pesquisadores do Cepea, outro fator determinante foram as chuvas que dificultaram o transporte do cereal em algumas regiões e passaram a gerar preocupações com o preparo do solo para a safra 2026/27.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Apesar de negócios seguirem pontuais, cotação sobe – MAIS SOJA

Os preços do algodão em pluma registraram alta no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionados pela postura firme dos vendedores e pelos avanços dos preços internacionais.
Segundo o Cepea, compradores com necessidade imediata de matéria-prima demonstram maior disposição para adquirir novos lotes, principalmente de melhor qualidade. Por outro lado, parte desses agentes permanece cautelosa, oferecendo valores menores diante das dificuldades de repasse das valorizações aos produtos manufaturados. De modo geral, a diferença entre os preços pedidos por vendedores e os oferecidos por compradores mantém as negociações pontuais.
O Centro de Pesquisas ressalta que, apesar da alta, os preços no mercado interno passaram a ficar 3% abaixo da paridade de exportação, situação que não era observada desde novembro de 2025.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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