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26 de agosto de 2026

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Catadoras de mangaba defendem território extrativista em área de expansão de Aracaju

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Catadoras de mangaba da região sul de Aracaju mantêm a defesa de áreas extrativistas pressionadas pela expansão urbana da capital sergipana. O território reúne remanescentes de mangabeiras usados por famílias que vivem da coleta e do manejo do fruto há mais de oito décadas. A comunidade busca preservar a atividade, ampliar o beneficiamento e consolidar a gestão participativa da área.

O território das catadoras compreende a Reserva Extrativista (Resex) Mangabeiras Missionário Uilson de Sá e uma área da União concedida à comunidade por meio de Termo de Autorização de Uso Sustentável. As duas áreas formam um mesmo território cultural tradicional, onde o extrativismo da mangaba sustenta dezenas de famílias.

A Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper (ACCMPLL) atua na organização da produção, na preservação dos conhecimentos tradicionais e na interlocução com o poder público. No ano passado, a entidade recebeu o primeiro lugar na categoria Povos e Comunidades Tradicionais do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Foram destinados R$ 45 mil para oficinas e estudos voltados ao beneficiamento da mangaba e ao turismo de base comunitária, com apoio da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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Durante a 5ª Festa da Colheita, no início de junho, a comunidade lançou o Plano de Manejo Popular da reserva. O documento foi elaborado coletivamente para registrar a memória histórica do território, estimular a conservação da área, produzir cartografia ecológica e subsidiar a gestão participativa.

Entre as propostas discutidas pelas famílias estão a construção da Casa da Mangaba, voltada ao processamento do fruto e à fabricação de derivados como geleia, licor, biscoito, bolo, pão, vinagre e vinho, além da criação de um museu da mangaba e de uma nova sede para a associação. Outro eixo é o turismo de base comunitária, com foco na história das catadoras, na culinária e nos processos de beneficiamento.

Segundo dados da Pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs) de 2023, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sergipe ocupa a quarta posição nacional na produção extrativista de mangaba, atrás de Paraíba, Rio Grande do Norte e Minas Gerais.

A prefeitura de Aracaju informou que a elaboração do plano de manejo da reserva depende da composição do conselho gestor e afirmou que há projeto arquitetônico com recurso aprovado para uma unidade de beneficiamento da mangaba na área da Resex. A administração municipal também declarou manter fiscalização ambiental e apoio à proteção do território.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Safra de café arábica pode ter uma das piores qualidades dos últimos anos, alerta Cepea

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

A colheita de café arábica da safra 2026/27 está próxima do fim nas principais regiões produtoras do Brasil. Os trabalhos avançaram com maior intensidade nas últimas semanas, mas ainda seguem atrasados em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Na temporada anterior, neste mesmo período, a colheita já havia sido encerrada na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

O atraso registrado neste ano está relacionado principalmente às chuvas acima da média durante o inverno, que dificultaram o avanço das atividades nas lavouras.

Chuvas afetam qualidade do café

Além de atrasar a retirada dos grãos, o excesso de umidade também teve impacto sobre a qualidade do café colhido.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a safra 2026/27 deve apresentar um dos piores resultados dos últimos anos em termos de qualidade, com elevada presença de cafés classificados como de bebida inferior.

As condições climáticas durante a colheita são determinantes para a qualidade final dos grãos. Períodos chuvosos podem dificultar tanto os trabalhos no campo quanto as etapas posteriores de secagem do café.

Atenção se volta para safra 2027/28

Com a colheita entrando na reta final, os agentes do mercado passam a acompanhar outros fatores que podem influenciar o setor nos próximos meses.

Entre eles estão o volume final da safra 2026/27 e o ritmo de comercialização dos grãos pelos produtores.

Ao mesmo tempo, as atenções começam a se voltar para as lavouras que vão produzir na próxima temporada. Segundo o Cepea, o setor acompanha a florada responsável pela safra 2027/28, etapa importante para as primeiras avaliações sobre o potencial produtivo do próximo ciclo.

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Safra europeia de açúcar deve ser a menor desde 1988/89, diz Tereos

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A produção europeia de açúcar no ciclo 2026/27 deve atingir o menor nível desde a safra 1988/89, segundo a cooperativa francesa Tereos. O recuo é atribuído à seca prolongada e a episódios repetidos de calor intenso registrados desde meados de junho na Europa. O cenário já sustenta uma recuperação das cotações no mercado europeu, após dois anos de queda.

Estudos realizados neste mês apontam que os rendimentos das lavouras de beterraba açucareira recuam mais de 20% ante o ciclo anterior. Em áreas específicas, as perdas variam de 50% a 60%. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, o rendimento está 15% menor.

Diante da menor qualidade e do menor volume de beterraba, a Tereos anunciou ajustes em suas oito usinas. Entre as medidas estão o adiamento do início do processamento, a redução da duração média da campanha de 130 para 100 dias, a diminuição da velocidade de esmagamento e o redirecionamento do mix industrial, com prioridade para a fabricação de açúcar.

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Segundo o diretor comercial da cooperativa, Pierre-Henri Dietz, os primeiros sinais de recuperação dos preços de venda devem melhorar o desempenho financeiro do setor. Ele atribuiu esse movimento à redução de estoques, à valorização de commodities no mercado internacional e à retração contínua da área plantada com beterraba na Europa nos últimos três anos.

O diretor agrícola da Tereos, David Sergent, afirmou que as medidas operacionais buscam otimizar a extração e apoiar os mais de 10 mil cooperados diante do agravamento de eventos climáticos.

A quebra na União Europeia também aparece nas projeções de consultorias. A StoneX estima queda de 15,3% na produção do bloco em 2026/27, para 15 milhões de toneladas. A consultoria projeta retração de 1,9% na produção mundial, para 192,60 milhões de toneladas, enquanto o consumo global deve avançar para 194,30 milhões de toneladas, resultando em déficit de 1,70 milhão de toneladas. A Czarnikow projeta déficit global de 900 mil toneladas em 2026/27 e de 2,90 milhões de toneladas em 2027/28.

Na França, a deterioração das lavouras ocorre no ano mais seco já registrado no país, com temperaturas acima de 41ºC em diversas regiões e incêndios florestais em áreas produtivas do sudoeste, como Landes e Bordeaux. A combinação de seca severa e ondas de calor mais frequentes acelerou o desenvolvimento da beterraba açucareira, encurtou o ciclo de cultivo e limitou a acumulação de sacarose nas raízes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Abiarroz rebate critérios de levantamento que mediu qualidade do arroz Tipo 1

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Foto: Paulo Lanzetta

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) divulgou nota ressaltando que eventuais não conformidades identificadas em marcas que comercializam arroz tipo 1 (classificação que exige o mínimo de 92,5% de grãos inteiros e uniformes) devem ser analisadas de forma individual, considerando as características de cada produto, empresa e amostra.

A resposta da entidade acontece em decorrência de levantamento realizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que identificou inconformidades na classificação de arroz vendido ao consumidor.

A entidade gaúcha fez coletas do produto entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 em 167 estabelecimentos de 32 cidades do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Das 268 amostras comercializadas como arroz Tipo 1 e submetidas à análise em laboratório credenciado, 215, o equivalente a 80,22%, apresentaram classificação inferior à declarada.

A seleção feita pela Federarroz priorizou produtos que apresentavam indícios visuais de desconformidade com a classificação declarada, além de itens encontrados nas menores faixas de preço das gôndolas pesquisadas.

A Abiarroz, por sua vez, considera fundamental a fiscalização do mercado e o cumprimento das normas de classificação do arroz, que garantem transparência ao consumidor e relações equilibradas entre os diferentes elos da cadeia, mas diz não concordar com os critérios utilizados pela Federação.

“Uma possível divergência de classificação não permite, por si só, concluir pela ocorrência de fraude, sendo necessária a apuração pelos órgãos competentes, com análise técnica e direito ao contraditório”, destaca a nota da Abiarroz.

Por fim, a Associação considera importante que resultados de levantamentos direcionados sejam apresentados em seu devido contexto, sem generalizações para todo o mercado. “A indústria brasileira de arroz atua sob normas e controles de qualidade e tem compromisso permanente com a conformidade dos produtos comercializados e com a transparência junto aos consumidores”, diz.

Nas análises do levantamento feito pela Federarroz foram encontradas amostras vendidas como Tipo 1 que apresentaram 18% e 35% de grãos quebrados, índices associados a classificações inferiores dentro dos critérios utilizados na avaliação.

Por conta dos resultados, a entidade afirma que encaminhará às autoridades competentes os resultados das análises e buscará a adoção das medidas cabíveis nas esferas administrativa, cível e penal a partir dos casos encontrados no estudo.

Vale ressaltar que produtos indevidamente classificados como Tipo 1 não representam riscos à saúde, ou seja, são próprios para consumo, mas ocasionalmente não entregam a qualidade que anunciam em suas embalagens.

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