Agro Mato Grosso
Safra em alta reforça a importância dos chicotes elétricos nas máquinas agrícolas

Com o avanço da tecnologia embarcada no campo, componentes responsáveis pela transmissão de energia e dados ganham papel decisivo para garantir produtividade e evitar paradas durante a safra
A crescente adoção de tecnologias nas operações agrícolas tem ampliado a importância dos sistemas elétricos nas máquinas utilizadas no campo. Presentes em tratores, pulverizadores, colheitadeiras e implementos agrícolas, os chicotes elétricos são responsáveis por conectar componentes, transmitir energia e garantir a comunicação entre sensores, módulos eletrônicos e sistemas de controle.
Em um momento em que o agronegócio busca maior eficiência e produtividade, a confiabilidade desses componentes tornou-se fundamental para evitar falhas operacionais, especialmente durante períodos críticos de plantio e colheita.
Tecnologia no campo exige sistemas mais confiáveis
A evolução da agricultura de precisão, da telemetria e dos sistemas de monitoramento remoto aumentou a dependência de equipamentos eletrônicos nas máquinas agrícolas. Com mais recursos embarcados, cresce também a necessidade de componentes capazes de suportar condições severas de operação.
Poeira, vibrações, exposição à chuva, defensivos agrícolas e variações de temperatura fazem parte da rotina dos equipamentos no campo, exigindo soluções desenvolvidas para garantir resistência e durabilidade.
“Hoje, uma máquina agrícola é muito mais do que um equipamento mecânico. Ela reúne diversos sistemas eletrônicos que precisam funcionar de forma integrada para garantir produtividade e precisão nas operações”, afirma Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento.
Pequenas falhas podem gerar grandes prejuízos
Embora muitas vezes passem despercebidos, os chicotes elétricos exercem uma função estratégica. Uma falha em conexões ou na transmissão de sinais pode comprometer o funcionamento de sensores, sistemas de controle e até interromper completamente uma operação.
Em períodos de safra, quando o tempo é determinante para o resultado da produção, qualquer parada não programada pode representar perdas financeiras e atrasos no cronograma das atividades.
“Quando falamos em confiabilidade das máquinas, estamos falando também da qualidade dos componentes que fazem a comunicação entre todos os sistemas. Um chicote elétrico bem projetado contribui diretamente para reduzir riscos de falhas e aumentar a disponibilidade do equipamento”, destaca Menezes.
Manutenção preventiva e qualidade ganham relevância
Além da escolha de componentes adequados, é recomendado inspeções periódicas para identificar desgastes, pontos de umidade ou danos provocados pelas condições de operação.
A tendência acompanha o movimento de modernização do agronegócio, que busca não apenas aumentar a produtividade, mas também reduzir custos com manutenção corretiva e prolongar a vida útil dos equipamentos.
“À medida que a agricultura se torna mais conectada e tecnológica, cresce a importância de investir em componentes confiáveis. A continuidade das operações depende de cada detalhe do sistema elétrico, especialmente nos momentos mais importantes da safra”, conclui o diretor da Hercules Energia em Movimento.
Em um setor cada vez mais orientado por tecnologia e eficiência, a atenção aos sistemas elétricos deixou de ser apenas uma questão técnica. A confiabilidade dos chicotes elétricos tornou-se um fator importante para garantir o desempenho das máquinas e contribuir para a produtividade no campo.
Agro Mato Grosso
Visitações aos CTECNOs e Rodada Técnica fortalecem a difusão de pesquisas pela Aprosoja MT

Projeto passou por 33 núcleos do estado e apresentou resultados de pesquisas desenvolvidas nos CTECNOs Parecis e Araguaia
Com o objetivo de aproximar a pesquisa da realidade do campo e auxiliar os produtores rurais na tomada de decisões, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) promoveu, entre abril e junho, uma série de ações voltadas à difusão do conhecimento técnico. O trabalho começou com as visitações técnicas aos Centros Tecnológicos (CTECNOs) Araguaia e Parecis, onde mais de 1.100 participantes acompanharam de perto os resultados das pesquisas conduzidas pela entidade, em janeiro e abril de 2026. Na sequência, a terceira edição da Rodada Técnica percorreu cerca de 9 mil quilômetros por Mato Grosso, levando essas informações a 33 núcleos e reunindo 1.878 produtores rurais, engenheiros agrônomos, consultores, técnicos e estudantes.
O vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, destaca a importância do evento como espaço para a troca de ideias entre produtores e profissionais da área.
“A Rodada Técnica leva ao produtor as pesquisas desenvolvidas nos CTECNOs da Aprosoja MT, aproximando os pesquisadores da realidade do campo. É uma oportunidade de compartilhar resultados, esclarecer dúvidas e fortalecer a conexão entre pesquisa e produção. Cada etapa da Rodada Técnica é adaptada às características da região. Isso garante que o produtor tenha acesso a informações e recomendações alinhadas às condições da sua propriedade”, explicou.
Iniciada em maio, a programação passou pelas regiões Leste, Oeste, Sul e Norte de Mato Grosso, reunindo 1.878 participantes, entre produtores rurais, engenheiros agrônomos, consultores, técnicos e estudantes. Ao longo do percurso, a equipe técnica apresentou os principais resultados das pesquisas desenvolvidas nos Centros Tecnológicos (CTECNOs) Parecis e Araguaia, fortalecendo a conexão entre o trabalho realizado nos campos experimentais e as necessidades enfrentadas diariamente dentro das propriedades rurais.
A programação foi conduzida pelos coordenadores de pesquisa e pesquisadoras dos CTECNOs Parecis e Araguaia, Rodrigo Hammerschmitt, André Somavilla, Daniela Facco e Isley Bicalho e dos consultores Douglas Teixeira e Autieres Faria. Durante os encontros, além da apresentação dos estudos, os participantes puderam esclarecer dúvidas, compartilhar experiências e discutir alternativas para aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos dentro das propriedades.
A primeira etapa ocorreu na região Leste, onde a Rodada Técnica percorreu aproximadamente 2.300 quilômetros e passou pelos núcleos de Gaúcha do Norte, Canarana, Querência, Araguaia Xingu, Água Boa e Nova Xavantina. Mais de 430 pessoas participaram dos encontros, que promoveram debates sobre adubação, manejo de plantas daninhas, rotação de culturas, rentabilidade e consórcio de milho com plantas de cobertura.
Na sequência, a programação seguiu para a região Oeste do estado, passando pelos municípios de Campos de Júlio, Sapezal, Campo Novo do Parecis, São José do Rio Claro, Tangará da Serra e Diamantino. Durante a semana, mais de 400 participantes acompanharam a apresentação de pesquisas relacionadas à fertilidade do solo, manejo de culturas e estratégias para aumentar a eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e desafios cada vez maiores para a agricultura.
A Rodada Técnica também esteve presente na região Sul, com encontros realizados em Alto Taquari, Alto Garças, Rondonópolis, Jaciara, Paranatinga e Campo Verde. Mais de 300 produtores rurais, estudantes e profissionais do setor participaram das atividades, que proporcionaram um ambiente de troca de experiências e discussão sobre tecnologias capazes de contribuir para a produtividade e a rentabilidade das propriedades.
Já na região Norte, a iniciativa percorreu mais de 2.200 quilômetros durante a primeira etapa da programação, passando por Alta Floresta, Matupá, Sinop, Cláudia, Marcelândia, Vera, Ipiranga do Norte, Tapurah e Nova Maringá. Posteriormente, o projeto também chegou aos núcleos de Vale do Arinos, Itanhangá, Sorriso, Nova Ubiratã, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, ampliando o alcance das informações geradas pelos centros de pesquisa da entidade.
Ao longo das apresentações, os participantes tiveram acesso a resultados de estudos relacionados à aplicação de calcário, adubação potássica, fosfatada e nitrogenada, manejo de plantas daninhas, adubação foliar, rotação de culturas, rentabilidade, consórcio de milho com plantas de cobertura e avaliações fitotécnicas em culturas como soja, milho, gergelim e sorgo. Os temas foram selecionados com base nos principais desafios enfrentados pelos produtores em diferentes regiões do estado, permitindo que os resultados das pesquisas fossem apresentados de forma prática e alinhada à realidade das propriedades rurais.
A iniciativa também reforçou um dos principais objetivos da Aprosoja MT, que é garantir que o conhecimento gerado nos campos experimentais chegue aos produtores de todas as regiões do estado. Como os Centros Tecnológicos estão localizados em Campo Novo do Parecis e Nova Nazaré, muitos associados enfrentam dificuldades para participar das visitas técnicas realizadas ao longo do ano. Por isso, a Rodada Técnica desempenha um papel importante ao levar os resultados das pesquisas diretamente aos núcleos, democratizando o acesso às informações e ampliando o alcance do trabalho desenvolvido pela entidade.
“As pesquisas desenvolvidas ao longo de mais de 10 anos dão segurança ao produtor para tomar decisões na lavoura. Não se trata de uma recomendação baseada em achismos, mas de resultados comprovados que mostram o que pode ser ajustado no uso de fertilizantes”, disse Gilson.
Ao longo de quase dois meses de programação, a Rodada Técnica fortaleceu a aproximação entre pesquisadores e produtores rurais, promovendo a difusão de tecnologias e informações capazes de contribuir para a tomada de decisões no campo. Com a participação expressiva dos associados e a presença em praticamente todos os núcleos da Aprosoja MT, o projeto reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento da agricultura mato-grossense, levando conhecimento, inovação e soluções que auxiliam na sustentabilidade e na rentabilidade das propriedades rurais.
Agro Mato Grosso
Colheita avança e valor do milho disponível em MT tem leve queda, à R$ 40 I agro.mt

O preço do indicador IMEA do milho disponível no Estado caiu 0,76%, semana passada, ante a anterior, com o avanço da colheita de milho. A maior oferta pressionou para baixo o valor da saca que ficou cotada, na sexta-feira, a R$ 40,13.
A paridade do milho (alinhamento com preços internacionais) aumentou 23,8% e foi para R$ -10,38/saca.
O indicador do CEPEA (SP) teve alta de 0,75% e foi a R$ 64,31/saca.
Agro Mato Grosso
IMEA e Aprosoja MT apresentam resultados da safra de milho 2025/26 após avaliações em campo

Mais de 30,8 mil quilômetros foram percorridos para retratar a realidade das lavouras de milho mato-grossenses
Aumento da produtividade, boas condições das lavouras e maior segurança nos dados foram alguns dos destaques apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), durante a divulgação dos resultados do IMEA em Campo da safra de milho 2025/26. Após 64 dias de trabalho e mais de 30,8 mil quilômetros percorridos por Mato Grosso, as instituições apresentaram, na manhã desta segunda-feira (13.07), o levantamento das avaliações realizadas nas lavouras do estado.
Os resultados foram coletados durante os meses de maio, junho e julho e divididos em indicadores quantitativos, como número de plantas por hectare, número de espigas por planta, quantidade de grãos por espiga, peso dos grãos e umidade, e qualitativos, que avaliaram a presença de plantas daninhas, doenças, pragas, condições das lavouras e incidência de grãos avariados.
A produtividade média do milho em Mato Grosso passou de 127 sacas por hectare na safra 2024/25 para 128 sacas por hectare na safra 2025/26, evidenciando o bom desempenho das lavouras mato-grossenses. O superintendente do IMEA, Cleiton Gauer, destacou a importância do projeto para ampliar a precisão das informações sobre a produção agrícola do estado.
“Esse projeto surgiu de uma demanda por parte dos produtores, principalmente para conseguir retratar cada vez melhor a realidade do campo aqui em Mato Grosso. Nos últimos dois anos, o estado tem alcançado tetos produtivos cada vez mais elevados. Conseguir ir in loco, checar essas informações e trazer mais segurança aos dados é o grande resultado que obtivemos, não só nesta temporada, mas ao longo dos últimos anos. Para esta safra, o principal resultado foi a atualização da produtividade média para 128 sacas por hectare, superando o índice produtivo do ano passado em pouco mais de uma saca”, afirmou.
Um dos participantes do IMEA em Campo, Henrique Eggers, ressaltou que o levantamento é fundamental para identificar e retratar a realidade das lavouras mato-grossenses. Segundo ele, o trabalho permitiu observar que as chuvas se estenderam ao longo da safra 2025/26, diferentemente dos ciclos anteriores, marcados por períodos mais secos.
“Foram 64 dias em campo avaliando lavouras em todo o estado, e isso é o que nos permite ter grande segurança nos dados apresentados hoje pelo IMEA. Enfrentamos dias de sol e também dias de chuva, algo que não é comum para o mês de junho. Essa condição climática fora do padrão foi acompanhada de perto pela equipe, que registrou e divulgou essas informações ao longo do trabalho de campo”, destacou.
Os resultados do IMEA, Aprosoja MT e Iagro reforçam a importância do acompanhamento técnico das lavouras para a geração de informações cada vez mais precisas sobre a produção agrícola. Além de contribuir para o planejamento dos produtores, o levantamento auxilia o setor na tomada de decisões estratégicas e no monitoramento das condições das lavouras em Mato Grosso.
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