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26 de agosto de 2026

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Abiarroz rebate critérios de levantamento que mediu qualidade do arroz Tipo 1

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Foto: Paulo Lanzetta

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) divulgou nota ressaltando que eventuais não conformidades identificadas em marcas que comercializam arroz tipo 1 (classificação que exige o mínimo de 92,5% de grãos inteiros e uniformes) devem ser analisadas de forma individual, considerando as características de cada produto, empresa e amostra.

A resposta da entidade acontece em decorrência de levantamento realizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que identificou inconformidades na classificação de arroz vendido ao consumidor.

A entidade gaúcha fez coletas do produto entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 em 167 estabelecimentos de 32 cidades do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Das 268 amostras comercializadas como arroz Tipo 1 e submetidas à análise em laboratório credenciado, 215, o equivalente a 80,22%, apresentaram classificação inferior à declarada.

A seleção feita pela Federarroz priorizou produtos que apresentavam indícios visuais de desconformidade com a classificação declarada, além de itens encontrados nas menores faixas de preço das gôndolas pesquisadas.

A Abiarroz, por sua vez, considera fundamental a fiscalização do mercado e o cumprimento das normas de classificação do arroz, que garantem transparência ao consumidor e relações equilibradas entre os diferentes elos da cadeia, mas diz não concordar com os critérios utilizados pela Federação.

“Uma possível divergência de classificação não permite, por si só, concluir pela ocorrência de fraude, sendo necessária a apuração pelos órgãos competentes, com análise técnica e direito ao contraditório”, destaca a nota da Abiarroz.

Por fim, a Associação considera importante que resultados de levantamentos direcionados sejam apresentados em seu devido contexto, sem generalizações para todo o mercado. “A indústria brasileira de arroz atua sob normas e controles de qualidade e tem compromisso permanente com a conformidade dos produtos comercializados e com a transparência junto aos consumidores”, diz.

Nas análises do levantamento feito pela Federarroz foram encontradas amostras vendidas como Tipo 1 que apresentaram 18% e 35% de grãos quebrados, índices associados a classificações inferiores dentro dos critérios utilizados na avaliação.

Por conta dos resultados, a entidade afirma que encaminhará às autoridades competentes os resultados das análises e buscará a adoção das medidas cabíveis nas esferas administrativa, cível e penal a partir dos casos encontrados no estudo.

Vale ressaltar que produtos indevidamente classificados como Tipo 1 não representam riscos à saúde, ou seja, são próprios para consumo, mas ocasionalmente não entregam a qualidade que anunciam em suas embalagens.

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Paraná inicia colheita do trigo e milho de 2ª safra atinge 83% da área

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O Paraná iniciou a colheita do trigo, que atingia 1% da área até segunda-feira (24), segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado. No mesmo período, a colheita do milho de segunda safra avançou para 83%, ante 73% na semana anterior, com predomínio de tempo firme em grande parte do Estado.

De acordo com o Deral, as lavouras de trigo apresentam 93% em boas condições e 7% em condição média. Entre as áreas ainda em campo, 13% estão em desenvolvimento vegetativo, 18% em florescimento, 38% em frutificação e 31% em maturação. O órgão informou que a colheita começou de forma pontual e deve ganhar intensidade nas próximas semanas, enquanto outras áreas devem iniciar os trabalhos mais perto de setembro.

No trigo, as condições de umidade e os períodos chuvosos favoreceram a incidência de doenças, com destaque para oídio e doenças de espiga, incluindo relatos de brusone. Segundo o Deral, esse quadro pode comprometer a qualidade dos grãos e o potencial produtivo. Também houve perdas pontuais por granizo, e o excesso de chuvas desde o plantio reduziu ligeiramente o potencial esperado em algumas áreas.

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No milho de segunda safra, 92% das lavouras estão em boas condições, 6% em condição média e 2% em condição ruim. As áreas ainda não colhidas estão em fase de maturação. O Deral informou que a retirada do cereal avançou de forma significativa e já foi concluída em algumas regionais.

As condições climáticas favoreceram o ritmo das operações, embora a umidade dos grãos tenha limitado o recebimento em algumas cooperativas, com formação de filas. As produtividades seguem variáveis. Em áreas atingidas por geadas, falta de chuva e outros eventos climáticos, houve redução de rendimento e de qualidade, com ocorrência de grãos avariados e, em alguns casos, recusa da produção por armazéns. Em outras regiões, os resultados ficaram dentro das estimativas.

Para a safra de verão 2026/27, o plantio do milho já alcança 6% da área prevista no Estado. Segundo o Cepea, a antecipação busca aproveitar condições climáticas favoráveis e viabilizar o cultivo do feijão de segunda safra. Na soja 2026/27, o preparo das áreas avança com dessecação, e a semeadura está prevista para começar após o fim do vazio sanitário, em 10 de setembro, informou o Deral.

O levantamento do Deral mostra início da colheita do trigo, avanço acelerado da safrinha de milho e preparação das áreas para o próximo ciclo de verão no Paraná.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mapa apreende 14.640 litros de bebidas sem registro no Paraná

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu nesta segunda-feira (24), em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, mais de 1,2 mil caixas de bebidas comercializadas sem registro e com indícios de irregularidades. A operação foi realizada em conjunto com a Polícia Civil do Paraná e resultou na retenção de 14.640 litros de um produto identificado como vinho.

Participaram da fiscalização auditores fiscais federais agropecuários do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) e do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR), com apoio de policiais civis do 7º Distrito Policial de Curitiba.

Na área de vendas do estabelecimento, os fiscais localizaram 20 caixas com garrafas de dois litros de um produto identificado como “Vinho Tinto Seco Bordô Colonial”. No depósito, foram encontradas outras 1.200 caixas do mesmo item.

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Segundo o Mapa, o produto não possuía registro no órgão nem informações que permitissem identificar fabricante, origem ou rastreabilidade. As garrafas chegavam ao estabelecimento sem rótulo e eram identificadas no próprio local com as marcas “Vinho Tinto Seco Bordô Colonial”, “Vinho Casarão” e “Vinho Vô Luiz”. Também foram apreendidos rolos de rótulos referentes aos três produtos.

De acordo com o ministério, há indícios de que o conteúdo apreendido não corresponda à denominação declarada no rótulo. A suspeita é de que se trate de bebida alcoólica mista, elaborada a partir da combinação de álcool, corante, aromatizante, açúcar e conservantes. Amostras foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, que deverá verificar a composição e a identidade do produto.

Durante a ação, também foram apreendidas 60 garrafas de cachaça, 68 garrafas de licores de diversos sabores e 66 garrafas de bebidas estrangeiras, entre vinhos e destilados, com indícios de importação irregular e sem registro no Mapa.

Todo o material apreendido foi encaminhado para depósito sob responsabilidade da autoridade policial. A ação integra investigações sobre a comercialização de bebidas sem procedência comprovada e apresentadas como vinho. O transporte dos produtos contou com apoio logístico do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que disponibilizou um caminhão, e do Exército Brasileiro.

Fonte: gov.br

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Banco do Brasil abre operações para renegociação de dívidas rurais

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Foto: Governo Federal

Produtores e cooperativas que acumulam dificuldades financeiras após perdas climáticas ou de mercado em duas ou mais safras já podem começar a renegociar operações de crédito no Banco do Brasil. As contratações têm início nesta quarta-feira (26), com base nas condições previstas pela Medida Provisória nº 1.376/2026.

A medida criou linhas especiais para ajudar na regularização das dívidas e na recuperação da capacidade produtiva de quem foi afetado por perdas entre 2019 e 2025.

Segundo o BB, cerca de 113 mil clientes da carteira de agronegócios possuem operações potencialmente enquadradas nas novas condições. O volume pode chegar a R$ 100 bilhões. Desse total, 36% correspondem a operações inadimplentes. Os demais contratos estão adimplentes, mas foram prorrogados ou renegociados, inclusive por meio da MP nº 1.314/2025.

Quem pode renegociar

Os produtores interessados, que já vinham procurando o banco para entender as regras de enquadramento e a documentação necessária, podem iniciar a contratação das operações.

Para ter acesso às linhas, será necessário apresentar laudos que comprovem perdas na produção ou redução da renda bruta agropecuária esperada. A renegociação também permite adequar o fluxo de caixa aos recebimentos previstos.

Segundo o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, a medida representa uma oportunidade para produtores que enfrentaram sucessivos ciclos de perdas.

“A MP 1.376 cria uma oportunidade importante para restabelecer as condições financeiras de produtores afetados por sucessivos ciclos de perdas.”

Bittencourt afirma que as equipes do banco em todo o país estão avaliando as condições de cada cliente para buscar soluções compatíveis com a realidade de cada produtor.

“A MP contribuirá para acelerar a regularização das operações estressadas, além de contribuir para a retomada dos índices de pontualidade do setor”, acrescenta.

*Com informações da assessoria de imprensa

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