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16 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Em junho, IBGE prevê safra de 347,4 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA

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A estimativa de junho de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 347,4 milhões de toneladas, 0,4% maior (ou mais 1,3 milhão de toneladas) que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas), com queda de 0,8% (ou menos 3,0 milhões de toneladas) em relação à de maio de 2026.

A área a ser colhida foi de 83,2 milhões de hectares, com aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento de 1,9%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou declínio de 60.985 hectares (-0,1%).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,4% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,8 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 136,5 milhões de toneladas (29,7 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 106,8 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas; a do trigo, em 6,6 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço), em 9,1 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 5,6 milhões de toneladas.

No que se refere à produção, ocorreram acréscimos de 5,3% para a soja e de 2,9% para o sorgo, bem como decréscimos de 8,2% para o algodão herbáceo (em caroço), de 11,8% para o arroz em casca, de 3,7% para o milho (crescimento de 15,6% para o milho 1ª safra e declínio de 7,9% para o milho 2ª safra), de 5,5% para o feijão e de 15,0% para o trigo.

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Quanto à área a ser colhida, em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,3% na área a ser colhida da soja, de 2,7% na do milho (aumentos de 9,1% no milho 1ª safra e de 1,2% no milho 2ª safra) e de 15,6% na do sorgo, ocorrendo declínios de 5,0% na do algodão herbáceo (em caroço), de 12,3% na do arroz em casca e de 3,9% na do feijão.

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 172,4 milhões de toneladas (49,6%); Sul, 92,4 milhões de toneladas (26,5%); Sudeste, 30,8 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 29,8 milhões de toneladas (8,6%) e Norte, 22,2 milhões de toneladas (6,4%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as regiões Sul (6,8%) e a Nordeste (7,3%), assim como negativas para a Centro-Oeste (-3,5%), a Sudeste (-0,9%) e a Norte (-0,5%). Quanto à variação mensal, Região Norte apresentou crescimento na produção (3,5%); Sudeste, estabilidade (0,0%); enquanto Centro-Oeste (-2,0%), Nordeste (-0,2%) e Sul (-0,2%) tiveram declínios.

Em relação a maio, houve aumentos nas estimativas da produção da canola (71,8% ou 214.761 t), da aveia (5,8% ou 75.226 t), do gergelim (5,7% ou 19.746 t), da uva (4,6% ou 98.641 t), da cevada (1,0% ou 6.651 t), da soja (0,1% ou 235.724 t) e do café arábica (0,0% ou 1.277 t). Apresentaram declínios: trigo (-7,7% ou -554.985 t), café canephora (-3,6% ou -48.494 t), milho 2ª safra (-2,6% ou – 2.803.150 t), cacau (-1,0% ou -3.228 t) e sorgo (-0,9% ou -52.207 t).

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,3%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,3% do total.

As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Pará (609.492 t), em Rondônia (162.161 t), no Paraná (93.600 t), no Maranhão (17.453 t), em Minas Gerais (9.366 t) e no Rio Grande do Norte (309 t). As variações negativas ocorreram em Goiás (-3.446.559 t), no Rio Grande do Sul (-316.279 t), em Sergipe (-63.359 t), no Tocantins (-19.486 t), em Pernambuco (-8.047 t), no Ceará (-3.421 t), no Amazonas (-952 t), no Espírito Santo (-296 t) e no Amapá (-11 t).

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CACAU (amêndoa) – A estimativa de junho para a produção brasileira de cacau foi de 321,0 mil toneladas, queda de 1,0% em relação ao mês anterior e aumento de 8,9% na comparação anual. O rendimento médio esperado da produção foi de 499 kg/ha, contra 458 kg/ha na safra 2025 e 520 kg/ha em maio de 2026. Na comparação mensal, a Região Norte puxou a queda, sobretudo pelo desempenho do Pará, estado responsável por 49,4% da produção nacional, onde houve queda de 2,2%.

CAFÉ (em grão) – A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 4,0 milhões de toneladas, ou 66,0 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 1,2% em relação ao mês anterior e aumento de 14,7% em relação a 2025, ano recorde na série histórica, considerada a partir de 2002, quando houve mudança na unidade de medida e passou-se a divulgar o café em grão.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,7 milhões de toneladas ou 44,4 milhões de sacas de 60 kg, praticamente mantendo-se em relação ao mês anterior. O clima tem beneficiado as lavouras do Centro-Sul, além disso, para a safra de 2026, aguarda-se uma bienalidade positiva. Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,3 milhão de toneladas ou 21,6 milhões de sacas de 60 kg, decréscimo de 3,6% em relação ao mês anterior e crescimento de 3,0% em relação ao volume produzido em 2025.

CANOLA – A canola passou a ser acompanhada no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola a partir de 2026, uma vez que sua importância vem sendo cada vez maior na produção agrícola brasileira. Sua produção foi estimada em 513,7 mil toneladas, crescimento de 71,8% em relação ao mês anterior. A estimativa da área plantada e da produtividade cresceram 59,4% e 7,9%, respectivamente. O Rio Grande do Sul é a única Unidade da Federação que produz comercialmente a canola no Brasil.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. Para o trigo (em grão), a produção estimada foi de 6,6 milhões de toneladas, declínios de 7,7% em relação ao mês anterior e de 15,0% em relação a 2025. No comparativo com o ano anterior, a área plantada e a área a ser colhida declinaram em 14,1% e 14,0%, respectivamente, enquanto o rendimento médio caiu 1,1%. No Rio Grande do Sul, que concentra 41,2% do total nacional, a produção estimada foi de 2,7 milhões de toneladas, declínio de 17,1% em relação ao mês anterior e de 20,9% em relação a 2025.

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A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,4 milhão de toneladas, aumentos de 5,8% em relação ao mês anterior e de 2,6% em relação ao volume produzido em 2025. Em relação ao ano anterior, a área plantada e a área a ser colhida estão aumentando 1,8% e 2,5%, respectivamente, e o rendimento médio está crescendo 0,2%. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 999,6 mil toneladas, aumentos de 8,4% em relação ao mês anterior e de 6,8% em relação a quantidade colhida em 2025; e Paraná, com 254,4 mil toneladas, declínios de 0,8% em relação a maio e de 1,1% em relação a 2025.

Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 685,3 mil toneladas, aumentos de 1,0% em relação ao mês anterior e de 8,3% em relação ao volume produzido em 2025. No comparativo anual, a área plantada apresentou um crescimento de 14,7%, com declínio de 5,6% no rendimento médio. O maior produtor da cevada é o Paraná, com 566,4 mil toneladas, crescimentos de 2,5% em relação a maio e de 14,9% em relação a quantidade produzida em 2025, devendo participar com 82,6% na safra brasileira em 2026.

GERGELIM (em grão) – A produção brasileira do gergelim, em 2026, deve alcançar 364,8 mil toneladas, um aumento de 5,7% em relação ao mês anterior, influenciado pela área plantada, que cresceu 5,0%. A área a ser plantada na safra corrente deve alcançar 584,3 mil hectares, refletindo um crescimento da importância da cultura nos últimos anos para o País. A partir da safra 2026, o IBGE passou a acompanhar a produção dessa lavoura. O principal produtor brasileiro é o Mato Grosso, com 210,6 mil toneladas, devendo participar com 57,7% da produção nacional, mantendo suas estimativas em junho. O segundo maior produtor de gergelim é o Pará, com uma produção estimada em 120,4 mil toneladas, um aumento de 17,2% em relação ao mês anterior.

MILHO (em grão) – A estimativa da produção do milho foi de 136,5 milhões de toneladas, declínios de 2,1% em relação ao mês anterior e de 3,7% em relação ao volume produzido em 2025. Em relação ao mês anterior, houve redução de 1,5% no rendimento médio e de 0,6% na área a ser colhida. Em relação à produção obtida em 2025, a queda na estimativa resulta do declínio de 6,2% no rendimento médio, já que houve crescimentos de 2,1% na área plantada e de 2,7% na área a ser colhida.

milho 1ª safra apresentou uma produção de 29,7 milhões de toneladas, declínio de 0,2% em relação ao mês anterior. Em relação ao ano anterior, a produção encontra-se 15,6% maior, resultado dos crescimentos de 9,1% na área colhida e de 5,9% no rendimento médio. O maior declínio na estimativa da produção em junho foi no Pará (-9,1% ou -92.835 t), enquanto os aumentos mais expressivos ocorreram em Minas Gerais (0,2% ou 9.465 t), Paraná (0,4% ou 15.600 t) e Goiás (0,7% ou 9.604 t)

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A estimativa da produção do milho 2ª safra foi de 106,8 milhões de toneladas, declínio de 2,6% em relação a maio. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção apresenta uma redução de 7,9%, resultado do declínio de 9,0% no rendimento médio, já que a área apresenta crescimento de 1,2%. O Mato Grosso é o principal produtor brasileiro do milho nessa safra, com 52,7 milhões de toneladas, declínio de 3,5% em relação ao volume produzido em 2025. O Estado manteve a estimativa de produção informada no mês anterior. A produção mato-grossense deve participar com 49,3% dessa safra, nacionalmente.

SOJA (em grão) – A estimativa da produção brasileira de soja em grão foi novamente revisada para cima e alcançou 174,8 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica do IBGE, com aumento de 0,1% em relação a maio e de 5,3% frente ao obtido em 2025 (166,1 milhões de toneladas). A área cultivada alcançou 48,4 milhões de hectares, crescimento de 1,2% em comparação ao ano anterior, enquanto o rendimento médio esperado, de 3.618 kg/ha, representa avanço de 4,0% na mesma base de comparação. O Mato Grosso, maior produtor nacional, manteve suas estimativas em junho com uma produção de 50,7 milhões de toneladas. Em relação a 2025, a produção foi 1,0% superior, com área plantada crescendo 2,1% e leve recuo de 1,1% no rendimento médio, reflexo de ajustes pontuais em alguns municípios.

SORGO (em grão) – A estimativa de junho para a produção do sorgo foi de 5,6 milhões de toneladas, queda de 0,9% no comparativo com maio, que foi recorde histórico mensal. No comparativo anual, a produção deve aumentar 2,9%, impulsionada pela expansão de 15,4% na área plantada, mais que compensando a queda de 11,0% no rendimento médio. A área plantada estimada do sorgo deve ficar em torno de 1,8 milhão de hectares ou 2,1% do total ocupado com cereais, leguminosas e oleaginosas, representando 1,6% da produção desse grupo. O rendimento médio deve alcançar 3.126 kg/ha em junho de 2026, frente aos 3.512 kg/ha da safra 2025. Goiás é o principal produtor de sorgo, participando com 1,7 milhão de toneladas, representativos de 31,2% do total.

UVA – A produção de uvas deve encerrar o ano em 2,2 milhões de toneladas, ligeira alta de 1,4% em relação a 2025 (2.209.104 t) e avanço de 4,6% frente à estimativa de maio. A Região Sul responde por 51,9% da produção nacional, com 1,2 milhão de toneladas, 8,4% acima de 2025 e 1,1% acima da estimativa de maio. No Rio Grande do Sul, principal produtor, a projeção foi de 1,1 milhão de toneladas, crescimento de 9,9% ante 2025, com rendimento de 22.004 kg/ha, aumento de 9,5%. No Nordeste, as estimativas de junho mostram leve recomposição da produção frente a maio, com a projeção revisada para 911,3 mil toneladas, queda de 6,5% em relação a 2025, porém aumento de 10,4% sobre o número do mês anterior. Pernambuco manteve a posição de segundo maior produtor, com 801,9 mil toneladas, decréscimo de 7,8% anual, com rendimento de 45.373 kg/ha e área de 17,7 mil hectares (-1,1%).

Fonte: IBGE

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

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Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

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Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

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Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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