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14 de julho de 2026

Sustentabilidade

Recorde na safra de milho em MT impulsiona comercialização e redefine preços – MAIS SOJA

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Em jul/26, a comercialização do milho da safra 2025/26 em MT atingiu 51,66% da produção estimada, avanço de 7,17 p.p. ante o mês anterior e de 1,89 p.p. frente ao mesmo período da safra passada. O resultado foi impulsionado pelo avanço da colheita, que alcançou 60,04% da área até 10/07, e pela expectativa da safra recorde, que ampliou a oferta e impactou as cotações da temporada atual.

Assim o maior volume negociado no mês de jun/26 contribuiu para que os preços seguissem mais estabilizado no mercado, finalizando em média de R$ 43,10/sc, alta de 0,87% no mês. Para a safra 2026/27, a comercialização antecipada atingiu 7,90% da produção estimada, avanço de 3,44 p.p. no mês e de 1,20 p.p. frente ao mesmo período da safra anterior. Apesar do avanço, os negócios seguiram cautelosos diante das incertezas climáticas, dos custos ainda elevados e das tensões no Oriente Médio, que mantiveram a preocupação com os preços dos insumos. Além disso, o preço médio da safra caiu 1,38% no mês, para R$ 44,76/sc, reduzindo a atratividade de novos negócios.

Confira os principais destaques do boletim:
  • BAIXA: o dólar compra PTAX recuou 0,77% ante a semana passada, influenciado pelos dados de inflação no Brasil e pelas tensões entre EUA e Irã, finalizando a semana cotado a R$ 5,14/US$.
  • QUEDA: com o avanço da colheita de milho em MT o preço do Indicador Imea apresentou queda de 0,76% ante a semana passada. Com a maior oferta do cereal os valores foram cotados a R$ 40,13/sc.
  • AUMENTO: a bolsa CME Group corrente apresentou alta de 5,19% ante a semana passada. Assim, terminou a semana cotado a US$ 4,37/bu.
Em jul/26, o Imea revisou a estimativa de produtividade do milho da safra 2025/26 em Mato Grosso.

Com base nos dados do projeto Imea em Campo, que percorreu os principais municípios produtores do estado e realizou 833 avaliações nas lavouras, além de levantamentos junto aos agentes de mercado, a produtividade foi estimada em 128,64 sc/ha, alta de 6,95% ante ao mês anterior e de 1,07% sobre a safra passada. O resultado reflete o bom volume de chuvas ao longo do ciclo, especialmente durante o enchimento de grãos, resultando no maior peso médio dos grãos, além do aumento da população média de espigas por ha, fator que elevou o potencial produtivo na maior parte das regiões.

Cabe destacar, a região Nordeste que apresentou alta de 9,62% frente à safra anterior, com produtividade estimada em 122,04 sc/ha, motivada pelo maior volume de chuvas. Por outro lado, a região Sudeste registrou queda de 6,66%, para 119,93 sc/ha, reflexo do impacto do atraso na semeadura. Com a manutenção da área em 7,39 mi. de ha e o aumento da produtividade, a produção da safra 2025/26 foi estimada em 57,06 mi. de t.

Fonte: IMEA


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Sustentabilidade

Semeadura do trigo atinge 94,7%; excesso de umidade no Sul acende alerta para doenças – MAIS SOJA

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Trigo: 94,7% semeado. No RS, a semeadura avança, embora as chuvas e a baixa luminosidade tenham prejudicado o desenvolvimento inicial e elevado o potencial de ocorrência de doenças foliares. As geadas registradas não causaram danos significativos e a adubação em cobertura segue conforme as condições de umidade do solo permitem.

No PR, as lavouras mantêm bom desenvolvimento. O excesso de umidade nas regiões oeste e sudoeste eleva a pressão de doenças fúngicas e manchas foliares. Em SC, a semeadura avança, favorecida pela melhoria das condições operacionais após a redução das chuvas. As lavouras apresentam boa germinação, emergência uniforme e desenvolvimento vegetativo inicial satisfatório, beneficiados pela adequada disponibilidade hídrica e pelas temperaturas.

Em SP, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com início da fase de alongamento na região de Itaberá. Em MG, a colheita avança nas áreas de sequeiro. As produtividades permanecem baixas no noroeste, enquanto no Triângulo a qualidade do trigo colhido é boa. No Alto Paranaíba e Sul de Minas, as produtividades esperadas permanecem dentro da normalidade.

Em GO, a colheita de sequeiro avançou. As lavouras irrigadas encontram-se em fase reprodutiva e apresentam bom estado fitossanitário. Em MS, as lavouras mantêm boa disponibilidade de umidade no solo e bom potencial produtivo. O retorno das chuvas será importante para manter o desempenho das áreas mais adiantadas. Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

INMET reforça monitoramento do El Niño – MAIS SOJA

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Confira a entrevista na íntegra.

As projeções climáticas para os próximos meses colocam o Brasil em estado de atenção diante da possibilidade de um El Niño de forte intensidade durante o ciclo 2026/2027. Embora a classificação oficial de “super El Niño” dependa da evolução das condições oceânicas e atmosféricas no Pacífico Equatorial, os principais centros internacionais de monitoramento indicam um cenário favorável ao fortalecimento do fenômeno, capaz de alterar o regime de chuvas, elevar as temperaturas e intensificar eventos climáticos extremos em diversas regiões do país.

Em entrevista à Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), o tecnologista da Coordenação de Monitoramento e Previsão Climática (COMPC) do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Glauber Ferreira, explica que o monitoramento é realizado continuamente com base nas previsões dos principais centros internacionais especializados em clima. Entre os indicadores analisados estão a temperatura da superfície e das águas subsuperficiais do Oceano Pacífico, o Índice Oceânico Niño (ONI), os ventos alísios, os ventos de oeste e o Índice de Oscilação Sul (SOI), parâmetros fundamentais para identificar a formação e a intensidade do fenômeno.

Projeções

As projeções do INMET, em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipan), mostram que o aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial vem se consolidando ao longo de 2026. Para este ano, a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estima 60% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño até o fim de julho. As chances ultrapassam 90% a partir da primavera do Hemisfério Sul, em setembro, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e de preparação dos setores mais vulneráveis.

Segundo Glauber Ferreira, os impactos mais consistentes do El Niño ocorrem nas regiões Sul, Norte e Nordeste. Enquanto o Sul tende a registrar chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e perdas agrícolas por excesso de umidade, Norte e Nordeste costumam enfrentar redução das precipitações, favorecendo estiagens, queimadas e diminuição da umidade do solo. Já no Centro-Oeste e Sudeste, os efeitos são menos previsíveis, mas o fenômeno costuma provocar maior irregularidade na distribuição das chuvas. Em praticamente todo o país, há tendência de elevação das temperaturas médias e aumento da frequência de ondas de calor.

Agropecuária

Os impactos preocupam especialmente a agropecuária, já que a irregularidade das chuvas compromete o calendário agrícola, reduz a produtividade e favorece o surgimento de doenças nas lavouras. Recursos hídricos e geração de energia também podem ser afetados, tanto pela escassez quanto pelo excesso de precipitações, aumentando ainda os riscos de inundações e incêndios florestais.

Diante desse cenário, o INMET recomenda intensificar o monitoramento meteorológico, fortalecer os sistemas de alerta precoce, revisar os planos de contingência e ampliar a integração entre meteorologia, Defesa Civil, gestores públicos e setores estratégicos. Como parte desse trabalho, o Instituto vem expandindo sua rede de estações meteorológicas automáticas para aprimorar o monitoramento climático e fornecer informações cada vez mais precisas para apoiar a tomada de decisões.

 

Autor: SNA – Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Agradecimento à Assessoria de Comunicação do INMET.
FONTE

Autor:SNA

Site: SNA

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Sustentabilidade

Demanda aquecida e preços altos impulsionam exportações de soja no Brasil

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A demanda aquecida e a alta nas cotações internacionais estão impulsionando os embarques de soja do Brasil, que se prepara para um ciclo de exportação promissor. O cenário é favorecido por fatores como a concorrência com os Estados Unidos e a necessidade de desocupar armazéns devido à entrada da safra de milho safrinha.

Fatores que impulsionam a demanda

  • Concorrência com os Estados Unidos, que é o segundo maior produtor de soja.
  • Finalização do plantio nos EUA e desenvolvimento das lavouras.
  • Necessidade de desocupar armazéns no Brasil devido à safra de milho.
  • Instabilidade geopolítica e conflitos que afetam o mercado.

Projeções de exportação

O Brasil deve embarcar cerca de 91,5 milhões de toneladas de soja e milho nos próximos meses, superando os números do ano anterior. Em 2025, foram embarcadas 77,2 milhões de toneladas de soja e 8,9 milhões de toneladas de milho, totalizando 86 milhões de toneladas.

Expectativas para 2026

As projeções indicam que o Brasil deve superar 115 milhões de toneladas de soja exportadas em 2026. No milho, a expectativa é de manter-se próximo a 41 milhões de toneladas, com preços valorizados no mercado internacional, o que representa uma oportunidade significativa para as exportações brasileiras.

O post Demanda aquecida e preços altos impulsionam exportações de soja no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

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