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Balbinotti contesta pesquisa da Quaest e diz que dados sobre Medeiros são “enganação”

Candidato a suplente disse que levantamento da Quaest de intenção de votos não informa cenário real da disputa com o deputado federal José Medeiros
O candidato a suplente de senador, empresário Odílio Balbinotti (PL), criticou a pesquisa do instituto Quaest que aponta o candidato ao Senado José Medeiros (PL) em quarto lugar na intenção de votos dos eleitores.
Balbinotti afirmou que os dados são uma “enganação” e que serviriam para “desinformar” o eleitor sobre o desempenho dos candidatos na disputa por votos. Segundo ele, o Partido Liberal (PL) possui uma pesquisa interna que apontaria um desempenho melhor de José Medeiros.
“É muita enganação, mas o eleitor está atento. Estamos aqui para pôr luz e trazer à tona a verdade. Eu quero tranquilizar vocês que são de direita, que são bolsonaristas [sobre o desempenho de Medeiros]. Nós temos as nossas pesquisas internas”, disse Balbinotti em uma publicação nas redes sociais.
Os dados do instituto Quaest, cuja pesquisa foi encomendada pelo Grupo Globo, foram divulgados na quarta-feira (26). O deputado federal José Medeiros aparece como a quarta opção dos eleitores na pesquisa estimulada para o primeiro voto ao Senado e como a quinta opção para o segundo voto.
A mesma pesquisa colocou o candidato ao governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), que integra o grupo político de Odílio Balbinotti, em primeiro lugar na disputa pelo cargo, com 27% das intenções de voto. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece com 23%.
Segundo o instituto, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.
Agro Mato Grosso
Moscas-das-frutas variam entre ambientes secos da Argentina

Estudo registra diferenças na composição das espécies e picos populacionais no verão e no outono
Levantamento realizado em três ambientes secos do noroeste da Argentina identificou diferenças na composição das comunidades de moscas-das-frutas da família Tephritidae. O estudo registrou 1.006 insetos, distribuídos em sete espécies nativas e uma exótica. A amostragem ocorreu entre fevereiro de 2023 e janeiro de 2024, na província de La Rioja.
Pesquisadores instalaram 18 armadilhas do tipo McPhail em áreas de vegetação natural do Chaco Seco, da Floresta Montana do Chaco e do Monte de Sierras y Bolsones, seis em cada ambiente. As armadilhas receberam proteína hidrolisada com bórax e permaneceram ativas durante 17 períodos de coleta.
Maior abundância
Rhagoletotrypeta xanthogastra apresentou a maior abundância, com 368 indivíduos. Cerca de 87% dos exemplares da espécie foram capturados no Chaco Seco. Anastrepha fraterculus somou 363 indivíduos e ocorreu nos três ambientes. A praga predominou no Monte e na Floresta Montana do Chaco, onde respondeu por 59% e cerca de metade das capturas locais, respectivamente.
O gênero Rhagoletotrypeta dominou o total de insetos coletados. Rhagoletotrypeta parallela teve maior ocorrência na Floresta Montana do Chaco, enquanto Rhagoletotrypeta pastranai apresentou maior presença no Monte. O trabalho também registrou Anastrepha alveatoides pela primeira vez na província de La Rioja.
Ceratitis capitata, espécie exótica e praga de importância quarentenária, representou 2,2% das capturas. Os pesquisadores registraram a espécie apenas no Monte e na Floresta Montana do Chaco.
Maiores níveis
A abundância total atingiu os maiores níveis no fim do verão e no outono. As capturas caíram até valores próximos de zero no inverno. A composição das comunidades também variou entre os ambientes: as diferenças foram estatisticamente significativas nas comparações entre o Chaco Seco e cada um dos outros dois ambientes, com maior contraste em relação ao Monte, mas não entre a Floresta Montana do Chaco e o Monte.
Os resultados ampliam o conhecimento sobre tefritídeos em áreas áridas e semiáridas e fornecem informações para estudos sobre distribuição, dinâmica populacional e manejo de espécies de importância agrícola (doi 10.3390/insects17090895).
Agro Mato Grosso
Aprosoja Mato Grosso reforça importância da atualização cadastral dos produtores

Produtores devem procurar os supervisores ou entrar em contato com o Canal do Produtor para garantir participação nas eleições da entidade
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça aos produtores a importância de manter os dados cadastrais atualizados junto à entidade, especialmente durante o período de eleições, que irá definir a nova diretoria e os delegados da Aprosoja MT.
A atualização é necessária para garantir uma comunicação eficiente com os associados e o acesso a informações, comunicados, orientações e conteúdos de interesse do setor. Além disso, os dados cadastrais atualizados são importantes para que o produtor possa exercer seu direito ao voto no processo eleitoral.
A Aprosoja MT orienta que os produtores verifiquem, especialmente, se o número de telefone para contato está atualizado, se a inscrição estadual da propriedade está ativa e se o núcleo ao qual pertencem está corretamente cadastrado, considerando o local em que pretendem exercer o direito ao voto.
O produtor que estiver com informações desatualizadas ou com pendências cadastrais poderá ficar inapto a participar da votação em seu núcleo. Por isso, a Aprosoja MT alerta que a atualização deve ser realizada até o dia 25 de setembro.
Para verificar a situação cadastral ou realizar uma atualização, o produtor deve procurar o supervisor responsável pelo seu núcleo. Também é possível entrar em contato diretamente com o Canal do Produtor, pelo telefone (65) 3027-8100, que está disponível para orientar sobre o procedimento.
A Aprosoja Mato Grosso reforça que manter o cadastro atualizado é fundamental para fortalecer a comunicação com os associados e garantir a participação dos produtores no processo de escolha da nova diretoria e dos delegados da entidade.
Agro Mato Grosso
Projeto propõe ampliar uso agrícola às margens de rodovias

Hoje, legislação permite reflorestamento nas faixas de domínio de rodovias federais
Novo projeto de Lei (nº 2292/26) apresentado pelo deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES) propõe o cultivo de lavouras temporárias nas faixas de domínio de rodovias e estradas, pavimentadas ou não, em trechos não urbanos. O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei 8.171/91, que trata da política agrícola.
A medida deve abranger todas as fases de produção, do preparo do solo até a colheita. Atualmente, a legislação permite o uso das faixas de domínio das rodovias federais exclusivamente para a implantação de reflorestamentos.
O deputado defende que a produção agrícola será beneficiada. Ele afirmou que o reflorestamento nessas áreas é “um contrassenso, considerando o risco associado à ocorrência de acidentes”.
O projeto em análise estabelece ainda que o aproveitamento agrícola dessas áreas deverá cumprir rigorosamente as normas ambientais, sanitárias e de segurança viária, para prevenir interferências indesejadas no trânsito.
Regras
A faixa de domínio de uma rodovia abrange:
- pistas de rolamento;
- canteiros;
- obras de arte (como viadutos e pontes);
- acostamentos;
- sinalização; e
- faixa lateral de segurança.
Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
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