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16 de setembro de 2026

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Seguro rural: setor cobra novo modelo para evitar quebra financeira no campo

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Foto: Pixabay

A cobertura do seguro rural no Brasil encolheu drasticamente nos últimos anos e hoje protege apenas cerca de 3% da área agrícola nacional, segundo dados do Observatório do Crédito e Seguro Rural da FGV Agro. O cenário foi um dos principais temas debatidos nesta terça-feira (14), durante o evento Semeando Resiliência e Prosperidade – O Seguro Rural que o Brasil Precisa, realizado em Brasília.

Promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em parceria com a FGV Agro e entidades que representam o setor de seguros, o encontro discutiu alternativas para ampliar a proteção aos produtores rurais e construir um modelo financeiramente sustentável diante do aumento dos eventos climáticos extremos e da redução dos recursos destinados à subvenção ao seguro rural.

Segundo os organizadores, o objetivo é encontrar soluções para reverter a queda da área segurada e reduzir o risco de insolvência no campo em períodos de perdas climáticas.

Teresa Cristina defende modernização do seguro rural

Durante o evento, a senadora Teresa Cristina (PP-MS) voltou a defender o Projeto de Lei 2.951/2024, de sua autoria, que reformula a política de seguro rural no Brasil.

Segundo a parlamentar, a proposta representa um avanço, mas não resolve todos os desafios do setor. “A lei é só um início. O seguro rural não pode ser apenas climático, ele precisa evoluir para um seguro de renda. É preciso criar essa cultura no Brasil”, afirmou.

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A senadora disse estar otimista quanto à tramitação da proposta e espera que ela seja votada logo após o recesso parlamentar.

“Nós entramos em recesso agora, mas espero que na primeira semana de agosto possamos votar o projeto e encaminhá-lo para sanção. Também esperamos que não haja vetos, porque essa política ajudaria muito o produtor rural e o Brasil.”

Projeto prevê fundo para catástrofes e proteção ao orçamento

Entre os principais pontos do PL 2.951/2024 estão:

  • criação de um Fundo de Catástrofe, para complementar a cobertura em casos de eventos climáticos extremos;
  • mecanismos para dar previsibilidade orçamentária aos recursos da subvenção federal ao seguro rural, evitando cortes e contingenciamentos;
  • incentivos aos produtores que contratarem seguro, como acesso facilitado ao crédito rural e possibilidade de juros menores.

Renegociação de dívidas também segue em negociação

Durante o evento, Teresa Cristina também comentou as negociações em torno da medida provisória sobre a renegociação das dívidas rurais.

Segundo a senadora, a expectativa da Frente Parlamentar da Agropecuária é receber a minuta final do texto para avaliação técnica antes da publicação pelo governo federal.

Ela afirmou que o problema do endividamento hoje ultrapassa os impactos registrados no Rio Grande do Sul, origem do Projeto de Lei 5.122/2023, e passou a atingir diversas regiões do país.

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“O governo tem dito que não possui recursos para atender tudo o que foi colocado à mesa. Hoje não é apenas o endividamento do Rio Grande do Sul. O problema é muito maior na agricultura brasileira. Esperamos analisar o texto e, se forem necessárias outras medidas, elas serão adotadas para ajudar o setor.”

A FPA segue negociando com a equipe econômica ajustes na medida provisória. Enquanto o texto permanece em discussão, representantes do agronegócio defendem ações que fortaleçam o seguro rural e ampliem os mecanismos de proteção financeira aos produtores, diante do aumento das perdas provocadas por eventos climáticos.

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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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