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27 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Enquanto colheita do milho avança, ataque de javalis provoca prejuízos pontuais em lavouras de MS – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, até 21 de agosto, 75,1% da área de milho acompanhada já havia sido colhida, o equivalente a aproximadamente 1,66 milhão de hectares. A região Norte apresenta o maior percentual de colheita do milho segunda safra 2025/2026, com 92%, seguida pela Centro, com 77,5%, e pela Sul, com 71,6% de média.

Para o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o monitoramento das lavouras permite identificar não apenas o potencial produtivo, mas também fatores que podem comprometer o resultado da safra.

“O ataque de suiformes, como javalis e seus híbridos, tem provocado prejuízos pontuais aos produtores de Mato Grosso do Sul durante a segunda safra de milho 2025/2026. De acordo com o boletim semanal do Projeto SIGA-MS, na região Oeste do Estado, a intensidade dos ataques em algumas áreas já levou produtores a substituir o cultivo do milho pelo sorgo granífero”.

Apesar dos impactos pontuais provocados por suiformes, o cenário geral das lavouras de milho permanece positivo. O levantamento aponta que 69% das áreas avaliadas estão em boas condições, enquanto 19,7% são classificadas como regulares e 11,3% como ruins.

A estimativa inicial para a segunda safra indica 2,206 milhões de hectares cultivados, produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção estimada em 11,139 milhões de toneladas. Os resultados preliminares de produtividade registrados pelos técnicos permanecem elevados, com valores entre 40 e 192 sacas por hectare.

Mesmo com o avanço das operações, o percentual de área colhida em 21 de agosto está 5,4 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra 2024/2025. A atualização da produtividade média estadual está prevista para o início de setembro, quando a amostragem deverá alcançar 10% da área estimada cultivada.

Além da presença de suiformes, o boletim chama atenção para o risco de vendavais nas diferentes regiões e para o avanço do manejo de plantas daninhas, especialmente da buva, com a proximidade da próxima safra de soja.

Mapeamento ajuda a acompanhar ocorrência de suiformes

A Aprosoja/MS disponibiliza um painel de mapeamento de suiformes, ferramenta que reúne informações sobre a ocorrência dessas espécies no Estado e contribui para ampliar o conhecimento sobre a distribuição dos animais nas áreas rurais.

A ferramenta é gratuita pode ser utilizada como apoio ao monitoramento e à identificação das regiões com registros de ocorrência, permitindo visualizar a dimensão territorial do problema e contribuir para a geração de informações para o setor produtivo.

Para informar a ocorrência dos javalis e suiformes não é necessário se identificar e nem identificar o nome da propriedade, porém, é necessário o envio de imagens que comprovem o avistamento.

O Painel pode ser acessado clicando aqui, e o boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS


FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Prêmio Mulheres do Agro amplia protagonismo no campo em ano marcado pela valorização da agricultora

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Foto: Gabriel Almeida

A agricultura brasileira também é construída pelas mãos, decisões e conhecimentos de mulheres que atuam diariamente dentro e fora das propriedades rurais. Em 2026, esse protagonismo feminino ganha ainda mais visibilidade com o Ano Internacional da Mulher Agricultora, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

É nesse contexto que chega à 9ª edição o Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa da Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Criada em 2018, a premiação reconhece trajetórias femininas no agronegócio e, neste ano, bateu recorde de inscrições, com 394 participantes. Ao longo de sua história, a iniciativa já destacou o trabalho de 85 mulheres, entre produtoras rurais e pesquisadoras.

Foram reconhecidas nove produtoras rurais e uma pesquisadora. A premiação busca dar visibilidade a mulheres que exercem uma gestão inovadora e sustentável e a pesquisadoras que contribuem para o avanço científico e tecnológico do setor.

A cerimônia reuniu cerca de 300 pessoas e foi marcada por debates sobre os caminhos da agricultura brasileira e começou com poesia. O texto apresentado na abertura destacou a presença das mulheres no campo e sua capacidade de transformar trabalho, liderança e conhecimento em novas histórias para o setor.

Para Márcio Santos, CEO da Bayer Brasil, a diversidade está diretamente relacionada à capacidade de inovar. “O conceito básico de inovação é uma maneira nova de resolver um problema antigo. Por isso, a diversidade é essencial para o que a gente faz. Esse prêmio valoriza a diversidade e dá voz a mulheres fantásticas”, disse.

Santos também ressaltou o momento simbólico para a companhia, que completa 130 anos de atuação no Brasil em 2026.

Reconhecimento com sustentabilidade

A escolha das vencedoras considera critérios ambientais, sociais e de governança, incluindo o uso racional dos recursos naturais, eficiência produtiva, saúde do solo e desenvolvimento das comunidades.

Para Caroline Assalve, Líder de Gestão Executiva da divisão agrícola da Bayer, reconhecer o impacto das mulheres no campo é parte de um compromisso contínuo da companhia.

“Reconhecer as mulheres e o impacto excepcional que geram no campo é um compromisso contínuo da Bayer. Conhecer a fundo suas trajetórias durante o evento, que foi desenhado para ampliar essa troca de experiências, trouxe uma proximidade ainda mais inspiradora”, afirmou.

Segundo Caroline, o resultado da edição de 2026 reforça a importância de ampliar a visibilidade feminina no setor. “Em um ano simbólico, ver o engajamento desta edição reafirma que dar visibilidade às mulheres do agro é acelerar o futuro e fortalecer o próprio setor”, pontuou.

A importância desse reconhecimento também aparece em números. De acordo com o estudo “Produtoras rurais e a inovação no campo”, realizado em 2025 pelo Instituto Quiddity em parceria com a Bayer, 78% das produtoras afirmam que dar maior visibilidade à sua atuação é determinante para ampliar a participação feminina na cadeia produtiva.

Da porteira para toda a cadeia

Para Daniela Barros, da Bayer, a presença feminina sempre esteve ligada ao desenvolvimento do agronegócio, mas o reconhecimento dessa participação vem ganhando novas dimensões.

Essa evolução aparece não apenas na gestão das propriedades, mas também na participação das mulheres em decisões estratégicas, na adoção de tecnologias, na pesquisa e na construção de soluções para os desafios da agricultura.

Para Gislaine Balbinot, diretora executiva da ABAG, o impacto dessas mulheres ultrapassa as porteiras das propriedades. ”A Abag tem orgulho de construir essa trajetória junto com a Bayer. Trata-se de uma iniciativa que cria uma verdadeira rede de inspiração”, falou.

Gislaine também lembra que a entidade foi responsável, há cerca de uma década, por um estudo pioneiro sobre a presença feminina no agro brasileiro, contribuindo para ampliar o olhar sobre o papel das mulheres no setor.

“De lá para cá, o agro mudou, evoluiu, assim como a participação e a atuação das mulheres em toda a cadeia. As histórias desta edição mostram essa transformação na prática e reforçam a importância de reconhecer e valorizar cada vez mais esse protagonismo”, detalhou.

Segundo ela, a eficiência produtiva, aliada à sustentabilidade e à responsabilidade social, é parte fundamental desse avanço.

Transição energética entra no debate

No primeiro painel do evento, a discussão se concentrou na transição energética e nos impactos da expansão dos biocombustíveis sobre as diferentes regiões produtoras.

Ao abordar os efeitos da expansão das usinas de biocombustíveis sobre a economia regional, a produtora rural Dulce pontuou que a atividade tem potencial para movimentar diferentes setores e gerar valor ao longo de toda a cadeia. Segundo ela, as usinas podem estimular uma ampla rede de negócios e serviços, com impactos que vão além da produção de biocombustíveis.

A expansão dessa atividade também abre espaço para geração de renda, desenvolvimento regional e novas oportunidades para diferentes elos da cadeia produtiva.

O debate evidenciou que a transição energética não se limita à substituição de fontes de combustível. O processo envolve também a movimentação da economia, a criação de oportunidades e a distribuição de valor entre diferentes setores e regiões produtoras.

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Tecnologia também transforma a gestão das propriedades

Vencedora da premiação em 2018, Celi Webber acompanhou de perto a transformação tecnológica da agricultura ao longo das últimas décadas.

Ao comparar a realidade vivida pela geração de seus pais com a atual, ela chamou atenção para a expansão da assistência técnica, das universidades, da profissionalização e das ferramentas disponíveis para a gestão rural.

“A mulher saiu de dentro da porteira para colaborar com o desenvolvimento da propriedade. Eu levei muita informação para dentro da minha propriedade”, disse Celi.

A produtora também contou como a tecnologia passou a fazer parte de diferentes etapas da gestão, desde o acompanhamento das atividades até a capacitação dos funcionários.

“Temos toda uma parte de software para compilar todos os dados desde 1990. Também temos ferramentas para melhorar a gestão e a capacitação dos funcionários”, explicou.

Ao falar sobre a atuação feminina nas propriedades, Celi ressaltou ainda a contribuição das mulheres para ampliar a atenção às condições de trabalho e ao bem-estar dos funcionários.

“A presença da mulher foi importante para levar mais saúde, EPIs e cuidado com os funcionários. Se você cuida do funcionário, ele vai aprender e cuidar da família”, afirmou.

Decisão no campo cada vez mais baseada em dados

A tecnologia também está presente no planejamento das atividades agrícolas. Celi contou que acompanha constantemente as previsões meteorológicas para definir estratégias de manejo em culturas como soja, milho e trigo.

O planejamento, no entanto, não depende de uma única ferramenta. Segundo ela, a tomada de decisão combina previsão climática, qualidade das sementes, tratamento, plantio direto, manejo e uso adequado de produtos químicos e biológicos.

“A gente procura fazer as aplicações corretas, associa os produtos químicos com os biológicos na melhoria do solo, porque temos problemas de doenças. Hoje temos cultivares de diferentes culturas mais resistentes às doenças”, concluiu Celi.

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Sustentabilidade

Estudo da USP propõe aperfeiçoamentos no cálculo do piso mínimo do frete – MAIS SOJA

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Um estudo realizado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da Universidade de São Paulo (USP), indicou ao menos 17 aperfeiçoamentos na metodologia da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). De acordo com os especialistas, a atual forma de calcular o piso mínimo apresenta distorções e não contempla a diversidade de situações presentes na logística rodoviária brasileira.

“O conjunto das evidências apresentadas converge para um diagnóstico comum. A metodologia vigente tende a superestimar de forma sistemática os custos regulatórios, sobretudo em operações de maior produtividade e de menor distância”, concluem os pesquisadores.

A análise se baseou em quatro eixos de avaliação:

  • características operacionais: traz adequações relacionadas a custos recorrentes da operação, como jornada de trabalho e consumo de combustível;
  • parâmetros de capital e da frota: o estudo propõe ajustes nas bases relacionadas ao custo dos veículos, como o parâmetro referente à idade média dos caminhões e a diferenciação dos pisos conforme a quantidade de eixos;
  • questões operacionais e de acordos: nesse grupo de propostas, as considerações tratam de aspectos mais específicos de alguns tipos de transporte rodoviário, como o frete de alto desempenho e o chamado retorno vazio;
  • outras propostas de aperfeiçoamento regulatório: os pesquisadores apresentam sugestões adicionais para a regulamentação, como a criação de uma nova modalidade de contratação.

Entre os parâmetros analisados no primeiro eixo está a carga horária mensal, considerada pelo estudo um elemento central do modelo de custos por influenciar diretamente a produtividade operacional do veículo e a diluição dos custos fixos. Atualmente, a metodologia do piso mínimo adota 181 horas mensais de trabalho. Segundo os pesquisadores, esse parâmetro “sugere subutilização da capacidade operacional do veículo e do próprio tempo legal de disponibilidade do motorista”, o que elevaria o custo unitário do transporte e, consequentemente, o valor calculado do piso do frete.

Por isso, a proposta é elevar esse parâmetro para 220 horas mensais, número que estaria mais próximo da jornada efetiva de trabalho dos motoristas. Na simulação realizada na pesquisa, somente essa alteração resultaria em redução média de aproximadamente 7,6% nos valores calculados do piso. Em alguns casos, como no transporte de grãos, a redução poderia variar entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da quantidade de eixos do veículo.

A metodologia do piso mínimo também considera a depreciação e a remuneração do capital investido, ou seja, a perda de valor do veículo ao longo do tempo e o custo de oportunidade do dinheiro aplicado no caminhão. Para esse cálculo, a metodologia considera uma vida econômica de sete anos para a composição veicular. O estudo questiona esse parâmetro ao comparar a referência com dados da própria ANTT, que apontam idade média de 16,4 anos para os veículos de tração no país.

De acordo com os pesquisadores, essa diferença também gera valores superestimados do piso mínimo. Com algumas adequações dentro desse parâmetro, como o uso da idade média de 16 anos, o custo do transporte de grãos poderia cair entre 6% e 10%, conforme o trecho percorrido e o tipo de veículo.

Setor encaminha sugestões para melhorar regulamentação do piso mínimo 

Entidades do setor produtivo encaminharam à ANTT, nesta quarta-feira (26), um documento com contribuições para a regulamentação da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. O envio ocorre durante a tomada de subsídios aberta pela agência, cujo prazo termina nesta quarta-feira (26).

As contribuições estão sendo coletadas pela ANTT e servirão de base para a revisão da resolução que regulamenta a política do piso mínimo, após as recentes alterações promovidas pela Lei 15.485 de 2026.

Ao todo, foram apresentados 15 itens de colaboração. Entre as sugestões está a adoção do custo operacional efetivo como uma das diretrizes da metodologia de cálculo. Na prática, o pedido é para que custos que não representem desembolso efetivo para a realização do transporte sejam retirados da conta.

Outro ponto trata da contagem do prazo para pagamento do frete. A legislação estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis. O pleito é para que esse período comece a ser contado a partir da entrega da carga no destino. Há receio de que uma contagem iniciada antes da entrega pressione o capital de giro das empresas e possa afetar negociações em diferentes segmentos econômicos.

Vetos desagradam setor

A Lei 15.485 de 2026, que alterou a política do piso mínimo do frete, foi aprovada pelo Congresso Nacional após uma articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para mitigar os impactos sobre o setor e, ao mesmo tempo, viabilizar o pleito dos caminhoneiros. “Dentro de uma Casa [Senado Federal] com os mais diversos pensamentos, a gente chegou num texto que eu acho que vai atender aos dois lados”, ressaltou à época a vice-presidente da FPA, senadora Tereza Cristina (PP-MS).

No entanto, ao sancionar a matéria, o presidente da República vetou trechos que haviam sido acordados durante a tramitação. Os vetos ainda não têm data para apreciação, mas parlamentares da bancada já indicam a intenção de recompor o texto aprovado pelo Congresso Nacional.

Fonte: FPA


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Sustentabilidade

Qual o ponto de dessecação pré-colheita do trigo e por que dessecar a lavoura? – MAIS SOJA

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Dependendo do material genético da cultivar e das condições climáticas e ambientais, a senescência desuniforme das plantas pode ocorrer em áreas de trigo. Essa desuniformidade pode reduzir a eficiência da colheita e, quando plantas em diferentes estádios de maturação são colhidas simultaneamente, favorecer a presença de grãos com diferentes teores de umidade, comprometendo a qualidade da massa de grãos e, consequentemente, a rentabilidade da cultura. Como estratégia para minimizar esses efeitos, pode-se recorrer à dessecação pré-colheita, utilizando herbicidas específicos para essa finalidade e devidamente registrados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Vantagens da dessecação pré-colheita do trigo

Dentre as principais vantagens dessa prática, podemos destacar:

  • Aumento da uniformidade das plantas para a colheita
  • Antecipação da colheita em até 6 dias (Embrapa, 2020)
  • Aumento da uniformidade da massa de grãos
  • Controle de plantas daninhas de final de ciclo
  • Aumento do rendimento de colheita. Estudos demonstram que mesmo considerando os custos de dessecação, a prática pode reduzir as perdas de produtividade do trigo após a maturação, podendo resultar em ganhos substanciais receita em comparação ao trigo não dessecação na pré-colheita (Kapp Junior & Tsukahara, 2022).
Ponto de dessecação

Para evitar efeitos indesejados na cultura, é fundamental atentar para o ponto correto de realização da dessecação pré-colheita. Dessecações pré-colheita em período inadequado podem resultar entre outros danos, na redução da germinação das sementes, contaminação dos grãos com resíduos de herbicida e redução da produtividade da lavoura (Embrapa Trigo, 2020).

A época ideal para realizar a dessecação pré-colheita do trigo é quando o grão está com massa pastosa dura (estádio GS 87). Visualmente, é quando as plantas apresentam colmos com nós verdes e entrenós amarelo palha (Borsato; Penckowski; Silva, 2022).

Figura 1. Dessecação pré-colheita do trigo.

Figura 2. Plantas de trigo em diferentes estádios de maturação. a) Antes da maturidade fisiológica: próximo de 50% da espiga com pigmentação verde e primeiro nó abaixo da espiga e entrenó também verdes. b) Maturidade fisiológica: próximo a 100% da espiga sem pigmentação verde, primeiro nó abaixo da espiga na cor verde e entrenó com predomínio da cor de palha seca (Lunkes, 2014).
Fonte: Lunkes (2014). Imagem com qualidade otimizado pelo uso de IA.
Cuidados com a dessecação pré-colheita

Além de definir o ponto dessecação, é crucial atentar para alguns cuidados. Um deles está relacionado ao intervalo entre aplicação do herbicida e a colheita. No geral, considera-se que a colheita do trigo possa ocorrer 7 após a dessecação. Respeitar esse intervalo visa garantir que os grãos colhidos não apresentem resíduos do herbicida.

Outro cuidado importante está relacionado ao herbicida e dose utilizados para a dessecação. Atualmente, o glufosinato de amônio é o único herbicida registrado no MAPA para a dessecação pré-colheita na cultura do trigo. A dose indicada é de 350 g i.a ha-1, em 200 L de calda ha-1. Vale destacar que além de irregular, o uso de outros herbicidas com a finalidade de dessecação em pré-colheita do trigo pode resultar em apreensão e proibição dos grãos produzidos (Rizzardi, 2021).



Referências:

BORSATO, E. F.; PENCKOWSKI, L. H.; SILVA, W. K. PONTO DE DESSECAÇÃO PRÉ-COLHEITA EM TRIGO E CEVADA. Fundação ABC, 2022. Disponível em: < https://fundacaoabc.org/wp-content/uploads/2022/11/202211revista-pdf.pdf >, acesso em: 26/08/2026.

EMBRAPA TRIGO. DESSECAÇAO PRÉ-COLHEITA DE TRIGO. Nota Técnica, Embrapa Trigo, 2020. Disponível em: < https://www.embrapa.br/documents/1355291/56391049/Desseca%C3%A7%C3%A3o+pr%C3%A9-colheita+de+trigo/581dc5d1-22e3-12da-de44-fb238a7eea1e >, acesso em: 26/08/2026.

KAPP JUNIOR, C; TSUKAHARA, R. Y. AJUSTAR O PONTO DE COLHEITA DA CULTURA DO TRIGO: R$ 270,00 POR HECTARE. DESSECAÇÃO DA CULTURA DO TRIGO: R$ 360,00 POR HECTARE. Fundação ABC, 2022. Disponível em: < https://fundacaoabc.org/wp-content/uploads/2022/11/202211revista-pdf.pdf >, acesso em: 26/08/2026.

LUNKES, A. MATURAÇÃO ANTECIPADA DO TRIGO: PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DOS GRÃOS. Universidade de Cruz Alta, 2014. Disponível em: < https://home.unicruz.edu.br/wp-content/uploads/2017/01/Adilson-Lunkes-MATURACAO-ANTECIPADA-DE-TRIGO-PRODUTIVIDADE-E-QUALIDADE-DOS-GRAOS.pdf >, acesso em: 26/08/2026.

RIZZARIDI, M. A. DESSECAÇÃO DO TRIGO. Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, 2021. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/dessecacao-do-trigo >, acesso em: 26/08/2026.

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