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Corpo de Bombeiros combate incêndio em residência em Poconé

Foi necessário o uso de aproximadamente 3,5 mil litros de água para controlar e extinguir o incêndio
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na noite de sexta-feira (10.7), um incêndio em uma residência localizada na Avenida 13 de Julho, na região central de Poconé (a 105 km de Cuiabá).
A equipe do 1º Pelotão Independente Bombeiro Militar (1º PIBM) foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), por volta das 23h40, para atender uma ocorrência inicialmente registrada como incêndio em vegetação. No entanto, ao chegar ao endereço, os bombeiros constataram que o fogo atingia uma residência.
As chamas estavam concentradas na lavanderia do imóvel, um cômodo com cerca de 30 metros quadrados que já havia sido completamente tomado pelo fogo. Imediatamente, a equipe iniciou o combate às chamas, utilizando aproximadamente 3,5 mil litros de água para controlar e extinguir o incêndio.
Na sequência, os militares realizaram o rescaldo com o emprego de material de sapa e promoveram o resfriamento dos cômodos adjacentes, eliminando possíveis focos remanescentes e evitando a reignição. Apesar da ocorrência, ninguém ficou ferido.
Não há informações sobre as causas do incêndio.
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Bombeiros são mobilizados após caminhão tombar e derramar emulsão asfáltica em córrego

O contato ou a dispersão inadequada do produto podem causar impactos à saúde humana e ao meio ambiente
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na tarde de sexta-feira (10.7), uma ocorrência de acidente envolvendo um caminhão que colidiu contra a cabeceira de uma ponte sobre o Córrego Jacutinga e tombou na MT-418, em Colniza (a 1.059 km de Cuiabá). O acidente provocou o vazamento de emulsão asfáltica no curso d’água.
A Base Descentralizada Bombeiro Militar (BDBM), instalada no município para atuar como primeira resposta no combate aos incêndios florestais na região, foi acionada por volta das 14h32 pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente para prestar apoio na ocorrência.
Ao chegar ao local, a equipe constatou que o motorista do caminhão já havia sido socorrido e encaminhado por terceiros para uma unidade de saúde. No entanto, a colisão provocou o derramamento da carga transportada diretamente no leito do córrego, situado nas proximidades do ponto de captação e tratamento de água do município.
O produto derramado era emulsão asfáltica RR-2C, composta por cimento asfáltico de petróleo, água e agentes emulsificantes de ruptura rápida. Embora a substância não seja classificada como perigosa para o transporte terrestre, conforme as normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o contato ou dispersão inadequada podem causar impactos à saúde humana e ao meio ambiente.
Diante do potencial risco ambiental, foi realizada uma ação integrada envolvendo o CBMMT, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Secretaria Municipal de Infraestrutura, a Polícia Militar, a Polícia Civil e representantes da empresa responsável pela carga.
As equipes atuaram na contenção do vazamento, isolamento da área, destombamento do caminhão e retirada do veículo, com o auxílio de uma pá carregadeira, uma escavadeira hidráulica e funcionários da empresa. Também foram adotadas medidas para a remoção do material derramado e a redução de possíveis impactos ambientais.
Após a atuação emergencial, os bombeiros orientaram os representantes da empresa e da administração municipal sobre os procedimentos necessários para a avaliação da área atingida e a realização da descontaminação do solo e do córrego. O trabalho deverá ser conduzido por uma empresa especializada em recuperação ambiental. Não há informações sobre as causas do acidente.
Agro Mato Grosso
TCE; Conselheiro leva debate sobre Inteligência Artificial a Fórum Internacional de Direito

A rápida expansão da Inteligência Artificial no setor público tem ampliado a eficiência dos serviços prestados à sociedade, mas também traz novos desafios relacionados à proteção dos direitos fundamentais. Foi o que destacou o conselheiro Alisson Alencar no Fórum Internacional de Direito – X Congresso Iberoamericano de Derechos Humanos, na Universidade de Valladolid, na Espanha, que, no dia 8 de julho, reuniu especialistas de diversos países para discutir os desafios contemporâneos do Direito.
Agro Mato Grosso
Vazio sanitário segue como ferramenta essencial no combate à ferrugem asiática em MT

Medida contribui para reduzir a presença de fungos na entressafra e fortalecer a sanidade das lavouras de soja
Com o objetivo de reduzir a população de fungos no período da entressafra e mitigar a ocorrência de doenças, o vazio sanitário da soja segue como uma das principais ferramentas de manejo fitossanitário em Mato Grosso. A medida, estabelecida pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas (DSV), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária, determina um período contínuo em que é proibido cultivar, manter ou permitir plantas vivas de soja em qualquer estágio vegetativo nas áreas produtoras.
A medida tem como principal foco o combate à ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja e responsável por grandes perdas de produtividade ao longo dos anos. Além de reduzir a pressão inicial do fungo no início do novo ciclo produtivo, o vazio sanitário também contribui para diminuir a necessidade de aplicações de fungicidas e ampliar a eficiência do manejo fitossanitário dentro das propriedades.
Em Mato Grosso, o cumprimento do vazio sanitário é obrigatório e exige atenção dos produtores quanto à eliminação de plantas voluntárias ou remanescentes nas áreas de cultivo. O descumprimento da norma pode acarretar notificações, multas e outras penalidades previstas em legislação, além de comprometer a sanidade das lavouras em toda a região produtora.
Na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, o vazio sanitário representa uma das medidas mais importantes já implementadas para o controle da ferrugem asiática no estado, trazendo impactos diretos na produtividade e na redução de custos para o produtor rural.
“É importante lembrar que o Vazio Sanitário foi criado em um período em que havia cultivo de soja durante todo o ano, especialmente devido ao uso da irrigação no estado. Naquela época, o controle da ferrugem asiática ainda era pouco eficiente. O Vazio Sanitário surgiu como uma medida inovadora de controle, contribuindo para um manejo mais eficaz, reduzindo a necessidade de aplicações de fungicidas e também a incidência da doença durante a safra normal de sequeiro em Mato Grosso. Isso trouxe mais segurança ao produtor e ajudou a diminuir os custos de produção. Hoje, esse modelo se tornou referência, sendo adotado por outros estados e despertando o interesse de outros países, justamente pela eficiência que trouxe no controle da ferrugem asiática”, explicou o presidente.
Quem acompanha de perto os reflexos dessa medida no campo também reconhece sua importância prática no dia a dia da lavoura. Para o conselheiro consultivo da Aprosoja MT, Endrigo Dalcin, o cumprimento do vazio sanitário é fundamental para garantir melhores condições de manejo e iniciar a próxima safra com menor pressão de doenças, contribuindo para mais eficiência e sustentabilidade dentro da propriedade.
“O vazio sanitário é muito importante para quebrar o ciclo do fungo e dando mais tranquilidade para nós iniciarmos a nova safra, com o índice de doença menor. Já tivemos perdas bastante grandes nos anos de 2003 a 2005 até conhecer bem a doença, os controles, os manejos. Foi um aprendizado bem dolorido porque a gente perdeu bastante produção naqueles anos. Depois que a gente conseguiu, hoje a gente acaba sabendo conciliar e conviver com a ferrugem que já não é mais o principal problema porque a gente tem um manejo muito robusto de fungicida”, destacou Endrigo.
Já em Diamantino, o delegado do núcleo Mario Zortea Antunes Junior, salienta que o vazio sanitário trouxe mais eficiência ao manejo e contribuiu diretamente para reduzir a pressão inicial da doença.
“O manejo passou a ser mais eficiente com a adoção do vazio sanitário, então a gente tem uma menor pressão inicial da doença na lavoura da soja, ajuda no planejamento das aplicações de fungicidas, inclusive na questão também de monitoramento de lavoura, e acaba reduzindo a perda por conta da ferrugem asiática. Então isso nos auxilia bastante na questão do controle dessa doença”, afirmou Mário.
Além de ser uma exigência legal, o vazio sanitário reforça a importância da responsabilidade coletiva no campo, já que o controle da ferrugem asiática depende do comprometimento de todos os produtores. A adesão à medida fortalece a sanidade das lavouras, reduz riscos fitossanitários e contribui para manter a competitividade da soja mato-grossense no mercado nacional e internacional, consolidando Mato Grosso como referência em produção sustentável e eficiente.
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