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Seca nas regiões centrais avança e Inmet aponta risco para 2ª safra de milho

O trimestre julho-agosto-setembro deve aprofundar a tendência de seca nas regiões centrais do país, com impactos sobre a segunda safra de milho e a renovação das pastagens, segundo o Boletim Agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), publicado nesta terça-feira (14). Ao mesmo tempo, o instituto prevê continuidade de chuvas fortes em áreas das regiões Norte e Sul e no litoral do Nordeste.
De acordo com o Inmet, a precipitação deve ficar abaixo da média climatológica em grande parte da Região Norte nos próximos meses. No norte do Amazonas, o desvio pode chegar a 100 milímetros (mm) abaixo da média. A temperatura também deve permanecer acima do padrão histórico, com anomalias de até 2 graus Celsius (°C) em Amazonas, Acre, Pará, Roraima, Tocantins e no norte de Rondônia.
Mesmo com esse cenário, o boletim indica que os elevados níveis de armazenamento de água no solo em parte dessas áreas favorecem as lavouras de milho segunda safra e sorgo em maturação e colheita entre julho e agosto, com redução da umidade dos grãos, ampliação das janelas operacionais e preservação da qualidade do produto. Em setembro, porém, o déficit hídrico pode atingir 130 mm em Tocantins, Amapá e sudeste do Pará, com impacto sobre lavouras tardias de milho e pastagens.
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Em junho, as chuvas ficaram concentradas no norte da Região Norte, na faixa litorânea do Nordeste e em parte da Região Sul, com volumes acima de 150 mm e armazenamento de água no solo superior a 70% da capacidade de água disponível (CAD). Já em áreas de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, norte de Minas Gerais, Espírito Santo, interior do Nordeste, sul do Pará e de Rondônia, os acumulados ficaram abaixo de 40 mm. Nessas áreas, além do sudeste do Pará, o armazenamento no solo está abaixo de 15% da CAD.
No Centro-Oeste, a umidade relativa do ar mais baixa favorece o algodão em maturação, principalmente em Goiás, mas amplia o risco de perda de produtividade no milho segunda safra. No Nordeste, o avanço do déficit hídrico exige atenção para milho e feijão terceiras safras em sistema de sequeiro, sobretudo em fases reprodutivas e de enchimento de grãos. Para o algodão, o boletim projeta ganho de qualidade.
Na Região Sul, as chuvas beneficiam as lavouras de milho no Paraná e o desenvolvimento das culturas de inverno, mas a frequência dos eventos, associada à menor radiação solar, favorece doenças fúngicas e pode reduzir as janelas para tratos culturais, como aplicação de fertilizantes e defensivos.
O boletim também prevê temperaturas acima da média no Sudeste, com boas condições para cafeicultura, hortaliças e culturas de inverno irrigadas, além de maior demanda sobre os reservatórios. Segundo o Inmet, o padrão de chuvas no Sul tem relação com o El Niño, cuja atuação deve se manter até fevereiro de 2027.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).
Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.
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Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.
Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.
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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.
A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.
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No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.
De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.
No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.
“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.
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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.
A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.
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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.
O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.
Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).
O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.
Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.
Fonte: gov.br
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