Agro Mato Grosso
Último módulo da Academia de Liderança da Aprosoja MT inicia no portuário de Santos (SP)

Neste módulo, os produtores poderão debater temas relacionados à logística de escoamento e exportação da produção agrícola brasileira
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) deu início, nesta segunda-feira (29.06), ao quarto e último módulo da Academia de Liderança. Com foco em logística, cerca de 30 produtores rurais associados viajaram de Mato Grosso até Santos (SP) para uma imersão técnica que permitirá compreender, na prática, o funcionamento da principal estrutura de escoamento da produção agrícola brasileira.
Criada para formar lideranças cada vez mais preparadas para atuar em suas propriedades, na entidade e na sociedade, a Academia de Liderança busca desenvolver competências essenciais para a atuação dos produtores rurais.
Ao longo dos módulos, os participantes aprofundam conhecimentos em áreas como desenvolvimento pessoal, gestão, comunicação e liderança, fortalecendo a capacidade de conduzir equipes, tomar decisões estratégicas e representar os interesses da classe produtora. A proposta é contribuir para a formação de líderes capazes de gerar resultados em seus negócios e, ao mesmo tempo, colaborar com o fortalecimento institucional da Aprosoja MT e do agronegócio mato-grossense.
O quarto e último módulo da formação foi planejado para aproximar os participantes dos principais elos da cadeia logística nacional, proporcionando uma visão ampla sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao transporte, armazenagem e exportação de grãos.
Ao longo da programação, os acadêmicos conhecerão a dinâmica operacional do maior complexo portuário da América Latina, entendendo como a produção agrícola percorre o caminho entre as propriedades rurais e os mercados internacionais.
A programação teve início na Associação Comercial de Santos, onde os participantes receberam uma apresentação sobre a evolução histórica do complexo portuário santista, sua importância para a economia brasileira e a expansão da infraestrutura ao longo das últimas décadas.
Também foram apresentados dados sobre a movimentação de cargas, além da integração entre as malhas rodoviária, ferroviária e hidroviária que abastecem os portos e viabilizam o escoamento da produção de diversas regiões do país, especialmente do Centro-Oeste. Na sequência, o grupo visitou o Museu do Café, espaço que preserva a história de um dos produtos que impulsionaram o desenvolvimento econômico brasileiro.
Durante a visita, os participantes conheceram a trajetória da cafeicultura no estado de São Paulo, a importância do grão para a formação econômica do país e sua influência na consolidação do Porto de Santos como um dos principais corredores de exportação do Brasil.
O delegado coordenador do núcleo da Aprosoja MT em Campos de Júlio, Jonathan Guadagnin, destacou a importância do módulo voltado à logística para ampliar o conhecimento dos produtores sobre uma etapa fundamental da cadeia do agronegócio e ressaltou a experiência proporcionada pela visita técnica.
“Começamos o dia conhecendo mais sobre a logística do porto e entendendo como funciona toda essa estrutura. Depois visitamos o Museu do Café, onde tivemos contato com a história que ajudou a construir esse complexo portuário. Para nós, produtores, é muito importante vivenciar tudo isso de perto, porque agrega conhecimento e mostra como aquilo que produzimos na lavoura percorre todo o caminho até chegar a outros países. Entender como acontece o escoamento da produção faz toda a diferença para quem está no campo”, afirmou.
Ainda durante a programação, os participantes realizaram uma visita técnica à Autoridade Portuária de Santos, percorrendo o complexo portuário a bordo de um catamarã. A atividade permitiu acompanhar de perto a movimentação de navios, terminais, equipamentos e operações de carga e descarga, oferecendo uma visão prática sobre a dimensão da estrutura responsável por grande parte das exportações brasileiras.
Durante a apresentação, o assessor da Diretoria de Operações Portuárias da Autoridade Portuária de Santos, Edmar Santos, explicou o funcionamento do porto, os investimentos realizados para ampliar a capacidade operacional, a integração entre os diferentes modais logísticos e a importância estratégica do complexo para o comércio exterior brasileiro, especialmente para o escoamento da produção agrícola.
Segundo ele, proporcionar essa aproximação entre o produtor e a estrutura portuária fortalece a compreensão sobre todo o processo logístico. “É uma satisfação receber o grupo da Aprosoja MT. Esta é uma visita técnica monitorada, cujo objetivo é mostrar como funciona o porto e a importância dessa estrutura para a movimentação da economia brasileira, tanto nas exportações quanto nas importações. Quando o produtor conhece essa realidade, ele entende melhor como sua produção chega aos mercados internacionais”, destacou.
Edmar ressaltou ainda que conhecer o porto permite ao produtor enxergar toda a cadeia logística, desde a saída da propriedade rural até o embarque da carga. “Faz todo sentido que o produtor conheça essa estrutura, porque aqui está a etapa final da cadeia logística. A produção sai da fazenda, percorre diferentes modais de transporte e chega ao porto, onde é armazenada e embarcada para exportação. Compreender esse processo ajuda a visualizar todos os desafios e a importância de cada etapa para que o produto chegue ao destino final”, explicou.
O assessor também detalhou, de forma resumida, como ocorre a movimentação da soja dentro do complexo portuário. “A soja chega principalmente por caminhões, é descarregada nos silos ou armazéns e, por meio de equipamentos específicos, segue até os porões dos navios, de onde é exportada para diversos mercados. Todo esse processo exige planejamento, infraestrutura e integração entre os diferentes modais logísticos”, completou.
A proposta deste último módulo é proporcionar aos participantes uma compreensão mais aprofundada sobre a logística nacional, demonstrando que a competitividade do agronegócio depende não apenas da eficiência dentro das propriedades rurais, mas também da qualidade da infraestrutura responsável por transportar a produção até os mercados consumidores.
Ao conhecer de perto o funcionamento do sistema portuário, os produtores ampliam a visão sobre os gargalos logísticos, os desafios enfrentados pelo setor e a relevância de investimentos em infraestrutura para reduzir custos, aumentar a eficiência e fortalecer a competitividade da produção brasileira no mercado internacional.
A programação da Academia de Liderança segue ao longo de toda a semana no estado de São Paulo, com novas visitas técnicas a estruturas portuárias e outros pontos estratégicos da cadeia logística. As atividades foram organizadas para oferecer aos participantes uma experiência prática sobre os processos que envolvem o escoamento da produção agrícola, consolidando os conhecimentos adquiridos durante a formação e encerrando o ciclo da Academia com uma visão abrangente sobre um dos temas mais estratégicos para o agronegócio brasileiro.
Agro Mato Grosso
Duas pessoas morrem em batida entre carro e carreta na BR-364 em MT

Dois ocupantes de um veículo utilitário morreram ainda no local do acidente. A dinâmica ainda será investigada.
Duas pessoas, que ainda não tiveram as identidades divulgadas, morreram após o veículo utilitário em que estavam bater de frente com uma carreta, no km 551 da BR-364, em Rosário Oeste, a 105 km de Cuiabá, nesta terça-feira (29).
Vídeos registrados por motoristas que passam pela região mostram o congestionamento no local após o acidente (veja abaixo).
Uma equipe de resgate da Nova Rota do Oeste, concessionária que administra o trecho, foi até o local para prestar atendimento às vítimas. Os dois ocupantes do utilitário morreram ainda no local.
Na carreta estavam duas pessoas que não ficaram feridas e assinaram um termo de recusa de encaminhamento médico.
Ainda conforme a Nova Rota, até a publicação desta reportagem, a rodovia estava interditada nos dois sentidos para a realização da perícia. Após o procedimento, a concessionária deve fazer a remoção dos veículos para liberar o tráfego.
A dinâmica do acidente ainda será investigada.
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Agro Mato Grosso
MPF realiza visita de quatro dias a terra indígena em Mato Grosso e ouve lideranças

O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma visita institucional à Terra Indígena Enawenê-Nawê, localizada no estado de Mato Grosso. A atividade, que durou quatro dias, teve como objetivo promover escuta direta das lideranças e dos moradores da comunidade, conhecer suas principais necessidades e reafirmar a atuação presencial do órgão na defesa dos direitos dos povos originários.
Durante a permanência no território indígena, a equipe do MPF dialogou com os integrantes da comunidade, fortalecendo os canais de interlocução e aproximação entre a instituição e o povo Enawenê-Nawê. “A presença em campo permitiu acompanhar de perto a realidade local, compreender seu modo de vida e registrar presencialmente as manifestações das lideranças”, destacou a servidora do MPF, Keren Baesso.
O encontro foi uma oportunidade para informar aos indígenas sobre os fatos dos processos judiciais e procedimentos administrativos em curso, seus trâmites e estados atuais e também para ouvir a posição da comunidade sobre os rumos possíveis para essas causas. Os diálogos com a comunidade ocorreram mediante tradução linguística, no momento definido com observância à realização dos rituais.
Para o procurador da República Daniel Luis Dalberto, em nossas relações com os Enawenê-Nawê precisamos ter sensibilidade para compreensão e respeito à sua cosmologia, onde tudo se encaixa e tem um lugar definido, o que pode ser visto a partir das apresentações ritualísticas, que evidenciam a beleza estética e a força da cultura desse povo.
Segundo o Dalberto, o contato direto e os diálogos no território são fundamentais para consolidar uma atuação institucional mais eficiente, humana e acessível. “A aproximação presencial assegura que o Ministério Público Federal conheça a rotina comunitária a partir da perspectiva dos próprios indígenas, orientando os trabalhos do órgão de forma respeitosa e alinhada às garantias constitucionais”, acrescentou o procurador da República.
Defesa dos povos indígenas – A iniciativa foi desenvolvida em parceria pelo Ofício Povos Indígenas em Isolamento Voluntário e de Recente Contato, vinculado à Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF (6ª Câmara de Coordenação e Revisão), e pelo 2º Ofício de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso, sediado na Procuradoria da República no Município (PRM) de Sinop (MT).
A visita integra o conjunto de ações do MPF voltadas à proteção e à salvaguarda dos direitos dos povos indígenas, especialmente de recente contato ou em situação de isolamento voluntário. As informações subsidiarão a atuação do órgão, permitindo a definição de encaminhamentos institucionais adequados e a manutenção de um fluxo de diálogo permanente com a comunidade.
“A atuação conjunta entre o órgão setorial nacional e a unidade de Sinop reforça a estratégia do MPF de manter um acompanhamento contínuo e integrado sobre as demandas das populações tradicionais em todo o estado de Mato Grosso”, ressalta o procurador-chefe do MPF em Mato Grosso, Ricardo Pael Ardenghi.
Atuação coordenada – A Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6ª Câmara de Coordenação e Revisão) é o órgão do Ministério Público Federal responsável por coordenar, integrar e revisar a atuação institucional nos temas afetos aos povos indígenas, comunidades tradicionais e povos em isolamento voluntário ou de recente contato.
Agro Mato Grosso
Produtor agrega valor em cada etapa da produção MT

A produção de milho ganhou uma função estratégica na diversificação dos negócios da família Vesz em Mato Grosso. Em Campo Verde, parte dos grãos é destinada à alimentação do gado, que passa por recria e engorda na própria fazenda antes de chegar ao mercado da família na forma de carne.
Esse modelo integra agricultura, pecuária e comércio em diferentes etapas da cadeia produtiva e é resultado de uma trajetória iniciada em 1984, quando a família chegou à região de Campo Verde. Além da produção rural, o grupo mantém negócios no comércio e estruturou a sucessão familiar ao longo das décadas.
A combinação entre comércio e produção rural acompanhou a trajetória da família desde então. O supermercado surgiu tanto pela necessidade de atender os moradores que chegavam à nova fronteira agrícola quanto pela oportunidade de negócio. Nos primeiros anos, a loja comercializava alimentos, roupas, calçados, bicicletas e outros produtos que eram difíceis de encontrar na região.
A atividade comercial cresceu junto com a chegada de produtores vindos principalmente do Paraná e do Rio Grande do Sul. Muitos traziam recursos para abrir áreas próprias ou arrendadas e precisavam de um local para se abastecer. O supermercado chegou a receber clientes de municípios e fazendas distantes de Campo Verde, em uma época em que as opções de comércio ainda eram restritas.
O início, porém, exigiu adaptações. Sem fornecedores que circulassem pela região, Vitor Vesz precisava viajar até Cuiabá para comprar produtos como mussarela e mortadela. Enquanto um dos irmãos ajudava na abertura das áreas agrícolas, ele ficava mais ligado ao comércio e às compras.
“Eu fui filho de agricultor, neto de agricultor e me criei na roça. Com sete anos, oito anos, a gente já estava trabalhando na roça”, conta Vitor ao Especial Mais Milho, ao recordar a infância no Rio Grande do Sul. A experiência familiar no campo acabou se tornando uma das bases para a expansão dos negócios após a mudança para Mato Grosso.
Da fronteira gaúcha à nova fronteira agrícola
Antes de chegar a Campo Verde, Vitor e a esposa, com quem se casou em 1970, mantinham atividades de comércio e agricultura no Rio Grande do Sul. A decisão de mudar para Mato Grosso ganhou força depois da Guerra das Malvinas, em 1982, que afetou diretamente os negócios da família na região de fronteira com a Argentina.
A desvalorização da moeda argentina reduziu o poder de compra dos clientes que movimentavam boa parte do comércio da família. Mesmo com a loja cheia e uma estrutura já estabelecida, o produtor rural e empresário passou a procurar alternativas para continuar crescendo. As informações sobre a expansão da fronteira agrícola em Mato Grosso ajudaram a direcionar a mudança.
Durante uma viagem, ele recebeu novas referências sobre a região da BR-070 e decidiu conhecer o local. Antes mesmo de retornar ao Sul, ligou para a esposa para contar que havia encontrado uma possibilidade para a família. A resposta dela acabou sendo decisiva: “Se isso for bom para ti, vai ser bom para nós, para a nossa família”.
A família chegou a Campo Verde em 1984 e, desde então, ampliou a atuação tanto no comércio quanto na produção agropecuária. Atualmente, as áreas agrícolas estão concentradas em Campo Verde e também em Juara, onde a família iniciou uma frente mais recente de produção.
Em Campo Verde, são cultivadas soja, milho e algodão. Parte da produção agrícola passou a contar com maior estrutura de logística com a proximidade de uma ferrovia na região. Na Fazenda Brasil, a busca por maior segurança produtiva também levou à implantação de irrigação.
A propriedade conta atualmente com 12 pivôs, que atendem 1,5 mil hectares hectares, além de uma outorga para outros 500 hectares. A irrigação permite produzir milho para consumo, milho destinado à produção de sementes para empresas e outras culturas em uma área em que parte dos solos apresenta maior arenosidade.
Milho conecta lavoura e pecuária
A diversificação ganhou uma função ainda mais direta quando o milho passou a ser utilizado dentro da própria propriedade. Parte da produção é destinada à alimentação do gado, enquanto a outra parcela é comercializada. O sistema também inclui sorgo e milho produzido fora das áreas irrigadas.
Na avaliação de Vitor, a expansão das usinas de etanol de milho em Mato Grosso alterou o cenário para a cultura, ao ampliar as alternativas de comercialização e gerar coprodutos utilizados na alimentação animal. “Essas usinas de etanol que estão vindo para o Mato Grosso nos ajudaram demais a alavancar o nosso milho”, afirma ao Canal Rural Mato Grosso.
Na última safrinha, a Fazenda Brasil alcançou média de 135 sacas de milho por hectare para produção de grãos destinados ao consumo. Em Juara, onde as condições de chuva e solo favoreceram a lavoura, a média no milho chegou a 155 sacas por hectare.
A pecuária também foi incorporada à propriedade a partir de uma iniciativa da própria família. Quando a Fazenda Brasil foi comprada, em 1988, havia apenas cinco vacas e um cavalo. Valtair Vesz, filho mais velho de Vitor, insistiu para que a atividade fosse desenvolvida junto à agricultura.
O trabalho com gado ganhou escala e passou a envolver melhoramento genético, inseminação e confinamento. Segundo Valtair, a propriedade trabalha com animais abatidos antes dos 24 meses e realiza o acabamento do gado na própria fazenda. Cerca de 900 a 1.000 cabeças são abatidas por ano para abastecer o mercado da família.
A integração também permite aproveitar parte do milho produzido na lavoura e resíduos gerados durante o processo de secagem. “A gente transforma o milho em carne e ajuda a agregar muito valor”, resume Valtair.
A escolha pelo Senepol também faz parte da estratégia da pecuária. Valtair destaca a capacidade da raça taurina de trabalhar em condições de campo e o desempenho dos animais no sistema adotado pela propriedade. Para ele, a integração entre lavoura e pecuária tende a continuar avançando dentro da atividade da família.
Gestão familiar e continuidade dos negócios
A divisão das atividades entre os filhos ocorreu de forma gradual. O filho do meio permaneceu ligado ao supermercado, o mais novo assumiu a agricultura e Valtair ficou à frente da pecuária. A filha caçula, Marcele, também participa dos negócios da família, de acordo com Vitor.
A organização passou a ser estruturada por meio de uma holding familiar, com participação definida entre os integrantes. A intenção é manter a gestão conjunta e preparar a continuidade dos negócios para as próximas gerações.
A trajetória também foi construída com apoio financeiro para a expansão das atividades. Vitor conta que, antes da chegada do Sicredi a Campo Verde, a família dependia de instituições financeiras de outras cidades. Posteriormente, participou da formação da cooperativa no município e manteve uma relação de crédito ao longo dos anos.
“Com certeza, a gente sozinho não é ninguém. Tem sempre que ter os parceiros, porque para tocar essa vida tem que sempre ter apoio”, afirma o produtor rural. Segundo ele, o acesso ao crédito foi importante para investimentos em máquinas, estrutura e capital de giro.
A gerente de negócios agro do Sicredi em Campo Verde, Leidiane Freitas, relata que a relação com a família começou ainda na implantação da cooperativa no município. O atendimento, pontua ela, envolve visitas à propriedade e identificação das necessidades de cada produtor para definir as modalidades de financiamento.
A gerente de agência Kely Lewandowski destaca ainda a ligação histórica da cooperativa com o setor agropecuário e a atuação junto à comunidade. No caso da família Vesz, a relação financeira acompanha diferentes momentos da expansão dos negócios, incluindo investimentos ligados à agricultura e à pecuária.
Para Vitor Vesz, a continuidade passa principalmente pela organização dos sucessores e pela manutenção da união entre os integrantes da família. A estrutura societária já foi definida e os filhos participam dos negócios em diferentes áreas.
“Eu tenho muita confiança nesse futuro e talvez nós não vamos acompanhar uma parte desse futuro aí. Mas, como diz o outro, as coisas estão muito bem encaminhado”, afirma.
A perspectiva do produtor rural e empresário, portanto, é de continuidade de um modelo construído desde a chegada a Mato Grosso: comércio, agricultura e pecuária funcionando em diferentes etapas do mesmo negócio e com a participação das novas gerações.

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