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Paraná inicia colheita do trigo e milho de 2ª safra atinge 83% da área

O Paraná iniciou a colheita do trigo, que atingia 1% da área até segunda-feira (24), segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado. No mesmo período, a colheita do milho de segunda safra avançou para 83%, ante 73% na semana anterior, com predomínio de tempo firme em grande parte do Estado.
De acordo com o Deral, as lavouras de trigo apresentam 93% em boas condições e 7% em condição média. Entre as áreas ainda em campo, 13% estão em desenvolvimento vegetativo, 18% em florescimento, 38% em frutificação e 31% em maturação. O órgão informou que a colheita começou de forma pontual e deve ganhar intensidade nas próximas semanas, enquanto outras áreas devem iniciar os trabalhos mais perto de setembro.
No trigo, as condições de umidade e os períodos chuvosos favoreceram a incidência de doenças, com destaque para oídio e doenças de espiga, incluindo relatos de brusone. Segundo o Deral, esse quadro pode comprometer a qualidade dos grãos e o potencial produtivo. Também houve perdas pontuais por granizo, e o excesso de chuvas desde o plantio reduziu ligeiramente o potencial esperado em algumas áreas.
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No milho de segunda safra, 92% das lavouras estão em boas condições, 6% em condição média e 2% em condição ruim. As áreas ainda não colhidas estão em fase de maturação. O Deral informou que a retirada do cereal avançou de forma significativa e já foi concluída em algumas regionais.
As condições climáticas favoreceram o ritmo das operações, embora a umidade dos grãos tenha limitado o recebimento em algumas cooperativas, com formação de filas. As produtividades seguem variáveis. Em áreas atingidas por geadas, falta de chuva e outros eventos climáticos, houve redução de rendimento e de qualidade, com ocorrência de grãos avariados e, em alguns casos, recusa da produção por armazéns. Em outras regiões, os resultados ficaram dentro das estimativas.
Para a safra de verão 2026/27, o plantio do milho já alcança 6% da área prevista no Estado. Segundo o Cepea, a antecipação busca aproveitar condições climáticas favoráveis e viabilizar o cultivo do feijão de segunda safra. Na soja 2026/27, o preparo das áreas avança com dessecação, e a semeadura está prevista para começar após o fim do vazio sanitário, em 10 de setembro, informou o Deral.
O levantamento do Deral mostra início da colheita do trigo, avanço acelerado da safrinha de milho e preparação das áreas para o próximo ciclo de verão no Paraná.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Mapa apreende 14.640 litros de bebidas sem registro no Paraná

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu nesta segunda-feira (24), em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, mais de 1,2 mil caixas de bebidas comercializadas sem registro e com indícios de irregularidades. A operação foi realizada em conjunto com a Polícia Civil do Paraná e resultou na retenção de 14.640 litros de um produto identificado como vinho.
Participaram da fiscalização auditores fiscais federais agropecuários do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) e do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR), com apoio de policiais civis do 7º Distrito Policial de Curitiba.
Na área de vendas do estabelecimento, os fiscais localizaram 20 caixas com garrafas de dois litros de um produto identificado como “Vinho Tinto Seco Bordô Colonial”. No depósito, foram encontradas outras 1.200 caixas do mesmo item.
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Segundo o Mapa, o produto não possuía registro no órgão nem informações que permitissem identificar fabricante, origem ou rastreabilidade. As garrafas chegavam ao estabelecimento sem rótulo e eram identificadas no próprio local com as marcas “Vinho Tinto Seco Bordô Colonial”, “Vinho Casarão” e “Vinho Vô Luiz”. Também foram apreendidos rolos de rótulos referentes aos três produtos.
De acordo com o ministério, há indícios de que o conteúdo apreendido não corresponda à denominação declarada no rótulo. A suspeita é de que se trate de bebida alcoólica mista, elaborada a partir da combinação de álcool, corante, aromatizante, açúcar e conservantes. Amostras foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, que deverá verificar a composição e a identidade do produto.
Durante a ação, também foram apreendidas 60 garrafas de cachaça, 68 garrafas de licores de diversos sabores e 66 garrafas de bebidas estrangeiras, entre vinhos e destilados, com indícios de importação irregular e sem registro no Mapa.
Todo o material apreendido foi encaminhado para depósito sob responsabilidade da autoridade policial. A ação integra investigações sobre a comercialização de bebidas sem procedência comprovada e apresentadas como vinho. O transporte dos produtos contou com apoio logístico do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que disponibilizou um caminhão, e do Exército Brasileiro.
Fonte: gov.br
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Banco do Brasil abre operações para renegociação de dívidas rurais

Produtores e cooperativas que acumulam dificuldades financeiras após perdas climáticas ou de mercado em duas ou mais safras já podem começar a renegociar operações de crédito no Banco do Brasil. As contratações têm início nesta quarta-feira (26), com base nas condições previstas pela Medida Provisória nº 1.376/2026.
A medida criou linhas especiais para ajudar na regularização das dívidas e na recuperação da capacidade produtiva de quem foi afetado por perdas entre 2019 e 2025.
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Segundo o BB, cerca de 113 mil clientes da carteira de agronegócios possuem operações potencialmente enquadradas nas novas condições. O volume pode chegar a R$ 100 bilhões. Desse total, 36% correspondem a operações inadimplentes. Os demais contratos estão adimplentes, mas foram prorrogados ou renegociados, inclusive por meio da MP nº 1.314/2025.
Quem pode renegociar
Os produtores interessados, que já vinham procurando o banco para entender as regras de enquadramento e a documentação necessária, podem iniciar a contratação das operações.
Para ter acesso às linhas, será necessário apresentar laudos que comprovem perdas na produção ou redução da renda bruta agropecuária esperada. A renegociação também permite adequar o fluxo de caixa aos recebimentos previstos.
Segundo o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, a medida representa uma oportunidade para produtores que enfrentaram sucessivos ciclos de perdas.
“A MP 1.376 cria uma oportunidade importante para restabelecer as condições financeiras de produtores afetados por sucessivos ciclos de perdas.”
Bittencourt afirma que as equipes do banco em todo o país estão avaliando as condições de cada cliente para buscar soluções compatíveis com a realidade de cada produtor.
“A MP contribuirá para acelerar a regularização das operações estressadas, além de contribuir para a retomada dos índices de pontualidade do setor”, acrescenta.
*Com informações da assessoria de imprensa
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Argentina projeta 8,4 milhões de hectares de milho na safra 2026/27

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires projetou em 8,4 milhões de hectares a área semeada com milho na Argentina na temporada 2026/27. O volume é estável em relação ao ciclo anterior e supera a média das últimas cinco campanhas. O cenário de pré-campanha reúne melhora na perspectiva hídrica com o desenvolvimento do El Niño, além de fatores sanitários e econômicos que influenciam a intenção de plantio.
Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o desenvolvimento do fenômeno El Niño melhora as perspectivas de disponibilidade hídrica para a campanha, embora persistam contrastes regionais e risco de excessos de umidade. A entidade também destacou que a presença da cigarrinha-do-milho condiciona a intenção de plantio no Norte do país.
No campo econômico, a bolsa afirmou que a eficiência dos custos deverá ser um fator determinante nesta campanha. Para o milho com entrega em abril de 2027, o preço indicado é de US$ 199,70 por tonelada, 14% acima de 2025 e 5% superior à média das últimas cinco temporadas. O valor também está US$ 15,70 por tonelada acima do primeiro preço registrado para o contrato.
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Na relação entre insumos e produto, os custos de combustível para 2026/27 apresentam alta de 41,8% em relação a 2025/26 e de 45,1% ante a média das últimas cinco campanhas. As sementes registram queda de 4,5% na comparação anual, mas alta de 5% frente à média.
Os herbicidas recuam 17,2% ante 2025/26 e 16,7% em relação à média das últimas cinco campanhas. O fosfato diamônico (DAP) sobe 5,6% na comparação anual e 6,6% ante a média. Já a ureia apresenta redução de 5,6% em relação ao ciclo anterior e de 7,6% ante a média das últimas cinco temporadas.
A pré-campanha de milho 2026/27 na Argentina combina área estável, melhor perspectiva de umidade com o El Niño, pressão sanitária no Norte e mudanças relevantes na relação entre preços e custos de produção.
Fonte: Estadão Conteúdo
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