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14 de julho de 2026

Business

Sicredi disponibiliza R$ 10,7 bi para Mato Grosso e estados da região Norte na safra 2026/27

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O Sicredi irá disponibilizar R$ 10,7 bilhões em recursos para este Plano Safra 2026/27 para Mato Grosso e os estados Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás onde possui área de atuação. A expectativa é realizar cerca de 17,5 mil operações na região.

Segundo a cooperativa financeira, em recursos de fonte de crédito rural serão disponibilizados no novo ano-safra para a agricultura familiar cerca de R$ 190,1 milhões, médios produtores terão R$ 622 milhões e os demais produtores terão R$ 1,2 bilhão.

Em relação aos demais recursos planejados que podem ser liberados para os públicos da agricultura familiar, médios produtores e agricultura empresarial estão previstos R$ 3,6 bilhões em moeda estrangeira, R$ 2,2 bilhões via BNDES e R$ 1,5 milhão em fundos.

No ano-safra 2025/26 para a região foram liberados R$ 10,5 bilhões até o dia 30 de junho e mais de 16,8 mil operações foram realizadas. Somente em moeda estrangeira foram R$ 3,2 bilhões, conforme o Sicredi. Dentro do montante total, para recursos direcionados somaram R$ 2,9 bilhões, crédito rural R$ 2,1 bilhões e CPR R$ 2,1 bilhões.

“A cada ano nos esforçamos para aumentar o volume de recursos disponíveis, com o diferencial de que fazemos um atendimento consultivo, assertivo, que visa o desenvolvimento do produtor rural associado, para fazer a diferença no negócio dele e no seu entorno, seja ele da agricultura familiar, pequeno, médio ou grande produtor”, pontua o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof.

Volume nacional cresce 4,4%

Ao todo no Brasil, a instituição financeira terá disponível R$ 72,1 bilhões voltados para o desenvolvimento da safra 2026/27. O volume é 4,4% superior aos R$ 69 bilhões disponibilizados no ano-safra 2025/26.

Em relação a projeção de operações, a perspectiva do Sicredi é que aproximadamente 340 mil sejam realizadas no país. Na safra passada haviam sido cerca de 320 mil.

Os principais públicos atendidos foram os pequenos e médios produtores no ciclo passado, que concentraram 88% do total de operações realizadas.


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Agro Mato Grosso

GAFFFF abre vitrine global para agricultura familiar com 23 produtores de Sorriso e região

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Espaço exclusivo reúne produtores de Sorriso, Feliz Natal, Vera, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum de 23 a 26 de julho; entrada para o pavilhão é gratuita.

O GAFFFF Sorriso (Global Agribusiness Forum, Food, Festival & Fellowship) vai muito além das grandes commodities e das multinacionais do setor. Entre os dias 23 e 26 de julho, o Parque Tecnológico Luiz Giroletti abrigará um pavilhão totalmente dedicado à força, à diversidade e à riqueza da produção em pequena escala: a vitrine da Agricultura Familiar.

Com foco na integração regional, a organização do evento, em parceria com o poder público local, expandiu o convite para além das fronteiras municipais, reunindo 23 produtores. Além de Sorriso, pequenos produtores de Feliz Natal, Vera, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum irão participar como expositores levando o melhor da produção artesanal da região — incluindo queijos, doces, mel, carnes, embutidos e hortifrúti direto para o coração do maior festival de cultura agro do mundo. A entrada para o setor é totalmente gratuita para a população, mediante credenciamento prévio no site oficial.

A oportunidade de expor em uma vitrine internacional é celebrada por quem vive da terra. Para os produtores, o evento representa um divisor de águas na comercialização e na valorização do trabalho. Uma chance de mostrar que a agricultura familiar da região produz com dedicação e que faz parte do motor que move o Mato Grosso, quebrando o paradigma de que a região é forte apenas nas grandes lavouras de grãos.

Trabalhando na produção de queijos desde 2009, Rita de Cássia Pinto Hachiya, destaca a importância da participação do GAFFFF. “Estar no GAFFFF, ao lado de grandes marcas e com o apoio do Ministério, é o reconhecimento de que a nossa produção tem valor e qualidade. Nós já conquistamos medalhas nas três edições do concurso estadual do Sebrae em Cuiabá; três medalhas do Prêmio Queijo Brasil, em Blumenau; e este ano fomos ao Mundial do Queijo em São Paulo, um concurso internacional onde conquistamos um ouro e um bronze. Recentemente, levamos mais três medalhas (ouro, prata e bronze) no concurso de Mato Grosso. O público de fora vai ver que Sorriso é gigante na soja e no milho, mas também é extremamente forte na agricultura familiar”.

Outro destaque de peso que ilustra a potência do cooperativismo é a Frigovino, sediada em Lucas do Rio Verde. O empreendimento, o primeiro e único frigorífico de cordeiros de Mato Grosso, atua no mercado há três anos e celebra o aniversário de seu primeiro abate exatamente no dia 23 de julho, na abertura do GAFFFF. A empresa atende aos 16 municípios do Vale do Teles Pires e opera em um modelo 100% integrado ao pequeno produtor, tendo conquistado recentemente o selo nacional SISBI-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal). “Nós compramos 100% da nossa matéria-prima de produtores da agricultura familiar para fomentar essas famílias no campo. Começamos a abater em 2023 e hoje, com o selo nacional do SISBI, mostramos que o cordeiro da agricultura familiar de Mato Grosso tem qualidade para abastecer o Brasil inteiro. O GAFFFF é a vitrine perfeita para celebrar esses três anos de história”, aponta o sócio proprietário da Frigovino, Bruno Lino da Cruz.

Para além da comercialização e da visibilidade de mercado, o espaço ganha um forte peso institucional com duas áreas de destaque destinadas ao MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária). A presença do ministério no pavilhão funcionará como um ponto de apoio estratégico e técnico, oferecendo orientações sobre políticas públicas, certificações, selos de qualidade e linhas de crédito para o fortalecimento do pequeno produtor mato-grossense.

Para o Secretário de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar de Sorriso, Lucas de Oliveira, a consolidação desse espaço no festival é um passo fundamental para o desenvolvimento integrado da região. “Cada inovação e mercado que abrimos para o pequeno produtor fortalece toda a nossa cadeia de alimentos. O GAFFFF é uma oportunidade histórica de mostrar que a Capital Nacional do Agronegócio caminha de mãos dadas com a agricultura familiar, oferecendo aos produtores da nossa região o acesso ao mercado nacional e à tecnologia de ponta”, afirma o Secretário.

Trazer a agricultura familiar de todo o cinturão produtivo da região para dentro do GAFFFF cria uma conexão direta entre o pequeno produtor e as grandes inovações e fundos de investimento presentes na feira de negócios. É a oportunidade de mostrar a potência do cooperativismo e como a tradição das famílias que alimentam o estado caminha lado a lado com o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Rachel Rocha – assessoria de comunicação

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Business

O que a casca de laranja esconde? Pesquisa revela por que ela pode valer mais do que você imagina

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Foto: Freepik

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aponta que a casca de laranja, um dos principais resíduos gerados pela indústria citrícola, pode ser aproveitada integralmente para a produção de alimentos, cosméticos e biocombustíveis, em um modelo inspirado no conceito de biorrefinaria e economia circular.

O estudo foi conduzido pela professora Rosana Goldberg Coelho, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp. A proposta busca extrair diferentes compostos da casca de laranja, reduzindo desperdícios e aumentando o valor agregado do resíduo.

“As nossas linhas de pesquisa são sempre voltadas ao aproveitamento sustentável dos
resíduos. Nós tentamos valorizar e agregar valor aos diferentes resíduos do agronegócio”, destaca Goldberg.

Biorrefinaria integrada

Emulção gel
Pedro Amatuzzi/ Inova Unicamp

O primeiro componente extraído é a pectina (fibra solúvel natural presente na casca de frutas), substância amplamente utilizada pela indústria de alimentos, principalmente em geleias, bebidas e outros produtos alimentícios.

Os pesquisadores aproveitam também a hemicelulose presente na casca para produzir xilooligossacarídeos, açúcares funcionais conhecidos pelo efeito prebiótico. Esses compostos não são digeridos pelo organismo e chegam ao intestino, onde servem de alimento para bactérias benéficas presentes no intestino.

A última etapa da proposta utiliza a fração rica em celulose que permanece após as extrações anteriores. Esse material pode seguir dois caminhos: ser hidrolisado para obtenção de glicose, posteriormente fermentada para produção de etanol, ou ser destinado à geração de biogás e cogeração de energia.

“O que pensamos foi em uma biorrefinaria integrada, aproveitando todas as frações da casca de laranja”, resume Rosana Goldberg.

Aplicação em cosméticos

Segundo a pesquisadora, os xilooligossacarídeos também apresentam potencial de aplicação na indústria cosmética, especialmente em produtos hidratantes. Ela explica que esses compostos possuem alta capacidade de retenção de água, o que contribui para manter a hidratação da pele.

“Os xilooligossacarídeos podem ser utilizados em diferentes áreas, mas para cosméticos eles também tem uma boa capacidade de absorver água, então eles podem ser usados em hidratantes, eles têm esse efeito prebiótico e favorecem bactérias benéficas que a gente tem na pele”, afirma.

Economia circular

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de laranja e concentra grande parte da produção no estado de São Paulo, o que resulta em elevado volume de resíduos da indústria de suco. Hoje, boa parte dessas cascas é destinada à alimentação animal, para a pesquisadora, ampliar as possibilidades de uso pode reduzir desperdícios e gerar novas oportunidades de negócios.

Na avaliação da pesquisadora, ao invés das empresas focarem sua atuação apenas na produção de suco, elas poderiam aumentar o leque de oportunidades e investir na geração de outros produtos e ingredientes funcionais que atenderiam ao mercado.

“Temos bastante matéria disponível, a maioria é destinada para à ração animal, então, isso poderia ser valorizado, ter um produto de alto valor agregado que pode ser utilizado para um cosmético”, destaca Rosana Goldberg.

Desafio para a indústria

Embora os estudos indiquem viabilidade econômica quando todas as frações da casca são aproveitadas, a produção ainda não é feita no mercado brasileiro. Segundo Rosana Goldberg, um dos principais entraves é o custo do processo, especialmente pela necessidade de enzimas durante a etapa de hidrólise.

“É um processo de hidrólise que precisa de enzima, então tem um custo elevado. Todos os resíduos que vêm de fonte vegetal, que possuem parede celular, hemicelulose e celulose, conseguimos fazer esse processo de extração. Mas a vantagem da casca de laranja é que ela também contém pectina, que tem alto valor agregado, o que permite desenvolver uma tecnologia capaz de aproveitar as duas coisas”, explica.

Ela destaca que os prebióticos já são amplamente produzidos em países asiáticos, especialmente na China, enquanto o mercado brasileiro ainda está em desenvolvimento.

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Anater abre seleção para executar ações de adaptação climática no Garantia-Safra

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A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) abriu seleção pública para organizações da sociedade civil interessadas em executar ações do edital Da Terra à Mesa – Garantia-Safra Semiárido. A iniciativa integra a Estratégia de Adaptação Climática na Agricultura Familiar (EACAF), no âmbito do Fundo Garantia-Safra. O período para apresentação das propostas vai de 30 de julho a 15 de agosto de 2026.

A seleção é conduzida pela Anater no âmbito do contrato de gestão firmado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O instrumento prevê a execução de serviços de assessoria técnica e apoio à implantação de projetos de adaptação climática, inclusão produtiva e fortalecimento dos sistemas produtivos da agricultura familiar.

O edital contempla propostas para atendimento de, no mínimo, 49.200 Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPAs), distribuídas em 50 lotes territoriais. A abrangência inclui municípios de dez estados do Semiárido brasileiro: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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As ações serão direcionadas a agricultores familiares que aderiram e contribuíram regularmente para o Fundo Garantia-Safra, conforme os critérios de elegibilidade e priorização definidos pela estratégia e pelo edital. A EACAF tem como objetivo fortalecer a resiliência da agricultura familiar diante dos impactos das mudanças do clima, com oferta de assessoria técnica, disseminação de tecnologias e práticas sustentáveis, implantação de projetos de adaptação climática e reforço das capacidades produtivas, organizativas e de gestão das unidades familiares.

Segundo o edital, a atuação será desenvolvida em territórios priorizados com base em critérios técnicos definidos pelo MDA, incluindo histórico de adesão e contribuição ao Fundo Garantia-Safra, vulnerabilidade climática, perfil socioeconômico das famílias agricultoras e exposição dos sistemas produtivos aos riscos associados às mudanças do clima.

Podem participar organizações da sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, que atendam aos requisitos previstos no edital e em seus anexos.

O edital de seleção pública nº 002/2026, os anexos e os documentos do processo seletivo estão disponíveis na página da Anater. As propostas deverão seguir os prazos, requisitos e procedimentos estabelecidos no instrumento de seleção.

Fonte: gov.br

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