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14 de julho de 2026

Sustentabilidade

Soja/IMEA: EUA projetam safra recorde enquanto MT acelera vendas por espaço nos armazéns – MAIS SOJA

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A produção dos Estados Unidos para a safra 26/27 de soja foi estimada em 121,79 mi de t no relatório do USDA de julho/26, volume 5,00% superior ao registrado na safra 25/26. Esse movimento foi sustentado pelo aumento da área destinada à cultura, que foi prevista em 34,16 mi de hectares, incremento de 4,93% ante a safra anterior, dada a maior atratividade da oleaginosa em relação ao milho no país.

Já em relação às exportações norte-americanas, diante da demanda aquecida da China pelo grão, o departamento projetou embarques de 45,18 mi de t para a safra 26/27, alta de 9,21% no comparativo entre safras, e de 1,84% em relação à estimativa anterior. No entanto, apesar do ritmo favorável da safra, o clima segue como ponto de atenção no cenário atual, uma vez que as previsões indicam calor e redução das chuvas em parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos, condição que tem impactado o desenvolvimento das lavouras.

Confira os principais destaques do boletim:
  • RETRAÇÃO: influenciado pela retomada das tensões entre EUA e Irã, com impacto sobre os preços do petróleo, a moeda norte-americana registrou queda de 0,77% ante a semana anterior.
  • AUMENTO: com a valorização dos coprodutos da soja na Bolsa de Chicago, o preço do farelo de soja em Mato Grosso apresentou alta de 1,47% no comparativo semanal.
  • VALORIZAÇÃO: o preço da soja em Mato Grosso registrou alta de 1,66% frente a semana anterior, encerrando o período na média de R$ 112,64/sc.
Preços favoráveis e necessidade de espaço nos armazéns sustentam comercialização de soja.

A comercialização da safra 25/26 alcançou 87,68% da produção no estado, avanço de 6,64 p.p. em relação a mai/26 e de 5,75 p.p. acima do observado no mesmo período da safra 24/25. Com esse desempenho, Mato Grosso registrou um dos maiores percentuais comercializados para junho em toda a série histórica do Instituto, influenciado pela maior necessidade de espaço para o armazenamento de mais uma safra robusta de milho que está sendo colhida, bem como pela alta nas cotações, que ultrapassou a margem de R$120,00/sc ao longo do último mês.

No que se refere à safra 26/27, a comercialização atingiu 23,33% da produção estimada, avanço de 4,84 p.p. frente a mai/26 e de 5,83 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra anterior. Já o preço médio negociado da safra futura foi de R$ 110,75/sc, valorização de 1,50% em relação ao mês anterior.

Fonte: IMEA


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Sustentabilidade

Semeadura do trigo atinge 94,7%; excesso de umidade no Sul acende alerta para doenças – MAIS SOJA

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Trigo: 94,7% semeado. No RS, a semeadura avança, embora as chuvas e a baixa luminosidade tenham prejudicado o desenvolvimento inicial e elevado o potencial de ocorrência de doenças foliares. As geadas registradas não causaram danos significativos e a adubação em cobertura segue conforme as condições de umidade do solo permitem.

No PR, as lavouras mantêm bom desenvolvimento. O excesso de umidade nas regiões oeste e sudoeste eleva a pressão de doenças fúngicas e manchas foliares. Em SC, a semeadura avança, favorecida pela melhoria das condições operacionais após a redução das chuvas. As lavouras apresentam boa germinação, emergência uniforme e desenvolvimento vegetativo inicial satisfatório, beneficiados pela adequada disponibilidade hídrica e pelas temperaturas.

Em SP, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com início da fase de alongamento na região de Itaberá. Em MG, a colheita avança nas áreas de sequeiro. As produtividades permanecem baixas no noroeste, enquanto no Triângulo a qualidade do trigo colhido é boa. No Alto Paranaíba e Sul de Minas, as produtividades esperadas permanecem dentro da normalidade.

Em GO, a colheita de sequeiro avançou. As lavouras irrigadas encontram-se em fase reprodutiva e apresentam bom estado fitossanitário. Em MS, as lavouras mantêm boa disponibilidade de umidade no solo e bom potencial produtivo. O retorno das chuvas será importante para manter o desempenho das áreas mais adiantadas. Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

INMET reforça monitoramento do El Niño – MAIS SOJA

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Confira a entrevista na íntegra.

As projeções climáticas para os próximos meses colocam o Brasil em estado de atenção diante da possibilidade de um El Niño de forte intensidade durante o ciclo 2026/2027. Embora a classificação oficial de “super El Niño” dependa da evolução das condições oceânicas e atmosféricas no Pacífico Equatorial, os principais centros internacionais de monitoramento indicam um cenário favorável ao fortalecimento do fenômeno, capaz de alterar o regime de chuvas, elevar as temperaturas e intensificar eventos climáticos extremos em diversas regiões do país.

Em entrevista à Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), o tecnologista da Coordenação de Monitoramento e Previsão Climática (COMPC) do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Glauber Ferreira, explica que o monitoramento é realizado continuamente com base nas previsões dos principais centros internacionais especializados em clima. Entre os indicadores analisados estão a temperatura da superfície e das águas subsuperficiais do Oceano Pacífico, o Índice Oceânico Niño (ONI), os ventos alísios, os ventos de oeste e o Índice de Oscilação Sul (SOI), parâmetros fundamentais para identificar a formação e a intensidade do fenômeno.

Projeções

As projeções do INMET, em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipan), mostram que o aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial vem se consolidando ao longo de 2026. Para este ano, a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estima 60% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño até o fim de julho. As chances ultrapassam 90% a partir da primavera do Hemisfério Sul, em setembro, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e de preparação dos setores mais vulneráveis.

Segundo Glauber Ferreira, os impactos mais consistentes do El Niño ocorrem nas regiões Sul, Norte e Nordeste. Enquanto o Sul tende a registrar chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e perdas agrícolas por excesso de umidade, Norte e Nordeste costumam enfrentar redução das precipitações, favorecendo estiagens, queimadas e diminuição da umidade do solo. Já no Centro-Oeste e Sudeste, os efeitos são menos previsíveis, mas o fenômeno costuma provocar maior irregularidade na distribuição das chuvas. Em praticamente todo o país, há tendência de elevação das temperaturas médias e aumento da frequência de ondas de calor.

Agropecuária

Os impactos preocupam especialmente a agropecuária, já que a irregularidade das chuvas compromete o calendário agrícola, reduz a produtividade e favorece o surgimento de doenças nas lavouras. Recursos hídricos e geração de energia também podem ser afetados, tanto pela escassez quanto pelo excesso de precipitações, aumentando ainda os riscos de inundações e incêndios florestais.

Diante desse cenário, o INMET recomenda intensificar o monitoramento meteorológico, fortalecer os sistemas de alerta precoce, revisar os planos de contingência e ampliar a integração entre meteorologia, Defesa Civil, gestores públicos e setores estratégicos. Como parte desse trabalho, o Instituto vem expandindo sua rede de estações meteorológicas automáticas para aprimorar o monitoramento climático e fornecer informações cada vez mais precisas para apoiar a tomada de decisões.

 

Autor: SNA – Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Agradecimento à Assessoria de Comunicação do INMET.
FONTE

Autor:SNA

Site: SNA

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Sustentabilidade

Demanda aquecida e preços altos impulsionam exportações de soja no Brasil

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A demanda aquecida e a alta nas cotações internacionais estão impulsionando os embarques de soja do Brasil, que se prepara para um ciclo de exportação promissor. O cenário é favorecido por fatores como a concorrência com os Estados Unidos e a necessidade de desocupar armazéns devido à entrada da safra de milho safrinha.

Fatores que impulsionam a demanda

  • Concorrência com os Estados Unidos, que é o segundo maior produtor de soja.
  • Finalização do plantio nos EUA e desenvolvimento das lavouras.
  • Necessidade de desocupar armazéns no Brasil devido à safra de milho.
  • Instabilidade geopolítica e conflitos que afetam o mercado.

Projeções de exportação

O Brasil deve embarcar cerca de 91,5 milhões de toneladas de soja e milho nos próximos meses, superando os números do ano anterior. Em 2025, foram embarcadas 77,2 milhões de toneladas de soja e 8,9 milhões de toneladas de milho, totalizando 86 milhões de toneladas.

Expectativas para 2026

As projeções indicam que o Brasil deve superar 115 milhões de toneladas de soja exportadas em 2026. No milho, a expectativa é de manter-se próximo a 41 milhões de toneladas, com preços valorizados no mercado internacional, o que representa uma oportunidade significativa para as exportações brasileiras.

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