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1 de julho de 2026

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Funcionário passa a fita, quadrilha arromba cofres e leva R$ 350 mil e arsenal de fazenda

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Operação Partilha mira três suspeitos de arquitetar e executar o crime em Confresa. Trio chegou a anotar a divisão do lucro em um pape

A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou nesta terça-feira (30.6), a Operação Partilha, para cumprimento de nove mandados judiciais para esclarecer um furto qualificado ocorrido em uma fazenda no município de Confresa.

A investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa, apura o crime que resultou na subtração de R$ 350 mil em dinheiro, cinco armas de fogo, joias, entre outros objetos.

As ordens judiciais foram decretadas pela Justiça em desfavor de três suspeitos envolvidos no crime. Sendo cumpridas em Confresa, Sinop, Peixoto de Azevedo, São José do Xingu (distrito de Santo Antônio do Fontoura), Porto dos Gaúchos e na cidade de Novo Progresso, no Estado do Pará.

Os mandados de busca e apreensão domiciliar, inclusive na modalidade itinerante, afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos e o acesso e extração dos dados dos dispositivos apreendidos, foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças.

A ação visa recuperar as armas, joias e o valor que foram subtraídos da vítima, além de outros materiais como celulares, tablets e notebook, essenciais para o esclarecimento das negociações e transações financeiras referentes à partilha do produto do crime.

A operação coordenada pela Derf conta com o apoio das Delegacias de Confresa, São José do Xingu e Santa Cruz do Xingu, das Delegacias Regionais de Guarantã do Norte, Sinop e Juína, e da Polícia Civil do Pará.

O crime

O furto qualificado foi praticado em uma propriedade rural em Confresa, na madrugada de 23 de setembro de 2024, quando os autores arrombaram cofres no interior da residência e subtraíram cerca de R$ 350 mil em espécie, além de joias e cinco armas de fogo.

Apuração

Durante diligências a equipe da Derf de Confresa identificou a atuação de grupo com divisão de tarefas entre os investigados. Os três alvos da operação são apontados como o informante (prestador de serviço com acesso ao interior da casa), o executor e o responsável pela logística do plano criminoso e pela destinação das armas de fogo furtadas.

Conforme a delegada da Derf de Confresa, Karen Amaral Makrakis, no decorrer da investigação foi encontrado registro da partilha entre os suspeitos, além de áudios, mensagens e fotografia de arma subtraída localizada em um aparelho celular.

“A precisão do furto dirigida exatamente aos bens guardados na casa, indicou desde o início que o grupo teria agido com informação privilegiada sobre o local e o conteúdo dos cofres. Os indícios revelaram a atuação de um grupo estruturado, com divisão de tarefas e posterior repartição do produto do crime entre os envolvidos, parte do qual chegou a ser negociada”, destacou a delegada.

Partilha

O nome da operação faz referência ao documento manuscrito apreendido durante as investigações, no qual os próprios envolvidos haviam anotado como dividiram entre si o produto do furto, cada um com a sua parte em armas, joias e valores, de modo que, se a partilha dividiu o espólio entre os envolvidos, é também a palavra que dá nome à resposta do Estado, a operação destinada a desfazer essa divisão.

Com Assessoria 

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Tião da Zaeli assume Fecomércio e critica legislação trabalhista e carga tributária

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Novo presidente diz que comércio local enfrenta desvantagem na concorrência com o e-commerce internacional

O novo presidente da Fecomércio-MT, Tião da Zaeli, tomou posse nesta quarta-feira (1º) defendendo uma articulação entre empresários, governo e classe política para enfrentar os desafios do comércio mato-grossense. Entre as principais preocupações, ele citou a concorrência com plataformas internacionais de e-commerce, que, segundo ele, operam sob regras tributárias e trabalhistas mais favoráveis.

Zaeli afirmou que os comerciantes locais enfrentam dificuldades para competir com empresas estrangeiras enquanto mantêm empregos e arcam com a carga tributária e a legislação brasileira. Apesar das críticas, reconheceu que não possui uma solução pronta para o problema. “É uma situação que eu, particularmente, não tenho a solução”, declarou.

O presidente da Fecomércio defendeu a construção de alternativas para reduzir esse desequilíbrio competitivo e melhorar as condições para o comércio tradicional. “Temos que dar as mãos, buscar minimizar esse problema e trazer uma condição melhor pro comércio local”, afirmou.

Durante o discurso, Zaeli também classificou a legislação trabalhista como “arcaica” e apontou o sistema tributário como um dos maiores entraves para o setor. Segundo ele, competir com empresas do mundo inteiro sob as atuais regras representa um grande desafio para quem empreende no Brasil.

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Unemat cria “super maracujá” adaptado ao clima de MT que produz até 35 toneladas por hectare

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Nova variedade batizada de ‘Solar’ foi desenvolvida em Tangará da Serra e sementes já começaram a ser comercializadas aos produtores

Um trabalho de pesquisa desenvolvido por professores e alunos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Tangará da Serra, resultou na criação de uma cultivar de maracujá mais produtiva e adaptada às condições climáticas e de solo de Mato Grosso. Batizada de Solar, a variedade também apresenta maior qualidade e resistência.

Coordenada pelo professor Willian Krause, a pesquisa tem como foco o desenvolvimento de novas cultivares com maior produtividade, resistência a pragas e doenças e melhor desempenho comercial. A cultivar Solar pode alcançar uma produção entre 30 e 35 toneladas por hectare.

O projeto é desenvolvido em parceria com instituições de apoio à pesquisa agrícola e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de produtores locais. As sementes da nova cultivar já começaram a ser comercializadas.

Segundo o professor Willian Krause, a iniciativa surgiu da necessidade de desenvolver uma variedade adaptada às condições de Mato Grosso.

Foto: Unemat

“A iniciativa de criar uma nova cultivar surgiu da necessidade de adaptação do fruto tanto ao clima quanto ao solo de Mato Grosso. O cultivo do maracujá exige clima quente, com chuvas bem distribuídas, além de solos bem drenados e ricos em matéria orgânica. Em regiões como Mato Grosso, o manejo adequado do solo e a irrigação são fatores essenciais para garantir alta produtividade e frutos de qualidade”, explica.

O pesquisador destaca ainda que a polinização manual é uma das etapas mais importantes para garantir o bom desenvolvimento do cultivo.

Produtor rural há 36 anos, Pedro José de Freitas afirma que a produção do maracujá tem gerado bons resultados nas vendas.

“Tem sido muito bom pra venda aqui na feira, e eu ainda vendo goiaba e outras frutas”, relata.

Atualmente, o programa reúne mais de 20 participantes, entre bolsistas de iniciação científica, alunos de graduação, mestrado e doutorado. Além do maracujá, os pesquisadores também desenvolvem estudos com outras culturas, como abacaxi, mamão e melancia.

A expectativa é de que novas cultivares sejam validadas e disponibilizadas para uso comercial nos próximos anos, ampliando o impacto da pesquisa na agricultura regional e fortalecendo a horticultura em Tangará da Serra e em Mato Grosso.

Com Assessoria 

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT aprofunda conhecimento sobre logística em visitas técnicas a terminais portuários

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Segundo dia do módulo no estado de São Paulo levou os produtores para conhecer a FIPS, TGG e Santos Brasil

A programação do quarto e último módulo da Academia de Liderança da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) teve continuidade nesta terça-feira (30.06) com uma série de visitas técnicas voltadas à compreensão da logística que conecta a produção agrícola brasileira aos mercados internacionais.

Após conhecerem, no primeiro dia, a estrutura do Porto de Santos e sua importância para o comércio exterior, os cerca de 30 produtores rurais participantes da formação seguiram para o município de Guarujá (SP), onde acompanharam de perto o funcionamento da Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS) e do Terminal de Granéis do Guarujá (TGG). No período da tarde, a programação prosseguiu com uma visita ao Porto Santos Brasil.

As atividades fazem parte do módulo dedicado à logística, desenvolvido para proporcionar aos participantes uma visão prática dos principais elos da cadeia de transporte e exportação da produção agrícola. A proposta é aproximar os produtores da infraestrutura responsável por garantir o escoamento dos grãos produzidos em Mato Grosso até os mercados consumidores.

Durante a visita à Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS), os participantes conheceram o funcionamento da malha ferroviária que atende o complexo portuário e observaram como a integração entre os diferentes modais contribui para tornar mais eficiente a movimentação de cargas. A estrutura desempenha papel estratégico na redução do fluxo de caminhões, na otimização das operações portuárias e no aumento da competitividade da logística nacional.

Na sequência, o grupo visitou o Terminal de Granéis do Guarujá (TGG), onde acompanhou as operações de recebimento, armazenagem e movimentação de granéis sólidos destinados à exportação. A visita permitiu compreender como a eficiência operacional dos terminais influencia diretamente a agilidade no embarque das cargas e a competitividade do agronegócio brasileiro.

O produtor rural associado ao núcleo da Aprosoja MT em Tangará da Serra, Eduardo Pasa, destacou a importância de conhecer de perto toda a estrutura logística responsável pelo escoamento da produção agrícola.

“Estamos no quarto módulo da Academia de Liderança da Aprosoja MT e tivemos a oportunidade de conhecer de perto a logística ferroviária, hidroviária e parte da logística rodoviária que integra o Porto de Santos. É muito importante entender como os grãos produzidos em Mato Grosso chegam até aqui e seguem para exportação. Tem sido uma experiência muito enriquecedora, porque conseguimos visualizar todo o processo, desde a chegada das cargas até o embarque nos navios. Conhecer essa estrutura nos ajuda a compreender a dimensão da logística que sustenta o agronegócio brasileiro”, destaca.

No período da tarde, os acadêmicos conheceram a estrutura do Porto Santos Brasil, um dos principais terminais de contêineres da América Latina. Durante a visita técnica, os participantes acompanharam a dinâmica das operações portuárias, os processos de movimentação de cargas e as tecnologias empregadas para aumentar a eficiência e a segurança das operações.

A programação também apresentou aos produtores informações sobre os investimentos realizados em infraestrutura, inovação e ampliação da capacidade operacional, demonstrando como a modernização dos terminais contribui para fortalecer a logística nacional e atender à crescente demanda do comércio exterior.

O diretor de desenvolvimento de projetos estratégicos do Santos Brasil, Bruno Stupello, ressaltou a importância da aproximação entre o setor portuário e os produtores rurais, destacando o papel da logística para garantir eficiência e competitividade às exportações brasileiras.

“É muito importante receber produtores, exportadores e demais representantes da cadeia produtiva no terminal portuário. Muitas vezes, eles acompanham apenas a realidade das propriedades rurais ou das indústrias e não conhecem a dimensão das operações realizadas dentro de um porto. Essas visitas permitem mostrar como funciona o terminal, quais são nossas responsabilidades, os investimentos realizados para ampliar a capacidade operacional e os projetos que estão sendo desenvolvidos para atender, cada vez melhor, a demanda das cargas que chegam ao país e seguem para os mercados internacionais.”

O módulo de logística da Academia de Liderança busca ampliar a visão dos produtores sobre os desafios enfrentados além das porteiras das propriedades rurais. Ao conhecerem de perto estruturas ferroviárias, terminais de armazenagem e instalações portuárias, os participantes compreendem que a competitividade do agronegócio depende de uma cadeia logística integrada, eficiente e capaz de reduzir custos, aumentar a agilidade no transporte e garantir que a produção brasileira chegue aos mercados internacionais com qualidade e segurança.

A programação da Academia de Liderança segue ao longo da semana com novas visitas técnicas e atividades voltadas ao fortalecimento da formação dos produtores rurais, consolidando os conhecimentos adquiridos sobre um dos temas mais estratégicos para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

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