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Fórum LIDE Mato Grosso reúne Eike Batista, Leandro Karnal e Caio Coppolla em Cuiabá no dia 29 de julho

Evento discutirá liderança, empreendedorismo e economia; pré-inscrições gratuitas estão abertas com vagas limitadas.
O Fórum LIDE Mato Grosso – Liderança e Empreendedorismo 2026 será realizado no dia 29 de julho, a partir das 8h, no Espaço Reali do Buffet Leila Malouf, em Cuiabá. As pré-inscrições gratuitas já estão disponíveis, com vagas limitadas.
O evento reunirá empresários, executivos, investidores, autoridades e lideranças nacionais para debater os principais desafios do ambiente de negócios brasileiro. Entre os destaques da programação estão o empresário Eike Batista, fundador do Grupo EBX, que falará sobre inovação, investimentos e desenvolvimento econômico; o historiador e escritor Leandro Karnal; o comentarista político Caio Coppolla, que abordará o cenário político e econômico nacional e seus impactos na competitividade brasileira; e o economista Pablo Spyer, sócio da XP Inc e âncora da Jovem Pan, conhecido como “Tourinho de Ouro”, com mais de três décadas de experiência em mercados de capitais.
“Mato Grosso tem protagonismo na economia brasileira e é o cenário ideal para esse debate”, destacou o presidente do LIDE Mato Grosso, Igor Taques.
As inscrições podem ser feitas pelo link: forms.gle/N9Woie8eNcpv64qA8
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Homem fica nervoso com viatura, é revistado e Cavalaria acha espingarda escondida em alojamento

Policiais militares da Cavalaria prenderam um homem, de 25 anos, por porte ilegal de arma e uso ilícito de drogas, na noite desta segunda-feira (13.7), na cidade de Peixoto de Azevedo. Na ação, a PM apreendeu uma espingarda, cartuchos de munição para a arma e uma porção de cocaína.
A equipe policial realizava patrulhamento na cidade e encontrou o suspeito em um bar. O homem apresentou comportamento estranho ao se deparar com as viaturas da Cavalaria. Diante da postura, os policiais fizeram a abordagem do suspeito.
Na revista pessoal, os militares encontraram sete cartuchos de calibre 36 e uma porção de substância análoga à cocaína. Questionado sobre as munições, o homem afirmou que possuía uma arma de fogo em seu quarto, no alojamento em que residia.
Os policiais seguiram ao endereço informado pelo suspeito e fizeram buscas no quarto dele, localizando uma espingarda de calibre 36 e mais cinco cartuchos de calibre 12. O suspeito ainda disse que a arma era de origem ilícita e que a usava para caçar.
Diante do flagrante, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia da cidade para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.
Com Assessoria
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Fim do prazo: EUA ameaçam aplicar ‘tarifaço’ de 25% contra o Brasil por disputa sobre Pix e etanol

Prazo para o governo americano taxar produtos brasileiros vence nesta quarta (15). Especialistas veem motivação política na nova doutrina de Donald Trump
Sem previsão de acordo à vista, vence nesta quarta-feira (15) o prazo estabelecido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para definir sobre a aplicação, ou não, da tarifa adicional de 25% sobre a importação de parte dos produtos brasileiros.![]()
Contribuem para dificultar o acordo tanto a negativa do Brasil de negociar mudanças no Pix quanto a oposição dos Estados Unidos (EUA) em aceitar a redução da sobretaxa que o país impõe ao açúcar brasileiro em troca de mudanças na tarifa do etanol que entra no Brasil.
Para especialistas consultados pela Agência Brasil, o tarifaço tem motivação política, e não estritamente econômica. Nesse contexto, serviria como mecanismo de pressão para enquadrar o Brasil na nova doutrina do governo Donald Trump para América Latina.
Apelidada de corolário Trump à Doutrina Monroe, a nova política de segurança dos EUA busca reafirmar a proeminência de Washington no continente frente à ascensão econômica da China.
O professor de direito internacional Paulo Borba Casella, da Universidade de São Paulo (USP), afirmou à Agência Brasil que os EUA “não disfarçam” que a medida tem motivação política, dificultando o fechamento de um acordo.
Casella relembrou que Trump chamou o Brasil de país “desagradável” e que o tarifaço proposto é uma forma de “interferir na política interna”.
“Qualquer negociação e possível acordo dependem de interesse e boa vontade recíprocas. Na medida em que isso não seja encontrado por parte deles, ficaria difícil de alcançar algum entendimento”, concluiu.
Usando a Seção 301 da legislação estadunidense, o USTR alega “prática desleal” do Brasil em relação ao Pix, etanol, desmatamento ilegal, entre outros pontos.
Realinhamento da América Latina
O professor de relações internacionais do Ibmec-SP Alexandre Pires destacou que o governo Trump tem “endurecido” a postura com países que não estão alinhados às políticas de Washington, o que incluiria o Brasil.
“A Casa Branca busca realinhar o Hemisfério Ocidental aos EUA e afastá-lo da influência econômica e tecnológica chinesa. O Brasil nos últimos 20 anos fortaleceu seus laços com a China, diante de um fechamento cada vez maior dos parceiros tradicionais, Europa e América do Norte”, disse.
Para Alexandre Pires, apesar de o Brasil também praticar o protecionismo comercial em algumas áreas, o contexto internacional está mais politizado e tenso, colocando as práticas brasileiras “sob escrutínio”.
“O desejo dos EUA é a eliminação das barreiras comerciais brasileiras em relação às empresas americanas, mas não é algo factível no curtíssimo prazo”, completou o professor.
Em resposta às acusações dos EUA de prática comercial “desleal” por parte do Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, rebateu cada uma das alegações do USTR.
“Isso [o tarifaço] oneraria uma relação bilateral de comércio e investimento que é claramente importante para ambos os lados, ao mesmo tempo que reduziria o espaço para o diálogo mais capaz de produzir resultados práticos”, afirmou Vieira.
Etanol e açúcar
Uma das exigências dos EUA é que o Brasil elimine tarifas de importação para o etanol produzido no país norte-americano, o que poderia prejudicar os produtores brasileiros.
O governo vem pedindo para manter o etanol fora das negociações, apesar de sugerir que os EUA retirem, em troca, as tarifas sobre o açúcar produzido no Brasil.
“O governo vem defendendo que o etanol não seja tratado nessa discussão. É uma pena que outras pessoas pensem diferente para que o etanol americano possa entrar no mercado brasileiro com facilidade”, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Rosa destacou que o setor é estratégico, principalmente para o Nordeste, e lembrou que o açúcar brasileiro enfrenta fortes barreiras para entrar no mercado americano.
“Nosso açúcar tem sobretaxa nos Estados Unidos de quase 100%. Não dá para dissociar as duas cadeias”, disse a jornalistas dias atrás. A posição do governo é defendida pelas associações de produtores de cana brasileiros.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a União Nacional do Etanol de Milho e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) argumentam que a queda das importações de etanol americano não decorre apenas de tarifas, mas principalmente da expansão da produção nacional.
Para o professor da USP Paulo Borba Casella, o debate em torno do etanol nas negociações com os EUA reforça a tese de que o objetivo é criar problemas políticos para o Brasil.
“Tem razão de não negociar a questão do etanol, a menos que tirassem a sobretaxa do açúcar brasileiro. Afinal de contas, é uma situação equivalente, tendo como base o mesmo produto”, comentou o professor, que também é presidente do Instituto de Direito Internacional e Relações Internacionais de São Paulo (IDIRI).
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Nunes Marques quer criar ‘selo de acerto’ para pesquisas e gera revolta de institutos

Presidente do TSE propôs premiar empresas que cravarem resultados das urnas. Associação reage e diz que exigir acerto é ‘confundir ciência com bola de cristal’
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, sugeriu nesta terça-feira (14) a criação de um selo para premiar os institutos de pesquisa que mais acertarem o resultado das eleições de outubro. ![]()
A proposta foi feita durante reunião com representantes dos institutos de pesquisa. O encontro foi marcado para discutir novas balizas para a divulgação dos levantamentos após a decisão do TSE que suspendeu uma pesquisa de intenção de voto da AtlasIntel para a presidência da República.
No entendimento de Nunes Marques, o Selo Acurácia Eleitoral pretende reconhecer o trabalho dos institutos com “maior grau de aderência aos resultados oficiais”.
“Trata-se de um mecanismo que visa à valorização das boas práticas e ao permanente aperfeiçoamento técnico das pesquisas eleitorais, por meio do reconhecimento público às empresas que demonstrarem elevada acurácia em seus resultados”, justificou o ministro.
Após o anúncio do presidente, o TSE abriu prazo para receber, até a próxima sexta-feira (17), sugestões para a definição dos critérios para a escolha dos vencedores do selo.
Outro lado
Em nota, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) criticou a proposta e ressaltou que as pesquisas medem a intenção de voto no momento em que são realizadas e não são “previsões nem promessas de resultado”.
“Entre a entrevista e a votação, eleitores mudam de opinião, deixam de votar ou alteram seu comportamento. Exigir que uma pesquisa acerte o resultado é confundir ciência com bola de cristal”, afirmou a entidade.
A ABEP também demostrou preocupação com a intenção da Justiça Eleitoral de “assumir o papel de árbitro” da qualidade das pesquisas.
“Entendemos que iniciativas dessa natureza precisam ser construídas em diálogo com a comunidade científica e com os institutos de pesquisa, para que não acabem estimulando práticas oportunistas e desvalorizando o rigor metodológico que deve orientar toda pesquisa séria”, completou.
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