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16 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Cepea: Milho acumula nova queda em junho pressionado por oferta interna e perdas em Chicago – MAIS SOJA

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Os preços do milho acumularam mais um mês de queda no mercado brasileiro em junho, pressionados principalmente pelo avanço da colheita da segunda safra sobretudo no Centro-Oeste e pela expectativa de maior oferta nas próximas semanas. Diante de estoques suficientes para atender ao consumo de curto prazo, compradores permaneceram afastados do mercado spot, aguardando desvalorizações mais intensas, enquanto as recentes quedas dos preços internacionais reduziram a paridade de exportação e reforçaram a pressão sobre as cotações domésticas. Além disso, as estimativas da Conab e do USDA, que indicavam aumento da produção brasileira e da oferta mundial reforçaram a postura cautelosa dos consumidores.

Do lado do vendedor, os que não necessitaram de “fazer caixa” ou liberar espaço nos armazéns ainda limitam as negociações. Neste cenário, agentes aguardam sustentações nos valores, fundamentadas na menor produção nesta temporada 2025/26 e nos possíveis impactos do tempo seco na produtividade, principalmente em Goiás e em partes do Mato Grosso do Sul, além das geadas no Paraná.

No final do mês, os recuos foram limitados pontualmente em algumas regiões pela pausa na colheita da segunda safra – as baixas temperaturas em algumas regiões do País têm gerado preocupação entre alguns produtores quanto a possíveis impactos sobre as lavouras – vale lembrar que, até o final do mês de junho, não houve registro de perdas.

PREÇOS – O Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu 2% no acumulado de junho, fechando a R$ 63,58/saca de 60 kg no dia 30. A média mensal cedeu 2,9% em relação a maio, para o menor patamar do ano, em termos nominais.

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Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea, o cereal se desvalorizou 3,4% no mercado de balcão (ao produtor) e 2,7% no mercado de lotes (negociação entre empresas), também no acumulado de junho. As médias mensais ficaram 2,7% e 2% inferiores às de maio, respectivamente.

Na B3, o primeiro vencimento foi pressionado pelo avanço da colheita de segunda safra. O contrato Jul/26 recuou 1%, fechando a R$ 64,86/sc de 60 kg no dia 30.

ESTIMATIVAS – Novo levantamento para a temporada 2025/26 foi divulgado em junho pela Conab, com redução para a produção da segunda safra, aumentando a da primeira e mantendo as estimativas para a terceira safra. No agregado, a alta mensal é de 0,2%, mas a produção desta temporada deve ser 0,5% inferior à de 2024/25, somando 140,46 milhões de toneladas.

Especificamente para a segunda safra, a redução foi de leve 0,5% frente ao relatório de maio, passando para 107,86 milhões de toneladas, e baixa de 4,7% na comparação com a temporada passada. Para o milho verão, a safra atual passou a ser estimada em 29,33 milhões de toneladas, 3% a mais que o indicado no relatório anterior e ainda 17,7% superior à temporada passada. Já a terceira safra teve manutenção entre os relatórios mensais, mas com forte aumento de 8,9% entre as temporadas.

O consumo doméstico é estimado pela Conab em 94,88 milhões de toneladas, e as exportações devem totalizar 46,5 milhões de toneladas. Se essas estimativas se confirmarem, os estoques finais nesta temporada seriam de 13,25 milhões de toneladas, 6% superior ao da temporada anterior.

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Em termos globais, o USDA estimou produção de 1,3 bilhão de toneladas, acima das 1,29 bilhão de toneladas do relatório anterior, mas com redução de 2% em relação à temporada anterior. Com relação aos estoques finais mundiais, o USDA projeta em 281,21 milhões de t, contra as 303,35 milhões de t na temporada 2025/26.

CAMPO E CLIMA – No mês de junho, as chuvas no Centro-Sul limitaram o ritmo da colheita. Foram registradas geadas em regiões do Paraná e de Mato Grosso do Sul, mas não houve registro de perdas no período. Com isso, a média nacional colhida totalizou 18,8% da área até o dia 26 de junho, ainda abaixo dos 24,6% colhidos na média das últimas cinco safras, de acordo com dados da Conab.

Em Mato Grosso, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), 32,41% da área havia sido colhida até 26 de junho, avanço de 5,42 p.p. acima do observado no mesmo período da safra passada. No Paraná, chuvas registradas no período reduziram o ritmo dos trabalhos de campo, fazendo com que apenas 5% da área tivesse sido colhida até o dia 29 de junho, percentual inferior aos 16% verificados no mesmo período de 2025, segundo dados da Seab/Deral.

Em Mato Grosso do Sul, segundo a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), apenas 0,7% da área havia sido colhida até 30 de junho, atraso de 5,5 p.p. em relação à temporada 2024/25, reflexo do elevado volume de chuvas.

Quanto à safra verão, a colheita somava 95,3% da área nacional até o dia 26 de junho, abaixo 94,9% da média dos últimos cinco anos, segundo a Conab.

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INTERNACIONAL – Os preços externos do cereal acumularam queda ao longo de junho, pressionados pelo bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, diante das condições climáticas favoráveis no Meio-Oeste dos EUA e das expectativas de safra robusta. No entanto, no encerramento do mês, as cotações reagiram após o USDA manter praticamente inalteradas as estimativas de área plantada e de área a ser colhida nos Estados Unidos, reduzindo as especulações sobre uma revisão mais expressiva da área cultivada.

A área plantada foi estimada em 38,58 milhões de hectares, em linha com a projeção divulgada em março. Além disso, dados positivos da produção de etanol deram suporte adicional aos preços do milho. Os estoques de milho em 1º de junho considerando todas as posições, totalizaram 134,49 milhões de toneladas, aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com isso, os contratos Jul/26 e Set/26 recuaram 7,61% e 8,56% entre 29 de maio e 30 de junho, encerrando o período a US$ 4,1275/bushel (US$ 162,49/t) e a US$ 4,1675/bushel (US$ 164,06/t), nesta ordem.

No campo, o USDA informou que, até o dia 29 de junho, a semeadura havia sido concluída e que 67% das lavouras norte-americanas estavam em boas e excelentes condições, abaixo dos 73% do mesmo período do ano passado. Na Argentina, o relatório da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indicou que a colheita chegou a 51,2% da área nacional até o dia 24.

Fonte: Cepea

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

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Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

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Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

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Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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