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Julgamento de Paccola é adiado para outubro…

Após advogados recuarem da defesa, ex-vereador terá até sexta-feira (28) para constituir novos defensores no processo pela morte de policial penal
O julgamento do ex-vereador de Cuiabá e tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola pela morte do policial penal Alexandre Miyagawa de Barros foi adiado para 22 de outubro de 2026. O júri estava previsto para esta quinta-feira (27).
A mudança ocorreu após os advogados Ricardo Monteiro e Bárbara Monteiro deixarem a defesa do ex-parlamentar às vésperas da sessão, alegando motivo de foro íntimo. A decisão pelo adiamento foi tomada pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.
Paccola foi intimado pessoalmente no dia 18 de agosto e recebeu prazo de dez dias para constituir novos defensores. Na ocasião, informou que não pretendia ser representado pela Defensoria Pública e que contrataria um advogado de sua confiança. O prazo termina em 28 de agosto, um dia após a data em que o júri seria realizado.
Ao remarcar a sessão, a magistrada considerou que realizar o julgamento antes do encerramento desse período poderia comprometer as garantias da ampla defesa e do devido processo legal, além de abrir margem para eventual nulidade. Caso Paccola não apresente advogado até o fim do prazo, a Defensoria Pública deverá ser nomeada para representá-lo.
Paccola será julgado pelo homicídio de Alexandre, ocorrido em 1º de julho de 2022, no bairro Quilombo, em Cuiabá. Segundo a denúncia do Ministério Público, o então vereador efetuou três disparos contra as costas do policial penal durante uma confusão na Rua Presidente Arthur Bernardes. A acusação sustenta que a vítima não percebeu a aproximação de Paccola e não teve possibilidade de se defender.
O Ministério Público acusa o ex-vereador de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo emprego de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Paccola deverá enfrentar o Tribunal do Júri no dia 22 de outubro, a partir das 9h.
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DIREITOS TRABALHISTAS Título: PEC que acaba com a escala 6×1 entra na reta final no Senado com votação em plenário

Proposta reduz jornada máxima para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado sem corte de salários; entenda a transição
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso (escala 6×1), entrou na reta final de tramitação no Senado Federal.
Após ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a matéria está em discussão no plenário da Casa e tem votação em primeiro turno prevista para quarta-feira (14).
A PEC 221/2019 prevê a redução da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
Se aprovada, a proposta poderá fazer o Brasil se juntar a países latino-americanos que reduziram suas jornadas de trabalho nos últimos anos, como Colômbia, Chile e México.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a inclusão da proposta na pauta cumpre o compromisso de analisar o tema “com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental”.
Por se tratar de uma proposta de alteração da Constituição, o texto precisa ser aprovado em dois turnos de votação no Senado. A base governista articula a adoção de um calendário especial para acelerar a tramitação e concluir a análise ainda neste mês.
Saiba quais são os próximos passos:
- pelo rito normal, a proposta precisa cumprir cinco sessões de discussão em plenário antes da votação em primeiro turno;
- na primeira votação, o texto precisará do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores, o equivalente a três quintos da composição da Casa;
- se aprovada, a PEC seguirá para um segundo turno de votação, que também exigirá 49 votos favoráveis;
- caso o Senado mantenha integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a emenda poderá ser promulgada pelas Mesas das duas Casas legislativas;
- se os senadores fizerem alterações na proposta, o texto terá de retornar à Câmara para nova análise dos deputados.
O que muda para o trabalhador
A proposta substitui gradualmente a atual jornada máxima de 44 horas semanais, associada à escala 6×1, por um modelo com dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima para 40 horas.
Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzido para 40 horas semanais.
A PEC também prevê jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração igual ou superior a R$ 21.188,87, desde que seja mantida a escala 5×2. Nesses casos, a duração da jornada poderá ser definida por negociação direta entre empregador e empregado.
Na prática, a mudança garantiria mais tempo de descanso e convivência familiar aos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A proposta também preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas para disciplinar situações específicas e categorias submetidas a regimes diferenciados.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio deste ano, a PEC foi encaminhada ao Senado, chegando em agosto à CCJ. A comissão aprovou a proposta no início de setembro. Com isso, o texto foi encaminhado ao plenário para votação.
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Sine de Cuiabá abre centenas de vagas com salários de até R$ 5,5 mil; veja como se candidatar

Oportunidades abrangem logística, farmácia, construção e comércio; há vagas sem exigência de experiência e exclusivas para PCD
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho, disponibiliza nesta semana 696 vagas de emprego pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine). As oportunidades contemplam diferentes áreas profissionais, com opções para candidatos com e sem experiência e salários que chegam a R$ 5,5 mil, conforme a função.
Entre as vagas disponíveis, há oportunidades para auxiliar de logística, atendente de farmácia, auxiliar de limpeza, ajudante de obras, operador de caixa, garçom, motorista, pedreiro e vendedor interno, entre outras funções.
A área de logística reúne algumas das maiores ofertas, com 150 vagas para auxiliar de logística em uma das seleções e outras 90 para auxiliar operacional de logística. Também são oferecidas 100 vagas para atendente de farmácia e 50 para ajudante de obras.
Os salários variam de acordo com o cargo e podem chegar a R$ 5.500 para operador de motoniveladora. Há ainda oportunidades com remuneração de R$ 4 mil para maître, R$ 3.621 para supervisor de controle patrimonial e R$ 3 mil para garçom e mecânico de radiadores.
Quem não possui experiência profissional também pode encontrar uma oportunidade. O Sine oferece vagas que não exigem experiência e funções com diferentes níveis de escolaridade, desde o ensino fundamental incompleto até o ensino superior completo. Os requisitos variam conforme o cargo e a empresa contratante.
Além do salário, algumas empresas oferecem benefícios como vale-transporte, vale-alimentação, assistência médica e odontológica, seguro de vida, transporte fretado e alimentação no local de trabalho. As condições variam conforme a vaga.
Também são ofertadas oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência (PCD), incluindo funções como atendente de lojas e operador de caixa.
Como se candidatar às vagas
Os interessados podem procurar a unidade do Sine Municipal para obter informações sobre encaminhamentos, documentação necessária e atualização cadastral. O atendimento é realizado de forma presencial, e as vagas podem ser preenchidas ou alteradas conforme a demanda das empresas.
A Secretaria Municipal de Trabalho está localizada na Praça Rachid Jaudy, na Avenida Isaac Póvoas, no Centro-Norte de Cuiabá. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho, disponibiliza nesta semana 391 vagas de emprego pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine)
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Cuiabá investe R$ 1 milhão para amparar órfãos do feminicídio com auxílio mensal de R$ 1,6 mil

Programa ‘Solidariedade em Ação’ atende 18 crianças e adolescentes com apoio financeiro, psicológico e acompanhamento social às famílias
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, já destinou R$ 567.269,00 ao Programa Solidariedade em Ação, que atende atualmente 18 crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 17 anos.
O valor total considera os pagamentos realizados ao longo de 2025, bem como os meses de janeiro a agosto de 2026. Também foi contabilizado o pagamento referente a dezembro de 2024, que estava pendente da administração anterior.
Em agosto deste ano, o município repassou R$ 29.178 aos responsáveis legais pelos 18 beneficiários. O valor corresponde a uma parcela individual de R$ 1.621 para cada criança ou adolescente incluído no programa.
Em 2025, foram pagos R$ 317.360 em benefícios. Já de janeiro a agosto de 2026, os repasses somaram R$ 225.905. Além desses valores, a atual gestão efetuou o pagamento de R$ 24.004 referente à competência de dezembro de 2024.
O Solidariedade em Ação foi regulamentado pela Lei nº 6.467, de 22 de novembro de 2019. A iniciativa é coordenada por um Comitê Gestor formado por representantes das secretarias municipais de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão; da Mulher; de Economia; e de Planejamento Estratégico e Orçamento, além da Procuradoria-Geral do Município e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).
Além do auxílio financeiro, o programa prevê o acompanhamento das famílias. A inclusão dos beneficiários ocorre após o levantamento de informações sobre os casos de feminicídio, a realização de visita técnica por uma equipe formada por assistente social e psicóloga e a análise do Comitê Gestor.
Após a aprovação, a família que possui a guarda oficial da criança ou do adolescente é convocada para receber orientações sobre o benefício e as responsabilidades previstas no programa. Em caso de alteração da guarda, o auxílio acompanha o beneficiário, mediante a formalização de um novo termo de responsabilidade.
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, o objetivo é garantir que crianças e adolescentes não sejam lembrados apenas pela violência que atingiu suas famílias, mas tenham condições de seguir suas vidas com proteção e dignidade. “Solidariedade em Ação é transformar dor em cuidado, abandono em proteção e sofrimento em novas possibilidades. Essas crianças não podem ser lembradas apenas pela tragédia que viveram. Elas precisam ser vistas pelo futuro”, afirmou a secretária.
Desde 2022, ano de implantação do programa, a Prefeitura de Cuiabá já destinou R$ 1.075.053,00 ao programa. Dados disponíveis no Portal Mulher, da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), contabilizam 53 feminicídios em Mato Grosso em 2025, dos quais três ocorreram em Cuiabá. Já em 2026, foram registrados 38 feminicídios em Mato Grosso, sendo cinco em Cuiabá, ainda em fase de consolidação.
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