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Bombeiros são mobilizados após caminhão tombar e derramar emulsão asfáltica em córrego

O contato ou a dispersão inadequada do produto podem causar impactos à saúde humana e ao meio ambiente
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na tarde de sexta-feira (10.7), uma ocorrência de acidente envolvendo um caminhão que colidiu contra a cabeceira de uma ponte sobre o Córrego Jacutinga e tombou na MT-418, em Colniza (a 1.059 km de Cuiabá). O acidente provocou o vazamento de emulsão asfáltica no curso d’água.
A Base Descentralizada Bombeiro Militar (BDBM), instalada no município para atuar como primeira resposta no combate aos incêndios florestais na região, foi acionada por volta das 14h32 pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente para prestar apoio na ocorrência.
Ao chegar ao local, a equipe constatou que o motorista do caminhão já havia sido socorrido e encaminhado por terceiros para uma unidade de saúde. No entanto, a colisão provocou o derramamento da carga transportada diretamente no leito do córrego, situado nas proximidades do ponto de captação e tratamento de água do município.
O produto derramado era emulsão asfáltica RR-2C, composta por cimento asfáltico de petróleo, água e agentes emulsificantes de ruptura rápida. Embora a substância não seja classificada como perigosa para o transporte terrestre, conforme as normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o contato ou dispersão inadequada podem causar impactos à saúde humana e ao meio ambiente.
Diante do potencial risco ambiental, foi realizada uma ação integrada envolvendo o CBMMT, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Secretaria Municipal de Infraestrutura, a Polícia Militar, a Polícia Civil e representantes da empresa responsável pela carga.
As equipes atuaram na contenção do vazamento, isolamento da área, destombamento do caminhão e retirada do veículo, com o auxílio de uma pá carregadeira, uma escavadeira hidráulica e funcionários da empresa. Também foram adotadas medidas para a remoção do material derramado e a redução de possíveis impactos ambientais.
Após a atuação emergencial, os bombeiros orientaram os representantes da empresa e da administração municipal sobre os procedimentos necessários para a avaliação da área atingida e a realização da descontaminação do solo e do córrego. O trabalho deverá ser conduzido por uma empresa especializada em recuperação ambiental. Não há informações sobre as causas do acidente.
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A Gestão de Tempo na Arquitetura e a Ciência da Precificação de Projetos Complexos

A gestão de empresas no segmento da arquitetura e do design corporativo passa por uma reestruturação profunda nos modelos de trabalho. Historicamente, a precificação de serviços criativos e técnicos apoiava-se em tabelas genéricas por metro quadrado ou em estimativas empíricas da liderança do escritório. No entanto, o surgimento de novos arranjos de trabalho, como a descentralização de equipes via contratação PJ, subcontratação de prestadores especialistas e alocação de profissionais CLT, revelou as fragilidades dessa abordagem tradicional. Sem o monitoramento exato do tempo investido por cada colaborador nas etapas de desenvolvimento, os gestores perdem a visibilidade sobre o custo real da produção. Por esse motivo, estruturar uma gestão do tempo para arquitetos pautada pela auditoria de dados torna-se a premissa fundamental para assegurar a lucratividade sustentável dos negócios.
Quando a liderança estabelece métricas precisas sobre a dedicação horária da equipe, ela substitui o palpite comercial por margens de lucro reais e previsíveis.
O Desafio da Subcontratação e a Invisibilidade dos Custos Operacionais
Em primeiro lugar, a elaboração de projetos arquitetônicos contemporâneos exige integrar diversas disciplinas complementares. Freqüentemente, os escritórios subcontratam especialistas em maquetes virtuais, consultores de iluminação, projetistas de acústica e calculistas estruturais para compor o escopo global entregue ao cliente final.
Entretanto, gerenciar essa rede heterogênea de prestadores sem uma ferramenta centralizada de rastreabilidade gera vazamentos financeiros graves.
A ausência de controle sobre as revisões solicitadas pelos clientes impõe retrabalhos não faturados à equipe interna e aos terceiros contratados.
Sem o registro individual de horas apontadas por disciplina, o sócio do escritório assimila o custo da refação como perda operacional invisível, corroendo a receita líquida do contrato.
Para resolver esse gargalo, a implementação da plataforma CSP viabiliza o controle unificado do timesheet. Os gestores conectam tanto a equipe CLT quanto os prestadores subcontratados em um único ambiente auditável, atribuindo o custo-hora exato de cada profissional à etapa específica do projeto.
Normas Reguladoras e o Padrão de Qualidade na Elaboração de Projetos
Por outro lado, otimizar a gestão do tempo e a rentabilidade não pode, em hipótese alguma, comprometer o rigor normativo das entregas. A garantia de qualidade na arquitetura exige alinhamento estrito às diretrizes da ABNT NBR 16636 (Elaboração de Projetos de Arquitetura e Engenharia), que estabelece a padronização das fases do projeto:
- Fase Conceitual e Estudo Preliminar: Definição do partido arquitetônico e atendimento às leis urbanísticas e zoneamento municipal.
- Anteprojeto e Projeto Legal: Compatibilização com o Código de Edificações local para aprovação do alvará de construção na prefeitura.
- Projeto Executivo: Detalhamento construtivo minucioso focado na montagem em canteiro, atendendo à ABNT NBR 15575 (Norma de Desempenho).
A aplicação sistemática dos checklists previstos pela ABNT NBR 16636 garante que o escritório entregue pranchas completas, reduzindo dúvidas na fase de obras e evitando pedidos imprevistos de aditivos por falhas de escopo.
A Precificação Científica e o Cálculo do Custo-Hora Real
Certamente, o benefício mais estratégico de auditar o tempo de produção reflete-se no momento de formar preços para novas propostas comerciais. A formação de preços científica exige somar três componentes financeiros fundamentais:
- Custo Direto das Horas: Multiplicação do tempo previsto para cada etapa pelo valor-hora real de cada profissional envolvido.
- Rateio de Custos Indiretos e Administrativos: Distribuição proporcional das despesas fixas da empresa (aluguel, sistemas, utilidades e suporte).
- Margem de Lucro Comercial Líquida: Percentual definido estrategicamente sobre o custo total acumulado do projeto.
Ao histórico consolidar dados reais de consumo de horas em empreendimentos anteriores, a equipe comercial cota honorários com precisão cirúrgica.
Consequentemente, o escritório apresenta valores altamente competitivos e protege a empresa contra contratos deficitários.
O Modelo de Excelência Operacional da WGB na Arquitetura
Em última análise, a consolidação de uma marca de destaque no mercado nacional decorre da capacidade de associar design autoral, rigor metodológico e governança financeira. O ecossistema de trabalho desenvolvido pela equipe de arquitetura da WGB exemplifica a maturidade na gestão de projetos em larga escala.
Ao integrar o desenvolvimento de projetos tridimensionais em BIM ao controle rigoroso de produtividade oferecido pelo software CSP, a WGB mantém o gerenciamento simultâneo de centenas de empreendimentos no país.
A empresa rastreia as horas dedicadas em cada fase executiva, assegurando que o padrão de qualidade ISO 9001 e o cumprimento das normas NBR sejam mantidos dentro do orçamento previsto pelo cliente.
Em resumo, o futuro da arquitetura de alta performance pertence às organizações que dominam a gestão do tempo e a ciência dos custos. Ao adotar o software CSP para monitorar equipes, ratear despesas e fundamentar propostas comerciais, os escritórios eliminam a estagnação, garantem a satisfação dos clientes e alcançam a rentabilidade máxima do negócio.
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CPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios e a “Mulher da SES”

Gilberto Figueiredo respondeu a 70 perguntas do deputado Wilson Santos; comissão vai convocar secretária adjunta após citações da Operação Espelho
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu o ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, para esclarecer questões relacionadas aos contratos firmados pela pasta entre 2019 e 2025. Durante a oitiva, conduzida pelo presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), foram feitas cerca de 70 perguntas. O depoente, que estava acompanhado de advogado, abriu mão do direito ao silêncio para apresentar a sua defesa.
Ao ser questionado sobre a participação nas contratações, nos reconhecimentos de dívidas e nos pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde, Gilberto explicou que as decisões não dependiam exclusivamente de sua autorização e que os processos passavam por diferentes departamentos e recebiam pareceres e observações de integrantes das nove secretarias adjuntas da pasta e que o seu papel era tomar a decisão final sobre os processos previamente analisados.
Em relação aos pagamentos indenizatórios que somaram R$ 1,1 bilhão ao longo de sete anos, com base no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, ele confirmou o montante e afirmou que, durante o período em que esteve à frente da SES, o orçamento da pasta ultrapassou R$ 31 bilhões. “Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário e, sim, por uma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida e que depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter risco de enriquecimento ilícito”, justificou.
Wilson Santos contestou a explicação e observou que a pandemia da Covid-19 foi uma situação excepcional, durante a qual houve flexibilização da legislação, mas que o pagamento por indenização parece ter se tornado uma prática mantida mesmo após o período emergencial. Ele acrescentou que houve um crescimento de quase 500% no número de pagamentos indenizatórios no período pós-pandemia.
Em resposta, Gilberto afirmou que não houve acomodação da gestão diante da situação e defendeu a existência de procedimentos para comprovar os serviços prestados. “Nós tomamos as decisões e reformulamos a estrutura da SES. Não acostumei. Vou querer aprofundar sobre essa situação (indenizatórios). Não existe pagamento que não esteja com um robusto processo de comprovação de serviços realizados”, declarou.
O ex-secretário também esclareceu que o TAC teria sido firmado inicialmente com duração de dois anos e afirmou que o instrumento permanecia vigente. O presidente da CPI, por sua vez, contrapôs a informação, alegando que o prazo havia se encerrado em 31 de agosto de 2026. Logo, Gilberto confirmou que a atual gestão da SES prorrogou o acordo por mais 60 dias. “Eu mesmo fui autor do comunicado ao Ministério Público Estadual que era o TAC nº 01/2019. O objetivo primeiro era não paralisar e não colapsar o serviço de saúde. No TAC existe o compromisso elaborado tanto na questão da gestão de pessoal como também na contratação de serviço”, explicou.
Diante das informações apresentadas, a CPI vai requisitar novos esclarecimentos sobre a tramitação do TAC para a Secretaria de Estado de Saúde. Outras indagações feitas ao ex-secretário foram referentes aos motivos pelos quais a pasta não teria atendido a alertas de órgãos de controle, como a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que identificaram irregularidades e recomendaram a suspensão ou a correção de determinados procedimentos.
Gilberto esclareceu que interromper a prestação de um serviço de saúde poderia colocar vidas em risco e que, diante dessas situações, cabia ao gestor avaliar os pareceres e tomar decisões. “O gestor, sim, ele é assessorado por parecer, mas ele está sentado no cargo para tomar a decisão. Eu nunca fui omisso, nunca abri mão de tomar uma decisão por causa de alerta para não deixar o paciente morrer. Eu tive o coração de correr os riscos. E estou sujeito a eles. Vou passar pelos escrutínios”, afirmou o investigado.
Outro ponto abordado durante a oitiva foi a contratação de empresas sem processo licitatório e a ocorrência de irregularidades envolvendo prestadoras de serviços. O depoente afirmou que é difícil para a administração pública acompanhar mudanças na composição societária, na razão social ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas. “Tem empresas que têm mais de 100 sócios. Eu apurei e fui buscar. Como um gestor vai conseguir controlar isso? Tomei conhecimento, sim, fiz demanda junto da PGE de como poder evitar isso. Infelizmente, tem empresas que não cumprem contrato e no outro dia nasce com um outro nome ou outro CNPJ e o governo não tem como impedir”, declarou.
A CPI também questionou o ex-secretário sobre a pessoa mencionada em autos de processos investigatórios relacionados à Operação Espelho como a “Mulher da SES”, apontada no contexto das investigações sobre contratos e licitações. Gilberto contestou a referência e afirmou que não existia uma pessoa identificada dessa forma, mas um quadro de aproximadamente 6,5 mil servidores na Secretaria, dos quais 4.194 seriam mulheres. Diante da resposta, Wilson Santos informou que apresentará requerimento para convocar, na condição de testemunha, a atual secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset. “Eu não vou ficar dando nomes às pessoas que estão legalmente investidas nos cargos publicados em Diário Oficial”, disse o ex-secretário.
Ao final da oitiva, Gilberto solicitou que um exemplar de seu livro “Sem tempo para respirar”, fosse incluído nos autos da CPI da Saúde. Segundo ele, a obra apresenta detalhes da atuação da SES durante a pandemia e das medidas adotadas para salvar vidas. “Não fico feliz com os óbitos que ocorreram, mas fico feliz, se muitos de nós estamos aqui hoje, é que trabalhamos muito para que isso acontecesse. Criamos o maior centro de triagem de Covid-19 e atendemos milhares de pessoas”, declarou.
Também participaram da reunião o relator da CPI, deputado estadual Beto Dois a Um (União), e os membros Dilmar Dal Bosco (União) e Chico Guarnieri (PSDB).
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Polícia Civil incinera uma tonelada de drogas apreendidas na região de fronteira em MT

Uma tonelada de entorpecentes apreendidas pelas Forças de Segurança, na região de fronteira, foram incineradas pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (15.10), no município de Cáceres.
A grande quantidade de entorpecente, entre maconha, pasta base e cloridrato de cocaína foi destruída na fornalha de uma empresa de cerâmica, em trabalho realizado pelos policiais da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).
O material é proveniente de apreensões realizadas em ocorrências registradas pela Polícia Civil e Polícia Militar nos últimos três meses. As apreensões integram inquéritos policiais e outros procedimentos investigativos.
Esta é a quarta incineração de drogas realizada em Cáceres neste ano de 2026 totalizando mais de quatro quilos de drogas retiradas de circulação. Na primeira incineração, no mês de janeiro foram 500 quilos de entorpecentes destruídos, no mês de março foram 792,6 quilos e em agosto mais 671,2 quilos queimados.
Participaram da destruição da droga, representantes da Polícia Civil, da Perícia Oficial e Identificação Técnica e da Vigilância Sanitária.
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