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14 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Último módulo da Academia de Liderança da Aprosoja MT inicia no portuário de Santos (SP)

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Neste módulo, os produtores poderão debater temas relacionados à logística de escoamento e exportação da produção agrícola brasileira

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) deu início, nesta segunda-feira (29.06), ao quarto e último módulo da Academia de Liderança. Com foco em logística, cerca de 30 produtores rurais associados viajaram de Mato Grosso até Santos (SP) para uma imersão técnica que permitirá compreender, na prática, o funcionamento da principal estrutura de escoamento da produção agrícola brasileira.

Criada para formar lideranças cada vez mais preparadas para atuar em suas propriedades, na entidade e na sociedade, a Academia de Liderança busca desenvolver competências essenciais para a atuação dos produtores rurais.

Ao longo dos módulos, os participantes aprofundam conhecimentos em áreas como desenvolvimento pessoal, gestão, comunicação e liderança, fortalecendo a capacidade de conduzir equipes, tomar decisões estratégicas e representar os interesses da classe produtora. A proposta é contribuir para a formação de líderes capazes de gerar resultados em seus negócios e, ao mesmo tempo, colaborar com o fortalecimento institucional da Aprosoja MT e do agronegócio mato-grossense.

O quarto e último módulo da formação foi planejado para aproximar os participantes dos principais elos da cadeia logística nacional, proporcionando uma visão ampla sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao transporte, armazenagem e exportação de grãos.

Ao longo da programação, os acadêmicos conhecerão a dinâmica operacional do maior complexo portuário da América Latina, entendendo como a produção agrícola percorre o caminho entre as propriedades rurais e os mercados internacionais.

A programação teve início na Associação Comercial de Santos, onde os participantes receberam uma apresentação sobre a evolução histórica do complexo portuário santista, sua importância para a economia brasileira e a expansão da infraestrutura ao longo das últimas décadas.

Também foram apresentados dados sobre a movimentação de cargas, além da integração entre as malhas rodoviária, ferroviária e hidroviária que abastecem os portos e viabilizam o escoamento da produção de diversas regiões do país, especialmente do Centro-Oeste.  Na sequência, o grupo visitou o Museu do Café, espaço que preserva a história de um dos produtos que impulsionaram o desenvolvimento econômico brasileiro.

Durante a visita, os participantes conheceram a trajetória da cafeicultura no estado de São Paulo, a importância do grão para a formação econômica do país e sua influência na consolidação do Porto de Santos como um dos principais corredores de exportação do Brasil.

O delegado coordenador do núcleo da Aprosoja MT em Campos de Júlio, Jonathan Guadagnin, destacou a importância do módulo voltado à logística para ampliar o conhecimento dos produtores sobre uma etapa fundamental da cadeia do agronegócio e ressaltou a experiência proporcionada pela visita técnica.

“Começamos o dia conhecendo mais sobre a logística do porto e entendendo como funciona toda essa estrutura. Depois visitamos o Museu do Café, onde tivemos contato com a história que ajudou a construir esse complexo portuário. Para nós, produtores, é muito importante vivenciar tudo isso de perto, porque agrega conhecimento e mostra como aquilo que produzimos na lavoura percorre todo o caminho até chegar a outros países. Entender como acontece o escoamento da produção faz toda a diferença para quem está no campo”, afirmou.

Ainda durante a programação, os participantes realizaram uma visita técnica à Autoridade Portuária de Santos, percorrendo o complexo portuário a bordo de um catamarã. A atividade permitiu acompanhar de perto a movimentação de navios, terminais, equipamentos e operações de carga e descarga, oferecendo uma visão prática sobre a dimensão da estrutura responsável por grande parte das exportações brasileiras.

Durante a apresentação, o assessor da Diretoria de Operações Portuárias da Autoridade Portuária de Santos, Edmar Santos, explicou o funcionamento do porto, os investimentos realizados para ampliar a capacidade operacional, a integração entre os diferentes modais logísticos e a importância estratégica do complexo para o comércio exterior brasileiro, especialmente para o escoamento da produção agrícola.

Segundo ele, proporcionar essa aproximação entre o produtor e a estrutura portuária fortalece a compreensão sobre todo o processo logístico. “É uma satisfação receber o grupo da Aprosoja MT. Esta é uma visita técnica monitorada, cujo objetivo é mostrar como funciona o porto e a importância dessa estrutura para a movimentação da economia brasileira, tanto nas exportações quanto nas importações. Quando o produtor conhece essa realidade, ele entende melhor como sua produção chega aos mercados internacionais”, destacou.

Edmar ressaltou ainda que conhecer o porto permite ao produtor enxergar toda a cadeia logística, desde a saída da propriedade rural até o embarque da carga. “Faz todo sentido que o produtor conheça essa estrutura, porque aqui está a etapa final da cadeia logística. A produção sai da fazenda, percorre diferentes modais de transporte e chega ao porto, onde é armazenada e embarcada para exportação. Compreender esse processo ajuda a visualizar todos os desafios e a importância de cada etapa para que o produto chegue ao destino final”, explicou.

O assessor também detalhou, de forma resumida, como ocorre a movimentação da soja dentro do complexo portuário. “A soja chega principalmente por caminhões, é descarregada nos silos ou armazéns e, por meio de equipamentos específicos, segue até os porões dos navios, de onde é exportada para diversos mercados. Todo esse processo exige planejamento, infraestrutura e integração entre os diferentes modais logísticos”, completou.

A proposta deste último módulo é proporcionar aos participantes uma compreensão mais aprofundada sobre a logística nacional, demonstrando que a competitividade do agronegócio depende não apenas da eficiência dentro das propriedades rurais, mas também da qualidade da infraestrutura responsável por transportar a produção até os mercados consumidores.

Ao conhecer de perto o funcionamento do sistema portuário, os produtores ampliam a visão sobre os gargalos logísticos, os desafios enfrentados pelo setor e a relevância de investimentos em infraestrutura para reduzir custos, aumentar a eficiência e fortalecer a competitividade da produção brasileira no mercado internacional.

A programação da Academia de Liderança segue ao longo de toda a semana no estado de São Paulo, com novas visitas técnicas a estruturas portuárias e outros pontos estratégicos da cadeia logística. As atividades foram organizadas para oferecer aos participantes uma experiência prática sobre os processos que envolvem o escoamento da produção agrícola, consolidando os conhecimentos adquiridos durante a formação e encerrando o ciclo da Academia com uma visão abrangente sobre um dos temas mais estratégicos para o agronegócio brasileiro.

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Agro Mato Grosso

Cartilha de manejo integrado do fogo da Aprosoja MT orienta prevenção no campo

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Guia construído em parceria com o Corpo de Bombeiros reúne orientações técnicas para proteger a lavoura, o patrimônio e a segurança jurídica do produtor

Aceiros, limpeza de máquinas, caminhão-pipa a postos e equipe preparada para agir aos primeiros sinais de fumaça são práticas conhecidas de quem vive no campo durante o período de estiagem. A Cartilha de Manejo Integrado do Fogo, elaborada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBMMT), organiza em um único documento o que o produtor precisa fazer para reduzir o risco de princípios de incêndio, dificultar a propagação das chamas e se adequar à Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída pela Lei nº 14.944/2024.

A Cartilha também atende às regras exigidas pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF), que passou a fixar obrigações de prevenção, na prática, a propriedade precisa demonstrar preparo mínimo para prevenir, comunicar e responder a ocorrências. Esses deveres foram detalhados pela Resolução COMIF nº 3/2025, em vigor desde 8 de setembro de 2025, e os produtores têm até 8 de setembro de 2027 para se adequar. Além disso, antes de qualquer punição, o órgão ambiental deve notificar e conceder 30 dias para correção. As exigências variam conforme o porte do imóvel, medido em módulos fiscais.

As sanções também endureceram. O Decreto nº 12.189/2024 triplicou a multa pelo uso de fogo sem autorização em áreas agropastoris, que passou de R$1 mil para R$3 mil por hectare ou fração, e reforçou a responsabilização por falhas de prevenção. É esse conjunto que transforma a organização da fazenda em resguardo jurídico, e é o que a cartilha traduz com ilustrações e linguagem simples.

A publicação integra a campanha “Desinformação é fogo”, realizada pela Aprosoja MT desde 2023, para orientar produtores e conscientizar a sociedade sobre os riscos das queimadas. O argumento é direto: o agricultor é o primeiro interessado em manter o fogo longe da lavoura, porque é quem mais perde com ele.  “O planejamento está no dia a dia do produtor há muitos anos. Começa no plantio, passa pelo manejo e, depois da colheita, quando a área entra em pousio na seca, vem o planejamento de proteção. O fogo destrói a natureza, as lavouras e, às vezes, os maquinários, um prejuízo gigantesco. Por isso, prevenir e ter um plano para o primeiro combate faz parte da própria sobrevivência financeira do produtor”, afirma o diretor financeiro e vice-coordenador de Sustentabilidade da Aprosoja MT, Nathan Belusso.

As quatro frentes de proteção – A cartilha organiza as medidas protetivas em quatro frentes, apresentadas com dicas práticas. A primeira são os aceiros, faixas de terreno mantidas livres de vegetação que funcionam como barreira física contra a propagação do fogo, sobretudo nas divisas, junto às Reservas Legais e às Áreas de Preservação Permanente. O material distingue três tipos: preventivos, emergenciais e de segurança, cada um com função específica antes, durante e depois de uma ocorrência.

A segunda são os cuidados preventivos com o maquinário. Máquinas sujas, superaquecidas ou operando em condições inadequadas aumentam o risco de início do fogo. Na estiagem, a limpeza frequente de colhedoras e tratores, a atenção a fagulhas e ao superaquecimento e a escolha criteriosa dos horários de colheita reduzem a chance de que a própria operação provoque as chamas.

Em seguida, são apresentadas as estruturas de apoio: fontes de água acessíveis e sinalizadas, equipamentos básicos de combate em boas condições, EPIs para a equipe e, conforme o porte da propriedade, caminhão-pipa, reservatórios, abafadores, bombas costais, comunicação e primeiros socorros. Sem esses recursos, a resposta inicial fica comprometida.

Por último, as técnicas de monitoramento. Uma propriedade preparada mantém comunicação rápida, responsável definido e acompanhamento constante no período crítico: de listas de contato e rádio a drones, pontos de observação e monitoramento de focos de calor.

Prevenção começa em janeiro – Para o Coronel da Reserva do CBMMT, Aluísio Metelo Junior, a nova legislação exige antecipação. “O primeiro erro é a falta de planejamento. O produtor já fazia ações preventivas, mas a Lei do Manejo Integrado do Fogo mudou uma coisa: agora ele precisa provar isso antecipadamente. Antes não havia essa obrigatoriedade, e foi o COMIF que passou a ditar as regras de prevenção”, afirma. O oficial defende tratar o tema como calendário, e não como emergência.

“A prevenção precisa começar em janeiro, mês a mês, para que, quando chegar a estiagem, esteja tudo executado”, diz. Ele acrescenta que as campanhas educativas cumprem papel duplo: enquanto as novas gerações aprendem, as mais tradicionais assimilam novas práticas”.

O coronel lembra ainda que, em terras arrendadas, a responsabilidade é compartilhada: cabe ao proprietário cobrar do arrendatário o cumprimento das exigências legais, com os dois cientes das medidas. Ele situa o Estado como referência. “Todos os estados aprenderam com Mato Grosso a gestão de incêndios florestais. As entidades e associações são cada vez mais importantes nesse processo: quanto mais colaboram entre si e levam novidades ao produtor, mais perto se chega de um futuro sustentável e da redução dos incêndios”, avalia. A síntese, para ele, é uma só: o incêndio acontece onde a prevenção falha.

Da prevenção ao resguardo legal – A cartilha fecha o ciclo ao orientar o registro das medidas. Fotografias de aceiros, APPs, Reservas Legais, cercas, equipamentos e EPIs, com data e organização, servem tanto à gestão interna quanto à comprovação de boas práticas em eventual fiscalização ou apuração.

Em caso de ocorrência, o material recomenda acionar o Corpo de Bombeiros (193), registrar o evento, formalizar boletim de ocorrência, providenciar ata notarial e solicitar perícia técnica, cadeia de evidências que protege o produtor juridicamente. Prevenir, nesse arranjo, é ao mesmo tempo defender a produção e resguardar quem produz.

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Agro Mato Grosso

Doença silenciosa avança em MT e pode comprometer produtividade da soja

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Podridão de vagens e grãos já deixou prejuízos em importantes regiões produtoras e pesquisadores reforçam atenção à escolha de cultivares, época de plantio e manejo de fungicidas

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Secretaria de Agricultura de Lucas prepara novas tecnologias para o Show Safra 2027

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Em Lucas do Rio Verde o trabalho desenvolvido no campo experimental da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente ocorre durante todo o ano, com pesquisas e testes de diferentes culturas, tecnologias e formas de manejo voltadas principalmente ao fortalecimento da agricultura familiar. O desenvolvimento de culturas é pensado para oferecer opções de diversificação ao produtor rural, bem como no Show Safra.

Durante o período de seca, a área experimental recebe culturas que apresentam melhor desenvolvimento nessas condições. Entre os testes realizados atualmente está o cultivo de melão, com a avaliação de diferentes técnicas para melhorar o desenvolvimento da planta, preservar a umidade do solo e reduzir os impactos de pragas.

De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis, o objetivo do campo experimental é testar na prática diferentes possibilidades de produção e transformar os resultados em informação para o agricultor.

“Esse campo serve para testar, para ter coisas que dão certo e também o que dá errado, porque o resultado negativo também é uma informação”, explicou.

No cultivo do melão, uma das tecnologias avaliadas é a utilização de cobertura física, estratégia que busca proteger a plantação de uma das principais pragas que afetam a cultura nesse período, a mosca-branca. A técnica também contribui para a manutenção da umidade e pode favorecer um desenvolvimento mais vigoroso das plantas.

A pesquisa realizada agora também ajuda a definir quais culturas e tecnologias poderão ser apresentadas durante o Show Safra 2027. Como algumas produções levam de seis a até dez meses para chegar ao ponto de colheita.

“Nosso time está todo aqui desenvolvendo essas pesquisas, esses materiais justamente para a gente entregar um excelente Show Safra”, destacou Felipe.

O cultivo do melão também chama atenção para uma oportunidade de mercado existente no próprio município. Segundo o secretário, Lucas do Rio Verde possui produtores de frutas, hortaliças e outros alimentos que comercializam a produção para mercados, varejistas, atacadistas e também para a merenda escolar.

A preparação para o Show Safra 2027 segue em andamento, com o desenvolvimento antecipado das culturas que serão apresentadas ao público durante a feira. Além de apresentar novidades durante a feira, a proposta é gerar conhecimento que possa ser aplicado no dia a dia das propriedades. Os testes permitem comparar técnicas e avaliar quais alternativas apresentam melhores resultados para as condições locais.

O trabalho conta com parcerias como a da Fundação Rio Verde, que disponibiliza a área experimental e auxilia com maquinários, equipamentos e produtos, o Sindicato Rural, a Cooperlaf – Cooperativa Luverdense de Agricultores Familiares, associações e os próprios agricultores.

“O agricultor familiar, há muito tempo, deixou de ser um produtor de subsistência. Hoje ele é um empresário do campo, ele produz, ele entrega”, afirmou Felipe.

(com Ascom Prefeitura/Patrícia Kluge Marchi)

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