Agro Mato Grosso
Da suplementação mineral à pecuária de precisão: a trajetória de uma marca do agro

Como a ciência ajudou a transformar a pecuária brasileira: Bellman celebra 35 anos de inovação no campo
Empresa que nasceu no interior de São Paulo e consolidou forte atuação em Mato Grosso comemora 35 anos acompanhando a evolução da pecuária nacional, marcada por mais tecnologia, produtividade e sustentabilidade.
Há pouco mais de três décadas, a realidade da pecuária brasileira era bastante diferente da atual. A suplementação mineral ainda dava seus primeiros passos em muitas propriedades, os índices produtivos eram inferiores aos registrados hoje e tecnologias que atualmente fazem parte da rotina das fazendas ainda eram restritas a poucos produtores.
Foi nesse cenário que nasceu, em 1991, a Bellman Nutrição Animal. Fundada em um galpão de apenas 400 metros quadrados no interior de São Paulo, a empresa acompanhou uma das maiores transformações da história da bovinocultura brasileira e, em 2026, comemora 35 anos de atuação consolidando um legado voltado à inovação, pesquisa e transferência de tecnologia para o campo.
A trajetória da companhia também acompanha o crescimento do agronegócio nacional e, principalmente, de estados como Mato Grosso, que hoje lidera a produção de carne bovina, concentra o maior rebanho comercial do país e se tornou referência mundial em eficiência produtiva.
Uma pecuária que mudou de patamar
Nas últimas três décadas, produzir carne bovina deixou de ser apenas uma atividade baseada na experiência prática para incorporar ciência, tecnologia e gestão. O resultado dessa transformação aparece em indicadores como ganho de peso, redução da idade de abate, melhor aproveitamento das pastagens e aumento da produtividade por hectare.
Esse avanço ocorreu graças à combinação entre genética, manejo, sanidade, nutrição e investimentos em pesquisa aplicada.
Desde o início de suas operações, a Bellman direcionou esforços para desenvolver soluções nutricionais capazes de melhorar o desempenho do rebanho e oferecer maior retorno econômico ao produtor rural.
Para isso, estabeleceu parcerias com instituições como USP/Esalq e Unesp, além de formar um corpo técnico composto por mestres e doutores especializados em nutrição de ruminantes.
Mato Grosso tornou-se protagonista dessa evolução
O avanço da pecuária moderna encontrou em Mato Grosso um ambiente favorável para crescer. O estado reúne o maior rebanho bovino do Brasil, forte presença de sistemas intensivos de produção e uma cadeia frigorífica altamente voltada ao mercado internacional.
Ao longo dos anos, a Bellman ampliou sua presença em regiões estratégicas como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, desenvolvendo projetos voltados às diferentes realidades produtivas encontradas nessas regiões.
Esse movimento acompanhou a profissionalização das fazendas, que passaram a investir cada vez mais em planejamento nutricional, gestão zootécnica e eficiência produtiva.
Do confinamento tradicional ao ganho de peso a pasto
Entre as tecnologias desenvolvidas ao longo dessa trajetória está o programa Confinamento Expresso, que propôs um novo modelo de suplementação intensiva a pasto.
A proposta permitiu aproximar o desempenho de animais mantidos em pastagens daquele observado em sistemas convencionais de confinamento, reduzindo a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura.
A tecnologia ganhou espaço em diferentes estados brasileiros e passou a ser utilizada em milhares de propriedades, contribuindo para acelerar o ciclo produtivo e aumentar a eficiência econômica da atividade.
A chegada da Nutreco abriu uma nova etapa
Em 2012, a Bellman passou a integrar o grupo holandês Nutreco, uma das maiores empresas globais voltadas à nutrição animal.
Com isso, a marca passou a fazer parte da Trouw Nutrition, presente no Brasil desde 2002 e reconhecida mundialmente pelo desenvolvimento de soluções nutricionais para diferentes sistemas de produção.
A incorporação ampliou os investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico, preservando a identidade construída ao longo de mais de duas décadas de atuação junto ao produtor rural.
Ciência aplicada ao campo
Ao longo dos últimos anos, a empresa expandiu seu portfólio para atender diferentes fases da produção pecuária, desde a cria até a terminação.
Entre as soluções desenvolvidas estão suplementos proteicos, minerais e proteico-energéticos adaptados às diferentes condições climáticas e sistemas produtivos brasileiros.
Outro destaque é a tecnologia Dry Technology, criada para reduzir perdas causadas pela chuva sobre suplementos minerais, preservando o consumo adequado dos animais mesmo durante períodos úmidos.
Na área reprodutiva, soluções específicas também passaram a auxiliar produtores na melhoria dos índices de prenhez e na redução de perdas embrionárias em matrizes.
Sustentabilidade passou a fazer parte da produtividade
A evolução da pecuária não está relacionada apenas ao aumento da produção.
Nos últimos anos, eficiência produtiva e sustentabilidade passaram a caminhar juntas, principalmente diante da crescente exigência dos mercados consumidores por alimentos produzidos com responsabilidade ambiental.
Dentro desse contexto, estratégias nutricionais capazes de acelerar o ganho de peso e reduzir o tempo necessário para o abate também contribuem para diminuir a emissão de gases de efeito estufa por unidade produzida.
Esse conceito integra o propósito global da Nutreco, denominado Feeding the Future (Alimentando o Futuro), que busca conciliar produtividade, inovação e sustentabilidade.
Uma história que acompanha a evolução do agro brasileiro
Ao completar 35 anos, a Bellman celebra não apenas a própria trajetória empresarial, mas também um período de profundas transformações da pecuária nacional.
Hoje integrada à Trouw Nutrition, empresa presente em mais de 100 países e com dezenas de unidades industriais ao redor do mundo, a marca mantém o compromisso de aproximar ciência e campo por meio de soluções voltadas ao aumento da eficiência produtiva.
Para um setor que segue ampliando sua importância na economia brasileira e, especialmente, em Mato Grosso, investir em conhecimento, inovação e tecnologia continuará sendo um dos principais caminhos para produzir mais, com melhor desempenho e de forma cada vez mais sustentável.
Agro Mato Grosso
Visitações aos CTECNOs e Rodada Técnica fortalecem a difusão de pesquisas pela Aprosoja MT

Projeto passou por 33 núcleos do estado e apresentou resultados de pesquisas desenvolvidas nos CTECNOs Parecis e Araguaia
Com o objetivo de aproximar a pesquisa da realidade do campo e auxiliar os produtores rurais na tomada de decisões, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) promoveu, entre abril e junho, uma série de ações voltadas à difusão do conhecimento técnico. O trabalho começou com as visitações técnicas aos Centros Tecnológicos (CTECNOs) Araguaia e Parecis, onde mais de 1.100 participantes acompanharam de perto os resultados das pesquisas conduzidas pela entidade, em janeiro e abril de 2026. Na sequência, a terceira edição da Rodada Técnica percorreu cerca de 9 mil quilômetros por Mato Grosso, levando essas informações a 33 núcleos e reunindo 1.878 produtores rurais, engenheiros agrônomos, consultores, técnicos e estudantes.
O vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, destaca a importância do evento como espaço para a troca de ideias entre produtores e profissionais da área.
“A Rodada Técnica leva ao produtor as pesquisas desenvolvidas nos CTECNOs da Aprosoja MT, aproximando os pesquisadores da realidade do campo. É uma oportunidade de compartilhar resultados, esclarecer dúvidas e fortalecer a conexão entre pesquisa e produção. Cada etapa da Rodada Técnica é adaptada às características da região. Isso garante que o produtor tenha acesso a informações e recomendações alinhadas às condições da sua propriedade”, explicou.
Iniciada em maio, a programação passou pelas regiões Leste, Oeste, Sul e Norte de Mato Grosso, reunindo 1.878 participantes, entre produtores rurais, engenheiros agrônomos, consultores, técnicos e estudantes. Ao longo do percurso, a equipe técnica apresentou os principais resultados das pesquisas desenvolvidas nos Centros Tecnológicos (CTECNOs) Parecis e Araguaia, fortalecendo a conexão entre o trabalho realizado nos campos experimentais e as necessidades enfrentadas diariamente dentro das propriedades rurais.
A programação foi conduzida pelos coordenadores de pesquisa e pesquisadoras dos CTECNOs Parecis e Araguaia, Rodrigo Hammerschmitt, André Somavilla, Daniela Facco e Isley Bicalho e dos consultores Douglas Teixeira e Autieres Faria. Durante os encontros, além da apresentação dos estudos, os participantes puderam esclarecer dúvidas, compartilhar experiências e discutir alternativas para aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos dentro das propriedades.
A primeira etapa ocorreu na região Leste, onde a Rodada Técnica percorreu aproximadamente 2.300 quilômetros e passou pelos núcleos de Gaúcha do Norte, Canarana, Querência, Araguaia Xingu, Água Boa e Nova Xavantina. Mais de 430 pessoas participaram dos encontros, que promoveram debates sobre adubação, manejo de plantas daninhas, rotação de culturas, rentabilidade e consórcio de milho com plantas de cobertura.
Na sequência, a programação seguiu para a região Oeste do estado, passando pelos municípios de Campos de Júlio, Sapezal, Campo Novo do Parecis, São José do Rio Claro, Tangará da Serra e Diamantino. Durante a semana, mais de 400 participantes acompanharam a apresentação de pesquisas relacionadas à fertilidade do solo, manejo de culturas e estratégias para aumentar a eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e desafios cada vez maiores para a agricultura.
A Rodada Técnica também esteve presente na região Sul, com encontros realizados em Alto Taquari, Alto Garças, Rondonópolis, Jaciara, Paranatinga e Campo Verde. Mais de 300 produtores rurais, estudantes e profissionais do setor participaram das atividades, que proporcionaram um ambiente de troca de experiências e discussão sobre tecnologias capazes de contribuir para a produtividade e a rentabilidade das propriedades.
Já na região Norte, a iniciativa percorreu mais de 2.200 quilômetros durante a primeira etapa da programação, passando por Alta Floresta, Matupá, Sinop, Cláudia, Marcelândia, Vera, Ipiranga do Norte, Tapurah e Nova Maringá. Posteriormente, o projeto também chegou aos núcleos de Vale do Arinos, Itanhangá, Sorriso, Nova Ubiratã, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, ampliando o alcance das informações geradas pelos centros de pesquisa da entidade.
Ao longo das apresentações, os participantes tiveram acesso a resultados de estudos relacionados à aplicação de calcário, adubação potássica, fosfatada e nitrogenada, manejo de plantas daninhas, adubação foliar, rotação de culturas, rentabilidade, consórcio de milho com plantas de cobertura e avaliações fitotécnicas em culturas como soja, milho, gergelim e sorgo. Os temas foram selecionados com base nos principais desafios enfrentados pelos produtores em diferentes regiões do estado, permitindo que os resultados das pesquisas fossem apresentados de forma prática e alinhada à realidade das propriedades rurais.
A iniciativa também reforçou um dos principais objetivos da Aprosoja MT, que é garantir que o conhecimento gerado nos campos experimentais chegue aos produtores de todas as regiões do estado. Como os Centros Tecnológicos estão localizados em Campo Novo do Parecis e Nova Nazaré, muitos associados enfrentam dificuldades para participar das visitas técnicas realizadas ao longo do ano. Por isso, a Rodada Técnica desempenha um papel importante ao levar os resultados das pesquisas diretamente aos núcleos, democratizando o acesso às informações e ampliando o alcance do trabalho desenvolvido pela entidade.
“As pesquisas desenvolvidas ao longo de mais de 10 anos dão segurança ao produtor para tomar decisões na lavoura. Não se trata de uma recomendação baseada em achismos, mas de resultados comprovados que mostram o que pode ser ajustado no uso de fertilizantes”, disse Gilson.
Ao longo de quase dois meses de programação, a Rodada Técnica fortaleceu a aproximação entre pesquisadores e produtores rurais, promovendo a difusão de tecnologias e informações capazes de contribuir para a tomada de decisões no campo. Com a participação expressiva dos associados e a presença em praticamente todos os núcleos da Aprosoja MT, o projeto reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento da agricultura mato-grossense, levando conhecimento, inovação e soluções que auxiliam na sustentabilidade e na rentabilidade das propriedades rurais.
Agro Mato Grosso
Colheita avança e valor do milho disponível em MT tem leve queda, à R$ 40 I agro.mt

O preço do indicador IMEA do milho disponível no Estado caiu 0,76%, semana passada, ante a anterior, com o avanço da colheita de milho. A maior oferta pressionou para baixo o valor da saca que ficou cotada, na sexta-feira, a R$ 40,13.
A paridade do milho (alinhamento com preços internacionais) aumentou 23,8% e foi para R$ -10,38/saca.
O indicador do CEPEA (SP) teve alta de 0,75% e foi a R$ 64,31/saca.
Agro Mato Grosso
IMEA e Aprosoja MT apresentam resultados da safra de milho 2025/26 após avaliações em campo

Mais de 30,8 mil quilômetros foram percorridos para retratar a realidade das lavouras de milho mato-grossenses
Aumento da produtividade, boas condições das lavouras e maior segurança nos dados foram alguns dos destaques apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), durante a divulgação dos resultados do IMEA em Campo da safra de milho 2025/26. Após 64 dias de trabalho e mais de 30,8 mil quilômetros percorridos por Mato Grosso, as instituições apresentaram, na manhã desta segunda-feira (13.07), o levantamento das avaliações realizadas nas lavouras do estado.
Os resultados foram coletados durante os meses de maio, junho e julho e divididos em indicadores quantitativos, como número de plantas por hectare, número de espigas por planta, quantidade de grãos por espiga, peso dos grãos e umidade, e qualitativos, que avaliaram a presença de plantas daninhas, doenças, pragas, condições das lavouras e incidência de grãos avariados.
A produtividade média do milho em Mato Grosso passou de 127 sacas por hectare na safra 2024/25 para 128 sacas por hectare na safra 2025/26, evidenciando o bom desempenho das lavouras mato-grossenses. O superintendente do IMEA, Cleiton Gauer, destacou a importância do projeto para ampliar a precisão das informações sobre a produção agrícola do estado.
“Esse projeto surgiu de uma demanda por parte dos produtores, principalmente para conseguir retratar cada vez melhor a realidade do campo aqui em Mato Grosso. Nos últimos dois anos, o estado tem alcançado tetos produtivos cada vez mais elevados. Conseguir ir in loco, checar essas informações e trazer mais segurança aos dados é o grande resultado que obtivemos, não só nesta temporada, mas ao longo dos últimos anos. Para esta safra, o principal resultado foi a atualização da produtividade média para 128 sacas por hectare, superando o índice produtivo do ano passado em pouco mais de uma saca”, afirmou.
Um dos participantes do IMEA em Campo, Henrique Eggers, ressaltou que o levantamento é fundamental para identificar e retratar a realidade das lavouras mato-grossenses. Segundo ele, o trabalho permitiu observar que as chuvas se estenderam ao longo da safra 2025/26, diferentemente dos ciclos anteriores, marcados por períodos mais secos.
“Foram 64 dias em campo avaliando lavouras em todo o estado, e isso é o que nos permite ter grande segurança nos dados apresentados hoje pelo IMEA. Enfrentamos dias de sol e também dias de chuva, algo que não é comum para o mês de junho. Essa condição climática fora do padrão foi acompanhada de perto pela equipe, que registrou e divulgou essas informações ao longo do trabalho de campo”, destacou.
Os resultados do IMEA, Aprosoja MT e Iagro reforçam a importância do acompanhamento técnico das lavouras para a geração de informações cada vez mais precisas sobre a produção agrícola. Além de contribuir para o planejamento dos produtores, o levantamento auxilia o setor na tomada de decisões estratégicas e no monitoramento das condições das lavouras em Mato Grosso.
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