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12 de julho de 2026

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Mato Grosso registra maior abate bovino da história para um primeiro semestre

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Mato Grosso registrou o maior volume de abates de bovinos para um primeiro semestre. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, entre janeiro e junho deste ano, o estado abateu 3,5 milhões de cabeças. O recorde foi impulsionado principalmente pela forte demanda internacional por carne bovina, com destaque para a China. 

Segundo o instituto, o recorde do primeiro semestre de 2026 representa uma alta de 3,58% em relação aos abates do mesmo período de 2025. O resultado reflete o aquecimento das exportações e o aumento da procura por animais terminados ao longo dos primeiros seis meses do ano. 

A analista de bovinocultura de corte do Imea, Ana Eufrázio, destaca que o recorde foi sustentado pelo crescimento do abate de machos. “Neste primeiro semestre de 2026, Mato Grosso atingiu um volume de abates nunca visto antes para um primeiro semestre em toda a série histórica. Foram 3,65 milhões de cabeças abatidas, com destaque para o aumento no abate de machos e uma queda no abate de fêmeas”, explica. 

Do total abatido, 1,81 milhão de cabeças foram machos, avanço de 13,05% frente ao primeiro semestre de 2025. Já o abate de fêmeas recuou 4,26%, totalizando 1,85 milhão de animais.

Ana Eufrázio explica que essa redução no envio de fêmeas aos frigoríficos evidencia a transição do ciclo pecuário em Mato Grosso. “Essa queda ocorre devido ao intenso abate de fêmeas registrado nos últimos anos e ao cenário atual, em que a reposição voltou a ser mais atrativa. Com isso, muitos produtores estão retendo matrizes para recompor o plantel, o que reforça essa mudança no ciclo da pecuária”, diz. 

O desempenho da pecuária mato-grossense também foi acompanhado pelo resultado histórico nas exportações de carne bovina. No primeiro semestre de deste ano, Mato Grosso embarcou 511,75 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), crescimento de 38,76% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em receita, as exportações somaram US$ 2,41 bilhões, avanço de 63,82%. 

Segundo o Imea, a forte demanda internacional, especialmente da China, foi determinante para esse desempenho nas exportações do estado. 

“O recorde de abates foi impulsionado pelo aumento da demanda dos frigoríficos, especialmente da China, que representa mais de 50% das exportações de carne bovina de Mato Grosso”, ressalta a analista. 

Outro fator que contribuiu para o aumento dos embarques foi a antecipação das exportações para o mercado chinês. Segundo o Imea, a imposição da cota de salvaguarda fez com que frigoríficos acelerassem os embarques antes do esgotamento do limite tarifário. 

“Dentro da cota, as exportações ocorrem normalmente. Fora dela, passa a incidir uma sobretaxa de 55%. Isso provocou uma corrida entre os frigoríficos no primeiro semestre para vender o maior volume possível antes do esgotamento da cota”, explica a analista Ana Eufrázio. 

Com o preenchimento da cota chinesa, o mercado começa a dar sinais de desaceleração. Na última semana de junho, o indicador do boi gordo a prazo recuou 2%, equivalente a R$ 6,62 por arroba, refletindo a menor atuação de parte das plantas exportadoras e um movimento de acomodação após as fortes valorizações registradas ao longo do semestre. 

Projeções para o 2° semestre

Para os próximos meses, de acordo com projeções do Imea, a expectativa é de redução do ritmo das exportações para a China. Esse cenário pode pressionar as cotações no terceiro trimestre.

“Atualmente, o preço do boi tem diminuído porque a cota já foi atingida e os novos embarques estarão sujeitos à sobretaxa. A expectativa é de maior pressão sobre os preços durante o terceiro trimestre em razão da redução da demanda chinesa”, afirma Ana. 

Apesar desse quadro, a oferta restrita de animais terminados deve limitar quedas mais acentuadas da arroba ao longo do segundo semestre. Segundo o Imea, a tendência é que o mercado volte a ganhar força a partir da segunda quinzena de outubro, quando frigoríficos retomam o planejamento logístico para atender a nova cota de exportação destinada ao mercado chinês em 2027.

“Esse cenário de demanda externa e da corrida para atender a cota explica os recordes de abate e de exportação registrados por Mato Grosso no primeiro semestre de 2026. A expectativa é que o mercado volte a se movimentar na segunda quinzena de outubro, já de olho na cota chinesa do próximo ano”, indica a analista.

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Corpo de Bombeiros combate incêndio em residência em Poconé

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Foi necessário o uso de aproximadamente 3,5 mil litros de água para controlar e extinguir o incêndio

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na noite de sexta-feira (10.7), um incêndio em uma residência localizada na Avenida 13 de Julho, na região central de Poconé (a 105 km de Cuiabá).

A equipe do 1º Pelotão Independente Bombeiro Militar (1º PIBM) foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), por volta das 23h40, para atender uma ocorrência inicialmente registrada como incêndio em vegetação. No entanto, ao chegar ao endereço, os bombeiros constataram que o fogo atingia uma residência.

As chamas estavam concentradas na lavanderia do imóvel, um cômodo com cerca de 30 metros quadrados que já havia sido completamente tomado pelo fogo. Imediatamente, a equipe iniciou o combate às chamas, utilizando aproximadamente 3,5 mil litros de água para controlar e extinguir o incêndio.

Na sequência, os militares realizaram o rescaldo com o emprego de material de sapa e promoveram o resfriamento dos cômodos adjacentes, eliminando possíveis focos remanescentes e evitando a reignição. Apesar da ocorrência, ninguém ficou ferido.

Não há informações sobre as causas do incêndio.

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Agro Mato Grosso

MT exporta 66% a mais de algodão e China é maior compradora

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A cotação da pluma de algodão em Mato Grosso, na última semana, reagiu e valorizou 0,48%, ficando cotada a R$ 128,16 a arroba, resultado da estabilidade do câmbio e da oferta restrita de algodão beneficiado, retrato da colheita em estágio inicial.

O IMEA também apurou as exportações feitas pelas indústrias de Mato Grosso, mês passado, somaram 154,18 mil toneladas, retração de 20,70% em relação a maio e alta de 66,38% frente a junho de 2025, estabelecendo novo recorde para o mês na série histórica da secretaria de Comércio Exterior.

Com isso, o Estado acumulou 1,97 milhão de toneladas exportadas na safra, correspondentes a agosto do ano passado a junho deste ano, alta de 13,57% frente ao mesmo período da safra anterior. No acumulado da temporada, a China até então, se consolidou como principal destino da pluma de Mato Grosso, ampliando suas aquisições em 53,97% em relação à safra passada e respondendo por 19,75% das exportações do Estado.

O avanço das compras chinesas refletiu a maior competitividade da pluma brasileira, em um cenário de elevada oferta exportável. Com isso, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras destinadas a China.

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Agro Mato Grosso

Raízes evitam áreas de podridão por gradientes de pH

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Estudo descreve saprotropismo e mostra resposta de raízes a matéria vegetal em decomposição

Raízes de plantas detectam gradientes locais de pH ao redor de matéria vegetal em decomposição e desviam seu crescimento para evitar zonas com microrganismos potencialmente nocivos. O mecanismo recebeu o nome de saprotropismo e amplia o conjunto de tropismos usados pelas plantas para orientar o crescimento no solo (DOI 10.1126/science.adw6568).

Estudo identificou a resposta em Arabidopsis thaliana e em culturas como canola, tomate e trigo. As raízes evitaram tecidos vegetais em decomposição, como maçã, folhas e serragem. A mesma reação não ocorreu diante de matéria animal em decomposição, como carne de frango.

Os pesquisadores mostraram que o contato direto com tecido vegetal em decomposição inibiu o crescimento radicular e ativou vias de defesa ligadas à imunidade e a patógenos. Em ensaios com raízes próximas, mas sem contato com a fonte de decomposição, ocorreu curvatura consistente para longe da zona de apodrecimento.

Metabólitos ácidos

A decomposição mediada por fungos liberou metabólitos ácidos, incluindo ácidos orgânicos e fenólicos. Esses compostos difundiram-se no solo e formaram gradientes ácidos estáveis. As raízes usaram esse padrão de acidez como sinal direcional antes do contato físico.

Células epidérmicas da raiz perceberam o microambiente ácido por meio do módulo peptídeo-receptor RGF-RGFR. Esse sensor converteu a assimetria de pH em distribuição assimétrica do ácido abscísico, conhecido como ABA. A assimetria hormonal reorganizou microtúbulos e alterou a expansão celular, o que levou à curvatura da raiz para longe da decomposição.

O sinal ácido perdeu força quando o material vegetal quase completou a decomposição. Nesse momento, as raízes deixaram de desviar.

Segundo os pesquisadores, a descoberta pode orientar estudos sobre manejo de resíduos culturais, doenças radiculares e resiliência de cultivos. A incorporação excessiva de resíduos não decompostos pode formar zonas de decomposição grandes demais para a navegação radicular e aumentar a exposição a microrganismos nocivos.

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Agro MT