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14 de julho de 2026

Sustentabilidade

Brasil: Com 8,1% colhido, safra de algodão avança pelos principais estados produtores – MAIS SOJA

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Algodão: 8,1% colhido. Em MT, a colheita da primeira safra segue avançando. As lavouras de segunda safra apresentam bom desenvolvimento e entram na fase final do ciclo. No manejo fitossanitário, permanece a prioridade no controle do bicudo-do-algodoeiro e do complexo de lagartas.

Na BA, a colheita segue lentamente. No MA, nos Gerais de Balsas, a colheita da primeira safra avança dentro do esperado, favorecida pelas condições climáticas. As demais lavouras
permanecem em maturação. Em MS, o desfolhamento foi realizado em boa parte das lavouras das regiões Norte e Nordeste, onde a colheita deve se intensificar. Na região Central, a colheita permanece mais tardia em função do calendário de plantio.

Em GO, a colheita avança no extremo sul, com qualidade visual da fibra abaixo do esperado nas primeiras áreas colhidas. Na região Leste, os trabalhos evoluem de forma uniforme, com boa produtividade. As lavouras irrigadas de segundo ciclo seguem em boas condições e em fase final do ciclo.

Em MG, a colheita deve ganhar ritmo na próxima semana. No PI, a colheita segue avançando. Em SP, na região de Holambra/Paranapanema, a colheita aproxima-se do final. Na Alta Paulista, os trabalhos foram iniciados em julho e devem se estender até agosto.

Previsão Agrometeorológica (13/07/2026 a 20/07/2026)

N-NE: Há previsão de chuvas, com os maiores volumes, entre 30 e 70 mm, no norte e noroeste do Amazonas, no sul e oeste de Roraima e em áreas do oeste do Acre, com acumulados podendo ultrapassar 70 mm em pontos isolados. Na Região Nordeste, as precipitações deverão se concentrar na faixa litorânea, desde o Rio Grande do Norte até a Bahia, com baixos volumes. No Sealba, apesar das possíveis precipitações, as condições deverão permanecer desfavoráveis ao desenvolvimento do feijão e do milho terceira safra. Já no Matopiba, a persistência do tempo seco continuará favorecendo a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra.

CO: Predominará o tempo estável, com baixos acumulados ou ausência de precipitações na maior parte da região. Há previsão de chuvas fracas e isoladas no sudoeste de Mato Grosso do Sul e em áreas pontuais do leste de Mato Grosso e sul/leste de Goiás, com volumes, em geral, inferiores a 10 mm. A baixa umidade do solo deverá persistir na maior parte do CO, favorecendo a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra, especialmente em Mato Grosso e Goiás.

SE: São previstos baixos acumulados de chuva, em geral inferior a 10 mm, em áreas do sul e oeste de SP, no sul e parte do Triângulo Mineiro de MG e em pontos isolados do RJ e do ES, contribuindo pontualmente para a manutenção da umidade no solo. Nas demais áreas da região, o tempo continuará seco, favorecendo a maturação e colheita do algodão, do milho segunda safra e do sorgo. Já no norte e noroeste de MG, deverá persistir a condição de restrição hídrica, em razão da ausência de precipitações e dos baixos níveis de armazenamento de água no solo.

S: Há predominância de tempo seco no PR e em SC. Já no RS, os maiores volumes, entre 10 e 30 mm, são previstos para o sul e oeste do estado; nas demais áreas, o tempo continuará seco. Há previsão de baixas temperaturas, favorecendo o desenvolvimento do trigo. No geral, as condições permanecerão favoráveis para a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de inverno na região, e a boa disponibilidade de umidade no solo contribuirá para a manutenção das lavouras. As condições também seguirão favoráveis para o milho segunda safra em maturação e colheita no Paraná.

Fonte: Conab


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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Demanda aquecida e preços altos impulsionam exportações de soja no Brasil

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A demanda aquecida e a alta nas cotações internacionais estão impulsionando os embarques de soja do Brasil, que se prepara para um ciclo de exportação promissor. O cenário é favorecido por fatores como a concorrência com os Estados Unidos e a necessidade de desocupar armazéns devido à entrada da safra de milho safrinha.

Fatores que impulsionam a demanda

  • Concorrência com os Estados Unidos, que é o segundo maior produtor de soja.
  • Finalização do plantio nos EUA e desenvolvimento das lavouras.
  • Necessidade de desocupar armazéns no Brasil devido à safra de milho.
  • Instabilidade geopolítica e conflitos que afetam o mercado.

Projeções de exportação

O Brasil deve embarcar cerca de 91,5 milhões de toneladas de soja e milho nos próximos meses, superando os números do ano anterior. Em 2025, foram embarcadas 77,2 milhões de toneladas de soja e 8,9 milhões de toneladas de milho, totalizando 86 milhões de toneladas.

Expectativas para 2026

As projeções indicam que o Brasil deve superar 115 milhões de toneladas de soja exportadas em 2026. No milho, a expectativa é de manter-se próximo a 41 milhões de toneladas, com preços valorizados no mercado internacional, o que representa uma oportunidade significativa para as exportações brasileiras.

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Sustentabilidade

Cepea: Margem da indústria da soja cai para 20,1% em junho, a menor do ano – MAIS SOJA

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As negociações de soja em grão estiveram aquecidas no mercado brasileiro em junho, cenário que impulsionou as cotações da oleaginosa. Já no mercado de derivados, embora tenha sido observada uma melhora na liquidez, a maior oferta na América do Sul pressionou as cotações no País. Deste modo, a “crush margin” recuou no Brasil.

Com base nos preços da soja, do farelo e do óleo negociados no estado de São Paulo, o Cepea calcula a margem da indústria em R$ 398,93 na média de junho, o menor valor desde julho de 2025, quando foi de R$ 331,43/t.

Isso significa que o retorno da indústria sobre o custo da matéria-prima foi de apenas 20,14% em junho, o mais baixo deste ano.

SOJA EM GRÃO – A elevação nos preços nacionais da oleaginosa se deve ao crescimento nas demandas externa e de indústrias nacionais. A maior atratividade da soja brasileira também foi impulsionada pela depreciação do Real frente ao dólar. A moeda norte-americana acumulou alta de 2,9% entre as médias de maio e junho, para R$ 5,13 na média de junho. Frente a junho/25, por outro lado, observa-se forte queda de 7,4%.

Os números das exportações evidenciam a força da demanda pela soja brasileira. Segundo dados da Secex, o Brasil exportou o recorde de 69,57 milhões de toneladas do grão no primeiro semestre deste ano, 35% a mais que o escoado em período equivalente de 2025.

O Indicador CEPEA/ESALQ – Paranaguá avançou 1,9% entre as médias de maio e de junho, para R$ 131,81 por saca de 60 kg no último mês. No mercado regional, o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná subiu 1,8%, em igual comparativo, a média de R$ 125,22/sc de 60 kg em junho. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os aumentos foram de 1,3% no mercado de balcão (valor pago ao produtor) e de 1,9% no mercado de lotes (negociações entre empresas).

Por outro lado, o movimento de alta no mercado nacional foi limitado pelas expectativas de boa oferta nos Estados Unidos, diante das condições climáticas favoráveis às lavouras da safra 2026/27 no Hemisfério Norte. Assim, o contrato Jul/26 da soja foi de US$ 11,2651 por bushel (US$ 24,83 por saca de 60 kg) na média de junho, o menor desde fevereiro deste ano.

ÓLEO DE SOJA – O prêmio de exportação do óleo registrou recuperação na segunda quinzena de junho; ainda assim, no mês, foram registrados níveis historicamente baixos, considerando-se a série do Cepea, iniciada em junho de 2004. O cenário reflete a ampla disponibilidade do produto na América do Sul e a demanda por biodiesel no Brasil abaixo das expectativas do mercado.

Considerando-se o porto de Paranaguá (PR) e embarques em julho/26, o prêmio de exportação foi ofertado em -19,58 centavos de dólar por librapeso na média de junho deste ano, significativamente abaixo dos -2,46 centavos de centavos de dólar por libra-peso ofertados em período equivalente. Considerando-se os prêmios negociados no mês de junho para embarque em julho, os patamares deste ano são os menores da série histórica do Cepea.

No mercado spot nacional, com base na região de São Paulo, o preço do óleo de soja (com ICMS de 12%) recuou 0,2% entre as médias de maio e de junho, para R$ 6.505,59 por tonelada no último mês. Embora este preço seja o menor em um ano, em termos reais (IGP-DI, de abril/26), ainda apresenta alta anual de 2,5%.

No mercado internacional, as cotações foram pressionadas pelo acordo provisório firmado em 17 de junho entre os Estados Unidos e o Irã, o que reduziu as preocupações quanto ao abastecimento global de petróleo ao prever a reabertura do Estreito de Ormuz e a normalização do tráfego marítimo na região. Nesse contexto, o contrato Jul/26 do óleo de soja negociado na CME Group (Bolsa de Chicago) caiu 3,2% entre as médias de maio e de junho, para US$ 0,7323 por libra-peso (US$ 1.614,39 por tonelada) em junho.

FARELO DE SOJA – A liquidez no mercado de farelo esteve aquecida em junho, sustentada pelas firmes demandas domésticas e externas. Apesar do bom ritmo dos negócios, os preços seguiram pressionados pela maior oferta, resultado do aumento do esmagamento no Brasil e da ampla disponibilidade do produto na Argentina.

Dessa forma, os preços do derivado na média das regiões acompanhadas pelo Cepea registraram quedas de 1,6% de maio para junho e de 2,4% de jun/25 a jun/26, em termos reais. Na Bolsa de Chicago, o contrato Jul/26 do farelo de soja encerrou a US$ 307,06 por tonelada curta (US$ 338,47 por tonelada) na média de junho, queda de 6,8% frente ao mês anterior, porém, alta de 7% no comparativo anual.

CAMPO – As negociações da safra 2026/27 também foram influenciadas pelas previsões de ocorrência do fenômeno El Niño, o que pode impactar o desempenho da próxima safra brasileira.

Nos Estados Unidos, as condições climáticas estiveram favoráveis, propiciando o aumento de área na safra 2026/27. De acordo com dados de área e de estoques trimestrais divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) em 30 de junho, a área cultivada com soja na safra 2026/27 foi estimada em 34,55 milhões de hectares, 0,8% superior à projeção anterior. Os estoques norte-americanos de soja (da safra 2025/26) foram estimados em 28,88 milhões de toneladas até 1º de junho, volume 5,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Fonte: CEPEA



 

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Sustentabilidade

Soja: queda em Chicago e no dólar reduz preços e deixa negociações estagnadas no Brasil

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O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta terça-feira (14). A combinação de queda na Bolsa de Chicago e do dólar pressionou os preços internos, enquanto a leve alta dos prêmios nos portos não foi suficiente para estimular os negócios. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi de preços pouco atrativos, o que manteve os produtores retraídos nas negociações.

De acordo com Silveira, as cotações nos portos recuaram cerca de R$ 2,00 por saca ao longo do dia. Com isso, os produtores optaram por segurar as ofertas, e o mercado registrou apenas negociações pontuais, sem grandes volumes comercializados.

Soja no Brasil (preços):

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 136,00 para R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 123,00 para R$ 122,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 124,00 para R$ 123,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 126,00 para R$ 124,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 140,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 142,00 para R$ 140,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa, após atingirem na segunda-feira os maiores níveis das últimas oito semanas. O mercado passou por um movimento de realização de lucros, influenciado pela melhora das condições das lavouras dos Estados Unidos apontada no relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Segundo o USDA, até 12 de julho, 65% das lavouras norte-americanas de soja estavam em condições boas ou excelentes, ante 64% na semana anterior. As áreas classificadas como regulares diminuíram de 28% para 27%, enquanto as lavouras em condições ruins ou muito ruins permaneceram em 8%.

Apesar da pressão provocada pelo relatório, as perdas foram limitadas por sinais de demanda aquecida pela soja norte-americana e por previsões indicando temperaturas elevadas em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos.

Outro fator de suporte ao mercado foi o desempenho das importações chinesas. Em junho, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja, volume 10,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado de 2026, as compras somam 50,15 milhões de toneladas, alta de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados da Administração Geral da Alfândega.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja com vencimento em agosto fecharam cotados a US$ 11,92 3/4 por bushel, com queda de 4,00 centavos de dólar, ou 0,33%. O contrato novembro encerrou a US$ 11,91 por bushel, recuo de 3,75 centavos, ou 0,31%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para agosto fechou em alta de US$ 0,20, ou 0,06%, a US$ 317,40 por tonelada. Já o óleo de soja, também com vencimento em agosto, terminou o dia cotado a 72,40 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,49 centavo, equivalente a 0,67%.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,09%, cotado a R$ 5,0755 para venda e R$ 5,0735 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0650 e a máxima de R$ 5,1270.

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